Mostrando postagens com marcador animais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador animais. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ajude a salvar macacos-prego no Peru

A Neotropical Primate Conservation está pedindo doações para construir um refúgio para macacos-prego e caiararas resgatados no Peru.

macaco-prego resgatado no Peru - foto da Neotropical Primate Conservation

Segundo a entidade, nenhum local no Peru aceita receber esses animais, o que significa que as autoridades ou fazem vista grossa para os indivíduos que foram retirados da natureza e são mantidos por anos em condições precárias - como o macaco-prego da foto acima -, ou confiscam o animal e matam-no imediatamente.

Você pode ajudar a salvá-los através do link http://www.neoprimate.org/

campanha da Neotropical Primate Conservation para arrecadar fundos para salvar macacos-prego no Peru

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Quebre gaiolas e plante árvores! Homenagem ao Dia das Aves

se você gosta de pássaros, quebre gaiolas e plante árvores

Pássaro solto é legal. Aprisioná-los é crime!

Se você ou um conhecido seu tem pássaros presos em gaiolas, atenção! Não pode soltar em qualquer lugar.
O bichinho pode não conseguir viver ali, ou pode causar um desequilíbrio ambiental e prejudicar os bichos que já vivem no local.

A soltura deve ser feita por especialistas.
Todo animal silvestre mantido em cativeiro sem autorização deve ser encaminhado a Centros de Triagem do Ibama.

Para informações, reclamações, sugestões e denúncias de crimes ambientais:
Ouvidoria do Ibama: 0800 61 8080

terça-feira, 17 de julho de 2012

Neurocientistas declaram que animais não-humanos têm consciência

bonobo, uma das espécies não-humanas que se reconhecem no espelho
Bonobo, uma das espécies não-humanas que se reconhecem no espelho

No dia 7 de julho em Cambridge, Inglaterra, foi realizada a primeira conferência anual Francis Crick Memorial, cujo tema foi "Consciência em animais humanos e não-humanos". O evento reuniu eminentes neurocientistas de vários países e teve como convidado de honra o físico Stephen Hawking.

No encerramento da conferência, os cientistas proclamaram a Declaração de Cambridge de Consciência em Animais Não-Humanos, que recebeu a assinatura dos participantes. A declaração afirma que seres humanos não são a única espécie dotada de consciência; as evidências científicas indicam que todos os mamíferos, todas as aves e outros animais, como polvos, também a possuem.

Segundo o pesquisador canadense Philip Low, professor da Universidade Stanford e do Massachusetts Institute of Technology e redator da Declaração, "as áreas do cérebro que nos distingüem de outros animais não são as que produzem a consciência". Ele afirma que é a primeira vez que um grupo de especialistas da área emite um comunicado formal sobre o assunto.

Segue abaixo a declaração traduzida (leia o original aqui):

Declaração de Consciência de Cambridge*

Neste dia 7 de Julho de 2012, um proeminente grupo internacional de neurocientistas cognitivos, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais reuniu-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência consciente e comportamentos relacionados em animais humanos e não-humanos. Embora a pesquisa comparativa neste tópico seja naturalmente dificultada pela inabilidade de animais não-humanos, e muitas vezes humanos, de comunicar claramente seus estados internos, as seguintes observações podem ser afirmadas inequivocamente:
- O campo da pesquisa sobre consciência está evoluindo rapidamente. Diversas novas técnicas e estratégias para pesquisa com animais humanos e não-humanos têm sido desenvolvidas. Conseqüentemente, mais dados estão se tornando disponíveis, e isto pede uma reavaliação periódica de preconceitos anteriormente mantidos neste campo. Estudos com animais não-humanos demonstraram que circuitos cerebrais homólogos, relacionados à experiência consciente e à percepção, podem ser seletivamente facilitados e interrompidos para avaliar se são, de fato, necessários para essas experiências. Além disso, em humanos, novas técnicas não-invasivas estão prontamente disponíveis para examinar correlatos da consciência.

- Os substratos neurais das emoções não parecem confinados às estruturas corticais. De fato, redes neurais subcorticais estimuladas durante estados emocionais em humanos também são criticamente importantes para gerar comportamentos emocionais nos animais. A estimulação artificial das mesmas regiões cerebrais gera estados emocionais e comportamentos correspondentes, tanto em animais humanos quanto não-humanos. Onde quer que se evoque, no cérebro, comportamentos emocionais instintivos em animais não-humanos, muitos dos comportamentos subseqüentes são consistentes com estados emocionais conhecidos, incluindo os estados internos recompensadores e punitivos. A estimulação cerebral desses sistemas em humanos pode também gerar estados emocionais semelhantes. Sistemas associados com sensações concentram-se em regiões subcorticais, onde homologias neurais são abundantes. Jovens animais humanos e não-humanos sem neocórtices mantêm essas funções da mente/cérebro. Ademais, circuitos neurais em que se baseiam estados comportamentais/eletrofisiológicos de atenção, sono e tomada de decisões parecem ter surgido evolutivamente ainda na radiação dos invertebrados, sendo evidentes em insetos e moluscos cefalópodes (por exemplo, polvos).

- Aves parecem apresentar, em seu comportamento, neurofisiologia e neuroanatomia, um caso notável de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis de consciência quase humanos têm sido demonstradas mais dramaticamente em papagaios cinzentos africanos. As redes emocionais e os microcircuitos cognitivos de mamíferos e aves parecem ser muito mais homólogos do que se pensava anteriormente. Além disso, descobriu-se que certas espécies de pássaros exibem padrões neurais de sono similares aos dos mamíferos, incluindo sono REM e, como foi demonstrado em mandarins, padrões neurofisiológicos que se pensava anteriormente requererem um neocórtex mamífero. A pega-rabuda em particular demonstrou exibir semelhanças notáveis com os humanos, grsndes símios, golfinhos e elefantes em estudos de auto-reconhecimento no espelho.

- Em humanos, o efeito de certos alucinógenos parece estar associado a uma ruptura no processamento cortical de feedforward e feedback. Intervenções farmacológicas em animais não-humanos com componentes que sabidamente afetam o comportamento consciente em humanos podem gerar perturbações similares no comportamento de animais não-humanos. Em humanos, há evidências para sugerir que a percepção está relacionada à atividade cortical, o que não exclui possíveis contribuições de processos subcorticais, como na percepção visual. Evidências de que as sensações emocionais de animais humanos e não-humanos surgem a partir de redes cerebrais subcorticais homólogas fornecem suporte convincente para uma qualia emocional primitiva evolutivamente compartilhada.
Nós declaramos o seguinte: “A ausência de um neocórtex não parece impossibilitar um organismo de experimentar estados emocionais. Evidências convergentes indicam que animais não-humanos possuem os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência, assim como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Conseqüentemente, o peso das evidências indica que humanos não são únicos em possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não-humanos, incluindo todos os mamíferos e aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos.”

*A Declaração de Consciência de Cambridge foi redigida por Philip Low e editada por Jaak Panksepp, Diana Reiss, David Edelman, Bruno Van Swinderen, Philip Low e Christof Koch. A Declaração foi proclamada publicamente em Cambridge, Reino Unido, no dia 7 de Julho de 2012, na Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and non-Human Animals, no Churchill College, Universidade de Cambridge, por Low, Edelman e Koch. A Declaração foi assinada pelos participantes da conferência na mesma tarde, na presença de Stephen Hawking, na sala Balfour do Hotel du Vin em Cambridge. A cerimônia de assinatura foi registrada no programa 60 Minutes da rede CBS.

Como pesquisadora de comportamento animal, minha sensação é de que os cientistas estão declarando o óbvio. Mas, muitas vezes, a ciência funciona assim.

O acontecimento é importante porque pode embasar decisões legais no âmbito dos direitos dos animais. Agora, temos uma declaração feita por cientistas de que animais são "indivíduos", e não "coisas". Isso pode mudar muita coisa...

PS: amo quando escrevem "animais não-humanos" em vez de, simplesmente, "animais"...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Exemplo: pontes para travessia de animais

A Holanda, país com uma área um pouco menor que a do estado do Rio de Janeiro, possui cerca de 600 travessias para a fauna (às vezes denominadas "ecodutos" ou "faunodutos") em suas rodovias, incluindo pontes e passagens subterrâneas.

E ainda tem gente que quer usar a suposta falta de proteção à natureza em países "desenvolvidos" para justificar uma redução nessa proteção nos países "em desenvolvimento"...

Ponte Borkeld, na rodovia A1, Holanda

Ponte Woeste Hoeve, na rodovia A50, Holanda

Ponte Woeste Hoeve, na rodovia A50, Holanda

Aqui no Brasil ainda são pouquíssimas as estradas com esses acessos, e o atropelamento de animais silvestres é um problema crônico. Não há estatísticas oficiais, mas um levantamento feito há alguns anos por pesquisadores estimou que cerca de 2,5 milhões de animais (vertebrados) são mortos por ano nas estradas brasileiras (fonte).

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Nota de falecimento: Solitário George

O último representante da subespécie de tartarugas gigantes de Galápagos Chelonoidis nigra abingdoni foi encontrado morto ontem no no Parque Nacional Galápagos. Sua idade exata era desconhecida, mas estima-se que tivesse mais de cem anos.

A espécie, endêmica da ilha Pinta, foi levada à extinção pela caça e pela introdução de cabras, que destruíram a vegetação. George foi resgatado da ilha em 1972 por um grupo de caçadores dedicados a erradicar as cabras. Hoje, a vegetação da ilha está se regenerando, porém a perda de biodiversidade é irreversível.

Disso, o solitário George é um símbolo.

24 de junho de 2012, faleceu em Galápagos o Solitário George

"How many ears must one man have
Before he can hear people cry?
And how many deaths will it take 'till he knows
That too many people have died?"
Bob Dylan, Blowig in the Wind

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"What A Wonderful World" com David Attenborough

Para lembrar como o mundo em que vivemos (ainda) é lindo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A beleza oculta da polinização

Belíssimas imagens do cineasta Louie Schwartzberg
(trecho de vídeo de uma palestra dele, que pode ser visto na íntegra no TED Talks, com opção de legendas em português)



(atenção para o morceguinho filhote agarrado à mãe aos 2min37s)

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mais uma polêmica do Presidente do IBAMA: anistia para infratores ambientais

Pois é, essa eu não sabia. Pensei que o Ibama tinha como funções fiscalizar e penalizar crimes ambientais. Que ingenuidade a minha! Parece que a função do Ibama é dar lucro!
Vi no Blog do Centro de Estudos Ambientais (CEA):

Mais uma polêmica do Presidente do IBAMA: anistia para infratores ambientais

Por entender que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) gasta mais do que arrecada com cobrança de infrações (lógica de mercado), seu o atual Presidente, Curt Trennepohl , que já esteve na mídia internacional discutindo com uma repórter da TV australiana, defende a não cobrança de multas ambientais consideradas de pequeno valor. Isso mesmo!!!! Ninguém precisa pagar mais pelo seu ilícito ambiental. O motivo é que o ilícito deixou de ser ilícito? Não!!! O motivo, como quase tudo que esta no imaginário coletivo é de ordem econômica: altos custos dos processos judiciais, que superam o valor da maior parte das penalidades dessa categoria.

Segundo o IBAMA, 95% das multas recolhidas pelo órgão são de até R$ 2.000 e conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), R$ 4.379 é o gasto mínimo na tramitação administrativa de um auto de infração.

Com a decisão, cerca de R$ 100 milhões em multas deixariam de ser cobradas, ou seja, anistiadas, referentes a 115 mil processos que estão em andamento atualmente no IBAMA. Talvez aqui esteja o motivo principal.

O polêmico presidente do IBAMA informou que a proposta é transformar todos os autos de infração com multa de até R$ 2.000 em advertências, sem cobrança para o infrator. Trennepohl não concorda que isso seja uma anistia, mas sim uma solução para cortar gastos e reduzir o acúmulo de processos administrativos no órgão. Melhorar a estrutura do IBAMA, realizando concurso, por exemplo, não seria melhor que liberar geral?

campanha do Ibama contra o tráfico de animais silvestres - Isto acontece porque você compra
A frase da campanha poderá passar a ser:
Isso acontece porque o IBAMA anistia.

A proposta será apresentada nos próximos dias para apreciação da presidente Dilma Rousseff pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a quem o IBAMA está subordinado.

Tal medida, além de ilegalmente estimular o dano ambiental e desautorizar o trabalho dos agentes do IBAMA, é fruto de uma linha de raciocínio extremamente economicistas e simplista, com uma educação ambiental negativa. O pais da Eco-92 e da Rio + 20, além de maltratar os índios e somente minimizar impactos ambientais, agora também não cobra mais multa ambiental.

É muito mais fácil acabar com um processo administrativo (jogando no lixo), do que resolver a questão no plano material. É um tipo de medida muito bem aceita para uma grande empresa neo liberal, mas para um órgão ambiental público, cuja função constitucional é a defesa do ambiente, não é cabível. É inconstitucional. O estado não tem que ter lucro. Deve obrigatoriamente, sem direito de escolha, aplicar a lei e tutelar o ambiente. Além do mais, o Estado dispõe de outras fontes de recursos que devem custear a cobrança dessas multas.

A decisão beneficiaria pessoas físicas, a maioria eleitores, é claro, flagradas, por exemplo, com animais silvestres em cativeiro.

A medida é polêmica porque as pequenas infrações representadas pela posse de espécies nativas em cativeiro são “alimentadas” pelo tráfico de animais, considerado uma das principais ameaças à biodiversidade mundial. Além do mais, contrária campanhas do prórprio IBAMA incentivando denuncias sobre o tráfico.

Considera-se que o comércio ilegal de espécies selvagens só perca para o tráfico de drogas entre as atividades comerciais ilícitas, com lucros anuais de até US$ 20 bilhões.

É comum que vários indivíduos de uma espécie de interesse sejam mortos para que um ou dois cheguem a ser comercializados.

Tal iniciativa bem demonstra qual importância do ambiente para a atual gestão do IBAMA, pois limpar a mesa de um burocrata passou a ser mais importante que a vida de um animal silvestre.

E ainda ficam as perguntas: o quanto custa para os cofres públicos fazer uma campanha para que sejam denunciados os ilicitos ambientais e depois anistiar os infratores apanhados? E quem seria responsabilizado por isso?

campanha do Ibama contra o tráfico de animais silvestres - Isto acontece porque você compra
Campanha para estimular a denuncia, a partir da qual o IBAMA autua e depois... anistiará?

Veja também: A cruel honestidade do Presidente do IBAMA e ‘Só minimizo impacto’, diz chefe do IBAMA.

Fontes: IBAMA, Lex Magister e CEA.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ignorar aviso de “não alimente os animais” faz mal a saúde

Do Eco4Planet, a partir de uma notícia do G1:

pássaro kookaburra obeso devido a alimentação inadequada, na Austrália - Tim Wimborne/Reuters
pássaro da espécie kookaburra, obeso devido a alimentação inadequada
Foto de Tim Wimborne/Reuters
Sabe quando parques e zoológicos colocam aquela placa “não alimente os animais”? Há um bom motivo para isso – tentar ser "bonzinho" e alimentá-los torna você mau. Os bichos já possuem uma rigorosa dieta administrada pelas entidades que tomam conta para tudo ficar o mais próximo do seu habitat natural.

Quando isso não acontece, como o caso dessa kookaburra de Sydney, Austrália, o animal pode perder suas características mais importantes. Essa ave, por exemplo, nem voar consegue mais.

O kookaburra, que era de um parque da Austrália, foi constantemente alimentada pelos visitantes com salsichas (vina, se você estiver no Paraná). Dessa forma o animal chegou ao peso de 565 gramas, cerca de 40% acima do peso normal dessa espécie.

Agora o pássaro-gordinho está se recuperando com uma dieta especial e fazendo exercícios diários para recuperar a forma. Assim que isso acontecer ele será devolvido ao seu habitat natural para seguir a vida com a saúde em dia.

Então lembrem-se: Não alimente os animais.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Essa mensagem é muito importante!
Estagiei no Zoológico de São Paulo, e já houve MORTES de animais por alimentos inadequados que os visitantes jogam.

Também trabalhei no Parque Ecológico do Tietê, e ocorria o mesmo problema. Até cerveja eu já vi darem, para um filhote de macaco! Só para rir às custas dele!
Só que, no Parque, os animais ficam soltos, de modo que o risco se estende à saúde das pessoas também! Um macaco ou um quati que aprendeu que pessoas têm comida pode ir atrás delas quando estiver com fome e até morder. Já houve casos de crianças que levaram mordidas por causa disso. E depois a culpa é dos animais...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

MP-SP cria Grupo Especial para combater crimes ambientais, contra animais e de parcelamento do solo

(Publicado em 02/08/2011 por HC, no EcoDebate)
Ato normativo do procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, publicado nesta sexta-feira (29), institui no Ministério Público do Estado de São Paulo o Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo Urbano (GECAP), que, entre suas atribuições, vai combater os abusos, maus tratos, ferimentos e mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

A proposta de criação do grupo especial foi aprovada pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça na última quarta-feira (27).

No ato de criação do GECAP, o procurador-geral de Justiça destaca que é função institucional do MP, prevista na Constituição Federal, a proteção do meio ambiente, incluída a da fauna. Segundo o Ato, a medida nasce em razão do elevado número de ocorrências envolvendo abusos, maus tratos, ferimento mutilação de animais, inclusive em ambiente urbano e doméstico, caracterizando a prática de delitos tipificados na Lei nº 9.605/98; e a grande incidência de parcelamento irregular do solo urbano, que exige a atuação especializada do Ministério Público no âmbito criminal.

“Os crimes contra o meio ambiente e os parcelamentos Irregulares do solo urbano produzem significativos prejuízos sociais, conspirando contra o ecossistema, o desenvolvimento sustentável e o crescimento ordenado do município de São Paulo”, diz o ato.

O Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo Urbano será integrado por promotores de Justiça que oficiem nas Promotorias de Justiça Criminais do Foro Central da Capital, designados pelo procurador-geral de Justiça, após consulta aos órgãos de execução abrangidos por sua atuação.

De acordo com o Ato, constitui missão do GECAP a atuação coordenada em feitos de suas atribuições, oficiando de forma integrada e harmônica com as Promotorias de Justiça Criminais do Foro Central, do Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo da Capital e, quando couber, com os demais órgãos de execução do Ministério Público do Estado de São Paulo.

O GECAP vai atuar sempre de forma integrada com o promotor de Justiça Natural, oficiando em representações criminais, peças de informação, inquéritos policiais, termos circunstanciados e processos criminais. Atuará, ainda, de forma coordenada e em colaboração com os demais Grupos de Atuação Especial e com os demais órgãos de execução do MP, podendo sugerir a atuação coordenada com outras Instituições públicas ou privadas.

Os promotores de Justiça que integrarão o novo Grupo de Atuação Especial do MP-SP serão indicados em 30 dias, mediante processo de legitimação pelos promotores de Justiça Naturais.

Leia a íntegra do Ato Normativo.

sábado, 14 de maio de 2011

Sexta-feira 13

Porque foi sexta-feira 13, e eu nem percebi:
gato preto em forma de bola

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das mães!

Parabéns a todas as mães...

mãe panda e pandinha
casal de pinguins e pinguinzinho
mãe bonobo e bonobinho
mãe gambá com gambazinhos
mãe cisne e cisnezinho
mãe e burrinho
casal de mico-leões-dourados e filhotes
mãe lontra e lontrinha
mãe e bebê golfinhos
mãe foca e foquinha
mãe elefante e elefantinho
mãe gorila e gorilinha

... biológicas ou adotivas!

mãe adotiva: galinha e cachorrinho
mãe adotiva: cadela e tigrinhos
mãe adotiva: tigresa e porquinho

domingo, 20 de março de 2011

20 de março: Dia Mundial sem Carne

20 de março é o dia mundial sem carneHoje é o Dia Mundial Sem Carne.
Convido você a fazer um pequeno esforço e não comer carne hoje.

Por quê?
Pelos animais, pela sua saúde e pelo meio ambiente!

Diminuir seu consumo de carne é uma das atitudes mais importantes que você pode tomar, se você se preocupa com o meio ambiente.
A criação de gado é o maior responsável pelo desmatamento da Amazônia, além de um grande emissor de gases-estufa e gastador de água e de espaço que poderia ser usado para cultivar outros alimentos. Uma única peça de picanha exige 75 quilos de vegetais para ser produzida! Quase 80% da nossa produção de soja serve para alimentar animais de produção!

pecado da carne - você sabe o impacto que essa suculenta picanha tem na sua saúde e na saúde do planeta?
Segundo Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental para a Mudança Climática da ONU e Prêmio Nobel da Paz em 2007, "um granjeiro pode alimentar 30 pessoas durante um ano com um hectare de terra se produzir vegetais, frutas e cereais. Se a mesma área for utilizada para produzir ovos, leite ou carne, o número cai para entre cinco e 10 pessoas".

O site em espanhol Dia Sin Carne traz muitas informações sobre a data e receitas:

dia sin carneO que comer, então?

Nossa, há tantas opções sem carne, além da saladinha, do feijão-com-arroz e da carne de soja.
Você pode, por exemplo, ir a um restaurante italiano ou fazer uma macarronada em casa. Só não vale molho à bolonhesa!
O blog Cantinho Vegetariano tem muitas receitas deliciosas!

coma mais vegetais!
"Ah, mas agora já foi... já almocei carne!"
Não coma amanhã, ué!
Reduzir o consumo de carne não será menos importante amanhã, ou no mês que vem, do que é hoje!
O consumo de carne que temos hoje (e que só vêm aumentando) é insustentável!

sábado, 5 de março de 2011

"Se os abatedouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos"

É o que diz o Paul McCartney no vídeo abaixo, que eu tive que pular alguns trechos quando estava assistindo. Não é para estômagos sensíveis!
Comer carne também não.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Venenos agrícolas também eliminam insetos benéficos

abelha: um dos principais polinizadores, ameaçadoDe uns cinco anos para cá, tem ocorrido um declínio preocupante nas populações de abelhas. Bilhões de abelhas estão morrendo em várias partes do mundo, incluindo os Estados Unidos, o Canadá, a Europa , a China e até o Brasil.

O sumiço das abelhas veio à tona em 2006, nos EUA e no Canadá, e não cessou. Alguns apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias.
Segundo a Avaaz, há espécies de abelhas que já se extinguiram, e de algumas outras restam apenas 4% das populações originais.

Isso é sério. Além de produzirem mel, as abelhas são importantes polinizadores. Muitas plantas não se reproduzem, nem produzem frutos ou sementes, sem a sua ajuda. Em muitos lugares, são empregadas na agricultura, polinizando plantações de maçã, abacate, laranja ou cenoura, por exemplo. É estimado que um terço dos alimentos que produzimos depende da polinização por abelhas.

As causas do fenômeno, que ganhou o nome de Distúrbio do Colapso de Colônias (CCD, em inglês), permaneceram desconhecidas por muito tempo, e ainda não há consenso entre pesquisadores.
Mas, agora, algumas pesquisas estão produzindo fortes evidências que apontam para os pesticidas neonicotinóides, substâncias sintéticas que procuram imitar os efeitos da nicotina, uma defesa natural que as plantas do tabaco produzem contra insetos devoradoras de folhas.

O toxicologista holandês Henk Tennekes publicou um estudo na revista Toxicology no início de 2010, onde apontava os neonicotenóides como fator por trás do declínio das abelhas na Europa. Agora, ele crê que as abelhas não são as únicas vítimas, e escreveu um livro (The Systemic Insecticides: A Disaster in the Making) no qual sugere que o pesticida está afetando seriamente a vida de insetos e de pássaros, e seu uso continuado poderia resultar em uma “catástrofe ambiental”.
“Um colapso ecológico já está acontecendo diante de nossos olhos. Muitas espécies de pássaros não estão encontrando comida suficiente para seus filhotes, pois os insetos estão sendo exterminados pelos pesticidas. Insetos são vitais nos ecossistemas. Na realidade, precisamos deles para a sobrevivência humana”.

Os neonicotenóides já foram proibidos em quatro países europeus (França, Itália, Eslovênia e Alemanha), e após a proibição as populações locais de abelhas voltaram a aumentar.
Mas a Bayer, principal produtora do agrotóxico, continua a exportar o veneno e está pressionando os governos para liberá-lo.

O lobby dessas empresas é forte.
Um documento vazado pelo Wikileaks mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) sabia dos perigos do pesticida, mas os ignorou.
O relatório foi produzido quando a Bayer pediu aprovação da EPA para um pesticida neonicotinóide, a Clotianidina. Segundo o documento, os estudos sobre o impacto do agrotóxico nos polinizadores e na vida aquática (em decorrência da contaminação do solo), financiados pela Bayer, são inadequados, e o uso do produto apresenta “risco tóxico a longo prazo” a abelhas e “risco agudo e crônico” a invertebrados de água doce. É citado um incidente ocorrido na Alemanha em 2008, quando Clotianidina foi aplicada de modo inadequado em plantações de milho, resultando na morte de milhões de abelhas melíferas.

A Bayer descarta as preocupações, afirmando que apenas insetos que se alimentam de partes da planta e a destroem sofreriam os efeitos do veneno. “Abelhas consomem o néctar e o pólen, mas os níveis aos quais são expostas são extremamente pequenos e dentro dos limites de segurança”, afirma o representante, Dr Julian Little. (fonte: The Ecologist)

Porém, grupos como a Soil Association e a Buglife afirmam que o uso de neonicotinóides expõe os insetos a níveis do agrotóxico suficientes para enfraquecer seu sistema imunológico e, no caso das abelhas, afetam seu comportamento, podendo, segundo pesquisas, reduzir sua habilidade de forrageio (buscar alimento) e diminuir sua capacidade de lembrar como voltar à colméia.

A Avaaz organizou um abaixo-assinado (que já conta com mais de 1 milhão de assinaturas) pedindo que os neonicotinóides sejam proibidos nos EUA e na UE, onde o debate é mais forte, até que estudos científicos comprovem que a substância é segura.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Produtos não testados em animais

Há alguns anos, em um debate sobre direitos dos animais, uma garota falou que era vegetariana. Um outro participante retrucou que ela usava shampoo, maquiagem e outros produtos testados em animais (insinuando que ela era hipócrita e desmerecendo seus esforços pelo bem dos animais).
A garota ficou sem resposta, mas se ela fosse um pouquinho mais bem informada não precisava ser assim. Há um crescente mercado de produtos Cruelty-Free ("sem crueldade").
(além disso, não é porque não podemos consertar tudo que pequenos passos são inúteis. Cortar o consumo de carne um dia por semana já faz um grande bem ao meio ambiente, sabiam?)

selo - produto não testado em animaisselo - Sem Crueldade (PETA)selo - Veganselo - produto não testado em animais








Não faço discursos radicais contra experimentos em animais, mas quando já existem alternativas não há motivos para continuar usando produtos antiéticos. E é buscando essas alternativas e questionando as empresas que o interesse em produzir esses produtos aumenta.
coelhos em laboratório
Alguns dos testes em animais mais comuns são: aplicação do produto nos olhos - sem anestesia (para saber se é irritante; além de muita dor, pode causar cegueira), aplicação do produto na pele dos animais, e o "teste de dose letal" (o animal é obrigado a ingerir o produto, a fim de verificar quanto é seguro ingerir, antes de provocar a morte).

Segue abaixo uma pequena lista com alguns produtos que eu conheço. Para listas mais completas, procure o site do Projeto Esperança Animal (PEA) e da Aliança Internacional do Animal (AILA).

shampoo e condicionador Surya Canela e Cupuaçu, para cabelos tingidosShampoo:
Eu particularmente uso e gosto muito da marca Surya, que é vegan (não usa testes em animais nem nenhum produto de origem animal). E sempre que alguém toma banho na minha casa quer experimentar, porque tem um perfume muito bom (o que eu uso é de canela e cupuaçu).
Existem outras, como a Ecologie, a Farmaervas e a Phytoervas.
base da Tracta (Farmaervas)
Maquiagem:
Eu uso Tracta (que é da Farmaervas). A Avon e a Contém 1g também estão na lista "do bem" do Pea.

(Atualização (13/11/11): a Avon confirmou, recentemente, testar cosméticos em animais em países em que isto é uma exigência, como a China, e por isso passou para a lista de empresas que, sim, fazem testes em animais. Leia mais no Eco4Planet)

Desodorante:
Eu usava um chamado Red Apple, e funcionava muito melhor do que essas marcas famosas que dominam o mercado. Mas ele sumiu das farmácias (tem alguns anos, já).
Consta que a Nívea não testa em animais, mas eu não gosto muito do desodorante... infelizmente, me rendi à Unilever (que testa).
(Atualização: a Granado está fabricando desodorantes, e são realmente muito bons. Não vende em todas as farmácias, mas vale a pena procurar)

Sabonete:
A Granado não testa em animais, e usa glicerina de origem vegetal.
A Surya, além dos produtos para cabelo, também tem sabonete líquido.

esmalte da Impala cor RugeEsmalte:
A marca Impala afirma que nunca testou seus produtos em animais.

Descolorante:
Blondor, da Wella (consta que a Wella não testa em animais).

Tintura de cabelo:
Eu uso Softcolor, da Wella (consta que a Wella não testa em animais) :-D
Também da Wella, há o descolorante Blondor. E a Surya tem tinturas de henna (não testadas em animais, mas não são consideradas vegan - ao contrário dos outros produtos da marca - porque têm mel).

Hidratantes:
Como já disse, a Nívea afirma não realizar testes em animais. Parece que a Davene e a Avon também.
(Atenção: sobre a Avon, ver o tópico acima sobre maquiagem)

Pasta de dentes:
Alguém conhece???
Na internet, só acho uma tal "Contente", que eu nunca ouvi falar...

Repetindo, esta não é uma lista completa. A maioria das categorias tem outras opções de marcas. Pesquise!

Pequeno gestos, como levar em conta se o produto que vai consumir foi testado em animais antes de comprá-lo, podem fazer grandes diferenças.
Quanto mais compensar economicamente, mais as empresas investirão em tecnologias alternativas e menos nocivas aos animais e ao meio ambiente. Use seu poder de consumidor!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Por que defender as baleias?

jubarte A Comissão Baleeira Internacional está reunida esta semana em Agadir, no Marrocos.
Sofrendo pressão de ambientalistas, de um lado, e de países que caçam baleias (Japão, Islândia e Noruega), de outro, e em meio a acusações de corrupção, a reunião pode ser decisiva para o futuro desses animais.

Uma proposta que abre um precedente perigoso está sendo seriamente considerada: acabar com a moratória à caça, em vigor desde 1986, autorizando a caça comercial aos três países, pelos próximos dez anos.
Defensores da proposta afirmam que liberar a caça e definir cotas anuais poderia, ao contrário do que se supõe, reduzir o número de baleias mortas anualmente.
Se um acordo entre os dois lados não for alcançado, o Japão ameaça sair da Comissão Baleeira Internacional.

A moratória não proibe todo e qualquer tipo de caça. Ela permite que povos que caçam de forma tradicional (de forma não predatória) como parte de sua cultura mantenha a prática, e também permite que se mate um determinado número de baleias para "fins científicos" (cláusula da qual o Japão se aproveita para matar milhares de baleias todos os anos - e que precisa de regulamentação para definir quais "fins científicos" são justificáveis e quais não são).

cachalote O site de cyberativismo Avaaz já coletou mais de 1 milhão e 20 mil assinaturas contra essa proposta - veja (e assine) aqui. O Greenpeace também está recolhendo assinaturas.


Como pode uma cultura que considera normal matar e comer vacas condenar a caça de baleias pelo povo japonês? Ou, nas palavras de Ian Moore em um comentário à coluna no site da BBC News "Whales and dolphins - 'resource' or 'right'?" (de Margi Prideaux), "o que acharíamos se hindus começassem a usar ações diretas para nos impedir de continuar comendo bife"?

(aqui eu preciso abrir parênteses e dizer que, no mínimo, tanto as baleias quanto as vacas deveriam ser tratados com respeito e "humanamente", o que não acontece... e acrescento que diminuir o consumo de carne bovina não é bom somente para os bois e vacas, mas é bom também para a sua saúde e para a saúde do planeta)

Não podemos defender as baleias apenas com argumentos de que elas são lindas e majestosas, pois isso é relativo.
E apelar para o valor da vida cai no embate acima: se você defende as baleias mas não é vegetariano, você é um hipócrita.

O texto de Margi Prideaux usa como argumento contra a caça as inúmeras pesquisas científicas que vêm demonstrando que cetáceos (baleias e golfinhos) têm capacidades cognitivas (vulgo "inteligência") impressionantes e incrivelmente semelhantes às nossas (o que é ainda mais espantoso, porque eles vivem em um ambiente muito diferente do nosso e nossas linhagens evolutivas divergiram a muitos milhões de anos.
Com base nisto, Prideaux acredita que os cetáceos merecem ser tratados de modo diferenciado dos outros animais - com maior respeito.

Fazem falta, no texto, referências a alguns trabalhos científicos. Dentre os comentários, havia quem duvidasse das afirmações da autora.
Existem muitos artigos, alguns disponíveis online gratuitamente. Golfinhos e baleias são, mesmo, muito "inteligentes".

Claro, suas capacidades são bem diferentes das nossas em muitos aspectos. Por exemplo, algumas espécies são capazes de "enxergar" utilizando o som ("sonar"), o que é muito útil quando se vive na água e a luz nem sempre está presente ou a visão não é muito confiável. Cetáceos também não dormem como nós, mas descansam partes do cérebro alternadamente, o que também é útil quando se tem que subir à superfície da água para respirar.

Mas os cetáceos também fazem coisas que poucos animais, além de nós, podem fazer, ou ainda que pensávamos ser exclusivamente humanas. Golfinhos, por exemplo, vivem em sociedades muito complexas (talvez só comparáveis às nossas, em termos das exigências cognitivas para a vida nestas sociedades); se reconhecem no espelho (ver artigo de Reiss & Marino, 2001 - disponível gratuitamente e com fotos e vídeos!); algumas espécies possuem sons únicos associados a cada indivíduo ("assobios-assinatura"); compreendem gestos referenciais ("apontar") feitos por humanos e apontam objetos para humanos espontaneamente (sem treinamento) (Xitco et al., 2001 - artigo também gratuito e com muitas fotos); são capazes de imitar sons e movimentos corporais; e talvez sejam capazes de ensinar ativamente seus filhotes (conforme descrito no artigo muito legal de Bender et al., 2009, com vídeos e tudo - disponível aqui, mas é preciso pagar para acessar, infelizmente).

golfinho imita gestos humanos
Golfinho nariz-de-garrafa imita gestos humanos - imagens do site do Dolphin Institute, de pesquisas com golfinhos

Para quem acredita que tamanho é documento, os golfinhos possuem o segundo maior tamanho de cérebro em relação ao corpo (perdendo só para os humanos, mas ganhando dos chimpanzés), e o maior número de circunvoluções ("dobras" - mais do que nós!).
cérebro humano comparado ao cérebro de um golfinho nariz-de-garrafa
Comparação entre o cérebro humano e o de um golfinho nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus)
Do artigo "Convergence of Complex Cognitive Abilities in Cetaceans and Primates" (Marino, 2002)

E tanto golfinhos quanto baleias transmitem comportamentos socialmente - e esses comportamentos se modificam ao longo do tempo e variam entre diferentes populações, podendo-se dizer (a depender da definição que se dá à palavra) que esses aimais possuem "cultura". Por exemplo, o canto da baleia jubarte modifica-se pouco a pouco ao longo dos anos e varia entre diferentes populações, e se um indivíduo imigrar para uma nova população é possível que os residentes imitem seu canto. E grupos de orcas ("pods") em Vancouver, Canadá, podem ser diferenciados pelo seu conjunto de vocalizações (que os pesquisadores chamam de "dialetos").
(veja o site da pesquisa com as orcas em Vancouver)


Tudo isso é fascinante, mas será que é motivo suficiente para proteger esses animais?
Isso implica discussões éticas e morais profundas... quão "inteligente" um animal precisa ser para ter direito à vida?

O melhor argumento contra a caça é que baleias e golfinhos correm, sim, seríssimo risco de extinção, e a taxa de reprodução deles é muito baixa, de modo que indivíduos mortos dificilmente são repostos e a população declina rápido.
Apesar da "proibição", a caça mata aproximadamente 2 mil baleias por ano, incluindo espécies à beira da extinção como a baleia azul (Balaenoptera musculus, o maior animal que já existiu na Terra), a cinzenta (Eschrichtius robustus), a franca do norte (Eubalaena glacialis) e a bowhead, ou cabeça-redonda (Balaena mysticetus).
Só o Japão caça mais de mil baleias por ano, e nos territórios que foram declarados santuários de baleias em 1994 pela sua importância para a conservação desses animais, nos oceanos Índico e Austral.

E ninguém jamais menciona que, além da caça, a sobrevivência das baleias também é ameaçada pelas mudanças climáticas, pelas contaminações (dúzias de golfinhos já foram encontrados mortos em decorrência do vazamento de petróleo no Golfo do México!), pelo desequilíbrio ambiental e escassez de alimento, pelas capturas acidentais e pela poluição sonora dos oceanos.

Além disso, os animais demoram para morrer, são esquartejados vivos, e certamente sofrem muito - tanto os animais que são mortos quanto os que sobrevivem.
E isso é o mais difícil de aceitar.
O sofrimento de qualquer pessoa ou animal deve ser evitado a todo custo!


Ontem (segunda-feira), foi distribuído na reunião um relatório sobre a situação das baleias, para guiar as decisões da Comissão. Segundo o relatório, seria permitido matar até 3.860 baleias até 2014 (uma redução de apenas 8% em relação às capturas atuais).
Porém, muitos pesquisadores discordam dessa afirmação. Vincent Ridoux, delegado científico francês em Agadir, afirmou que essas cifras são "resultado mais de negociações políticas que de trabalhos científicos". E mais, "três quartos das delegações não têm pessoal científico, e então apenas abordam o tema do ponto de vista político".
["Acusada de seguir interesses políticos, Comissão Baleeira busca acordo"(Google Notícias)]

É, parece que as perspectivas não são muito boas para as baleias.

Como o presidente da CBI está ausente por motivo de doença, a reunião será presidida por Anthony Liverpool, vice-presidente, de Antígua e Barbuda. Ilha do Caribe que, tradicionalmente, vota a favor do Japão. Segundo reportagem do jornal britânico Sunday Times, a fatura de hotel de Liverpool em Agadir está sendo paga por um empresário japonês.
Pior: ainda de acordo com a reportagem, representantes africanos e caribenhos admitiram ter votado a favor da caça, após terem recebido promessas de ajuda, dinheiro e prostitutas do Japão.
["Comissão Baleeira busca equilíbrio entre o comércio e a proteção" (Google Notícias)]


Carne de baleia não é um recurso que faz falta a ninguém, e sim uma iguaria que pouquíssimas pessoas nos países que defendem a caça consomem.
Os únicos motivos por trás dessa defesa da permissão à caça são o lucro de poucos, colocado acima de tudo, e uma afirmação de poder político e não-submissão aos interesses "estrangeiros".
É, principalmente, uma questão de "orgulho" por parte dos japoneses.

Há muito tempo que as ações de um país ultrapassaram as fronteiras internacionais. O que o Japão faz ou deixa de fazer tem repercussão no mundo inteiro.
O ar é de todos. O oceano é de todos.

É fato que a moratória à caça não está funcionando. Mas o raciocínio de permitir a caça para diminui-la é, no mínimo, perigoso...
Esta reunião está indo na contramão dos esforços globais para a conservação do planeta.
É preciso avançar, e não retorceder!

fêmea e filhote de jubarte
A questão é polêmica.
Eu assinei o abaixo-assinado no Avaaz e no site do Greenpeace, e peço que você assine também!

Uma Baleia Para Matar - capa
Sugiro a leitura do livro "Uma Baleia Para Matar", de Farley Mowat (editora Veredas).

Eu chorei quando li.

domingo, 9 de maio de 2010

Adote um gatinho

gatos numa caixa
Hoje Theo e Nessie, casal de gatinhos que moram comigo, completaram um ano na minha casa!

Eles foram adotados através da ong Adote um Gatinho, que resgata gatos de rua ou maltratados, cuida deles, dá vacina, castra e disponibiliza para adoção, em São Paulo.

Gatos são animais maravilhosos!
Ao contrário do que muita gente imagina, eles são muito companheiros e se apegam, sim, às pessoas. Com vantagens em relação aos cães: não precisam tomar banho nem passear três vezes por dia!
Meus gatos sempre vão me receber na porta quando eu chego em casa, e passam horas dormindo no meu colo. Nessie, mais ativa, me segue pela casa o tempo inteiro, e adora brincar!



O site e o blog contam a história dos gatos e do trabalho lindo que a ong realiza.
Muitas histórias são bastante tristes. É difícil acreditar na crueldade de que algumas pessoas são capazes!
Felizmente, muitas pessoas também são capazes de grande generosidade, como essas mulheres - Juliana, Susan, Luiza, Dra. Angélica... Graças a elas, milhares de gatinhos já conseguiram lares e colos quentinhos!

gatos dormindo
Nessie (no colo) e Theo no primeiro dia na casa nova

Eu fui premiada com gatinhos tranqüilos e carinhosos, mas gatinhos tímidos também podem ser boas companhias, a seu modo.
Tem gente que adota gatinhos e depois os devolve, porque eles são medrosos e não se aproximam das pessoas. Muitas histórias, porém, demonstram que com respeito e paciência é possível construir uma relação maravilhosa com esses gatos, também.

Todos os gatos têm fotos, história e personalidade descritos no site, então você não será surpreendido com gatinhos medrosos se fizer questão de um gato receptivo e carinhoso.
Eu é que não esperava que os meus fossem dormir no meu colo já no primeiro dia!

E existem muitas outras ongs e locais onde se pode adotar animais.
O Centro de Controle de Zoonoses, por exemplo, tem milhares de gatos e cachorros à espera de um dono.

adote um bichinho
Animais não são produtos que se compra e joga fora.
Um animal de estimação deve ser parte da sua família.

Ao adotar um animal, você está salvando uma vida.
Não compre animais: adote!