Para lembrar como o mundo em que vivemos (ainda) é lindo.
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
10 anos sem George Harrison

Gostaria de deixar uma breve homenagem ao "Beatle quieto", que deixou o mundo material no dia 29 de novembro de 2001, vítima de câncer no pulmão.Marcaram sua imagem, além da música, a intensa espiritualidade e a paixão pela cultura indiana.
Além da extensa obra dos Beatles, Harrison também teve uma bela carreira solo. O álbum All Things Must Pass é ótimo, e eu aconselho a quem encontrá-lo à venda em algum lugar que compre imediatamente.
Veja o trailer do documentário sobre Harrison Living In The Material World, de Martin Scorsese:
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sábado, 12 de novembro de 2011
Festa italiana
Hoje foi dia de festa na Itália.
Após um governo marcado por escândalos sexuais, corrupção e acusações de envolvimento com a máfia, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renunciou ao cargo, após a aprovação de reformas econômicas exigidas pela União Européia.
Uma multidão o recebeu com vaias no Palácio Quirinale, sede da presidência.
Antes de sua chegada, um coral de 'Aleluia', de Handel, com dezenas de cantores e músicos clássicos, apresentou-se na frente do palácio.

Lembrei-me de um e-mail emocionante que recebi alguns meses atrás e fui procurar.
O texto estava em espanhol; segue uma tradução minha:
Após um governo marcado por escândalos sexuais, corrupção e acusações de envolvimento com a máfia, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renunciou ao cargo, após a aprovação de reformas econômicas exigidas pela União Européia.Uma multidão o recebeu com vaias no Palácio Quirinale, sede da presidência.
Antes de sua chegada, um coral de 'Aleluia', de Handel, com dezenas de cantores e músicos clássicos, apresentou-se na frente do palácio.

Lembrei-me de um e-mail emocionante que recebi alguns meses atrás e fui procurar.
O texto estava em espanhol; segue uma tradução minha:
A Itália finalmente despertou. É comovente.Agora, festejam os italianos, "a Itália está livre!"
No último dia 12 de março (de 2011), Silvio Berlusconi teve de enfrentar a realidade. A Itália festejava o 150o aniversário de sua unificação, e nessa ocasião foi encenada na Ópera de Roma a ópera 'Nabucco' de Giuseppe Verdi, sob regência do maestro Riccardo Muti. Nabucco é uma obra musical e política: evoca o episódio da escravidão dos judeus na Babilônia, e seu famoso coro 'Va Pensiero' é o canto dos escravos oprimidos. Na Itália, este canto é o símbolo da busca pela liberdade do povo, que no final do século XIX - quando foi escrita a ópera - estava oprimido pelo império Habsburgo, o qual combateu até a criação da Itália unificada.
Antes da apresentação, Gianni Alemanno, prefeito de Roma, subiu ao palco para proferir um discurso denunciando os cortes no orçamento para a cultura que o governo havia feito (e Alemanno é membro do partido governante e ministro de Berlusconi!). Esta intervenção em um dos momentos culturais mais simbólicos da Itália produziria um efeito inesperado, dado que Berlusconi em pessoa assistia à apresentação.
Entrevistado logo pelo Times, Riccardo Muti, regente da orquestra, contou que foi uma verdadeira noite de revolução: "A princípio houve uma grande ovação no público. Logo começamos a ópera. Se desenrolou muito bem, até que chegamos ao famoso canto 'Va Pensiero'. Imediatamente, senti que a atmosfera ficava mais tensa. Há coisas que não se pode descrever, mas se sente. Era um silêncio do público que se fazia sentir. Mas, no momento em que as pessoas se deram conta de que começava 'Va Pensiero', o silêncio se tornou um verdadeiro fervor. Se podia sentir a reação visceral do público diante do lamento dos escravos que cantam "Ó pátria minha, tão bela e perdida".
Quando o coro chegava ao fim, já se ouvia do público pedidos de "bis". O público começou a gritar "Viva Itália!", "Viva Verdi!", "Vida longa à Itália!". As pessoas no "poleiro" começou a lançar papéis com mensagens patrióticas.
Em apenas uma ocasião Muti havia aceitado fazer um bis para 'Va Pensiero', na Scala de Milão em 1986, dado que uma ópera não deve sofrer interrupções. "Eu não queria apenas fazer um bis. Tinha que haver uma intenção especial para fazê-lo", relata. Mas o público já havia despertado seu sentimento patriótico. Em um gesto teatral, Muti se virou e olhou para o público e para Berlusconi, e disse:
"Sim, estou de acordo com isto. 'Vida longa à Itália'. Porém...
Já não tenho mais 30 anos e vivi minha vida, mas viajei muito pelo mundo, e hoje sinto vergonha do que sucede em meu país. Então, se atendo hoje ao vosso pedido de um bis para 'Va Pensiero', não é apenas pela inspiração patriótica que sinto, mas porque esta noite, quando dirigia o coro que cantou 'Ai minha pátria, bela e perdida', pensei que, se seguirmos assim, vamos matar a cultura sobre a qual se construiu a história da Itália. Neste caso, nossa pátria estaria, de fato, 'bela e perdida'".
(Aplausos, inclusive dos artistas em cena)
Continuou: "Já que reina aqui um clima italiano, eu, Muti, me calei por muitos anos. Gostaria agora... teríamos que dar sentido a este canto; estamos em nossa casa, no teatro de Roma, e com um coro que cantou magnificamente bem e que foi acompanhado esplendidamente. Se quiserem, proponho que se unam a nós para que cantemos todos juntos".
Então convidou o público a cantar com o coro dos escravos. "Vi grupos de gente se levantarem. Toda a Ópera de Roma se levantou. E o coro também. Foi um momento mágico na Ópera".
Essa noite não foi somente uma apresentação de Nabucco, mas também uma declaração do teatro da capital para chamar a atenção dos políticos".
Aqui está o vídeo desse momento cheio de emoção:
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Feliz dia das crianças!
Em homenagem à inocência das crianças, à sua capacidade de sonhar e seu potencial para fazer do mundo um lugar melhor, uma bela canção do álbum Canção de Todas as Crianças, de Toquinho:
O álbum, lançado em 1987, possui dez faixas, inspiradas na Declaração Universal dos Direitos da Criança.
O trabalho recebeu da ONU uma carta de reconhecimento por contribuição à humanidade, e no ano 2000 foi lançada uma versão com as letras em espanhol.
Ouvindo esta música agora, depois de tantos anos sem ouvi-la, cheguei a chorar, de tão inocente e idealista que é.
Fico triste por ver como o mundo me tornou menos otimista.
Vamos aproveitar este dia para lembrar de quando éramos menos cínicos e conformistas.
E cante Toquinho e leia Mafalda para as suas crianças!
O álbum, lançado em 1987, possui dez faixas, inspiradas na Declaração Universal dos Direitos da Criança.O trabalho recebeu da ONU uma carta de reconhecimento por contribuição à humanidade, e no ano 2000 foi lançada uma versão com as letras em espanhol.
Ouvindo esta música agora, depois de tantos anos sem ouvi-la, cheguei a chorar, de tão inocente e idealista que é.
Fico triste por ver como o mundo me tornou menos otimista.
Vamos aproveitar este dia para lembrar de quando éramos menos cínicos e conformistas.
E cante Toquinho e leia Mafalda para as suas crianças!
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Guitarras Gibson com madeira ilegal?
Sonho de consumo de muita gente (eu, inclusive!), guitarras famosas como a Les Paul e a SG podem ser fabricadas com madeira de origem ilegal.
A empresa nega (claro!), e muitos fãs falam em conspiração política (o presidente da Gibson apóia políticos do Partido Republicano) ou "dicas anônimas" falsas da concorrente Fender, mas na semana passada agentes federais apreenderam guitarras, pedaços de madeira e arquivos digitais em fábricas da Gibson nas cidades de Memphis e Nashville.
A empresa está sob suspeita de importar ilegalmente ébano indiano.
O mandado de busca alegava que 1250 peças de ébano indiano, que entraram nos EUA pelo aeroporto de Dallas no dia 22 de junho, foram importados ilegalmente, pois a Índia não permite a exportação da madeira (informações do jornal The Australian).
Em nota oficial à imprensa, a Gibson afirma que as acusações são baseadas numa interpretação errada da lei indiana - a mesma madeira seria legal se utilizada por trabalhadores indianos, mas ilegal se utilizada por americanos, segundo a interpretação.
A nota afirma, também, que a madeira apreendida é certificada pelo Forest Stewardship Council.
Segundo o blog Contraversão, o presidente da Gibson, Henry Juszkiewicz, disse em uma coletiva que a empresa é objeto de investigações injustas, que não houve acusações formais e que as autoridades não revelaram o que procuravam nas buscas realizadas no dia 24 de agosto.
Juszkiewicz disse, ainda, que a empresa toma precauções para assegurar a importação legal da madeira.
As guitarras Gibson são feitas com madeiras nobres de espécies em risco de extinção, como o mogno e o jacarandá.
Em 2009, já haviam sido feitas apreensões, com a alegação de que a empresa havia comprado jacarandá ilegalmente de Madagascar. Também não foram feitas acusações formais, até hoje.
Segundo a empresa, a madeira foi adquirida legalmente.
Consta que o mogno usado nas guitarras é todo de madeira de reflorestamento, oriundo de países da América Central.
Será que dá pra confiar?
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
42 anos de Woodstock
Estamos comemorando o 42º aniversário do mais famoso festival de música da História: o festival de Woodstock.
Veja dois momentos memoráveis:
Cover de With a Little Help From My Friends (dos Beatles) por Joe Cocker, no dia 17 de agosto de 1969:
No mesmo dia, Jimi Hendrix, a última atração, fez uma crítica à Guerra do Vietnã colocando sons de bombas, sirenes e helicópteros (com a guitarra) no hino nacional americano:
Foram mais de 30 apresentações, nos três dias de festival:
Sexta-feira, 15 de agosto
Richie Havens
Swami Satchidananda
Sweetwater
The Incredible String Band
Bert Sommer
Tim Hardin
Ravi Shankar
Melanie
Arlo Guthrie
Joan Baez
Sábado, 16 de agosto
Quill (quarenta minutos para quatro músicas)
Keef Hartley Band
Country Joe McDonald
John Sebastian
Santana
Canned Heat
Mountain
Grateful Dead
Creedence Clearwater Revival
Janis Joplin, com a The Kozmic Blues Band
Sly & the Family Stone
The Who
Jefferson Airplane
Domingo, 17 de agosto
The Grease Band
Joe Cocker
Country Joe and the Fish
Ten Years After
The Band
Blood, Sweat & Tears
Johnny Winter e Edgar Winter
Crosby, Stills, Nash & Young
Paul Butterfield Blues Band
Sha-Na-Na
Jimi Hendrix
Quem, como eu, adoraria ter estado lá, pode ter um gostinho com o documentário Woodstock: 3 Dias de Paz, Amor e Música, do diretor Michael Wadleigh.
(ao lado, a edição especial de 40 anos do festival)
Disponível para download no blog Arapa Rock Motor.
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Se seu CD favorito fosse um livro...
...como ele seria?
Esta é a proposta da série The Record Books.
Esses são os meus favoritos (tem muito mais no Flickr):
Esta é a proposta da série The Record Books.
Esses são os meus favoritos (tem muito mais no Flickr):
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Misty Miller
Essa inglesinha tem 16 anos e toca ukelele.
Eu a descobri dois dias atrás, e não consigo parar de ouvir.
Myspace (tem mais de dez músicas para ouvir)
Site oficial
Eu a descobri dois dias atrás, e não consigo parar de ouvir.
Myspace (tem mais de dez músicas para ouvir)
Site oficial
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Celebrando a vida de Les Paul

Hoje o músico e inventor Lester William Polfus, mais conhecido como Les Paul e falecido em 2009, completaria 96 anos.
O Google está homenageando Les Paul com um doodle musical, bem legal.
[Atualização: o dia da homenagem passou, mas você pode acessar a guitarrinha do Google quando quiser; é só clicar aqui]
Além de tocar country e jazz, ele criou uma das primeiras guitarras de corpo sólido, posteriormente fabricada pela marca Gibson. Até hoje, a guitarra que leva o seu nome é uma das guitarras mais famosas do mundo (e uma das mais caras também).



(ainda vou ter!)
Ele também foi o inventor da gravação multicanais.
No vídeo abaixo, Les Paul e sua esposa Mary Ford demonstram seu método revolucionário de gravação.
Les Paul & Mary Ford - How High the Moon
Junto com Mary Ford, Les Paul gravou músicas muito populares nos EUA na década de 1950. Eles tiveram seu próprio programa de televisão (The Les Paul & Mary Ford Show), em 1954-1955.
The Les Paul & Mary Ford Show: World Is Waiting For The Sunrise
Tem um documentário muito interessante sobre sua vida, intitulado Chasing Sound! The Les Paul Story. Eu comprei em uma livraria de shopping, não deve ser difícil de encontrar.
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quarta-feira, 18 de maio de 2011
17/05: Dia Internacional Contra a Homofobia!
Uma mensagem a todos os Bolsonaros do Brasil:
Música: Fuck You, de Lily Allen
Ou, como colocou Sir Ian McKellen:

Algumas pessoas são gays.
Supere isso.
PS: o meu corretor ortográfico não sabia o que é homofobia.
Música: Fuck You, de Lily Allen
Ou, como colocou Sir Ian McKellen:

Supere isso.
PS: o meu corretor ortográfico não sabia o que é homofobia.
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
Blogger e Beatles
Finalmente, depois de dois dias com problemas - página fora do ar, postagens desaparecidas, blogs inteiros desaparecidos, pessoas impossibilitadas de postar... - parece que o Blogger voltou ao normal.
Quero postar algo para comemorar, mas que não envolva muito texto nem, muito menos, imagens. Porque, vai que some de novo, né?
Vai aí um dos maiores clássicos da música pra vocês.
E o vídeo é ótimo!
John Lennon: "Para o último número, eu gostaria de pedir sua ajuda. As pessoas nos assentos mais baratos, batam palmas. O resto de vocês, podem chacoalhar suas jóias"
("Ok, Rainha da Inglaterra?")
Quero postar algo para comemorar, mas que não envolva muito texto nem, muito menos, imagens. Porque, vai que some de novo, né?
Vai aí um dos maiores clássicos da música pra vocês.
E o vídeo é ótimo!
John Lennon: "Para o último número, eu gostaria de pedir sua ajuda. As pessoas nos assentos mais baratos, batam palmas. O resto de vocês, podem chacoalhar suas jóias"
("Ok, Rainha da Inglaterra?")
sábado, 30 de abril de 2011
Quero falar de blues!
Quero fazer uma pequena pausa na campanha em defesa do Código Florestal Brasileiro, ainda que seja um assunto urgente e digníssimo de atenção!
Parafraseando, aqui de improviso, o professor John Keating, a defesa do nosso planeta é uma causa nobre e necessária para manter a vida. Mas música é uma das coisas pelas quais nós vivemos.
Eu tenho ouvido muito blues ultimamente.
Engraçado que, até recentemente, eu não conhecia nada de blues.
Meus pais sempre ouviram mpb (e um pouco de chanson francesa). Desde pequena eu adoro rock - rock clássico, que muita gente até considera um sub-gênero do blues. E já curtia Rolling Stones e Cream, que gravaram muito blues. Mas as poucas vezes que eu parava para ouvir blues mesmo, eu achava... meio chatinho.

Isso começou a mudar há uns dois anos atrás.
Eu estava estudando gaita, autodidaticamente (estudo que foi interrompido há meses por tempo indeterminado, porque eu estava ficando com os lábios machucados, mas ainda espero retomar) e meu pai me deu um cd de blues que ele tinha em casa e que achava... meio chatinho.
Foi esse CD aí ao lado.
Sonny Terry e Brownie McGhee, respectivamente gaitista e violonista, fizeram muito sucesso com seu blues acústico, gravando e fazendo uma turnê atrás da outra, desde o início da parceria na década de 1940 até os anos 80. E não era pra menos:
Walk On
Brownie McGhee & Sonny Terry, final da década de 70
A partir dessa "revelação", eu comecei a me interessar mais pelo gênero e a procurar outras coisas para ouvir.
Fiquei conhecendo um pouco do trabalho de Robert Johnson, de quem todo mundo que conhece blues já ouviu falar; diz a lenda que ele vendeu a alma ao diabo em uma encruzilhada em troca da habilidade musical. Sua canção mais conhecida chama-se Crossroads, "encruzilhada" (e tem uma outra chamada Me and the Devil).
Ajudam a aumentar a lenda em torno do nome dele (além, é claro, de seu virtuosismo no violão) o fato de não se saber ao certo quando ele nasceu (há divergência entre seus documentos, mas teria sido entre 1909 e 1912) e qual a causa de sua morte prematura em 1938 (talvez envenenado por um marido ciumento). Gravou apenas 29 músicas em toda a sua vida.
Ele foi uma grande influência para muitos músicos, muitos o consideram o mais importante cantor de blues que já existiu.
Eu, no entanto, confesso que não curti muito, achei monótono, pra ficar ouvindo uma música seguida de outra.
Crossroads
Robert Johnson
Versão do Cream (vídeo de 1968, vejam o jovem Eric Clapton):
Também adoro a versão com a cantora Jonell Mosser, mas não encontrei para partilhar aqui.
Bem, passei por muitos outros artistas, até que no começo deste ano minha aventura pelo blues revelou uma verdadeira jóia e eu ganhei uma "ídola". Seu nome era Willie Mae, mas muitos só a conhecem como Big Mama Thorntom.
Ela começou a cantar ainda criança na Igreja Batista, onde seu pai era ministro e sua mãe, cantora.
Iniciou sua carreira no blues em Houston, Texas, em 1948.
Infelizmente, faleceu no ano em que eu nasci, 1984, aparentemente por problemas de saúde relacionados ao alcoolismo.
Ela tinha uma voz poderosa e intensa, é uma delícia de ouvir, e também tocava gaita muito bem.
Foi ela quem gravou, originalmente, a canção Hound Dog, que ficou famosa na versão de Elvis Presley anos mais tarde. Ela também gravou um álbum com a banda de Muddy Waters, pioneiro no uso da guitarra elétrica.
Recomendo que baixem tudinho que encontrarem dela!
Summertime
Big Mama Thorntom, 1969
(Considero esta a melhor versão de todos os tempos. Me deixa toda arrepiada!)
Hound Dog (com Buddy Guy, 1965)
Elvis cantando uma versão um pouco mais acelerada de Hound Dog:
Veja mais Big Mama no YouTube:
Ball and Chain
Rock Me
Ainda mais recentemente, graças ao lindo trabalho da Mara (valeu!) no blog Pintando Música, eu descobri um cara chamado Howlin' Wolf, o Lobo Uivante. E foi desses momentos "como é possível que eu nunca ouvi isso antes?!?".
Wolf, Chester Arthur Burnett na certidão de nascimento, era um cara grandalhão com uma voz rouca, voz de "Trovão", como também o chamavam. Tocava gaita e guitarra.
Howlin' Wolf, assim como outros personagens ilustres como Muddy Waters, é retratado no filme Cadillac Records, de 2008. Totalmente recomendado.
Ele rouba todas as (poucas) cenas em que aparece, com sua personalidade forte e sua convicção. E, embora fizesse pose de mau, parece que era um cara muito gentil e muito fiel a seus valores morais.
Existe um documentário sobre ele; ainda vou assistir.
Faleceu em janeiro de 1976, aos 65 anos de idade. Dizem que sua lápide foi comprada por Eric Clapton.
Eu também recomendo que não deixem passar nada dele!
Wolf e Big Mama não páram de tocar aqui em casa!
Don't Laugh at Me
Howlin' Wolf, 1964
E falando de Cadillac Records, outra artista retratada no filme (interpretada pela Beyoncé) é a cantora Etta James.
Não é uma das minhas cantoras favoritas, mas certamente merece estar aqui.
O filme mostra bem seu drama particular, que incluiu depressão, abuso de drogas e tentativa de suicídio. Mas esta mulher impressionante passou por tudo isso e, aos 73 anos de idade, continua lançando álbuns e se apresentando.
E sua voz emociona! Ela fala sério cada palavra.
Something's Got A Hold On Me
Etta James, 1962
Quer ouvir mais?
Visite o ótimo Pintando Música!
(E se você também gosta de blues, recomendações são bem-vindas!)
Parafraseando, aqui de improviso, o professor John Keating, a defesa do nosso planeta é uma causa nobre e necessária para manter a vida. Mas música é uma das coisas pelas quais nós vivemos.
Eu tenho ouvido muito blues ultimamente.
Engraçado que, até recentemente, eu não conhecia nada de blues.
Meus pais sempre ouviram mpb (e um pouco de chanson francesa). Desde pequena eu adoro rock - rock clássico, que muita gente até considera um sub-gênero do blues. E já curtia Rolling Stones e Cream, que gravaram muito blues. Mas as poucas vezes que eu parava para ouvir blues mesmo, eu achava... meio chatinho.

Isso começou a mudar há uns dois anos atrás.
Eu estava estudando gaita, autodidaticamente (estudo que foi interrompido há meses por tempo indeterminado, porque eu estava ficando com os lábios machucados, mas ainda espero retomar) e meu pai me deu um cd de blues que ele tinha em casa e que achava... meio chatinho.Foi esse CD aí ao lado.
Sonny Terry e Brownie McGhee, respectivamente gaitista e violonista, fizeram muito sucesso com seu blues acústico, gravando e fazendo uma turnê atrás da outra, desde o início da parceria na década de 1940 até os anos 80. E não era pra menos:
Walk On
Brownie McGhee & Sonny Terry, final da década de 70
A partir dessa "revelação", eu comecei a me interessar mais pelo gênero e a procurar outras coisas para ouvir.
Fiquei conhecendo um pouco do trabalho de Robert Johnson, de quem todo mundo que conhece blues já ouviu falar; diz a lenda que ele vendeu a alma ao diabo em uma encruzilhada em troca da habilidade musical. Sua canção mais conhecida chama-se Crossroads, "encruzilhada" (e tem uma outra chamada Me and the Devil).
Ajudam a aumentar a lenda em torno do nome dele (além, é claro, de seu virtuosismo no violão) o fato de não se saber ao certo quando ele nasceu (há divergência entre seus documentos, mas teria sido entre 1909 e 1912) e qual a causa de sua morte prematura em 1938 (talvez envenenado por um marido ciumento). Gravou apenas 29 músicas em toda a sua vida.
Ele foi uma grande influência para muitos músicos, muitos o consideram o mais importante cantor de blues que já existiu.
Eu, no entanto, confesso que não curti muito, achei monótono, pra ficar ouvindo uma música seguida de outra.
Crossroads
Robert Johnson
Versão do Cream (vídeo de 1968, vejam o jovem Eric Clapton):
Também adoro a versão com a cantora Jonell Mosser, mas não encontrei para partilhar aqui.
Bem, passei por muitos outros artistas, até que no começo deste ano minha aventura pelo blues revelou uma verdadeira jóia e eu ganhei uma "ídola". Seu nome era Willie Mae, mas muitos só a conhecem como Big Mama Thorntom.
Ela começou a cantar ainda criança na Igreja Batista, onde seu pai era ministro e sua mãe, cantora.Iniciou sua carreira no blues em Houston, Texas, em 1948.
Infelizmente, faleceu no ano em que eu nasci, 1984, aparentemente por problemas de saúde relacionados ao alcoolismo.
Ela tinha uma voz poderosa e intensa, é uma delícia de ouvir, e também tocava gaita muito bem.
Foi ela quem gravou, originalmente, a canção Hound Dog, que ficou famosa na versão de Elvis Presley anos mais tarde. Ela também gravou um álbum com a banda de Muddy Waters, pioneiro no uso da guitarra elétrica.
Recomendo que baixem tudinho que encontrarem dela!
Summertime
Big Mama Thorntom, 1969
(Considero esta a melhor versão de todos os tempos. Me deixa toda arrepiada!)
Hound Dog (com Buddy Guy, 1965)
Elvis cantando uma versão um pouco mais acelerada de Hound Dog:
Veja mais Big Mama no YouTube:
Ball and Chain
Rock Me
Ainda mais recentemente, graças ao lindo trabalho da Mara (valeu!) no blog Pintando Música, eu descobri um cara chamado Howlin' Wolf, o Lobo Uivante. E foi desses momentos "como é possível que eu nunca ouvi isso antes?!?".Wolf, Chester Arthur Burnett na certidão de nascimento, era um cara grandalhão com uma voz rouca, voz de "Trovão", como também o chamavam. Tocava gaita e guitarra.
Howlin' Wolf, assim como outros personagens ilustres como Muddy Waters, é retratado no filme Cadillac Records, de 2008. Totalmente recomendado.
Ele rouba todas as (poucas) cenas em que aparece, com sua personalidade forte e sua convicção. E, embora fizesse pose de mau, parece que era um cara muito gentil e muito fiel a seus valores morais.
Existe um documentário sobre ele; ainda vou assistir.
Faleceu em janeiro de 1976, aos 65 anos de idade. Dizem que sua lápide foi comprada por Eric Clapton.
Eu também recomendo que não deixem passar nada dele!
Wolf e Big Mama não páram de tocar aqui em casa!
Don't Laugh at Me
Howlin' Wolf, 1964
E falando de Cadillac Records, outra artista retratada no filme (interpretada pela Beyoncé) é a cantora Etta James.Não é uma das minhas cantoras favoritas, mas certamente merece estar aqui.
O filme mostra bem seu drama particular, que incluiu depressão, abuso de drogas e tentativa de suicídio. Mas esta mulher impressionante passou por tudo isso e, aos 73 anos de idade, continua lançando álbuns e se apresentando.
E sua voz emociona! Ela fala sério cada palavra.
Something's Got A Hold On Me
Etta James, 1962
Quer ouvir mais?
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(E se você também gosta de blues, recomendações são bem-vindas!)
terça-feira, 29 de março de 2011
Lições para nossas cidades
É possível transformar uma cidade sem estrutura para bicicletas em um local em que o ciclismo seja uma opção popular de transporte?
SIM!
Aprendamos com Sevilha (Espanha), que conseguiu elevar a porcentagem do uso da bicicleta como transporte, de pífios 0,4% para significativos 7%, em apenas 5 anos.
Como? "Infraestrutura, estúpido!"

Do site Sevilla Cyclochic

Bicicletas públicas ("Sevici") em Sevilha
Apenas entre 2007 e 2009, foram criados 160 quilômetros de infraestrutura cicloviária.
Leia mais no blog Vá de Bike!
O vídeo abaixo, muito simpático, mostra, além das vantagens da bicicleta, um pouco da (apaixonante) cidade de Sevilha:
Música: La cumbia de la Bicicleta (algo como "a canção da bicicleta"), de David Aguilar
Animação de Luz de Mente
*~*~*~*~*~*
E só porque... tem a ver com o tema:
O ator escocês Ewan McGregor (e seu cachorrinho) de bicicleta:
(momento *_*)
SIM!
Aprendamos com Sevilha (Espanha), que conseguiu elevar a porcentagem do uso da bicicleta como transporte, de pífios 0,4% para significativos 7%, em apenas 5 anos.
Como? "Infraestrutura, estúpido!"


Apenas entre 2007 e 2009, foram criados 160 quilômetros de infraestrutura cicloviária.
Leia mais no blog Vá de Bike!
O vídeo abaixo, muito simpático, mostra, além das vantagens da bicicleta, um pouco da (apaixonante) cidade de Sevilha:
Música: La cumbia de la Bicicleta (algo como "a canção da bicicleta"), de David Aguilar
Animação de Luz de Mente
*~*~*~*~*~*
E só porque... tem a ver com o tema:
O ator escocês Ewan McGregor (e seu cachorrinho) de bicicleta:
(momento *_*)
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domingo, 27 de março de 2011
10 gêneros de Metal em 10 minutos
Para leigos (como eu) tentarem entender por que não é tudo igual (rs):
Para ajudar ainda mais, encontrei também a "árvore genealógica" do Metal (do site Full Metal Attorney):

E só porque achei engraçado (espero não ofender ninguém! Muitos amigos meus são metaleiros, e eu os adoro!):
Para ajudar ainda mais, encontrei também a "árvore genealógica" do Metal (do site Full Metal Attorney):
E só porque achei engraçado (espero não ofender ninguém! Muitos amigos meus são metaleiros, e eu os adoro!):
sexta-feira, 25 de março de 2011
Um pouco de música e de História americana
Do tempo em que bandas formadas por mulheres eram algo diferente e digno de nota (espere um momento!) e que bandas formadas por pessoas negras e brancas eram raras e especiais (hum...)
Estou falando de coisas que aconteceram há uns setenta anos atrás, mas parece que, infelizmente, ainda hoje são extraordinárias.
Estava passeando por uns blogs de música e descobri algo interessante.
Eu não sou grande conhecedora/apreciadora de jazz, mas vale a pena conhecer a banda International Sweethearts of Rhythm.
Pouquíssimo conhecida hoje, essa banda fez sucesso na década de 40, principalmente entre os negros (e vale lembrar que a separação entre negros e brancos nos Estados Unidos era forte, e oficial; bandas "integradas" - com membros de diferentes etnias - eram contra a lei em muitos estados!), e entrou para a História como "a primeira banda feminina integrada nos Estados Unidos".
Bandas femininas proliferaram durante a Segunda Guerra Mundial, mas com o retorno dos soldados era esperado que as mulheres "voltassem ao seu lugar" (dentro de casa), e mesmo as bandas que continuaram na ativa perderam espaço na mídia.
A banda foi formada em 1937 por alunas da escola pública Piney Woods, no Mississippi, para arrecadar dinheiro para a escola.
Elas foram se tornando mais conhecidas e se apresentando em locais cada vez mais prestigiosos, como o teatro Apollo em Nova York, e, em 1941, cortaram laços com a escola. A partir de então, cantoras e instrumentistas profissionais foram se juntando à banda.
A trompetista Toby Butler afirma que a banda sofria muito assédio por ser integrada. "Em um lugar, vieram nos avisar para não descer do ônibus porque tinham colocado bombas incendiárias, acho que é assim que se chamam, na pista de dança. Então, não tocamos naquele show."
Em algumas cidades do Sul, era freqüente todas as garotas comerem e dormirem no ônibus, devido a leis que proibiam negros de entrar em hotéis e restaurantes. As instrumentistas brancas tinham que tocar escondidas ou pintar o corpo, para não serem presas por tocar ou viajar com negras (crimes, segundo as leis de Jim Crow).
A banda se separou em 1949, pouco depois da morte do empresário, Rae Lee Jones.
Alguns membros continuaram tocando; a líder Anna Mae Winburn reuniu alguns dos membros originais como "Anna Mae Winburn and Her Sweethearts of Rhythm", que permaneceu na ativa até 1956. A trompetista e cantora Tiny Davis (que recusou diversos convites, inclusive de Louis Armstrong) formou seu próprio grupo, o Hell Divers.

Anna Mae Winburn

Ernestine "Tiny" Davis
Veja imagens das garotas se apresentando:
Canções:
Infelizmente, o áudio e a imagem ficam desencontrados a partir da terceira música, com o som adiantado uns dois ou três versos...
Legal que, no Youtube, há comentários de netos de membros da banda.
Este outro vídeo tem imagens mais recentes de algumas dessas mulheres:
Informações do site Matinee at the Bijou.
Estou falando de coisas que aconteceram há uns setenta anos atrás, mas parece que, infelizmente, ainda hoje são extraordinárias.
Estava passeando por uns blogs de música e descobri algo interessante.
Eu não sou grande conhecedora/apreciadora de jazz, mas vale a pena conhecer a banda International Sweethearts of Rhythm.Pouquíssimo conhecida hoje, essa banda fez sucesso na década de 40, principalmente entre os negros (e vale lembrar que a separação entre negros e brancos nos Estados Unidos era forte, e oficial; bandas "integradas" - com membros de diferentes etnias - eram contra a lei em muitos estados!), e entrou para a História como "a primeira banda feminina integrada nos Estados Unidos".
Bandas femininas proliferaram durante a Segunda Guerra Mundial, mas com o retorno dos soldados era esperado que as mulheres "voltassem ao seu lugar" (dentro de casa), e mesmo as bandas que continuaram na ativa perderam espaço na mídia.
A banda foi formada em 1937 por alunas da escola pública Piney Woods, no Mississippi, para arrecadar dinheiro para a escola.Elas foram se tornando mais conhecidas e se apresentando em locais cada vez mais prestigiosos, como o teatro Apollo em Nova York, e, em 1941, cortaram laços com a escola. A partir de então, cantoras e instrumentistas profissionais foram se juntando à banda.
A trompetista Toby Butler afirma que a banda sofria muito assédio por ser integrada. "Em um lugar, vieram nos avisar para não descer do ônibus porque tinham colocado bombas incendiárias, acho que é assim que se chamam, na pista de dança. Então, não tocamos naquele show."
Em algumas cidades do Sul, era freqüente todas as garotas comerem e dormirem no ônibus, devido a leis que proibiam negros de entrar em hotéis e restaurantes. As instrumentistas brancas tinham que tocar escondidas ou pintar o corpo, para não serem presas por tocar ou viajar com negras (crimes, segundo as leis de Jim Crow).
A banda se separou em 1949, pouco depois da morte do empresário, Rae Lee Jones.
Alguns membros continuaram tocando; a líder Anna Mae Winburn reuniu alguns dos membros originais como "Anna Mae Winburn and Her Sweethearts of Rhythm", que permaneceu na ativa até 1956. A trompetista e cantora Tiny Davis (que recusou diversos convites, inclusive de Louis Armstrong) formou seu próprio grupo, o Hell Divers.


Veja imagens das garotas se apresentando:
Canções:
She's Crazy With The Heat
Do You Wanna Jump Children?
How'Bout That Jive?
Round & Brown Blues
Infelizmente, o áudio e a imagem ficam desencontrados a partir da terceira música, com o som adiantado uns dois ou três versos...
Legal que, no Youtube, há comentários de netos de membros da banda.
Este outro vídeo tem imagens mais recentes de algumas dessas mulheres:
Informações do site Matinee at the Bijou.
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quinta-feira, 17 de março de 2011
Homenagem ao Dia de São Patrício
Hoje é o dia do padroeiro da Irlanda.Em homenagem, esta é a mais famosa "Irish drinking song".
Para acompanhar um delicioso pint de Guiness!
The Dubliners - Seven Drunken Nights
(os dois últimos versos da música foram censurados - não só neste vídeo; acho que eles nunca cantam...)
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terça-feira, 8 de março de 2011
Dia Internacional da Mulher
Parabéns para todas nós, mulheres. Hoje é o nosso dia!E é ainda mais especial, pois esta data está fazendo seu centésimo aniversário!
Infelizmente, nós ainda precisamos de um dia.
E infelizmente, ao invés dele servir para lembrar a todos o quanto ainda nos falta em direitos, este dia para a maioria das pessoas é apenas um dia para receber "parabéns" no Facebook e ganhar uma flor no supermercado.
Mulheres ainda ganham menos que os homens em cargos semelhantes; mulheres ainda têm que viver com medo de ser estupradas; mulheres ainda correm o risco de ser feridas e até mortas por seus próprios companheiros. A cada 2 minutos, CINCO mulheres são violentamente espancadas no Brasil.
Se você acha que isso está errado, parabéns, você é um(a) feminista!
Independente se é homem ou mulher; se usa saia ou calça; se usa maquiagem ou não; se trabalha fora ou não. Porque o feminismo é simplesmente a idéia (radical!) de que as mulheres são seres humanos!
O Equador fez uma campanha contra o machismo, com uns comerciais bem legais que passaram na tevê. Alguns deles podem ser vistos aqui. Por quê ninguém faz uma coisa parecida aqui no Brasil?
Com o 8 de março caindo no meio do carnaval, o que nossas tevês estão mostrando são mulheres sambando seminuas...
*~*~*~*~*~*~*~*
Deixo aqui uma homenagem musical a este dia:
Woman is the Nigger of the World
John Lennon & Yoko Ono
(letra traduzida aqui - o site esqueceu do nome da co-autora, olha só...)
"A mulher é o escravo dos escravos"
Sisters, O Sisters
Yoko Ono
(letra traduzida aqui - a autora foi a Yoko, ao contrário do que diz o site)
As duas canções encontram-se no álbum "Some Time in New York", de John e Yoko.
Você sabia que Yoko Ono, além de três álbuns em conjunto com o marido (que são fáceis de encontrar atualmente, pois a gravadora EMI relançou recentemente os trabalhos de John na fase pós-Beatles), lançou muitos trabalhos próprios e continua ativa até hoje (em 2010 saiu o álbum "Between My Head and the Sky")? E que nenhum de seus trabalhos foi lançado no Brasil?
A Carta Capital publicou um artigo muito interessante sobre ela, no final do ano passado... recomendo.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
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