Nunca mais!
Conheça a sua história!
Veja na íntegra um ótimo documentário sobre o regime militar:
O Dia que Durou 21 anos Parte 1
O Dia que Durou 21 anos Parte 2
O Dia que Durou 21 anos Parte 3 Final
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Mudanças climáticas são uma questão de gênero?
As ONGs Population Action International (P. A. I.) e #ChangeMob propõem uma discussão muito interessante com o projeto "Sobrevivendo à Mudança", através de exibições do curta-metragem Weathering Change (disponível aqui, sem legendas) acompanhadas de debates.
O filme e o debate são uma preparação para a conferência Rio+20.
Até o momento, há três sessões programadas: em São Paulo (para mídia independente e mídia de masas), Brasília (para políticos e assessores) e Rio de Janeiro (para militantes e ativistas). Cada uma delas tem lugar para pelos menos 50 pessoas (para participar, inscreva-se pelo site).
Mais informações e inscrições pelo site www.generoemudancasclimaticas.org
O filme e o debate são uma preparação para a conferência Rio+20.
Até o momento, há três sessões programadas: em São Paulo (para mídia independente e mídia de masas), Brasília (para políticos e assessores) e Rio de Janeiro (para militantes e ativistas). Cada uma delas tem lugar para pelos menos 50 pessoas (para participar, inscreva-se pelo site).
Exibição do filme Weathering Change em Brasília:Caso tenha interesse em promover uma seção na sua cidade, empresa, grupo, entre em contato com a organização do evento (contato@generoemudancasclimaticas.org).
Data: 22/05/2012
Horário: 17h30
Local: Plenário 3, Anexo II da Câmara dos Deputados.
Exibição do filme Weathering Change em São Paulo:
Data: 31/05/2012
Horário: 19h30
Local: Auditório Editora Abril, R. Sumidouro, 747, Pinheiros.
Exibição do filme Weathering Change no Rio de Janeiro:
Data: 14/06/2012
Horário: a confirmar
Local: Auditório da Federação Nacional dos Urbanitários - Rua Visconde de Inhauma, 134, 7º andar, Centro.
Mais informações e inscrições pelo site www.generoemudancasclimaticas.org
terça-feira, 29 de novembro de 2011
10 anos sem George Harrison

Gostaria de deixar uma breve homenagem ao "Beatle quieto", que deixou o mundo material no dia 29 de novembro de 2001, vítima de câncer no pulmão.Marcaram sua imagem, além da música, a intensa espiritualidade e a paixão pela cultura indiana.
Além da extensa obra dos Beatles, Harrison também teve uma bela carreira solo. O álbum All Things Must Pass é ótimo, e eu aconselho a quem encontrá-lo à venda em algum lugar que compre imediatamente.
Veja o trailer do documentário sobre Harrison Living In The Material World, de Martin Scorsese:
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Primavera nos EUA?
Declaradamente inspirados na chamada Primavera Árabe, centenas de manifestantes estão acampados há mais de duas semanas na praça Liberty em Nova York, a duas quadras de Wall Street.
O movimento descentralizado, denominado Ocupar Wall Street, protesta contra a corrupção e os privilégios do setor financeiro, representado pelos corretores e executivos de Wall Street, e os auxílios financeiros do governo aos bancos e corporações durante a crise.
No último sábado (01/10), cerca de 1500 manifestantes ocuparam a ponte do Brooklyn, bloqueando o tráfego. A polícia repreendeu a manifestação e prendeu mais de 700 pessoas, com respaldo da prefeitura de Nova York.
Segundo alguns manifestantes, a polícia teria preparado uma armadilha, permitindo que eles ocupassem a pista para, depois de percorrido um terço da ponte, cercá-los e prendê-los. A polícia nega e afirma que deu ordens explícitas para que os manifestantes não ocupassem a pista, e que aqueles que permaneceram na área para pedestres não foram detidos. No entanto, o New York Times diz que, horas antes, já haviam sido despachados 10 caminhões para a área, para transporte de presos, sugerindo que as prisões foram um movimento planejado.

Imagem divulgada no site occupywallst.org, mostrando alteração na cobertura
dos acontecimentos do dia 1 de outubro no site do New York Times:
Às 18h59, a notícia assinada por Colin Moynihan afirmava que "depois de permitir que ocupassem a ponte,
a polícia barrou e prendeu dúzias de manifestantes do Ocupar Wall Street"
Às 19h19, a mesma notícia, agora assinada por Colin Moynihan e Al Baker, dizia que "em um tenso confronto, a polícia prendeu centenas de manifestantes do Ocupar Wall Street após eles marcharem sobre a pista em direção ao Brooklyn"
Apesar da repressão, os protestos estão crescendo.
Manifestações menores estão se espalhando por outras cidades, como a ação "Ocupar Los Angeles", que reuniu centenas de pessoas no sábado. Em Boston, 24 pessoas foram presas em um protesto no Bank of America na sexta-feira.
Os manifestantes em Nova York contam com o apoio de algumas celebridades, como a atriz Susan Sarandon, o diretor Michael Moore e o lingüista Noam Chomsky, e de muitos fuzileiros navais. No sábado, os sindicatos dos trabalhadores do setor siderúrgico, dos professores, do setor de serviços e do setor de transportes declararam apoio ao movimento. Uma grande manifestação conjunta está sendo anunciada para a próxima quarta-feira.
Leia a seguir o primeiro comunicado oficial do Ocupar Wall Street (tradução de Idelber Avelar, da revista Fórum; original no site occupywallst.org):
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Assim como outros tantos protestos descentralizados realizados atualmente, o Ocupar Wall Street parece pecar pela falta de objetivos comuns (segundo alguns manifestantes, "não importa contra o quê você proteste, venha protestar!") e pela falta de profundidade dos questionamentos. Os pontos de objeção são certamente pertinentes, mas poucos parecem procurar as causas por trás deles.
As grandes corporações e os multimilionários ("o 1% da população que detém 50% da riqueza") controlam a política, e isto dificilmente vai mudar. Mas quero ser otimista e desejar sucesso aos manifestantes; pelo menos o fim da isenção de impostos dos mais ricos já seria uma grande conquista para os estadunidenses.
No entanto, seria ingenuidade esperar mudanças na essência do sistema capitalista americano.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Para entender a revolta:
Assista o documentário vencedor do Oscar Trabalho Interno ("Inside Job"), sobre o poder e os podres de Wall Street. Veja o trailer:
O movimento descentralizado, denominado Ocupar Wall Street, protesta contra a corrupção e os privilégios do setor financeiro, representado pelos corretores e executivos de Wall Street, e os auxílios financeiros do governo aos bancos e corporações durante a crise.
"Somos os 99% da população que não toleram mais a ganância e a corrupção do 1% restante", diz o site do movimento, occupywallst.org
No último sábado (01/10), cerca de 1500 manifestantes ocuparam a ponte do Brooklyn, bloqueando o tráfego. A polícia repreendeu a manifestação e prendeu mais de 700 pessoas, com respaldo da prefeitura de Nova York.
Segundo alguns manifestantes, a polícia teria preparado uma armadilha, permitindo que eles ocupassem a pista para, depois de percorrido um terço da ponte, cercá-los e prendê-los. A polícia nega e afirma que deu ordens explícitas para que os manifestantes não ocupassem a pista, e que aqueles que permaneceram na área para pedestres não foram detidos. No entanto, o New York Times diz que, horas antes, já haviam sido despachados 10 caminhões para a área, para transporte de presos, sugerindo que as prisões foram um movimento planejado.

dos acontecimentos do dia 1 de outubro no site do New York Times:
Às 18h59, a notícia assinada por Colin Moynihan afirmava que "depois de permitir que ocupassem a ponte,
a polícia barrou e prendeu dúzias de manifestantes do Ocupar Wall Street"
Às 19h19, a mesma notícia, agora assinada por Colin Moynihan e Al Baker, dizia que "em um tenso confronto, a polícia prendeu centenas de manifestantes do Ocupar Wall Street após eles marcharem sobre a pista em direção ao Brooklyn"
Apesar da repressão, os protestos estão crescendo.
Manifestações menores estão se espalhando por outras cidades, como a ação "Ocupar Los Angeles", que reuniu centenas de pessoas no sábado. Em Boston, 24 pessoas foram presas em um protesto no Bank of America na sexta-feira.
Os manifestantes em Nova York contam com o apoio de algumas celebridades, como a atriz Susan Sarandon, o diretor Michael Moore e o lingüista Noam Chomsky, e de muitos fuzileiros navais. No sábado, os sindicatos dos trabalhadores do setor siderúrgico, dos professores, do setor de serviços e do setor de transportes declararam apoio ao movimento. Uma grande manifestação conjunta está sendo anunciada para a próxima quarta-feira.
Leia a seguir o primeiro comunicado oficial do Ocupar Wall Street (tradução de Idelber Avelar, da revista Fórum; original no site occupywallst.org):
Este comunicado foi votado unanimemente pelos membros do Ocupar Wall Street, por volta das 20:00 do dia 29 de setembro. É nosso primeiro documento oficial. Temos outros três em preparação, que provavelmente serão lançados nos próximos dias: 1) uma declaração de demandas do movimento; 2) princípios de solidariedade; 3) documentação sobre como formar o seu próprio Grupo de Ocupação de Democracia Direta.
Este é um documento vivo. Você pode receber uma cópia oficial da última versão pelo e-mail c2anycga@gmail.com.
Ao nos reunirmos em solidariedade para expressar um sentimento de injustiça massiva, não devemos perder de vista aquilo que nos reuniu. Escrevemos para que todas as pessoas que se sentem atingidas pelas forças corporativas do mundo saibam que somos suas aliadas.
Unidos como povo, reconhecemos a realidade: que o futuro da raça humana exige a cooperação de seus membros; que nosso sistema deve proteger nossos direitos e que, ante a corrupção desse sistema, resta aos indivíduos a proteção de seus próprios direitos e daqueles de seus vizinhos; que um governo democrático deriva seu justo poder do povo, mas as corporações não pedem permissão para extrair riqueza do povo e da Terra; e que nenhuma democracia real é atingível quando o processo é determinado pelo poder econômico. Nós nos aproximamos de vocês num momento em que as corporações, que colocam o lucro antes das pessoas, o interesse próprio antes da justiça, e a opressão antes da igualdade, controlam nosso governo. Nós nos reunimos aqui, pacificamente, em asssembleia, como é de direito nosso, para tornar esses fatos públicos.
Elas tomaram nossas casas através de um processo de liquidação ilegal, apesar de que não eram donos da hipoteca original.
Elas receberam impunemente socorro financeiro tirado dos contribuintes, e continuam dando bônus exorbitantes a seus executivos.
Elas perpetuaram a desigualdade e a discriminação no local de trabalho, baseados em idade, cor da pele, sexo, identidade de gênero e orientação sexual.
Elas envenenaram a oferta de comida pela negligência e destruíram a agricultura familiar através do monopólio.
Elas lucraram com a tortura, o confinamento e o tratamento cruel de incontáveis animais não-humanos, e deliberadamente escondem essas práticas.
Elas continuamente arrancaram dos empregados o direito de negociar melhores salários e condições de trabalho mais seguras.
Elas mantiveram os estudantes reféns com dezenas de milhares de dólares em dívidas pela educação, que é, em si mesma, um direito humano.
Elas consistentemente terceirizaram o trabalho e usaram essa terceirização como alavanca para cortar salários e assistência médica dos trabalhadores.
Elas influenciaram os tribunais para que tivessem os mesmos direitos que os seres humanos, sem qualquer das culpabilidades ou responsabilidades.
Elas gastaram milhões de dólares com equipes de advogados para encontrar formas de escapar de seus contratos de seguros de saúde.
Elas venderam nossa privacidade como se fosse mercadoria.
Elas usaram o exército e a polícia para impedir a liberdade de imprensa.
Elas deliberadamente se recusaram a recolher produtos danificados que ameaçavam as vidas das pessoas, tudo em nome do lucro.
Elas determinaram a política econômica, apesar dos fracassos catastróficos que essas políticas produziram e continuam a produzir.
Elas doaram enormes quantidades de dinheiro a políticos cuja obrigação era regulá-las.
Elas continuam a bloquear formas alternativas de energia para nos manter dependentes do petróleo.
Elas continuam a bloquear formas genéricas de remédios que poderiam salvar vidas das pessoas para proteger investimentos que já deram lucros substanciais.
Elas deliberadamente esconderam vazamentos de petróleo, acidentes, arquivos falsificados e ingredientes inativos, tudo na busca do lucro.
Elas deliberadamente mantiveram as pessoas malinformadas e medrosas através de seu controle da mídia.
Elas aceitaram contratos privados para assassinar prisioneiros mesmo quando confrontadas com dúvidas sérias acerca de sua culpa.
Elas perpetuaram o colonialismo dentro e fora do país.
Elas participaram da tortura e do assassinato de civis inocentes em outros países.
Elas continuam a criar armas de destruição em massa para receber contratos do governo.
Para os povos do mundo,
Nós, a Assembleia Geral de Nova York que ocupa Wall Street na Praça Liberdade, os convocamos a que façam valer o seu poder.
Exercitem o seu direito a assembleias pacíficas; ocupem os espaços públicos; criem um processo que lide com os problemas que enfrentamos; e gerem soluções acessíveis a todos.
A todas as comunidades que formem grupos e ajam no espírito da democracia direta, nós oferecemos apoio, documentação e todos os recursos que temos.
Juntem-se a nós e façam com que suas vozes sejam ouvidas!
*Estas demandas não são exaustivas.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Assim como outros tantos protestos descentralizados realizados atualmente, o Ocupar Wall Street parece pecar pela falta de objetivos comuns (segundo alguns manifestantes, "não importa contra o quê você proteste, venha protestar!") e pela falta de profundidade dos questionamentos. Os pontos de objeção são certamente pertinentes, mas poucos parecem procurar as causas por trás deles.
As grandes corporações e os multimilionários ("o 1% da população que detém 50% da riqueza") controlam a política, e isto dificilmente vai mudar. Mas quero ser otimista e desejar sucesso aos manifestantes; pelo menos o fim da isenção de impostos dos mais ricos já seria uma grande conquista para os estadunidenses.
No entanto, seria ingenuidade esperar mudanças na essência do sistema capitalista americano.
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Para entender a revolta:
Assista o documentário vencedor do Oscar Trabalho Interno ("Inside Job"), sobre o poder e os podres de Wall Street. Veja o trailer:
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
11 de setembro: 38 anos
Pouco depois dos atentados terroristas em Nova York, 11 cineastas de vários países foram convidados para realizar curtas sobre o acontecimento, que integram o filme 11 de Setembro.
Esta foi a contribuição do britânico Ken Loach:
Neste 11 de Setembro, o mundo lembra os Estados Unidos.
Os Estados Unidos se lembram do resto do mundo?
Esta foi a contribuição do britânico Ken Loach:
Neste 11 de Setembro, o mundo lembra os Estados Unidos.
Os Estados Unidos se lembram do resto do mundo?
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Tintim e o Segredo do Licorne
As aventuras de Tintim, clássico dos quadrinhos criado pelo belga Hergé em 1929, estão sendo transformadas em filme de animação digital com captura de movimentos.O longa-metragem "As Aventuras de Tintim" (The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn) foi dirigido por Steven Spielberg e produzido por Peter Jackson, e baseia-se nos álbuns "O Caranguejo das Tenazes de Ouro", "O Segredo do Licorne" e "O Tesouro de Rackham, o Terrível".
Os dois cineastas já declararam que este é o primeiro de uma série de filmes baseados nas aventuras do personagem (caso faça sucesso nos cinemas, é claro).
A estréia no Brasil, antes programada para 11/11/11, foi adiada para 20 de janeiro de 2012. :-(
O primeiro trailer do filme:
Com fã dos quadrinhos e, principalmente, dos desenhos (que passavam na TV Cultura quando eu era criança, não sei se ainda passam), estou ansiosíssima para assistir.


Não posso realmente criticar o filme antes de vê-lo mas, tendo por base os trailers e as imagens já divulgadas, algumas coisas me decepcionaram um pouco...
Em primeiro lugar, me surpreendi com a cara de criança de Tintim. E mais ainda quando li que, segundo o ator Andy Serkis, que interpreta o Capitão Haddock, Tintim tem apenas 16 anos!
O.O

Nos closes, o Milu parece pouco realista.
E ele era tão mais simpático no desenho e nos quadrinhos...
Concordo! Parece que ele vai falar a qualquer momento!
Em algumas imagens, os personagens parecem bonequinhos de plástico...


...mas em movimento, no trailer, parece que ficaram bem.
Também achei triste que o Professor Girassol, tudo indica, não aparece no filme.
Agora, a notícia mais triste foi que a voz do Capitão Haddock vai mudar.
Isaac Bardavid, que dublou o Capitão Haddock na versão animada da TV Cultura, não dublará o Capitão no filme.
O estúdio DoubleSound, do Rio de Janeiro, é o responsável pela dublagem e, para alegria dos fãs, teve a sensatez de convidar Oberdan Júnior para voltar a dublar Tintim - apesar de que o ator precisou passar por testes.Isaac Bardavid também foi convidado a realizar testes para dublar seu antigo personagem (o que eu já acho desnecessário, considerando que ele continua trabalhando - é dele, por exemplo, a voz brasileira do Wolverine - e, caramba, ele já fez isso antes, e muito bem!), porém a escolha foi feita pelo estúdio, nos Estados Unidos, e o ator não foi selecionado.
"Puta falta de sacanagem" com os fãs, na minha opinião!

(Eu, normalmente, não suporto filme dublado, mas este eu quero ver dublado! Em inglês... não seria a mesma coisa. Mas eu quero as vozes que ficaram marcadas na minha infância, dos dubladores do desenho! Poxa, se mantiveram a voz do Tintim, deveriam manter a do Capitão Haddock também!!!)
Ouça a nova voz do Capitão Haddock, no segundo trailer do filme:
Pelo lado positivo, o filme parece uma boa adaptação das histórias, com cenas de ação que, pelo menos no trailer, parecem empolgantes; Dupont e Dupond parecem engraçados, e os vilões parecem iguaizinhos aos desenhos de Hergé.



Espero que não saia apenas em 3D!
Posters oficiais do filme:



(Informações e imagens do site Tintim por Tintim)
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Dia Internacional Nelson Mandela
Hoje o mundo celebra o 93º aniversário de Nelson Mandela e o segundo Dia Internacional Nelson Mandela.A ONU e a Fundação Nelson Mandela fazem um apelo para que a data seja celebrada com 67 minutos de trabalho comunitário, pois "Mandela devotou 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado de direitos humanos, prisioneiro de consciência, defensor da paz mundial e o primeiro presidente democraticamente eleito de uma África do Sul livre".
"O próprio Nelson Mandela disse certa vez: “Nós podemos mudar o mundo e torná-lo um lugar um lugar melhor. Está em nossas mãos fazer a diferença", diz o secretário-geral Ban Ki-Moon. "A melhor forma de agradecer Mandela pelo seu trabalho é agir e inspirar a mudança".
Veja 67 sugestões de ações que você pode fazer para mudar o mundo no site do Nelson Mandela Day - e não se esqueça que datas especiais são criadas apenas para que pensemos nos assuntos, mas essas ações podem - e devem - ser feitas em qualquer dia. Como diz o site, make every day a Mandela day!
Mandela passou 27 anos de sua vida na prisão por sua luta contra o apartheid na África do Sul. Ele foi libertado em 1990.
Em 1993, foi homenageado com o prêmio Nobel da paz e, no ano seguinte, foi eleito presidente nas primeiras eleições livres do país.
"Ser livre não é apenas libertar-se das correntes, mas viver
de uma forma que respeite e reforce a liberdade dos outros"
(Nelson Mandela)
Para se inspirar: O filme Mandela - A Luta pela Liberdade (título original Goodbye Bafana) mostra o período em que Mandela esteve preso, do ponto de vista de um dos guardas da prisão, e o filme Invictus, dirigido por Clint Eastwood, mostra o início de seu mandato como presidente, e a forma como um esporte - o rugby - ajudou a promover a união em uma nação dividida.
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sábado, 19 de fevereiro de 2011
Buffy vs. Edward Cullen



O autor da montagem, Jonathan McIntosh, escreveu um texto muito bom contando seus motivos para todo esse trabalho (muito além de pura diversão): What Would Buffy Do. Em inglês, mas vale a leitura!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Contagem final: 13
Tanta coisa para fazer este mês que acabei não contando todos os filmes que assisti na Mostra Internacional de Cinema deste ano!
A Mostra terminou dia 04/11, e eu consegui ver apenas 13 filmes, dos quase 500 que foram exibidos.
Já comentei aqui Micmacs, "Transfer", "O Mágico" e "Lixo Extraordinário".
Eu ainda vi:
"Metrópolis"
Versão restaurada do filme de 1927, que foi exibida, de graça, no Ibirapuera, com acompanhamento da Orquestra de Jazz Sinfônica.
"Clube do Suicídio"
Comédia dramática alemã sobre um grupo de pessoas que tentam cometer suicídio.
"A Terra da Lua Partida" (o meu favorito!)
Documentário brasileiro filmado no Himalaia, mostra o impacto (negativo) das mudanças climáticas na vida de uma família nômade. Quando a equipe estava lá filmando, não sabia exatamente qual seria o tema do filme; eles só queriam mostrar a vida daquelas pessoas. Um ótimo trabalho de edição.
"Marimbas do Inferno"
Filme guatemalteca, achei um pouco fraquinho. A história (um "semi-documentário") é sobre um homem que toca marimba - instrumento típico, parecido com o xilofone - e não consegue arrumar trabalho, que resolve se juntar a uma banda de heavy metal.
"Pink Floyd - The Wall"
Filme de 1982 com músicas do Pink Floyd, com várias cenas surreais. Infelizmente, o som estava muito alto (quando tinha vidro quebrando chegava a doer; várias pessoas tapavam os ouvidos) e não tinha legendas (o que eu acho imperdoável para um filme que não é novo).
Tá, minto: não tinha legendas durante as músicas. Nas - pouquíssimas - falas, tinha legendas em francês. Foi bem educativo...
"Minha Felicidade"
(o título é uma ironia, ok?)
Filme russo, mostrando a corrupção da polícia e o abandono longe dos grandes centros urbanos do país. O filme é bem feito e tal, mas... digamos que não dá a menor vontade de ir para a Rússia. Pesado.
Eu na verdade ia assistir o filme sobre Serge Gainsbourg, porém ele "não chegou", segundo os organizadores da Mostra, e "Minha Felicidade" o substituiu na sessão.
"Memória Cubanas"
Muito, muito bom. Documentário sobre o cinejornal cubano Noticieros ICAIC Latinoamericanos, mostrando a cobertura que os cineastas cubanos faziam de grandes acontecimentos da segunda metade do século XX, como a Guerra do Vietnã, o virtuosismo do pianista Bola de Nieve e a Revolução dos Cravos em Portugal.
"Jardim Sonoro"
Muito bonito.
Documentário sobre um homem cego, que trabalha com crianças deficientes na Suiça - uma espécie de musicoterapia -, ajudando-as a superar suas dificuldades. Ganhou o prêmio de Melhor Documentário, na categoria Jovens Diretores.
"Pense Global, Aja Rural"
Também gahou um prêmio de Melhor Documentário, este na seleção do público.
É um documentário francês sobre os impactos da agricultura moderna no ambiente e na produção de alimentos, mostrando pessoas (cientistas, fazendeiros, economistas...) por todo o mundo que buscam uma "nova" forma de produzir alimentos, causando menos impacto, promovendo a auto-suficiência e melhorando a qualidade dos produtos e a qualidade de vida das pessoas.
Dentre os entrevistados estão Pierre Rabhi, Claude e Lydia Bourguignon na França; os trabalhadores sem-terra e a professora Ana Primavesi no Brasil; e Vandana Shiva na Índia.
O filme tem muitas cenas de entrevista e pode ser um pouco chatinho, mas o assunto não poderia ser mais pertinente. Seria tão bom se os agricultores brasileiros vissem esse filme!
A Mostra terminou dia 04/11, e eu consegui ver apenas 13 filmes, dos quase 500 que foram exibidos.
Já comentei aqui Micmacs, "Transfer", "O Mágico" e "Lixo Extraordinário".
Eu ainda vi:
"Metrópolis"
Versão restaurada do filme de 1927, que foi exibida, de graça, no Ibirapuera, com acompanhamento da Orquestra de Jazz Sinfônica.
"Clube do Suicídio"
Comédia dramática alemã sobre um grupo de pessoas que tentam cometer suicídio.
"A Terra da Lua Partida" (o meu favorito!)Documentário brasileiro filmado no Himalaia, mostra o impacto (negativo) das mudanças climáticas na vida de uma família nômade. Quando a equipe estava lá filmando, não sabia exatamente qual seria o tema do filme; eles só queriam mostrar a vida daquelas pessoas. Um ótimo trabalho de edição.
"Marimbas do Inferno"
Filme guatemalteca, achei um pouco fraquinho. A história (um "semi-documentário") é sobre um homem que toca marimba - instrumento típico, parecido com o xilofone - e não consegue arrumar trabalho, que resolve se juntar a uma banda de heavy metal.
"Pink Floyd - The Wall"
Filme de 1982 com músicas do Pink Floyd, com várias cenas surreais. Infelizmente, o som estava muito alto (quando tinha vidro quebrando chegava a doer; várias pessoas tapavam os ouvidos) e não tinha legendas (o que eu acho imperdoável para um filme que não é novo).
Tá, minto: não tinha legendas durante as músicas. Nas - pouquíssimas - falas, tinha legendas em francês. Foi bem educativo...
"Minha Felicidade"
(o título é uma ironia, ok?)
Filme russo, mostrando a corrupção da polícia e o abandono longe dos grandes centros urbanos do país. O filme é bem feito e tal, mas... digamos que não dá a menor vontade de ir para a Rússia. Pesado.
Eu na verdade ia assistir o filme sobre Serge Gainsbourg, porém ele "não chegou", segundo os organizadores da Mostra, e "Minha Felicidade" o substituiu na sessão.
"Memória Cubanas"
Muito, muito bom. Documentário sobre o cinejornal cubano Noticieros ICAIC Latinoamericanos, mostrando a cobertura que os cineastas cubanos faziam de grandes acontecimentos da segunda metade do século XX, como a Guerra do Vietnã, o virtuosismo do pianista Bola de Nieve e a Revolução dos Cravos em Portugal.
"Jardim Sonoro"
Muito bonito.
Documentário sobre um homem cego, que trabalha com crianças deficientes na Suiça - uma espécie de musicoterapia -, ajudando-as a superar suas dificuldades. Ganhou o prêmio de Melhor Documentário, na categoria Jovens Diretores.
"Pense Global, Aja Rural"
Também gahou um prêmio de Melhor Documentário, este na seleção do público.
É um documentário francês sobre os impactos da agricultura moderna no ambiente e na produção de alimentos, mostrando pessoas (cientistas, fazendeiros, economistas...) por todo o mundo que buscam uma "nova" forma de produzir alimentos, causando menos impacto, promovendo a auto-suficiência e melhorando a qualidade dos produtos e a qualidade de vida das pessoas.
Dentre os entrevistados estão Pierre Rabhi, Claude e Lydia Bourguignon na França; os trabalhadores sem-terra e a professora Ana Primavesi no Brasil; e Vandana Shiva na Índia.
O filme tem muitas cenas de entrevista e pode ser um pouco chatinho, mas o assunto não poderia ser mais pertinente. Seria tão bom se os agricultores brasileiros vissem esse filme!
sábado, 23 de outubro de 2010
Contagem: 4
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Hoje assisti a três filmes: o alemão "Transfer", a animação francesa "O Mágico" e o documentário brasileiro/inglês "Lixo Extraordinário".
Adorei os três! O saldo está sendo ótimo este ano!
"Transfer" é uma ficção científica de fundo filosófico... sem deixar ainda de se basear no abismo que separa ricos europeus e africanos miseráveis.
Na história, um casal alemão idoso, através de um tecnologia de transferência de personalidade, "aluga" os corpos de dois jovens africanos, para que possam voltar a aproveitar a vida.
O filme é muito bem-feito e interessante, e tem boas atuações. Também achei os personagens bem criados: ninguém é completamente mau ou bonzinho.
"O Mágico", eu fui ver porque meu pai estava aguardado este filme há meses. Tive uma surpresa muito boa: a históra (de Jacques Tatit) se passa na minha adorada Edimburgo!
E o desenho das paisagens é lindo, lindo. Me senti lá! Foi muito bom!
A história é bonita, mas talvez um tanto lenta... não é o forte desse filme (me desculpe quem é fã de Tatit!).
"Lixo Extraordinário" também foi uma ótima surpresa!
Trata-se de um documentário sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz com catadores de material reciclável no aterro de lixo Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro (o maior aterro sanitário do mundo!).
O trabalho de Muniz é extraordinário.
As pessoas que o filme mostra são extraordinárias.
É um filme muito bom, que rende bastante discussão depois.
Apesar de não mostrar muito a vida daquelas pessoas, já dá pra entender muita coisa sobre elas, e sobre suas escolhas. Por exemplo, Irmã, a senhora que cozinha para os catadores, impressiona sempre que está em cena. E, ao meu ver, sua relação com o aterro é diferente - menos negativa - do que a das outras pessoas porque ela sente que está ajudando os outros em seu trabalho lá, sente um reconhecimento, que os catadores não têm.
Também marcantes são os catadores Zumbi - que recolhe livros do meio do lixo e sonhava construir uma biblioteca - e o presidente da associação dos catadores, Tião - com uma compreensão da obra de Nietzsche e Maquiavel melhor do que a da maioria dos universitários.
Eu só não achei o filme "excelente" porque achei que ele cai um pouco quando os catadores não estão em cena (os primeiros 20 minutos foram meio chatos - na minha opinião; meu pai não achou), quando Muniz e as outras pessoas conversam em inglês e parecem pouco naturais. Também porque ele me passou um pouco a impressão de que o Vik Muniz é um cara meio arrogante, meio chato - mas talvez ele não seja assim, a culpa seja da montagem do filme (muito influenciada pelos produtores ingleses)... E também porque a trilha sonora incomoda um pouco em alguns momentos.
Mas com certeza recomendo! Porque é um trabalho que teve um impacto na vida das pessoas que são retratadas e que tem um impacto em nós, também.
Em um dado momento do filme, Muniz comenta sobre o problema do preconceito de classe que há no Brasil, de pessoas mais ricas ou mais instruídas se acharem melhores do que as outras. No final da sessão, o diretor (João Jardim) esteve presente para responder questões do público, e um outro documentarista criticou-o por não aprofundar este tema. Eu achei que o filme discute este tema da melhor forma possível: sem discuti-lo, simplesmente deixando que o público perceba talvez algumas de suas próprias imagens pré-concebidas em conflito com o que vê em cena, à medida em que conhece um pouco melhor aquelas pessoas.
(porque só conhecendo o "diferente", e percebendo que ele não é tão diferente assim, é que se pode quebrar preconceitos)
Também fica, para quem assiste o filme, uma outra deixa para reflexão: sobre a quantidade de lixo que produzimos, e para onde ele vai depois que você o descarta.
Pode ser o seu lixo que está ali!
Pois é... um filme em relação ao qual eu não tinha muitas expectativas, mas que afetou um pouco a minha visão de mundo!
Essa é a maravilha da Mostra de Cinema!
(eu devia ser paga pra fazer propaganda, não acham?)
PS: é interessante a entrevista com o Sebastião Carlos dos Santos, o presidente da associação de catadores, no site Adoro Cinema.
Ele é o sujeito retratado no cartaz do filme, ali acima.
Hoje assisti a três filmes: o alemão "Transfer", a animação francesa "O Mágico" e o documentário brasileiro/inglês "Lixo Extraordinário".
Adorei os três! O saldo está sendo ótimo este ano!
"Transfer" é uma ficção científica de fundo filosófico... sem deixar ainda de se basear no abismo que separa ricos europeus e africanos miseráveis.
Na história, um casal alemão idoso, através de um tecnologia de transferência de personalidade, "aluga" os corpos de dois jovens africanos, para que possam voltar a aproveitar a vida.
O filme é muito bem-feito e interessante, e tem boas atuações. Também achei os personagens bem criados: ninguém é completamente mau ou bonzinho.
"O Mágico", eu fui ver porque meu pai estava aguardado este filme há meses. Tive uma surpresa muito boa: a históra (de Jacques Tatit) se passa na minha adorada Edimburgo!
E o desenho das paisagens é lindo, lindo. Me senti lá! Foi muito bom!
A história é bonita, mas talvez um tanto lenta... não é o forte desse filme (me desculpe quem é fã de Tatit!).
"Lixo Extraordinário" também foi uma ótima surpresa!Trata-se de um documentário sobre o trabalho do artista plástico Vik Muniz com catadores de material reciclável no aterro de lixo Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro (o maior aterro sanitário do mundo!).
O trabalho de Muniz é extraordinário.
As pessoas que o filme mostra são extraordinárias.
É um filme muito bom, que rende bastante discussão depois.
Apesar de não mostrar muito a vida daquelas pessoas, já dá pra entender muita coisa sobre elas, e sobre suas escolhas. Por exemplo, Irmã, a senhora que cozinha para os catadores, impressiona sempre que está em cena. E, ao meu ver, sua relação com o aterro é diferente - menos negativa - do que a das outras pessoas porque ela sente que está ajudando os outros em seu trabalho lá, sente um reconhecimento, que os catadores não têm.Também marcantes são os catadores Zumbi - que recolhe livros do meio do lixo e sonhava construir uma biblioteca - e o presidente da associação dos catadores, Tião - com uma compreensão da obra de Nietzsche e Maquiavel melhor do que a da maioria dos universitários.
Eu só não achei o filme "excelente" porque achei que ele cai um pouco quando os catadores não estão em cena (os primeiros 20 minutos foram meio chatos - na minha opinião; meu pai não achou), quando Muniz e as outras pessoas conversam em inglês e parecem pouco naturais. Também porque ele me passou um pouco a impressão de que o Vik Muniz é um cara meio arrogante, meio chato - mas talvez ele não seja assim, a culpa seja da montagem do filme (muito influenciada pelos produtores ingleses)... E também porque a trilha sonora incomoda um pouco em alguns momentos.
Mas com certeza recomendo! Porque é um trabalho que teve um impacto na vida das pessoas que são retratadas e que tem um impacto em nós, também.
Em um dado momento do filme, Muniz comenta sobre o problema do preconceito de classe que há no Brasil, de pessoas mais ricas ou mais instruídas se acharem melhores do que as outras. No final da sessão, o diretor (João Jardim) esteve presente para responder questões do público, e um outro documentarista criticou-o por não aprofundar este tema. Eu achei que o filme discute este tema da melhor forma possível: sem discuti-lo, simplesmente deixando que o público perceba talvez algumas de suas próprias imagens pré-concebidas em conflito com o que vê em cena, à medida em que conhece um pouco melhor aquelas pessoas.
(porque só conhecendo o "diferente", e percebendo que ele não é tão diferente assim, é que se pode quebrar preconceitos)
Também fica, para quem assiste o filme, uma outra deixa para reflexão: sobre a quantidade de lixo que produzimos, e para onde ele vai depois que você o descarta.
Pode ser o seu lixo que está ali!
Pois é... um filme em relação ao qual eu não tinha muitas expectativas, mas que afetou um pouco a minha visão de mundo!
Essa é a maravilha da Mostra de Cinema!
(eu devia ser paga pra fazer propaganda, não acham?)
PS: é interessante a entrevista com o Sebastião Carlos dos Santos, o presidente da associação de catadores, no site Adoro Cinema.
Ele é o sujeito retratado no cartaz do filme, ali acima.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Overdose de cinema!
Falemos, agora, de assuntos mais amenos.Chegou um dos dias mais aguardados do ano!
Hoje, começou a 34a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo!
Duas semanas. Mais de 450 filmes.
É uma pena ter que escolher!
Meu recorde, ano passado, foi 21 filmes.
A sessão dupla "Ninguém Sabe dos Gatos Persas" (se alguém vir o DVD deste filme me avise imediatamente!) e "A Todo Volume" foi o que mais me marcou nessa 33a edição.
Aqui está a seleção de filmes que pretendo ver este ano:
(gostaria de poder ver muitos mais...)
2012 Tempo de Mudança
A Arte do Pensamento Negativo
A Terra da Lua Partida
A Velha dos Fundos
Academia de Platão
Anjos de Asas Sujas
Arcadia Lost
Camponeses do Araguaia
Clube do Suicídio
Cultures of Resistence
Gainsbourg
Jardim Sonoro
Katanga, a Guerra do Cobre
Lixo Extraordinário
Marimbas do Inferno
Memória Cubana
Micmacs
Metrópolis
O Mágico
Pense Global, Aja Rural
Pink Floyd The Wall
Socialismo
Transfer
Hoje, assisti a comédia francesa Micmacs. É engraçada e bem intencionada. Ingênua, apesar de tratar de um tema totalmente não ingênuo: a indústria armamentista.
Recomendo, principalmente para quem adora Amélie Poulain.
Estou ansiosa para (tentar) ver Metrópolis (domingo, grátis, no Ibirapuera).
É um filme de ficção científica de Fritz Lang, de 1927.
Após suas primeiras exibições, ele foi editado (ou melhor, retalhado) e ficou com metade do tempo e sem fazer muito sentido. O original ficou perdido por quase um século! Recentemente, foi encontrado no Museo del Cine de Buenos Aires e restaurado.
Esta é a versão original, que praticamente ninguém nunca havia visto! Vai ser exibida com acompanhamento da Orquestra Jazz Sinfônica.
Um ótimo site para ajudar a se programar é o Guia da Mostra.
(fiquei muito feliz quando o descobri; não precisei comprar a Folha!)
Bom divertimento!
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domingo, 16 de maio de 2010
Avatar: original?
Este fim de semana assisti Avatar.
Só tenho um comentário:

E eu não fui a primeira a achar isso!
Procurando imagens dos filmes por aí, achei isto
no Doodie Pants (mas está rolando por muitos, muitos sites!).
É a história de Pocahontas, mas é só mudar os nomes e vira Avatar!
(cuidado, spoilers!)
(só encontrei dois errinhos: Pocahontas não ensina John a caçar, e, no final... bom, melhor parar por aqui, para não estragar o final de dois filmes com um comentáro só!)
Até o nome do protagonista dos dois filmes tem as mesmas iniciais e mesmo número de letras (John Smith x Jake Sully)!
Resolvi me divertir colocando as semelhanças entre os filmes lado a lado.
As imagens abaixo também podem conter spoilers.
Sorry.


















Avatar: Pocahontas com LSD e fuzileiros.
Só tenho um comentário:
E eu não fui a primeira a achar isso!
Procurando imagens dos filmes por aí, achei isto
no Doodie Pants (mas está rolando por muitos, muitos sites!).
É a história de Pocahontas, mas é só mudar os nomes e vira Avatar!
(cuidado, spoilers!)
(só encontrei dois errinhos: Pocahontas não ensina John a caçar, e, no final... bom, melhor parar por aqui, para não estragar o final de dois filmes com um comentáro só!)
Até o nome do protagonista dos dois filmes tem as mesmas iniciais e mesmo número de letras (John Smith x Jake Sully)!
Resolvi me divertir colocando as semelhanças entre os filmes lado a lado.
As imagens abaixo também podem conter spoilers.
Sorry.



Avatar: Pocahontas com LSD e fuzileiros.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
A origem dos vampiros emo
Esta noite meu filme favorito passou na tv a cabo!Eu devia estar dormindo agora, mas tive que vir aqui comentar...
Para quem não conhece, Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire), dirigido por Neil Jordan, conta a história de Louis (Brad Pitt), transformado em vampiro no final do século dezoito por Lestat (Tom Cruise).
Atormentado por ter que tirar vidas para se alimentar e frustrado pela impaciência, incompreensão e suposta ignorância de Lestat, Louis tenta uma vida melhor junto com a vampirinha Claudia, interpretada pela então pequena Kirsten Dunst (de Homem-Aranha) e uma das personagens mais incríveis da literatura.

O filme é baseado no primeiro livro dos dez que compõem as Crônicas Vampirescas (Vampire Chronicles), de Anne Rice.
Por enquanto, eu li oito. Tenho medo de ler os dois últimos... a autora começou a avacalhar muito as histórias no final!
Mas ela escreve bem pra caramba, e Entrevista com o Vampiro está definitivamente na minha lista de melhores livros do mundo, não só porque eu adoro a história e os personagens mas porque ele é muito bom!
O filme foi muito bem feito e é bastante fiel ao livro.
Não é o elenco de astros que faz com que eu goste dele (embora a presença do Christian Slater tenha chamado minha atenção para assisti-lo pela primeira vez, quando eu tinha uns 11 ou 12 anos).

O filme não é perfeito, porém.
Cenas, personagens e falas foram cortados ou alterados para economizar tempo... como em todo filme.
Ele tem alguns pequenos errinhos, como essa história de que os vampiros não podem beber "sangue morto". E alguém certamente sentiria o cheiro de um cadáver apodrecendo no quarto.
Além disso, o Neil Jordan parece ter muita raiva das mulheres neste filme. A única personagem feminina de destaque é a Claudia. Todas as outras são comida! E algumas cenas acabaram ficando um pouco de mal gosto, na minha opinião... como a cena em que Lestat morde a prostituta, ou a cena do teatro. Sim, a moça também fica nua no livro, mas a cena é tão mais bonita!...
E falando nisso, por que será que quando a maioria das mulheres é mordida elas parecem sentir um prazer enorme (e sentem, segundo os livros) e os homens sentem dor?
Era pro Louis gemer de prazer quando o Lestat morde ele!
Lestat e Louis devem ser o primeiro casal gay vampiro da história do cinema...
Agora, a maior decepção do filme é ver um vampiro cuja aparência faz todos que o vêem se apaixonarem por ele (para raiva da maioria dos leitores, porque ele é muito sacana), transformado aos 17 anos de idade (mas aparentando menos), com lindos cachos ruivos... assim:

Podiam, pelo menos, manter o cabelo cacheado que o Antonio Banderas tem naturalmente!
Mas, olha, poderia ser pior.
Na verdade, já foi:

Esta cena medonha é do ter-rí-vel A Rainha dos Condenados, filme levemente inspirado pelos livros 2 e 3 das Crônicas e que eu vou comentar em outro post.
Hoje estou de bom humor!
(embora esse filme renda muitas boas risadas)
Além de ser fiel ao livro, Entrevista tem muitos detalhes que fazem a diferença.
Por exemplo, o modo como a pele dos vampiros muda de cor quando eles se alimentam. Ou o som das batidas do coração quando alguém é transformado em vampiro.

E muitas cenas são reconhecidas ou melhor interpretadas por quem leu os demais livros. A cena da briga em que Claudia diz que Lestat a trata como uma boneca foi baseada em uma briga que é narrada em outro livro (e na qual, no final, Lestat chora de remorso por ter transformado Claudia).
Em outra cena, Armand diz a Louis que Lestat deve ter chorado quando o criou... isso mostra o quento Louis não conhecia Lestat, que tem esse outro lado que não aparece no filme.
Em ainda outra cena, uma das minhas favoritas, Lestat explode com Louis que não pára de lhe fazer perguntas sobre uma origem ou propósito para os vampiros... coisas com que Lestat finge não se importar. Mas quem leu os livros seguintes sabe que isso está longe de ser verdade, e o motivo da raiva de Lestat é saber as respostas que Louis deseja e ter jurado não revelar.
Agora, minha cena favorita do meu filme favorito é esta que se encontra aqui!
Nesta cena, Claudia e Lestat discutem, e podemos perceber o quanto ela é manipuladora. Ela já sabe o que Lestat vai dizer e tem todas as respostas prontas!
Porém, Lestat diz algo que ela não esperava, que a magoa... e ela fica sem palavras por um momento. E Lestat sorri pensando "eu ganhei!".
Mas quando ela diz "por que você diz essas coisas?", o sorriso dele desaparece, e Lestat fica cheio de remorso e com vontade de abraçá-la.
Assim é o Lestat!
Esse trechinho da música que ele toca, de Haydn, é a única peça que eu ainda sei tocar no piano!
Mas eu toco um pouco mais lenta, mais parecido com quando Lestat toca ao voltar para casa algumas cenas adiante.

Lestat é um personagem muito fascinante. Sempre com algo escondido nas entrelinhas... sempre mudando de idéia quanto à sua natureza como vampiro - uma hora, ele conclui que um vampiro tem que se mau! Noutra hora, ele resolve que deve usar seus poderes para algo mais construtivo e decide matar apenas pessoas más...
Mas sempre aproveitando a vida ao máximo!
O Louis é muito chato!
E o pior é que é esse o modelo de vampiro que entrou na moda!
Pois saibam, fãs de Crepúsculo e Vampire Diaries, que Louis foi o primeiro vampiro emo!
O que será que o Lestat diria para um vampiro emo?
Acredito que voltarei a falar destes personagens em outras ocasiões.
Aaaahhhhh!!!! Quero reler os livros!!!
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