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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Para o Dia das Crianças: um presente que dura

Linda sugestão da página Reciclagem, Jardinagem e Decoração no Facebook:

um pouco de terra: sugestão para presentear no Dia das Crianças
"Sugestão de Presente para o Dia das Crianças:
Um pequeno espaço delimitado, entregue a uma criança para que plante e zele.
É preciso tão pouco para que tivessem experiências grandiosas, como ver o brotar de uma sementinha,
desenvolver a responsabilidade por cuidar de outra vida...
No Dia das Crianças, dê-lhes algo que durará para sempre!"

E não é preciso ter um jardim. Pode ser um vaso, um canteiro, uma pequena horta... mesmo em pequenos apartamentos. E dá pra fazer coisas lindas reciclando materiais. É uma ótima oportunidade para passar tempo com seus filhos e lhes ensinar valores.

A idéia me lembrou O Jardim Secreto, que está entre meus livros e filmes favoritos:

imagem de divulgação do filme O Jardim Secreto
A pequena órfã Mary vai viver na casa mansão do tio, um homem amargurado e solitário. Quando ela finalmente o conhece (ela já estava morando ali há semanas), ele lhe oferece qualquer coisa... e ela, apaixonada por um jardim, pede apenas "um pouquinho de terra" onde possa "plantar coisas, fazê-las crescer".

É uma bela história sobre a importância da amizade e o encanto da natureza, e sobre superar as dificuldades e voltar a ser feliz. As imperfeições dos personagens os tornam mais realistas, e não menos adoráveis. E a história está repleta de magia - não o tipo de magia que existe apenas no universo do faz-de-conta, como em Harry Potter, mas que as crianças podem ver no mundo real.
Lindo.

cenas do filme O Jardim Secreto

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Exemplo: pontes para travessia de animais

A Holanda, país com uma área um pouco menor que a do estado do Rio de Janeiro, possui cerca de 600 travessias para a fauna (às vezes denominadas "ecodutos" ou "faunodutos") em suas rodovias, incluindo pontes e passagens subterrâneas.

E ainda tem gente que quer usar a suposta falta de proteção à natureza em países "desenvolvidos" para justificar uma redução nessa proteção nos países "em desenvolvimento"...

Ponte Borkeld, na rodovia A1, Holanda

Ponte Woeste Hoeve, na rodovia A50, Holanda

Ponte Woeste Hoeve, na rodovia A50, Holanda

Aqui no Brasil ainda são pouquíssimas as estradas com esses acessos, e o atropelamento de animais silvestres é um problema crônico. Não há estatísticas oficiais, mas um levantamento feito há alguns anos por pesquisadores estimou que cerca de 2,5 milhões de animais (vertebrados) são mortos por ano nas estradas brasileiras (fonte).

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"What A Wonderful World" com David Attenborough

Para lembrar como o mundo em que vivemos (ainda) é lindo.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

"Chegou a hora": discurso do secretário-geral da ONU contra a homofobia

No dia 7 de março de 2012, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um discurso histórico contra a violência, a discriminação e a criminalização de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.

Alguns membros do Conselho de Direitos Humanos abandonaram a sessão em protesto.

Veja abaixo uma versão "remix" do discurso:


(só achei a música de fundo meio esquisita, mas tá valendo)

Direitos humanos são para todos! Homofobia mata!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O surfista verde

Matéria inspiradora que li na última edição da revista Brasileiros.

O surfista verde

João Malavolta ensina a pegar onda e, de quebra, organiza mutirões de limpeza de praias, rios e mangues. Promove, também, oficinas e projetos de conservação ambiental. Tudo isso lá em Itanhaém.


texto e fotos Liana John

o surfista João Malavolta, fundador da Ecosurfi, retirando lixo da praia. Foto de Liana John
João Malavolta, fundador da Ecosurfi, retirando lixo da praia

Jornalista por formação, surfista por teimosia, João Malavolta nasceu há 32 anos, em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. Ou Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, como prefere. Ali se criou e aprendeu a surfar. Conhece aquele mar, identifica cada pedra, sabe de onde sopra o vento e reconhece de longe qualquer mudança na correnteza. E não manifesta a mínima intenção de deixar sua praia de origem para ganhar a vida na cidade grande.

A opção de João foi juntar alguns amigos surfistas e fundar um misto de organização não governamental e escola: a Ecosurfi. Desde 2000, eles promovem mutirões de limpeza de praias, rios e mangues, oficinas e projetos de conservação ambiental e aulas de surfe, além de articular movimentos socioambientais para influir nas políticas públicas de juventude, criança e adolescência, meio ambiente, educação ambiental, recursos hídricos, gerenciamento costeiro, resíduos sólidos e saneamento básico.

Quem está ligado à Ecosurfi acredita que: "Sendo homens do mar, os surfistas devem compactuar na busca incessante pela preservação das praias e oceanos ao redor do nosso planeta". Tal crença se esmiúça em dicas e atividades todas as terças e quintas-feiras, nas aulas ministradas a crianças e adolescentes das escolas de Itanhaém, alguns em clara situação de risco. As aulas são de surfe, claro. Atualmente, são 15 alunos de manhã e 21 à tarde, chova ou faça sol.

As aulas são gratuitas e a condição é estar matriculado na rede pública de ensino. O curso é uma iniciação ao surfe, mesclado com discussão de temas ambientais e participação em projetos realizados com apoio de ONGs sociais e ambientais, como Instituto Akatu, Sea Shepherd, Greenpeace e Fundação SOS Mata Atlântica, entre outras. Algumas atividades são beneficiadas com recursos governamentais, como os do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO). Outras contaram, anteriormente, com recursos da prefeitura.

"A maneira de fazer política no Brasil muitas vezes atrapalha os resultados: os políticos querem fazer acordos para liberar verbas e nós queremos praia limpa, rio despoluído. Queremos, acima de tudo, transparência", diz Malavolta. A transparência no ser, no sentir, no falar e no fazer está, inclusive, definida como princípio da Ecosurfi, cuja visão é "Ser uma organização eficiente, inovadora, dinâmica e eficaz no emprego da educação socioambiental no Brasil".

O compromisso ali é com a "justiça socioambiental, a melhoria da qualidade de vida, a defesa do meio ambiente e o fortalecimento da cultura de paz". O engajamento de Malavolta com os princípios e a missão da Ecosurfi é tão definitivo que o nome da ONG-escola está tatuado em seu antebraço.

O ecosurfista prefere apostar na participação dos jovens voluntários a navegar nos meandros da política. "Procuramos mostrar a relação do surfe com as condições das praias", ensina. "As ondas dependem dos bancos de areia no fundo do mar. A erosão e a falta de conservação podem comprometer a qualidade das ondas."

João Malavolta com uma turma de alunos de surfe, em Itanhaém. Foto de Liana John
Com uma turma de alunos

Malavolta já viajou para muitos lugares atrás de ondas de qualidade. Viu paisagens fantásticas. Isso só será possível com movimentos de preservação. "A gente só preserva o que conhece. O surfe é um esporte que te leva a viajar, a conhecer. É um esporte que depende do oceano limpo, de praia boa. Existe um espírito e uma cultura associados ao esporte, muito além do consumismo de se vestir como surfista. É isso que procuro passar."

Um dos projetos da ONG-escola é estudar a regeneração do junduzal, a vegetação rasteira responsável pela fixação das dunas de areia e controle natural da erosão. "Vamos primeiro levantar as áreas em regeneração e aquelas em estado mais crítico. Estamos preparando mudas em um viveiro e depois vamos promover o replantio do junduzal onde for necessário."

Toda a atividade é fotografada e filmada para abastecer a mídia local e as redes sociais. "Quero que os jovens se apropriem da comunicação para conseguir entender o que foi realizado, as causas e as consequências de todo o processo", afirma ele. "As condições ambientais dependem dos cuidados que partem da base e nós somos essa base, nós fazemos nossas ondas de sustentabilidade."

Inicialmente, poucas pessoas apareciam nos mutirões de limpeza de praia. Agora já são mais de 300. "É nítido que essas pessoas têm o mesmo sentimento, a vontade de doar seu tempo por acreditar que podem fazer a diferença", diz Malavolta. "Vem gente de todas as idades, o apelo ambiental é grande, é uma oportunidade para cada um de se sentir bem."

Cada mutirão chega a reunir até uma tonelada e meia de resíduos. A maioria é de plásticos, que flutuam durante anos, mesmo quando se quebram ou se deterioram. Os resíduos são carregados pelas marés e representam riscos reais para a fauna marinha. Há riscos mecânicos, por exemplo: peixes, tartarugas e aves podem engolir os plásticos, que não são digeridos e permanecem no estômago a ponto de impedir a alimentação e matar os animais de inanição. Peixes e tartarugas também podem se enroscar em plásticos, tornando-se vulneráveis a predadores ou ao afogamento.

Existem ainda os riscos químicos: como são produzidos a partir do petróleo, os plásticos têm afinidade química com poluentes orgânicos persistentes (chamados de POPs) e coletam tais poluentes enquanto flutuam no mar. Ao ingerirem fragmentos de plástico rodados, os animais também se contaminam com os químicos.

Por isso, cada sacolinha, cada frasco retirado do mar conta. Assim como conta - e muito - a atitude de não jogar lixo na praia, no mar, no rio, no mangue. Somam-se a essas contas opções como trocar o carro por bicicleta, por exemplo, sobretudo em uma cidade plana como Itanhaém, razão mais que suficiente para engajar Malavolta em uma campanha por mais ciclovias na cidade.

Em outro projeto - chamado Rio do Nosso Bairro - a Ecosurfi conseguiu envolver quatro escolas de cada um dos nove municípios da Baixada Santista, em um total de 36 escolas. Durante 2010, os alunos participantes levantaram a situação dos rios e córregos de suas regiões, fazendo um diagnóstico e colocando os resultados no mapa, conforme a metodologia internacional Green Maps. Em seguida, foram realizados seminários e uma conferência infanto-juvenil, ao final da qual as escolas assumiram a responsabilidade no cuidado com os cursos d'água. Em vários casos, os projetos foram para frente, com professores e estudantes trabalhando em defesa dos recursos hídricos.

Quando era moleque e ganhou sua primeira prancha do pai, aos 11 anos, Malavolta ia para o mar quase todos os dias. "Tinha o compromisso de ir à escola, mas fora do horário escolar a última alternativa era ficar em casa. Tinha coisa demais para fazer na praia", lembra-se.

Agora, apesar de ter menos tempo livre para a busca incessante da onda perfeita, ele continua surfando. "É o que me reconecta com tudo que acredito. Como todo surfista, acho que sempre vou encontrar uma onda melhor logo adiante." A diferença é que Malavolta não fica apenas esperando a próxima onda quebrar para conferir, mas ajuda na construção permanente desse ideal.

Barraca da Ecosurfi em Itanhaém
Site da Ecosurfi
Página no Facebook

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Feliz dia das crianças!

Em homenagem à inocência das crianças, à sua capacidade de sonhar e seu potencial para fazer do mundo um lugar melhor, uma bela canção do álbum Canção de Todas as Crianças, de Toquinho:



capa do CD Canção de Todas as Crianças, de ToquinhoO álbum, lançado em 1987, possui dez faixas, inspiradas na Declaração Universal dos Direitos da Criança.

O trabalho recebeu da ONU uma carta de reconhecimento por contribuição à humanidade, e no ano 2000 foi lançada uma versão com as letras em espanhol.


Ouvindo esta música agora, depois de tantos anos sem ouvi-la, cheguei a chorar, de tão inocente e idealista que é.
Fico triste por ver como o mundo me tornou menos otimista.

Vamos aproveitar este dia para lembrar de quando éramos menos cínicos e conformistas.

E cante Toquinho e leia Mafalda para as suas crianças!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

In memoriam: Wangari Maathai

Homenagem a Wangari Maathai no site do Greenbelt Movement
Homenagem a Wangari Maathai no site do Greenbelt Movement,
fundado por ela em 1977


Wangari Maathai 1940-2011A bióloga, ambientalista, defensora dos direitos humanos, feminista e Prêmio Nobel da Paz Wangari Maathai faleceu ontem à noite, vítima de câncer.

Ela nasceu em 1940 em Nyeri, no Quênia.

Em 1960, como parte de programas relacionados com a independência do Quênia, Maathai foi um dos 300 estudantes quenianos a receber bolsas de estudos nos Estados Unidos (assim como o pai do presidente Barack Obama).
Graduou-se em biologia no Mount St. Scholastica College, no Kansas, em 1964. Cursou mestrado na Universidade de Pittsburgh, e doutorado na Alemanha (universidades de Giessen e Munique) e na Universidade de Nairóbi.

Foi a primeira mulher na África Ocidental e Central a obter o título de doutora.
Professora na Universidade de Nairóbi, tornou-se também a primeira mulher a presidir um departamento em uma universidade no Quênia.

Ela foi membro da Cruz Vermelha, tornando-se diretora da sede em Nairóbi em 1973.
Foi também diretora do Environment Liaison Centre (criado após a Conferência de Estocolmo), em 1974.

a ativista Wangari Maathai lutou contra o desmatamento no QuêniaEm 1977, Maathai fundou o Movimento Greenbelt (“Cinturão Verde”), ONG sem fins lucrativos que tem como missão "fortalecer comunidades em todo o mundo para proteger o meio ambiente e promover bons governos e culturas de paz".

O Movimento começou encorajando mulheres em áreas rurais do Quênia a plantar árvores, combater o desmatamento e restaurar a paisagem, melhorando a qualidade de vida através de acesso a água limpa, lenha, frutos e outros recursos.

Ainda em atividade, a organização já plantou mais de 40 milhões de árvores e capacitou mais de 30 mil mulheres.

“Não se pode proteger o meio ambiente a menos que se dê poder às pessoas, dê informações a elas e as ajude a entender que esses recursos são delas e que elas devem protegê-los.”

Maathai foi também uma líder no combate ao autoritarismo do regime do ex-presidente Daniel Arap Moi nas décadas de 1980 e 1990.

Por sua luta a favor do meio ambiente e da democracia e contra a corrupção em seu país, a ativista sofreu violência policial, foi presa várias vezes e recebeu ameaças de morte.

Após o advento do multipartidarismo no Quênia e a eleição de Mwai Kibaki, em 2002, ela foi eleita membro do Parlamento e se tornou secretária de Estado para o Meio Ambiente, ocupado o cargo de 2003 a 2005.
Wangari Maathai recebe o Prêmio Nobel da Paz, em 2004
Em 2004, Wangari Maathai recebeu o Prêmio Nobel da Paz por "sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, à democracia e à paz".

Ela foi a primeira mulher africana e primeira ambientalista a receber o prêmio.

Seu trabalho inspirou a Campanha 1 Bilhão de Árvores do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), lançado em 2006.

11 milhões de árvores já foram plantadas em todo o mundo, como parte da campanha.

Wangari Maathai: a revolução das árvoresAlém do Nobel da Paz, Maathai recebeu muitas outras homenagens, como o Légion d'Honneur da França em 2006, o Prémio Nelson Mandela para a Saúde e Direitos Humanos em 2007 e a Ordem do Sol Nascente do Japão em 2009.
Ela também recebeu doutorados honoris causa de diversas universidades.

Em 2005, foi eleita como o primeiro presidente do Conselho Econômico, Social e Cultural da União Africana. No mesmo ano, foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade para os Ecossistemas Florestais da Bacia do Congo.

Em 2009, foi nomeada mensageira da paz pela ONU.

Em 2010, tornou-se administradora da recém-criada Fundação para a Educação Ambiental da Floresta de Karura, por cuja proteção vinha lutando há décadas.

Atualmente, era membro do Conselho da Associação de Parlamentares Europeus com a África (AWEPA).

“O problema é que ainda achamos que os nossos recursos durarão para sempre. Sem elevar o nosso nível de consciência ética, não poderemos entender que esse nível de vida tão elevado para poucos em detrimento de muitos não pode seguir adiante. No meu país, o Quênia, pelo menos 10% das pessoas vivem desperdiçando recursos porque querem imitar o nível de vida do mundo rico. Os recursos não são suficientes. Os países ricos exploram os recursos naturais dos pobres, e os poucos ricos dos países pobres fazem o mesmo. A nossa forma de lutar contra a pobreza é lutar contra esta forma de hiper-consumo não apenas no mundo industrializado, mas também nos países em desenvolvimento onde lamentavelmente estamos copiando o mundo rico em detrimento do nosso povo.”
(Wangari Maathai, em entrevista realizada em outubro de 2007)

Inabalável - autobiografia de Wangari Maathai
O documentário de 2008 "Taking Root: The Vision of Wangari Maathai", dirigido por Alan Dater, conta a história desta mulher incrível.
(veja o trailer - infelizmente, sem legendas)

Um de seus livros publicados é a autobiografia Inabalável, de 2007, disponível no Submarino.

Descanse em paz, Wangari Maathai!
Obrigada por ter existido!


"Eu serei um beija-flor." (Wangari Maathai)


(postagem escrita com informações do New York Times e da Wikipedia)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um brinde à Paz Mundial!

logo oficial do Dia Internacional da Paz - International Peace Day21 de setembro é o Dia Internacional da Paz.

O Dia da Paz foi declarado pela ONU em 1981 na terceira terça-feira do mês de setembro, para coincidir com a abertura da Assembléia Geral (na qual nossa Presidenta fará o discurso de abertura), portanto está comemorando 30 anos.

Em 2001, a Assembléia Geral declarou a data 21 de Setembro como oficial e permanente, e uma resolução foi aprovada com unanimidade fixando a data e declarando-a um dia de cessar-fogo global.

Desde então, o Dia da Paz vem ganhando destaque e é marcado por eventos em todo o planeta, como manifestações e shows.
Mas vai muito além disso.

É um dia de ações concretas pela paz.
Em muitas zonas de conflito, as pessoas reconhecem e respeitam o cessar-fogo de 24 horas no dia 21 de setembro.

A Organização Mundial da Saúde e a UNICEF aproveitam a data para levar tratamento de saúde e campanhas de imunização a regiões usualmente inacessíveis.
Graças ao cessar-fogo, 1.5 milhão de crianças em áreas vulneráveis do Afeganistão foram imunizadas contra doenças como pólio, meningite, tuberculose, sarampo, difteria e tétano.

Veja algumas imagens do Dia da Paz de 2009, da página International Day of Peace no Facebook:

Dia da Paz 2009 - Estados Unidos
Alunos, professores e funcionários da Reed Intermediate School, Newtown, Estados Unidos
(Bee Photo, Hicks)

Dia da Paz 2009 - Havana, Cuba
Cerca de um milhão de pessoas assistiram ao show Paz Sin Fronteras na Plaza de la Revolución em Havana, Cuba
(Foto de Ismael Farncisco/AFP/Getty Images)

Dia da Paz 2009 - Matadi, República Democrática do Congo
Esportes e manifestações culturais reuniram milhares na cidade de Matadi, República Democrática do Congo

Dia da Paz 2009 - monges budistas no Cambodja
Monges budistas em cerimônia no Cambodja
(AP Photo/Heng Sinith)

Dia da Paz 2009 - Austrália
Outro sinal da paz, em New South Wales, Australia


Nós construímos a violência, cada vez que brigamos com um colega, xingamos alguém no trânsito ou fechamos os olhos para as necessidades dos outros.
Do mesmo modo, podemos construir a paz.

Vamos criar um mundo sem violência?


"Imagine se existisse um dia
no qual as lutas cessassem;
no qual a paz e a não-violência dominassem a Terra;
no qual feridas fossem curadas;
no qual o mundo aprendesse a se unir
ao invés de matar.
Existe!
Dia da Paz
21 de Setembro
O que você fará pela paz no dia 21 de setembro?"
(da organização Peace Onde Day)

E um clipe simpático do cantor e ex-criança-soldado Emmanuel Jal, do Sudão do Sul, com a participação de Alicia Keys, Peter Gabriel, George Clooney, Kofi Annan, Jimmy Carter, Richard Branson e Fernando Henrique Cardoso (WTF?!?):



*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
21 de setembro também é o Dia da Árvore (que tal comemorar o Dia da Paz plantando uma árvore?) e o Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes.
Estou vendo na internet que várias prefeituras e secretarias prepararam eventos especiais para homenagear os portadores de deficiências, como a inauguração da primeira praça paradesportiva do Estado de São Paulo, exibição de filmes com autodescrição e desfile de moda inclusiva (veja a programação para São Paulo).
Tudo muito lindo, mas que tal lembrar que eles existem durante os outros 364 dias do ano também?
Por que ninguém toma uma atitude para, por exemplo, tornar as calçadas mais transitáveis?

sábado, 20 de agosto de 2011

Nossa mãe, nossa casa

Encontrei hoje este vídeo belíssimo.
Infelizmente sem legendas, mas quase não tem texto:



É dedicado a heróis que deram a vida pela Vida, entre eles a primatóloga Dian Fossey, o nosso Chico Mendes e o nigeriano Ken Saro-Wiwa, de quem já falei nesta postagem.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Dia Internacional Nelson Mandela

Nelson Mandela, Madiba Hoje o mundo celebra o 93º aniversário de Nelson Mandela e o segundo Dia Internacional Nelson Mandela.
A ONU e a Fundação Nelson Mandela fazem um apelo para que a data seja celebrada com 67 minutos de trabalho comunitário, pois "Mandela devotou 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado de direitos humanos, prisioneiro de consciência, defensor da paz mundial e o primeiro presidente democraticamente eleito de uma África do Sul livre".

"O próprio Nelson Mandela disse certa vez: “Nós podemos mudar o mundo e torná-lo um lugar um lugar melhor. Está em nossas mãos fazer a diferença", diz o secretário-geral Ban Ki-Moon. "A melhor forma de agradecer Mandela pelo seu trabalho é agir e inspirar a mudança".

Veja 67 sugestões de ações que você pode fazer para mudar o mundo no site do Nelson Mandela Day - e não se esqueça que datas especiais são criadas apenas para que pensemos nos assuntos, mas essas ações podem - e devem - ser feitas em qualquer dia. Como diz o site, make every day a Mandela day!

Mandela passou 27 anos de sua vida na prisão por sua luta contra o apartheid na África do Sul. Ele foi libertado em 1990.
Em 1993, foi homenageado com o prêmio Nobel da paz e, no ano seguinte, foi eleito presidente nas primeiras eleições livres do país.

"Ser livre não é apenas libertar-se das correntes, mas viver
de uma forma que respeite e reforce a liberdade dos outros"
(Nelson Mandela)

Para se inspirar: O filme Mandela - A Luta pela Liberdade (título original Goodbye Bafana) mostra o período em que Mandela esteve preso, do ponto de vista de um dos guardas da prisão, e o filme Invictus, dirigido por Clint Eastwood, mostra o início de seu mandato como presidente, e a forma como um esporte - o rugby - ajudou a promover a união em uma nação dividida.



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Escada-piano

A melhor maneira de alterar o comportamento das pessoas é fazer com que ela se divirtam!
Pelo menos, essa é a teoria apresentada no The Fun Theory (iniciativa da Wolkswagen, mas não estou incentivando ninguém a comprar um carro deles, viu? rs).

No vídeo: como fazer com que as pessoas usem mais as escadas convencionais, e menos as escadas-rolantes?
(colocou um grande sorriso no meu rosto, e eu gostaria de compartilhar!)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Você já deu um abraço hoje?

Estou com pouco tempo para postar este mês, mas gostaria de deixar aqui um vídeo que muita gente já deve conhecer, mas vale a pena ser visto de novo...



Muitos abraços para vocês!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Íntegra do discurso de posse de Dilma no Congresso Nacional

Em 40 minutos, Dilma falou sobre os planos de governo em diversas áreas, salientando a erradicação da miséria
"Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte."
a educação
"vamos ajudar os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré-escolas (...) No ensino médio, além do aumento do investimento público vamos estender a vitoriosa experiência do ProUni para o ensino médio profissionalizante (...) Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso dos professores e da sociedade com a educação das crianças e dos jovens"
o pré-sal
"O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no pré-sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza, transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente"
o ambiente
"Considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio ambiente (...) Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa (...) O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e de suas imensas florestas (...) Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais. Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais."
e a paz mundial
"nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não-intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo. O meu governo continuará engajado na luta contra a fome e a miséria no mundo (...) Nossa tradição de defesa da paz não nos permite qualquer indiferença frente à existência de enormes arsenais atômicos, à proliferação nuclear, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional."

Diversas vezes, foi interrompida por aplausos, e emocionou-se (e a muitos brasileiros) ao mencionar os companheiros de sua geração que, como ela, entregaram a "juventude ao sonho de um país justo e democrático", e que tombaram pelo caminho.

Foi um ótimo discurso!
Assista e leia abaixo o primeiro discurso de Dilma como Presidenta:


"Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Pela decisão soberana do povo, hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher.

Sinto uma imensa honra por essa escolha do povo brasileiro e sei do significado histórico desta decisão.

Sei, também, como é aparente a suavidade da seda verde-amarela da faixa presidencial, pois ela traz consigo uma enorme responsabilidade perante a nação.

Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia.

E sei que meu mandato deve incluir a tradução mais generosa desta ousadia do voto popular que, após levar à presidência um homem do povo, decide convocar uma mulher para dirigir os destinos do país.

Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que - no dia de hoje - todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher.

Não venho para enaltecer a minha biografia; mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!

Venho, antes de tudo, para dar continuidade ao maior processo de afirmação que este país já viveu.

Venho para consolidar a obra transformadora do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, com quem tive a mais vigorosa experiência política da minha vida e o privilégio de servir ao país, ao seu lado, nestes últimos anos.

De um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar ainda mais em si mesmo e no futuro do seu País.

A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós.

Sob sua liderança, o povo brasileiro fez a travessia para uma outra margem da história.

Minha missão agora é de consolidar esta passagem e avançar no caminho de uma nação geradora das mais amplas oportunidades.

Quero, neste momento, prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, incansável lutador, companheiro que esteve ao lado do Presidente Lula nestes oito anos: nosso querido Vice José Alencar. Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este homem!! E que parceria fizeram o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar, pelo Brasil e pelo nosso povo!!

Eu e Michel Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles.

Um governo se alicerça no acúmulo de conquistas realizadas ao longo da história. Ele sempre será, ao seu tempo, mudança e continuidade. Por isso, ao saudar os extraordinários avanços recentes, é justo lembrar que muitos, a seu tempo e a seu modo, deram grandes contribuições às conquistas do Brasil de hoje.

Vivemos um dos melhores períodos da vida nacional: milhões de empregos estão sendo criados; nossa taxa de crescimento mais que dobrou e encerramos um longo período de dependência do FMI, ao mesmo tempo em que superamos nossa dívida externa.

Reduzimos, sobretudo, a nossa histórica dívida social, resgatando milhões de brasileiros da tragédia da miséria e ajudando outros milhões a alcançarem a classe média.

Mas, em um país com a complexidade do nosso, é preciso sempre querer mais, descobrir mais, inovar nos caminhos e buscar novas soluções.

Só assim poderemos garantir, aos que melhoraram de vida, que eles podem alcançar mais; e provar, aos que ainda lutam para sair da miséria, que eles podem, com a ajuda do governo e de toda sociedade, mudar de patamar.

Que podemos ser, de fato, uma das nações mais desenvolvidas e menos desiguais do mundo - um país de classe média sólida e empreendedora.

Uma democracia vibrante e moderna, plena de compromisso social, liberdade política e criatividade institucional.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras, para enfrentar estes grandes desafios é preciso manter os fundamentos que nos garantiram chegar até aqui.

Mas, igualmente, agregar novas ferramentas e novos valores.

Na política é tarefa indeclinável e urgente uma reforma política com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições, restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública.

Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento é preciso garantir a estabilidade de preços e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo, da grande empresa até os pequenos negócios locais, do agronegócio à agricultura familiar.

É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte.

Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade.

O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com o incentivo à agricultura familiar e ao microempreendedor. As pequenas empresas são responsáveis pela maior parcela dos empregos permanentes em nosso país. Merecerão políticas tributárias e de crédito perenes.

Valorizar o desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do centro-oeste, a força industrial do sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do sul.

É preciso, antes de tudo, criar condições reais e efetivas capazes de aproveitar e potencializar, ainda mais e melhor, a imensa energia criativa e produtiva do povo brasileiro.

No plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.

É, portanto, tarefa indispensável uma ação renovada, efetiva e integrada dos governos federal, estaduais e municipais, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, vontade expressa das famílias brasileiras.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.

Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do Presidente Lula. Mas, ainda existe pobreza a envergonhar nosso país e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido.

Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte. O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria. E este é o sonho que vou perseguir!

Esta não é tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçado por toda sociedade. Para isso peço com humildade o apoio das instituições públicas e privadas, de todos os partidos, das entidades empresariais e dos trabalhadores, das universidades, da juventude, de toda a imprensa e de das pessoas de bem.

A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações.

É com crescimento, associado a fortes programas sociais, que venceremos a desigualdade de renda e do desenvolvimento regional.

Isso significa - reitero - manter a estabilidade econômica como valor absoluto. Já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres.

Continuaremos fortalecendo nossas reservas para garantir o equilíbrio das contas externas. Atuaremos decididamente nos fóruns multilaterais na defesa de políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o país da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos.

Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos que sufoca qualquer possibilidade de superação da pobreza de tantas nações pela via do esforço de produção.

Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público. O Brasil optou, ao longo de sua história, por construir um estado provedor de serviços básicos e de previdência social pública. Isso significa custos elevados para toda a sociedade, mas significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. Portanto, a melhoria dos serviços é também um imperativo de qualificação dos gastos governamentais.

Outro fator importante da qualidade da despesa é o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio. O investimento público é essencial como indutor do investimento privado e como instrumento de desenvolvimento regional.

Através do Programa de Aceleração do Crescimento e do Minha Casa Minha Vida, manteremos o investimento sob estrito e cuidadoso acompanhamento da Presidência da República e dos ministérios.

O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos estados e municípios. Será também vetor de incentivo ao investimento privado, valorizando todas as iniciativas de constituição de fundos privados de longo prazo.

Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas.

Este princípio vai reger também nossa política de transporte aéreo. É preciso, sem dúvida, melhorar e ampliar nossos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas. Mas é mais que necessário melhorá-los já, para arcar com o crescente uso deste meio de transporte por parcelas cada vez mais amplas da população brasileira.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança.

Nas últimas duas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio.

Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré escolas.

No ensino médio, além do aumento do investimento publico vamos estender a vitoriosa experiência do PROUNI para o ensino médio profissionalizante, acelerando a oferta de milhares de vagas para que nossos jovens recebam uma formação educacional e profissional de qualidade.

Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.

Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo.

Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro.

Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo.

O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde.

Vou usar a força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.

Vamos estabelecer parcerias com o setor privado na área da saúde, assegurando a reciprocidade quando da utilização dos serviços do SUS.

A formação e a presença de profissionais de saúde adequadamente distribuídos em todas as regiões do país será outra meta essencial ao bom funcionamento do sistema.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras.

Meu governo fará um trabalho permanente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da criminalidade e das drogas, em forte parceria com Estados e Municípios.

O estado do Rio de Janeiro mostrou o quanto é importante, na solução dos conflitos, a ação coordenada das forças de segurança dos três níveis de governo, incluindo - quando necessário - a participação decisiva das Forças Armadas.

O êxito desta experiência deve nos estimular a unir as forças de segurança no combate, sem tréguas, ao crime organizado, que sofistica a cada dia seu poder de fogo e suas técnicas de aliciamento de jovens.

Buscaremos também uma maior capacitação federal na área de inteligência e no controle das fronteiras, com uso de modernas tecnologias e treinamento profissional permanente.

Reitero meu compromisso de agir no combate as drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as famílias.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, o Pré-Sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental.

A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Seu desenvolvimento será fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.

O grande agente desta política é a Petrobrás, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética.

O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no Pré Sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza, transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

Meus queridos brasileiros e brasileiras, muita coisa melhorou em nosso país, mas estamos vivendo apenas o início de uma nova era. O despertar de um novo Brasil.

Recorro a um poeta da minha terra: "o que tem de ser, tem muita força".

Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar, de ser, uma nação desenvolvida. Uma nação com a marca inerente da cultura e do estilo brasileiros - o amor, a generosidade, a criatividade e a tolerância.

Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e a matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.

O mundo vive num ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica. Ela se processa tanto na decifração de códigos desvendadores da vida quanto na explosão da comunicação e da informática.

Temos avançado na pesquisa e na tecnologia, mas precisamos avançar muito mais. Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade.

Mas o caminho para uma nação desenvolvida não está somente no campo econômico. Ele pressupõe o avanço social e a valorização da diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade.

Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas as regiões de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.

Em suma: temos que combater a miséria, que é a forma mais trágica de atraso, e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais sofisticadas da invenção tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural.

Justiça social, moralidade, conhecimento, invenção e criatividade, devem ser, mais que nunca, conceitos vivos no dia-a-dia da nação.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras, considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio ambiente.

Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa, um país que sempre saberá crescer de forma saudável e equilibrada.

O etanol e as fontes de energia hídricas terão grande incentivo, assim como as fontes alternativas: a biomassa, a eólica e a solar. O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e das florestas.

Nossa política ambiental favorecerá nossa ação nos fóruns multilaterais. Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais.

Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais.

Meus queridos brasileiros e brasileiras, nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não-intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo.

O meu governo continuará engajado na luta contra a fome e a miséria no mundo.

Seguiremos aprofundando o relacionamento com nossos vizinhos sul-americanos; com nossos irmãos da América Latina e do Caribe; com nossos irmãos africanos e com os povos do Oriente Médio e dos países asiáticos. Preservaremos e aprofundaremos o relacionamento com os Estados Unidos e com a União Europeia.

Vamos dar grande atenção aos países emergentes.

O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao de nosso continente.

Podemos transformar nossa região em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à UNASUL. Vamos contribuir para a estabilidade financeira internacional, com uma intervenção qualificada nos fóruns multilaterais.

Nossa tradição de defesa da paz não nos permite qualquer indiferença frente à existência de enormes arsenais atômicos, à proliferação nuclear, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional.

Nossa ação política externa continuará propugnando pela reforma dos organismos de governança mundial, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, disse, no início deste discurso, que eu governarei para todos os brasileiros e brasileiras. E vou fazê-lo.

Mas é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho e da ação transformadora de todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um:

Dos movimentos sociais,

dos que labutam no campo,

dos profissionais liberais,

dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores,

dos intelectuais,

dos servidores públicos,

dos empresários,

das mulheres,

dos negros, dos índios e dos jovens,

de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação.

Quero estar ao lado dos que trabalham pelo bem do Brasil na solidão amazônica, na seca nordestina, na imensidão do cerrado, na vastidão dos pampas.

Quero estar ao lado dos que vivem nos aglomerados metropolitanos, na vastidão das florestas; no interior ou no litoral, nas capitais e nas fronteiras do Brasil.

Quero convocar todos a participar do esforço de transformação do nosso país.

Respeitada a autonomia dos poderes e o princípio federativo, quero contar com o Legislativo e o Judiciário, e com a parceria de governadores e prefeitos para continuarmos desenvolvendo nosso País, aperfeiçoando nossas instituições e fortalecendo nossa democracia.

Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião.

Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos.

O ser humano não é só realização prática, mas sonho; não é só cautela racional, mas coragem, invenção e ousadia. E esses são elementos fundamentais para a afirmação coletiva da nossa nação.

Eu e meu vice Michel Temer fomos eleitos por uma ampla coligação partidária. Estamos construindo com eles um governo onde capacidade profissional, liderança e a disposição de servir ao país serão os critérios fundamentais.

Mais uma vez estendo minha mão aos partidos de oposição e as parcelas da sociedade que não estiveram conosco na recente jornada eleitoral. Não haverá de minha parte discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.

Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem com firmeza e autonomia.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros, dediquei toda a minha vida a causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor.

Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem.

Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:

"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem"

É com esta coragem que vou governar o Brasil. Mas mulher não é só coragem. É carinho também. Carinho que dedico a minha filha e ao meu neto. Carinho com que abraço a minha mãe que me acompanha e me abençoa.

É com este mesmo carinho que quero cuidar do meu povo, e a ele - só a ele - dedicar os próximos anos da minha vida.

Que Deus abençoe o Brasil!

Que Deus abençoe a todos nós!"

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Guia ilustrado do doutorado

Você sabe o que é um doutorado?
Matt Might, professor de ciências da computação na Universidade de Utah, consegue explicar muito bem de um jeito simples:

Todo ano, eu explico para uma nova leva de alunos de doutorado o que é um doutorado.
É difícil descrever com palavras.
Então, eu uso images.

Veja abaixo o Guia Ilustrado para o Doutorado (Ph.D).

Imagine um círculo que contém todo o conhecimento humano:
PhD - Matt Might
Quando você termina o ensino fundamental, você sabe um pouco:
PhD - Matt Might
Quando termina o ensino médio, sabe um pouquinho mais:
PhD - Matt Might
Com uma graduação no ensino superior, você ganha uma especialização:
PhD - Matt Might
Um mestrado aumenta essa especialização:
PhD - Matt Might
Ler trabalhos acadêmicos leva você ao limite do conhecimento humano:
PhD - Matt Might
Quando alcança esse limite, você se foca:
PhD - Matt Might
Você força a barreira por alguns anos:
PhD - Matt Might
Até que, um dia, a barreira cede:
PhD - Matt Might
E esse pequeno calombo que você fez chama-se Ph.D:
PhD - Matt Might
Agora, é claro, você vê o mundo de um jeito diferente:
PhD - Matt Might
Mas não se esqueça da dimensão das coisas:
PhD - Matt Might
E continue forçando os limites.

sábado, 14 de agosto de 2010

O amor à música

Encontrei no blog Heartwood Guitar Instruction.

O vídeo abaixo é uma reportagem da CBS, de maio de 2009 (em inglês e sem legendas, infelizmente), sobre Andy Mackie, um senhor escocês de 71 anos que vive nos Estados Unidos.

Andy Mackie - CBS Após nove cirurgias cardíacas, ele estava tomando 15 remédios para o coração, mas seus efeitos colaterais eram muito debilitantes.
Então, um dia, ele decidiu parar de tomar os remédios, e dedicar seus últimos dias àquilo que sempre amou: a música. Ele usou o dinheiro que gastaria em remédios para comprar 300 gaitas, que deu a crianças carentes, com aulas inclusas.
Como Andy não morreu no mês seguinte, comprou mais algumas centenas.
Isso foi 12 anos, e mais de 13.000 gaitas, atrás.

Andy também passou a fabricar instrumentos simples de corda e ensinar técnicas de violão às crianças.
Algumas crianças aprenderam a fabricar os instrumentos, para que a prática se mantenha, e elas são encorajadas a ensinar o que aprendem a outras crianças.

Arrecadações da Andy Mackie Music Foundation são utilizadas para a doação de novos instrumentos, a contratação de professores e concessões de bolsas de estudo.

"Não acho que Bill Gates se sinta mais rico do que eu", diz Andy na reportagem.
Que bom que há pessoas assim no mundo!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Patch Adams fala

Em novembro de 2007, o médico americano Patch Adams deu uma entrevista no programa Roda Viva, na TV Cultura.
Patch se considera um ativista social e há 40 anos luta para mudar a medicina. Ele é fundador do Instituto Gesundheit, hospital onde o tratamento é gratuito. Suas ações inspiraram a ONG Doutores da Alegria, que auxilia a recuperação de crianças em hospitais por meio do bom humor.
Você provavelmente ouviu falar dele após o filme inspirado em sua vida, de 1998, protagonizado por Robin Williams.

Robin Williams (Patch Adams)
Patch Adams
Na entrevista, em 10 partes no YouTube (com legendas em português), Patch critica o filme, o governo americano, as indústrias de medicamentos e pessoas que não agem para melhorar o mundo.
O programa foi um comentário inteligente e mordaz após o outro.

Quer você tenha gostado do filme, quer não tenha gostado, quer nem tenha assistido, vale *muito* a pena ver esta entrevista.
Patch é uma pessoa maravilhosa e inspiradora.


Parte 1: Patch Adams fala sobre o filme


Parte 2: sobre os hospitais


Parte 3: sobre o depoimento do entrevistador


Parte 4: Patch Adams responde pergunta formulada por Wellington Nogueira dos Doutores da Alegria, e faz uma crítica ao próprio programa


Parte 5: sobre saúde mental


Parte 6: sobre ser americano


Parte 7: sobre cura, qualidade de vida e pensamento positivo


Parte 8: sobre indústria farmacêutica


Parte 9: sobre sua trajetória


Parte 10 (final): sobre seu modo de vestir