Para lembrar como o mundo em que vivemos (ainda) é lindo.
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
"Chegou a hora": discurso do secretário-geral da ONU contra a homofobia
No dia 7 de março de 2012, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um discurso histórico contra a violência, a discriminação e a criminalização de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.
Alguns membros do Conselho de Direitos Humanos abandonaram a sessão em protesto.
Veja abaixo uma versão "remix" do discurso:
(só achei a música de fundo meio esquisita, mas tá valendo)
Direitos humanos são para todos! Homofobia mata!
Alguns membros do Conselho de Direitos Humanos abandonaram a sessão em protesto.
Veja abaixo uma versão "remix" do discurso:
(só achei a música de fundo meio esquisita, mas tá valendo)
Direitos humanos são para todos! Homofobia mata!
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
Xingu (nos cinemas): bela homenagem ao Dia do Índio
Imagem do Wikimedia Commons
19 de abril é o Dia do Índio.
Não há muito o que comemorar.
Dê só uma olhada em algumas manchetes desta semana:
Funai alerta para risco de genocídio de índios isolados no AcreAlém de sofrerem com o abandono do Estado (faltam escolas e atendimento médico), os índios não apenas continuam sofrendo com as disputas por terras, como correm o risco de perder as poucas terras indígenas já regularizadas com o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) nº 215.
Em um cenário com poucas melhorias, índios vão à luta pela sobrevivência
Índios lutam para manter espaço no RJ
Índios pataxós ocupam 11 propriedades de reserva na Bahia
Índios e quilombolas de MT fazem semana de luto contra PEC 215
O PEC transfere do Executivo para o Legislativo o poder de demarcar terras indígenas e quilombolas.
Segundo Cleber Buzatto, secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em entrevista à IHU On-Line, das 1.046 terras indígenas, somente 363 estão regularizadas.
*~*~*~*
Minha sugestão para para o fim de semana é assistir Xingu, filme de Cao Hamburguer sobre os irmãos Orlando, Cláudio e Leonardo Villas-Bôas (interpretados por Felipe Camargo, João Miguel e Caio Blat), que está em cartaz nos cinemas.
Veja o trailer:
(pra quem viu o filme: pois é, o trailer mostra algumas cenas que foram cortadas)
Estou lendo o livro de Cláudio e Orlando Villas-Bôas, A Marcha para o Oeste, uma das obras que inspiraram o filme.
Aliás, a compra do livro - pelo menos na livraria do Espaço Unibanco da Augusta - dá direito a dois ingressos!
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quinta-feira, 1 de março de 2012
José Serra 2012: já começou mentindo
O mesmo José Serra (PSDB/SP) que acaba de lançar-se candidato a prefeito afirmou categoricamente que não tinha interesse em concorrer à prefeitura de São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 2011, na Rádio Jovem Pan.
Não apenas negou, como desdenhou o cargo, deixando claro (caso ainda não estivesse) que, para ele, a prefeitura é apenas um trampolim para cargos mais altos - a presidência, em 2014.
Mentiras, aliás, não faltam no currículo de Serra.
Nas eleições de 2004 ele assinou um documento, registrado em cartório, prometendo que, caso fosse eleito prefeito, não abandonaria o cargo para concorrer em 2006.
O que aconteceu? Ele abandonou a prefeitura após 1 ano e 3 meses de mandato!

Lembram??
Será que os paulistanos ainda têm coragem de votar nesse cara de pau?
Não bastam os escândalos relatados no livro A Privataria Tucana (há meses entre os livros mais vendidos no país)?
Não apenas negou, como desdenhou o cargo, deixando claro (caso ainda não estivesse) que, para ele, a prefeitura é apenas um trampolim para cargos mais altos - a presidência, em 2014.
Mentiras, aliás, não faltam no currículo de Serra.
Nas eleições de 2004 ele assinou um documento, registrado em cartório, prometendo que, caso fosse eleito prefeito, não abandonaria o cargo para concorrer em 2006.
O que aconteceu? Ele abandonou a prefeitura após 1 ano e 3 meses de mandato!

Será que os paulistanos ainda têm coragem de votar nesse cara de pau?
Não bastam os escândalos relatados no livro A Privataria Tucana (há meses entre os livros mais vendidos no país)?
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A beleza oculta da polinização
Belíssimas imagens do cineasta Louie Schwartzberg
(trecho de vídeo de uma palestra dele, que pode ser visto na íntegra no TED Talks, com opção de legendas em português)
(atenção para o morceguinho filhote agarrado à mãe aos 2min37s)
(trecho de vídeo de uma palestra dele, que pode ser visto na íntegra no TED Talks, com opção de legendas em português)
(atenção para o morceguinho filhote agarrado à mãe aos 2min37s)
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
10 anos sem George Harrison

Gostaria de deixar uma breve homenagem ao "Beatle quieto", que deixou o mundo material no dia 29 de novembro de 2001, vítima de câncer no pulmão.Marcaram sua imagem, além da música, a intensa espiritualidade e a paixão pela cultura indiana.
Além da extensa obra dos Beatles, Harrison também teve uma bela carreira solo. O álbum All Things Must Pass é ótimo, e eu aconselho a quem encontrá-lo à venda em algum lugar que compre imediatamente.
Veja o trailer do documentário sobre Harrison Living In The Material World, de Martin Scorsese:
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sábado, 12 de novembro de 2011
Festa italiana
Hoje foi dia de festa na Itália.
Após um governo marcado por escândalos sexuais, corrupção e acusações de envolvimento com a máfia, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renunciou ao cargo, após a aprovação de reformas econômicas exigidas pela União Européia.
Uma multidão o recebeu com vaias no Palácio Quirinale, sede da presidência.
Antes de sua chegada, um coral de 'Aleluia', de Handel, com dezenas de cantores e músicos clássicos, apresentou-se na frente do palácio.

Lembrei-me de um e-mail emocionante que recebi alguns meses atrás e fui procurar.
O texto estava em espanhol; segue uma tradução minha:
Após um governo marcado por escândalos sexuais, corrupção e acusações de envolvimento com a máfia, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renunciou ao cargo, após a aprovação de reformas econômicas exigidas pela União Européia.Uma multidão o recebeu com vaias no Palácio Quirinale, sede da presidência.
Antes de sua chegada, um coral de 'Aleluia', de Handel, com dezenas de cantores e músicos clássicos, apresentou-se na frente do palácio.

Lembrei-me de um e-mail emocionante que recebi alguns meses atrás e fui procurar.
O texto estava em espanhol; segue uma tradução minha:
A Itália finalmente despertou. É comovente.Agora, festejam os italianos, "a Itália está livre!"
No último dia 12 de março (de 2011), Silvio Berlusconi teve de enfrentar a realidade. A Itália festejava o 150o aniversário de sua unificação, e nessa ocasião foi encenada na Ópera de Roma a ópera 'Nabucco' de Giuseppe Verdi, sob regência do maestro Riccardo Muti. Nabucco é uma obra musical e política: evoca o episódio da escravidão dos judeus na Babilônia, e seu famoso coro 'Va Pensiero' é o canto dos escravos oprimidos. Na Itália, este canto é o símbolo da busca pela liberdade do povo, que no final do século XIX - quando foi escrita a ópera - estava oprimido pelo império Habsburgo, o qual combateu até a criação da Itália unificada.
Antes da apresentação, Gianni Alemanno, prefeito de Roma, subiu ao palco para proferir um discurso denunciando os cortes no orçamento para a cultura que o governo havia feito (e Alemanno é membro do partido governante e ministro de Berlusconi!). Esta intervenção em um dos momentos culturais mais simbólicos da Itália produziria um efeito inesperado, dado que Berlusconi em pessoa assistia à apresentação.
Entrevistado logo pelo Times, Riccardo Muti, regente da orquestra, contou que foi uma verdadeira noite de revolução: "A princípio houve uma grande ovação no público. Logo começamos a ópera. Se desenrolou muito bem, até que chegamos ao famoso canto 'Va Pensiero'. Imediatamente, senti que a atmosfera ficava mais tensa. Há coisas que não se pode descrever, mas se sente. Era um silêncio do público que se fazia sentir. Mas, no momento em que as pessoas se deram conta de que começava 'Va Pensiero', o silêncio se tornou um verdadeiro fervor. Se podia sentir a reação visceral do público diante do lamento dos escravos que cantam "Ó pátria minha, tão bela e perdida".
Quando o coro chegava ao fim, já se ouvia do público pedidos de "bis". O público começou a gritar "Viva Itália!", "Viva Verdi!", "Vida longa à Itália!". As pessoas no "poleiro" começou a lançar papéis com mensagens patrióticas.
Em apenas uma ocasião Muti havia aceitado fazer um bis para 'Va Pensiero', na Scala de Milão em 1986, dado que uma ópera não deve sofrer interrupções. "Eu não queria apenas fazer um bis. Tinha que haver uma intenção especial para fazê-lo", relata. Mas o público já havia despertado seu sentimento patriótico. Em um gesto teatral, Muti se virou e olhou para o público e para Berlusconi, e disse:
"Sim, estou de acordo com isto. 'Vida longa à Itália'. Porém...
Já não tenho mais 30 anos e vivi minha vida, mas viajei muito pelo mundo, e hoje sinto vergonha do que sucede em meu país. Então, se atendo hoje ao vosso pedido de um bis para 'Va Pensiero', não é apenas pela inspiração patriótica que sinto, mas porque esta noite, quando dirigia o coro que cantou 'Ai minha pátria, bela e perdida', pensei que, se seguirmos assim, vamos matar a cultura sobre a qual se construiu a história da Itália. Neste caso, nossa pátria estaria, de fato, 'bela e perdida'".
(Aplausos, inclusive dos artistas em cena)
Continuou: "Já que reina aqui um clima italiano, eu, Muti, me calei por muitos anos. Gostaria agora... teríamos que dar sentido a este canto; estamos em nossa casa, no teatro de Roma, e com um coro que cantou magnificamente bem e que foi acompanhado esplendidamente. Se quiserem, proponho que se unam a nós para que cantemos todos juntos".
Então convidou o público a cantar com o coro dos escravos. "Vi grupos de gente se levantarem. Toda a Ópera de Roma se levantou. E o coro também. Foi um momento mágico na Ópera".
Essa noite não foi somente uma apresentação de Nabucco, mas também uma declaração do teatro da capital para chamar a atenção dos políticos".
Aqui está o vídeo desse momento cheio de emoção:
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domingo, 23 de outubro de 2011
Sabe o que é racismo ambiental? É isso:
Denúncia grave de Carlos A. Lungarzo, da Anistia Internacional (vi na Maria Frô):
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Mais sobre o que a TKCSA está fazendo em Santa Cruz:
Reportagem da TV Brasil:
Depoimento de uma moradora:
"Se ele voltar pra cá, ele tem outra infecção dessa, (o médico) falou, é morte certa. E detalhe: você e sua filhinha morando lá, seu marido, vocês terão a mesma infecção que ele. E mata, porque muita gente ainda vai morrer lá por causa dessa infecção."
Reportagem "Pesquisadores apontam riscos à saúde de vizinhos da CSA no Rio" (G1, 29/06/2011)
"Com medo de retaliações, os moradores falam sem se identificar."
Outra reportagem: "Justiça aceita denúncia contra Usiminas por crimes ambientais" (G1, 01/07/2011)
"Auditoria ambiental da empresa sobre a CSA teria informação falsa, diz MP."
Ambientalista denuncia racismo e é ameaçada por Ex-NazistasA ambientalista Monica Lima está sendo ameaçada por ter denunciado empresas que são fortemente suspeitas de envenenar gravemente o meio ambiente no estado do Rio de Janeiro, denuncias que foram apoiadas por especialistas brasileiros, universidades, ONGs ecológicas e de direitos humanos, partidos políticos, membros de alguns poderes públicos, e especialistas de outros países, incluindo da Alemanha onde estas empresas têm sua matriz.
Na impossibilidade de calar todos os que protestam ou de exercer censura direta, como os ancestrais destas empresas fizeram entre 1930 e 1945 em seus locais de origem, recorrem ao poder judiciário, que não se furta de ajudar aos grandes capitais. Afinal, o que sobrará do país após a devastação empresarial incluirá os paladinos dos autores. Para praticar esta forma de censura indireta, a 34ª vara cível da cidade do RJ abriu o processo: #0367407-59.2011.8.19.0001 ajuizado pelos demandantes. Estes requerem indenização por danos morais.
Não sabemos qual é a formação exata do juiz que aceitou esta descabida demanda, mas devemos ter em conta que existe uma figura jurídica chamada “crime impossível”. Ninguém pode cometer um delito contra uma vítima inexistente: por exemplo, ninguém pode ser acusado de matar o rei da França. Da mesma maneira, não pode prejudicar-se uma moral inexistente.
O Contexto dos Fatos
Mônica Cristina Brandão Dos Santos Lima é uma bióloga do Rio de Janeiro, comprometida com problemas ambientais, que tem denunciado, junto com outros ativistas, ONGs e movimentos sociais, o papel nocivo para o meio ambiente das grandes empresas, que, movidas pelo lucro desorbitado e, em boa parte, por um forte sentimento de racismo contra os povoadores pobres de certas regiões do país, empreendem um genocídio químico-biológico, ao despejar no ambiente milhões de toneladas de produtos tóxicos. Esta política de genocídio ambiental foi impulsada já no fim da Segunda Guerra Mundial pelos países da OTAN, que entenderam que seria vantajoso tratar os países pobres como latas de lixo, nas quais poder instalar fábricas poluidoras que não poderiam funcionar nas matrizes de origem.
O problema pelo qual Monica está sendo atacada através do judiciário é ter denunciado, como milhares de outras pessoas e organizações, o estrago causado pela fábrica de aço montada pelo grupo Thyssen/Krupp + Companha Siderúrgica do Atlântico (CAS), conhecido pelo acrônimo TKCSA, no bairro Santa Cruz do Rio de Janeiro.
Uma boa descrição da situação geral do conflito entre este truste e a população da cidade, pode ser lida em muitos locais, especialmente num relato do Partido Socialismo e Liberdade, aqui.
Em Santa Cruz, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, fica o empreendimento da TKCSA, cujo capital predominante é do grupo Thyssenkrupp, do qual falarei na próxima seção. Uma participação minoritária tem a Vale do Rio Doce, a que fora Siderúrgica Nacional, privatizada em 1997 na fase de arremate do patrimônio brasileiro.
O projeto inicial da CSA inclui dos altos fornos de alta capacidade para produzir aço de exportação, mas o negócio parece ser tão lucrativo que a empresa anunciou já a duplicação do projeto original.
Durante a década passada, acompanhando a construção da planta, foram feitas denúncias gravíssimas em, pelo menos, os seguintes casos:
· Agressão ao meio ambiente.
· Violação de normas de licenciamento
· Importação clandestina de trabalhadores chineses.
· Ameaças a 8 mil pescadores, que perderam seu trabalho por causa da contaminação das águas durante a construção de um porto particular. Alguns deles foram procurados para serem “apagados” e atualmente se encontram sob a proteção judicial. Um número não revelado deles foi vítima de atentados dos quais parece que sobreviveram.
· Construção de um porto e uma usina hidroelétrica privada, o que está em selvagem contradição com a Constituição Federal sobre a propriedade do estado das águas e das fontes de energia. Aqui não se trata de privatização da geração de energia, mas da própria fonte.
Este é provavelmente o mais iníquo projeto de capitalismo selvagem já montado no Brasil, incluindo na comparação até as empresas beneficiadas pela ditadura de 1964-1985. Por exemplo, o contrabando de trabalhadores chineses, que são vítimas, em grande parte do mundo, de submissão ao trabalho escravo, mostra que até a infame teoria de que os piores atos de vandalismo seriam lícitos para criar empregos é falsamente aplicada neste caso. Os trabalhadores estrangeiros são contrabandeados, porque nesses postos no são contratados trabalhadores brasileiros ou residentes no país.
Ainda antes da entrada em operação da companhia, foi avertido que ela seria responsável pela elevação em 76% da emissão de gás carbônico na cidade e seu entorno. Isto é muito mais brutal que qualquer outro caso nas Américas, e provavelmente só comparável ao que acontece em empresas chinesas.
Na terceira semana de junho, o complexo começou a funcionar em forma de teste, ligando apenas um alto-forno. Isto, porém, foi suficiente para inundar o ambiente com resíduos metálicos que afetaram a respiração de parte da população. Veja um vídeo onde uma moradora comenta detalhadamente o fato, aqui.
Apesar das respostas sarcásticas dos executivos da empresa, e das tentativas de intimidação contra os populares, os protestos continuaram (vide), mas, junto com eles, foi aumentando densamente a contaminação ambiental.
Entrevista pela Internet
Monica Lima é uma das figuras líderes dos protestos e tem atuado em inumeráveis programas, entrevistas e apresentações sobre este dramático caso. Vou reproduzir agora apenas uns fragmentos significativos publicados pelo site Portogente. Todos os grifos são meus.
PORTOGENTE – Como a CSA está prejudicando o meio ambiente e a saúde dos moradores?
Monica Lima – A área antes era massa densa e manguezal, área de proteção ambiental. Estava sendo ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e a licença não foi concedida. Mas para a CSA os critérios foram diferentes. Quanto à saúde, há alergias dermatológicas, respiratórias e oftalmológicas, sangramento no nariz, feridas na pele, falta de ar, asma, renites. Há o comprometimento psíquico e psicológico devido ao estresse, ruídos, insegurança e instabilidade, o que provoca má qualidade de vida. Em longo prazo, devido à poluição com particulados e gases tóxicos também, podem ocorrer câncer e aborto espontâneo. É UM VERDADEIRO RACISMO AMBIENTAL.
PORTOGENTE – A siderúrgica argumenta que o pó emitido por ela é apenas grafite e não prejudica a saúde.
ML - A literatura de siderúrgicas evidencia que metais como zinco e alguns outros, causadores de câncer, são eliminados junto ao grafite. A Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) está coletando amostras para avaliar esse material, assim como um dossiê está sendo preparado para denunciar os danos à saúde, ao meio ambiente e a questão cultural-ideológica. Mesmo que fosse só grafite, não é normal as pessoas viverem respirando grafite, e não estamos quantificando isso, o quanto está sendo respirado não está sendo avaliado. E o próprio grafite, dependendo do tamanho da partícula, também pode causar câncer.
PORTOGENTE – A CSA é resultado da parceria entre o grupo alemão THYSSENKRUPP e a brasileira Vale. O que está sendo feito para denunciar a siderúrgica também no exterior?
ML - Temos denunciado ao Parlamento alemão e aos acionistas da Vale, e isso tem dado bastante resultado. Há uma deputada, Grabiele Zimmer, da esquerda alemã, que tem nos ajudado muito nas denúncias em instituições na Europa. Não podemos esquecer que há também a poluição sonora e de pó de minério do trem da Vale.
Observe que Monica Lima usa o termo “racismo” muito propriamente, para se referir à discriminação contra diversos povos (neste caso, contra a classe popular brasileira), que são usados como habitantes indesejáveis do depósito de lixo em que a empresa transforma os bairros pobres da cidade. De fato, a ambientalista não faz a comparação com o genocídio nazista, talvez por gentileza, mas essa comparação é perfeita, como vou mostrar em seguida.Alfried Krupp (à esquerda) no Tribunal de Nuremberg (1948).
Krupp lê um documento no banco dos réus na sessão do seu Julgamento em Nuremberg. Ele foi julgado e condenado como um criminoso de guerra. Serviu apenas três dos 12 anos a que foi sentenciado.
FonteAlfried Krupp, capa da revista Time, 19/08/1957
Quem é a ThyssenKrupp
A família Krupp faz parte de uma antiga dinastia da região de Essen, na atual República Alemã, dedicada desde o século 17 a mais suja de todas as atividades humanas, sejam individuais ou empresariais: a fabricação de armas. Amassaram uma fortuna incalculável ajudando nas muitíssimas guerras, invasões, depredações e sabotagens contra outros países deflagradas pelo Império Germânico, para pesadelo de países vizinhos que suportaram as agressões da mais violenta força militar da história.
Durante o nazismo, a fábrica Krupp fabricou tanques Panzer, submarinos U-Boat, armas e munição de todos os estilos, e até o enorme cruzeiro Prinz Eugen. A mente doentia dos Krupp os levou a fabricar enormes canhões que se moviam sobre ferrovias, cujo uso foi quase impossível porque a enorme energia do disparo, que lançava projéteis de várias toneladas criava uma perigosa força de recuo, que punha em perigo os próprios atiradores.
Durante a ocupação de países vítimas do nazismo, os Krupp se beneficiaram do trabalho escravo e recrutaram milhares de operários que eram obrigados a trabalhar até a morte. O conhecido Adolf Hitler, de cuja qualidade humana não há muita dúvida, num discurso a juventude alemã fez o seguinte elogio:
O jovem alemão do futuro deve ser esguio e esbelto, tão veloz como um galgo, tão rude como o couro, e tão forte como o aço Krupp [Tradução e grifo final meus]
Veja-se uma relação breve sobre estes fatos aqui e no livro The Arms of Krupp. Os trabalhadores escravos recrutados pelos Krupp eram, segundo os cálculos mais moderados, mas de 100 mil, dos quais 23 mil eram prisioneiros de guerra e os outros (pelo menos 80 mil) cidadãos escravizados dos países ocupados. (Vide)
Alfred Krupp, o líder da família durante a 2ª. Guerra Mundial foi o décimo indiciado durante os chamados Julgamentos Subsequentes de Nuremberg, ou seja, os 12 julgamentos que tiveram lugar nessa cidade logo após dos Julgamentos Principais, em que foram condenados (e, em vários casos, enforcados) os chefes políticos e militares. Os julgamentos subsequentes foram conduzidos exclusivamente pelas forças americanas, e não por um tribunal misto que incluísse os representantes dos outros governos aliados (Grã Bretanha, França e a URSS). Hoje em dia, ninguém acredita seriamente que os EEUU ignoravam a enorme responsabilidade dos criminosos empresariais, mas voltaram todo seu esforço apenas sobre os criminosos militares e políticos, que eram os mais visíveis e odiados. Entretanto, é fácil imaginar que Hitler poderia ter produzido um dano quase tão enorme como o que ele fez, mesmo sem ter como oficiais todos os que foram executados em Nuremberg.
Ora, Alemanha nem poderia ter começado a guerra, se não tivesse Alfred Krupp.
Em 31 de julho de 1948, a Corte de Nuremberg condenou Alfred Krupp, que era um dos 12 indiciados (os outros 11 eram seus principais cúmplices). Apesar da pressão internacional e dos outros aliados pela execução do sinistro fabricante, o tribunal americano o condenou a “vender suas possessões” (!). O objetivo dos EEUU era tonar os nazistas da Alemanha, como de fato aconteceu, seus grandes aliados contra o comunismo. Os efeitos desta aliança, como todos sabem, foram mais visíveis na Itália, pois Alemanha sempre esteve fortemente vigiada pela URSS e outros países que, como Israel, tinham sofrido enorme quantidade de vítimas.
A fortuna dos Krupp que cresceu numa proporção não apurada durante o regime nazista, continuou crescendo durante a democracia.
Friedrich Thyssen (1873-1951) pertence a uma dinastia menos ilustre e mais curta, e bastante menos rica, mas ainda assim poderosa. O poder econômico da família se tornou importante como fator político por volta de 1850. Thyssen foi menos relevante que Krupp para o nazismo, pois seu fábrica de aço era apenas a segunda e mantinha grande distância com a primeira. Mas, em compensação, foi um ativo militante do partido Nazi e um generoso doador de uma verdadeira fortuna para os exércitos nazistas. Ele teve a má idéia de discutir com o ditador, e foi enviado a um campo de concentração. Não se sabe se fez autocrítica de sua relação com o nazismo, mas, finalmente se exilou em Buenos Aires, em 1951. Antes disso, ele também foi julgado em Nuremberg, pois foi um membro distinto do partido nazista e usou mão de obra escrava judia em sua fábrica. Mas ele não foi condenado a prisão; em sua defesa, ele disse que os únicos trabalhadores que teve em seu poder eram judeus. Em 1950 foi condenado a pagar uma multa e liberado.
Em 1999, a velha afinidade entre as duas famílias, foi selada por meio da fusão das duas redes industriais, formando a Thyssen Krupp. Esta é a TKCAS que transformou numa enorme câmara de gás o bairro de Santa Cruz, uma espécie de Auschwitz a céu aberto.
Entre as reações contra o genocídio legal de Santa Cruz, foi convocada uma audiência pública na Assembleia do Rio de Janeiro (vide), numerosas passeatas e atos públicos, e pedidos de colaboração a outros países. Na própria Alemanha, os representantes da empresa Thyssen foram sabatinados no Parlamento (vide).
Brasil é o único país Latino-Americano que se comprometeu durante a 2ª Guerra Mundial na luta contra o nazismo e o fascismo, e também é uma das nações não europeias cujos habitantes possuem o mais baixo uso de armas. É uma ofensa a esses atributos pacíficos do Brasil que se ceda território brasileiro e se entregue sua população a um novo holocausto justamente nas mãos dos maiores contribuintes à catástrofe da Humanidade na década de 30 e 40.
Ação Jurídica e Resposta
Não tenho ainda os termos exatos da demanda contra Monica Lima, pois tomei conhecimento do fato no dia de hoje e, pelo que eu entendi, o processo ainda não tinha sido entregue. Sabe-se que é uma ação pelos assim chamados “danos morais” que o clube de genocidas ecológicos consideram ter sofrido por causa das denúncias dos ambientalistas. Não sabemos se a ação se refere a uma denúncia específica, a várias delas, ou a algum ponto forjado para justificar a ação.
Seja o que for, é fundamental que a população tenha consciência do dano múltiplo que produzem estas empresas nos países pobres, ante a indiferença ou a falta de decisão de seus líderes.
A fabricação de aço tem tantas aplicações pacíficas como militares, como o mostra o histórico das duas empresas alemãs aliadas para a construção da TKCSA. Durante a dita “desnazificação” na Alemanha, os americanos apenas inverteram o intuito criminal dos fabricantes de armas, fazendo com que seus esforços deixassem de estar ao serviço dos derrotados nazistas, e estivessem ao serviço de seus sucessores na política de agressão mundial.
Entretanto, mesmo se as empresas poluidoras produzissem apenas produtos de uso positivo para a humanidade, como alimentos, remédios ou bolas de futebol, a população sofre o genocídio lento, que as empresas produzem colocando venenos no ar, nas águas e na terra, gerando doenças de todos os estilos, e contribuindo ao massacre em massa de enormes segmentos que não servem como consumidores e não são europeus.
A diferença que às vezes se pretende entre os nazistas tradicionais ou os sádicos genocidas das prisões americanas, e que os empresários devastadores como a TKCSA não usam câmaras de gás.
Ora, qual é a diferença entre ser asfixiado por gases colocados numa câmara fechada, dentro de um campo de extermínio, e ser gradativamente envenenado pela injeção no ambiente de substâncias nocivas que produzem distúrbios letais?
Pode argumentar-se que, a morte por envenenamento gradativo com substâncias que fazem parte de lixo das grandes empresas é MAIS LENTO e, para os que têm dinheiro e uma boa medicina, haveria possibilidade de parar o genocídio antes da morte massiva.
Isso é verdade. O Zyklon B demorava uns dez minutos em matar. Atualmente, as vítimas do envenenamento ambiental têm possibilidades de viver muito mais, pois o processo de ir perdendo aos poucos sua capacidade física e mental é demorado. Será que isto é uma grande vantagem, e faz tanta diferença entre os novos e os anteriores nazistas ou os atuais carrascos ianques? Lembrem que os dois Zyklon, A e B, eram inicialmente pesticidas, ou seja, substâncias letais usadas com fins aparentemente pacíficos.
É necessário ter em conta que organizações ambientalistas como Greenpeace têm demonstrado grande coragem ao lutar “braço a braço” com navios pesqueiros predadores da fauna oceânica. É necessário que os ambientalistas de todo o mundo adotem métodos de resistência pacífica contra este neonazismo ecológico.
É muito frequente afirmar (e setores pacifistas e ativistas de direitos humanos compartilhamos essa opinião), que a força é um recurso que só pode ser usado racionalmente e em circunstâncias extremas, pois sempre existe o risco de militarizar a sociedade civil, degradando o cidadão à condição de soldado. É por isso que uso interrogativamente como epígrafe o poema de Bertold Brecht.
Apenas, porém, me permito uma reflexão. Os que resistiram de diversas maneiras o nazismo, na França, na Noruega, na Holanda, a Dinamarca, na Polônia e na ex URSS deveram optar entre a resistência ou a destruição? O famoso pacifista Mahatma Gandhi foi considerado otimista demais quando propôs aos povos atacados pelo nazismo se defender com a oposição pacífica. Entretanto, este novo nazismo não é dono (de maneira explícita) das forças armadas e policiais. Então, ainda é possível fazer muitas ações puramente pacíficas, desde que as instituições compreendam a justiça destas reclamações. É necessária a pressão internacional dos grupos ecologistas, e até daqueles cidadãos que só atuam por interesse pessoal.
Já nos anos 60, os capitães do capitalismo selvagem consideravam o Brasil como o melhor depósito de lixo industrial de Ocidente, graças a seu enorme território, sua grande floresta, e a facilidade de criar portos. Se o Brasil for contaminado, será difícil aos outros países salvar-se do contágio da devastação.
*Carlos A. Lungarzo, Anistia Internacional AIUSA 9152711
Solicitação do Carlos:
Agradeceremos dar a este comunicado a máxima difusão, e aos nossos contatos no exterior, traduzir às suas respectivas línguas se for possível.
Se vocês ficarem ombro com ombro
Eles vos matarão.
Mas, Vocês devem ficar ombro com ombro!
Se vocês lutarem
Os tanques vos esmagarão.
Mas, vocês devem lutar!
Essa luta será perdida
E quiçá a seguinte também o será
Mas a luta vos ensina
E vocês ficam sabendo
Que, se não for à força, não dá
E também não dá se a força for dos outros.
Bertold Brecht: Die heilige Johanna der Schlachthöfe (Santa Joanna dos Matadouros, obra de teatro escrita em 1929 contra a repressão dos operários da carne.)
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Mais sobre o que a TKCSA está fazendo em Santa Cruz:
Reportagem da TV Brasil:
Depoimento de uma moradora:
"Se ele voltar pra cá, ele tem outra infecção dessa, (o médico) falou, é morte certa. E detalhe: você e sua filhinha morando lá, seu marido, vocês terão a mesma infecção que ele. E mata, porque muita gente ainda vai morrer lá por causa dessa infecção."
Reportagem "Pesquisadores apontam riscos à saúde de vizinhos da CSA no Rio" (G1, 29/06/2011)
"Com medo de retaliações, os moradores falam sem se identificar."
Outra reportagem: "Justiça aceita denúncia contra Usiminas por crimes ambientais" (G1, 01/07/2011)
"Auditoria ambiental da empresa sobre a CSA teria informação falsa, diz MP."
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Cientistas, juízes e celebridades juntos contra o novo Código Florestal
O que está rolando:
A proposta de alteração do Código Florestal (PLC nº 30/2011), aprovada em maio na Câmara dos Deputados, tramita atualmente no Senado.
Ela já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, e será julgada em outras três comissões (Agricultura, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente), antes de ir a plenário.
(diga-se de passagem: aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sem que fossem discutidos seus problemas de constitucionalidade - que é justamente a função da comissão! Começou bem, hein, Senado?)
O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator do projeto nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Agricultura, fará a apresentação de seu relatório na próxima terça-feira (25), em reunião conjunta das duas comissões.
O senador prevê que o texto será votado em ambas, também conjuntamente, no próximo dia 8, seguindo para a Comissão de Meio Ambiente. "Com isso, poderemos votar em Plenário antes do fim do mês [novembro]", afirmou ele.
Os ruralistas pressionam para que o novo Código Florestal seja aprovado até o fim do ano.
O que dizem os cientistas:
Em abril, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), as principais sociedades científicas brasileiras, já tinham apresentado um relatório sobre o Código Florestal, fruto de quase um ano de trabalho, na forma de um livro intitulado "O Código Florestal e a Ciência, Contribuições para o Diálogo".
No relatório, os cientistas condenavam diversos pontos da proposta, particularmente a redução das Áreas de Proteção Permanente (APPs); apresentavam evidências de que mais desmatamento não é necessário para o aumento da produção agrícola brasileira (um dos principais argumentos a favor da proposta - e uma óbvia falácia, uma vez que há países com território muito menor que o Brasil, com maior proporção de cobertura vegetal e que ainda assim conseguem produzir e exportar mais do que nós); e pediam o adiamento das votações para que uma lei melhor, e com embasamento científico, pudesse ser elaborada.
Nem preciso dizer que a ciência foi totalmente ignorada pela Câmara dos Deputados.
Agora, a SBPC e a ABC tentam ser ouvidas novamente.
No dia 11 de outubro, foi entregue aos senadores um documento com propostas para embasar as mudanças na lei.
"Nosso primeiro trabalho foi mais de cunho científico, mostrando como a ciência poderia colaborar. Mas nas vezes em que fomos ao Congresso, nos cobraram propostas concretas. Esse documento tem esse objetivo", explica o professor José Antônio Aleixo, coordenador do grupo de trabalho sobre Código Florestal da SBPC e da ABC.
O documento apresenta 10 pontos, todos com referências científicas.
O primeiro deles refuta o argumento a favor da mudança do Código de que a lei vigente impede a expansão da produção agrícola: "Não existe o dilema entre conservar/preservar o meio ambiente e produzir alimentos". O principal obstáculo à expansão "é a falta de adequação de sua política agrícola (...) e não as restrições ambientais colocadas pelo Código Florestal brasileiro. Bastaria um aumento marginal da produtividade da pecuária brasileira, que é notoriamente ineficiente e ocupa 2/3 das áreas agrícolas disponíveis hoje no Brasil, para disponibilizar em torno de 60 milhões de hectares para a agricultura, o que mais do que dobraria a área agrícola atual".
O segundo ponto defende que "todas as APPs de beira de cursos d'água devem ter sua vegetação preservada e naquelas em que essa vegetação foi degradada elas devem ser integralmente restauradas".
O terceiro ponto trata das Áreas Rurais Consolidadas em APPs, e afirma que a proposta atual é injustificável e inconstitucional: "A Constituição Federal Brasileira expressa claramente que não há direito adquirido na área ambiental, pois o meio ambiente pertence à coletividade e, desta forma, os interesses da sociedade se sobrepõem ao direito particular, o que certamente levaria à inconstitucionalidade na regulamentação dessa norma. (...) A definição de área rural consolidada deve ser retirada do texto".
Casos particulares, como o cultivo de arroz, devem ter um tratamento diferenciado (ao invés de servir como justificativa para "liberar geral", como na proposta atual).
O quarto ponto propõe a inclusão dos mangues e apicuns como APPs, devido à sua importância ecológica.
O quinto ponto critica a compensação de Reserva Legal dentro do mesmo bioma, prevista no relatório. "A compensação da Reserva Legal deve ser em áreas mais próximas possíveis, dentro da mesma unidade fitoecológica (mesmo ecossistema), de preferência na mesma microbacia ou bacia, para que haja a desejada equivalência ecológica, de composição, de estrutura e de função".
O sexto ponto defende que as APPs não sejam incluídas no cômputo das Reservas Legais, uma vez que elas apresentam estruturas e funções distintas, e "a somatória de APP e RL em áreas agrícolas consolidadas, fora da Amazônia Legal, permite a manutenção de cobertura de vegetação nativa em torno de um de um limiar de 30% da área, que vem se mostrando como um patamar mínimo de cobertura natural para se evitar a extinção massiva de espécies na paisagem".
O sétimo ponto aponta que "a permissão do uso de espécies exóticas em até 50% da RL é extremamente prejudicial para as principais funções da RL: conservação da biodiversidade nativa e uso sustentável de recursos naturais". O uso de espécies exóticas nas RLs deve ser permitido apenas nas fases iniciais de restauração, e com controle.
O oitavo ponto defende que "o tratamento diferenciado no Código Florestal deve ser atribuído à Agricultura Familiar", que "é definida na Lei 11.326/2006, art.3, com quatro critérios que devem ser simultaneamente observados".
Na proposta atual, em nome da "agricultura familiar", é dado tratamento diferenciado a propriedades de até 4 módulos fiscais, o que pode chegar a 400 hectares na Amazônia. Isso é uma "pegadinha": permitiria que grandes proprietários desmembrem suas propriedades e não tenham que preservar nada!
O nono ponto mostra que "o custo de restauração de áreas degradadas" é "bem menor do que o apregoado em defesa do PLC 30/2011" (!!!), e aponta maneiras para que essa restauração seja implementada.
Por fim, o décimo ponto mostra a importância da preservação e restauração da vegetação ripária (a vegetação associada a cursos d'água). "A faixa ripária ocupada por vegetação nativa promove vários serviços ambientais fundamentais para a própria agricultura e para a qualidade de vida da sociedade em geral. Esses serviços são fundamentais no processo de tecnificação da agricultura brasileira".
Clique aqui para ler o documento na íntegra.
E do ponto de vista legal?
Durante a discussão na CCJ, senadores de vários partidos – PT, PSDB, PDT, PRB, PSOL, PSB e até do DEM – já haviam questionado vários pontos do projeto e levantado dúvidas quanto à constitucionalidade de diversos aspectos.
O documento da SBPC e da ABC aponta algumas inconstitucionalidades na proposta.
Após este ser entregue, a Associação dos Juízes para a Democracia (AJD) divulgou uma nota pública em que clama para que os cientistas sejam ouvidos e "diz NÃO ao PLC 30/2011, por sua patente inconstitucionalidade material, à luz dos dados científicos desvelados, e protesta por sua rejeição".
Clique aqui para ler a nota.
E a sociedade civil, não faz nada?!?
Pelo contrário!
Já foram feitas várias manifestações, nas ruas e na internet, contra essa proposta horrorosa - se quiser, dê uma olhada nas postagens mais antigas aqui do blog com o tema "Código Florestal" para saber mais.
Mas os ruralistas têm muito dinheiro e muita influência no legislativo.
É preciso maior mobilização!
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, formado por 152 organizações da sociedade civil brasileira, lançou em junho a campanha #florestafazadiferenca.
VOCÊ pode participar, assinando a petição e divulgando a campanha!
Você pode, também, imprimir a petição e colher assinaturas de seus amigos, familiares e colegas de escola/trabalho.
Diversas celebridades nacionais se juntaram à causa, incluindo Gilberto Gil, Arnaldo Antunes e Wagner Moura.
O cineasta Fernando Meirelles gravou um depoimento em vídeo sobre o assunto, e pediu a seus amigos e colegas que fizessem o mesmo. Segundo Meirelles, os depoimentos não param de lotar a sua caixa de e-mail.
Assista alguns deles:
Fernando Meirelles
Wagner Moura
Alice Braga
Gisele Bündchen
José Eli da Veiga (professor e agrônomo)
Ricardo Abramovay (professor do Departamento de Economia da FEA/USP)
Outro modo de ajudar é pressionando os Senadores! Mande e-mails, mensagens no twitter, telefone!
Clique aqui para ver a lista dos Senadores em exercício.
A proposta de alteração do Código Florestal (PLC nº 30/2011), aprovada em maio na Câmara dos Deputados, tramita atualmente no Senado.
Ela já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça, e será julgada em outras três comissões (Agricultura, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente), antes de ir a plenário.
(diga-se de passagem: aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sem que fossem discutidos seus problemas de constitucionalidade - que é justamente a função da comissão! Começou bem, hein, Senado?)
O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), relator do projeto nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Agricultura, fará a apresentação de seu relatório na próxima terça-feira (25), em reunião conjunta das duas comissões.
O senador prevê que o texto será votado em ambas, também conjuntamente, no próximo dia 8, seguindo para a Comissão de Meio Ambiente. "Com isso, poderemos votar em Plenário antes do fim do mês [novembro]", afirmou ele.
Os ruralistas pressionam para que o novo Código Florestal seja aprovado até o fim do ano.
O que dizem os cientistas:
Em abril, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), as principais sociedades científicas brasileiras, já tinham apresentado um relatório sobre o Código Florestal, fruto de quase um ano de trabalho, na forma de um livro intitulado "O Código Florestal e a Ciência, Contribuições para o Diálogo".
No relatório, os cientistas condenavam diversos pontos da proposta, particularmente a redução das Áreas de Proteção Permanente (APPs); apresentavam evidências de que mais desmatamento não é necessário para o aumento da produção agrícola brasileira (um dos principais argumentos a favor da proposta - e uma óbvia falácia, uma vez que há países com território muito menor que o Brasil, com maior proporção de cobertura vegetal e que ainda assim conseguem produzir e exportar mais do que nós); e pediam o adiamento das votações para que uma lei melhor, e com embasamento científico, pudesse ser elaborada.Nem preciso dizer que a ciência foi totalmente ignorada pela Câmara dos Deputados.
Agora, a SBPC e a ABC tentam ser ouvidas novamente.
No dia 11 de outubro, foi entregue aos senadores um documento com propostas para embasar as mudanças na lei.
"Nosso primeiro trabalho foi mais de cunho científico, mostrando como a ciência poderia colaborar. Mas nas vezes em que fomos ao Congresso, nos cobraram propostas concretas. Esse documento tem esse objetivo", explica o professor José Antônio Aleixo, coordenador do grupo de trabalho sobre Código Florestal da SBPC e da ABC.
O documento apresenta 10 pontos, todos com referências científicas.
O primeiro deles refuta o argumento a favor da mudança do Código de que a lei vigente impede a expansão da produção agrícola: "Não existe o dilema entre conservar/preservar o meio ambiente e produzir alimentos". O principal obstáculo à expansão "é a falta de adequação de sua política agrícola (...) e não as restrições ambientais colocadas pelo Código Florestal brasileiro. Bastaria um aumento marginal da produtividade da pecuária brasileira, que é notoriamente ineficiente e ocupa 2/3 das áreas agrícolas disponíveis hoje no Brasil, para disponibilizar em torno de 60 milhões de hectares para a agricultura, o que mais do que dobraria a área agrícola atual".
O segundo ponto defende que "todas as APPs de beira de cursos d'água devem ter sua vegetação preservada e naquelas em que essa vegetação foi degradada elas devem ser integralmente restauradas".
O terceiro ponto trata das Áreas Rurais Consolidadas em APPs, e afirma que a proposta atual é injustificável e inconstitucional: "A Constituição Federal Brasileira expressa claramente que não há direito adquirido na área ambiental, pois o meio ambiente pertence à coletividade e, desta forma, os interesses da sociedade se sobrepõem ao direito particular, o que certamente levaria à inconstitucionalidade na regulamentação dessa norma. (...) A definição de área rural consolidada deve ser retirada do texto".
Casos particulares, como o cultivo de arroz, devem ter um tratamento diferenciado (ao invés de servir como justificativa para "liberar geral", como na proposta atual).
O quarto ponto propõe a inclusão dos mangues e apicuns como APPs, devido à sua importância ecológica.
O quinto ponto critica a compensação de Reserva Legal dentro do mesmo bioma, prevista no relatório. "A compensação da Reserva Legal deve ser em áreas mais próximas possíveis, dentro da mesma unidade fitoecológica (mesmo ecossistema), de preferência na mesma microbacia ou bacia, para que haja a desejada equivalência ecológica, de composição, de estrutura e de função".
O sexto ponto defende que as APPs não sejam incluídas no cômputo das Reservas Legais, uma vez que elas apresentam estruturas e funções distintas, e "a somatória de APP e RL em áreas agrícolas consolidadas, fora da Amazônia Legal, permite a manutenção de cobertura de vegetação nativa em torno de um de um limiar de 30% da área, que vem se mostrando como um patamar mínimo de cobertura natural para se evitar a extinção massiva de espécies na paisagem".
O sétimo ponto aponta que "a permissão do uso de espécies exóticas em até 50% da RL é extremamente prejudicial para as principais funções da RL: conservação da biodiversidade nativa e uso sustentável de recursos naturais". O uso de espécies exóticas nas RLs deve ser permitido apenas nas fases iniciais de restauração, e com controle.
O oitavo ponto defende que "o tratamento diferenciado no Código Florestal deve ser atribuído à Agricultura Familiar", que "é definida na Lei 11.326/2006, art.3, com quatro critérios que devem ser simultaneamente observados".
Na proposta atual, em nome da "agricultura familiar", é dado tratamento diferenciado a propriedades de até 4 módulos fiscais, o que pode chegar a 400 hectares na Amazônia. Isso é uma "pegadinha": permitiria que grandes proprietários desmembrem suas propriedades e não tenham que preservar nada!
O nono ponto mostra que "o custo de restauração de áreas degradadas" é "bem menor do que o apregoado em defesa do PLC 30/2011" (!!!), e aponta maneiras para que essa restauração seja implementada.
Por fim, o décimo ponto mostra a importância da preservação e restauração da vegetação ripária (a vegetação associada a cursos d'água). "A faixa ripária ocupada por vegetação nativa promove vários serviços ambientais fundamentais para a própria agricultura e para a qualidade de vida da sociedade em geral. Esses serviços são fundamentais no processo de tecnificação da agricultura brasileira".
Clique aqui para ler o documento na íntegra.
E do ponto de vista legal?
Durante a discussão na CCJ, senadores de vários partidos – PT, PSDB, PDT, PRB, PSOL, PSB e até do DEM – já haviam questionado vários pontos do projeto e levantado dúvidas quanto à constitucionalidade de diversos aspectos.
O documento da SBPC e da ABC aponta algumas inconstitucionalidades na proposta.
Após este ser entregue, a Associação dos Juízes para a Democracia (AJD) divulgou uma nota pública em que clama para que os cientistas sejam ouvidos e "diz NÃO ao PLC 30/2011, por sua patente inconstitucionalidade material, à luz dos dados científicos desvelados, e protesta por sua rejeição".
Clique aqui para ler a nota.
E a sociedade civil, não faz nada?!?
Pelo contrário!
Já foram feitas várias manifestações, nas ruas e na internet, contra essa proposta horrorosa - se quiser, dê uma olhada nas postagens mais antigas aqui do blog com o tema "Código Florestal" para saber mais.
Mas os ruralistas têm muito dinheiro e muita influência no legislativo.
É preciso maior mobilização!
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, formado por 152 organizações da sociedade civil brasileira, lançou em junho a campanha #florestafazadiferenca.
VOCÊ pode participar, assinando a petição e divulgando a campanha!
Você pode, também, imprimir a petição e colher assinaturas de seus amigos, familiares e colegas de escola/trabalho.
Diversas celebridades nacionais se juntaram à causa, incluindo Gilberto Gil, Arnaldo Antunes e Wagner Moura.O cineasta Fernando Meirelles gravou um depoimento em vídeo sobre o assunto, e pediu a seus amigos e colegas que fizessem o mesmo. Segundo Meirelles, os depoimentos não param de lotar a sua caixa de e-mail.
Assista alguns deles:
Fernando Meirelles
Wagner Moura
Alice Braga
Gisele Bündchen
José Eli da Veiga (professor e agrônomo)
Ricardo Abramovay (professor do Departamento de Economia da FEA/USP)
Outro modo de ajudar é pressionando os Senadores! Mande e-mails, mensagens no twitter, telefone!
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Feliz dia das crianças!
Em homenagem à inocência das crianças, à sua capacidade de sonhar e seu potencial para fazer do mundo um lugar melhor, uma bela canção do álbum Canção de Todas as Crianças, de Toquinho:
O álbum, lançado em 1987, possui dez faixas, inspiradas na Declaração Universal dos Direitos da Criança.
O trabalho recebeu da ONU uma carta de reconhecimento por contribuição à humanidade, e no ano 2000 foi lançada uma versão com as letras em espanhol.
Ouvindo esta música agora, depois de tantos anos sem ouvi-la, cheguei a chorar, de tão inocente e idealista que é.
Fico triste por ver como o mundo me tornou menos otimista.
Vamos aproveitar este dia para lembrar de quando éramos menos cínicos e conformistas.
E cante Toquinho e leia Mafalda para as suas crianças!
O álbum, lançado em 1987, possui dez faixas, inspiradas na Declaração Universal dos Direitos da Criança.O trabalho recebeu da ONU uma carta de reconhecimento por contribuição à humanidade, e no ano 2000 foi lançada uma versão com as letras em espanhol.
Ouvindo esta música agora, depois de tantos anos sem ouvi-la, cheguei a chorar, de tão inocente e idealista que é.
Fico triste por ver como o mundo me tornou menos otimista.
Vamos aproveitar este dia para lembrar de quando éramos menos cínicos e conformistas.
E cante Toquinho e leia Mafalda para as suas crianças!
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Cidades amigas das bicicletas
"A construção de cidades para pedestres e ciclistas não é um luxo. É o compromisso de uma sociedade democrática. É uma demonstração de respeito pela dignidade humana."
Mais Bogotá, em homenagem às minha maninhas queridas que me mostraram o vídeo:
Mais Bogotá, em homenagem às minha maninhas queridas que me mostraram o vídeo:
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Primavera nos EUA?
Declaradamente inspirados na chamada Primavera Árabe, centenas de manifestantes estão acampados há mais de duas semanas na praça Liberty em Nova York, a duas quadras de Wall Street.
O movimento descentralizado, denominado Ocupar Wall Street, protesta contra a corrupção e os privilégios do setor financeiro, representado pelos corretores e executivos de Wall Street, e os auxílios financeiros do governo aos bancos e corporações durante a crise.
No último sábado (01/10), cerca de 1500 manifestantes ocuparam a ponte do Brooklyn, bloqueando o tráfego. A polícia repreendeu a manifestação e prendeu mais de 700 pessoas, com respaldo da prefeitura de Nova York.
Segundo alguns manifestantes, a polícia teria preparado uma armadilha, permitindo que eles ocupassem a pista para, depois de percorrido um terço da ponte, cercá-los e prendê-los. A polícia nega e afirma que deu ordens explícitas para que os manifestantes não ocupassem a pista, e que aqueles que permaneceram na área para pedestres não foram detidos. No entanto, o New York Times diz que, horas antes, já haviam sido despachados 10 caminhões para a área, para transporte de presos, sugerindo que as prisões foram um movimento planejado.

Imagem divulgada no site occupywallst.org, mostrando alteração na cobertura
dos acontecimentos do dia 1 de outubro no site do New York Times:
Às 18h59, a notícia assinada por Colin Moynihan afirmava que "depois de permitir que ocupassem a ponte,
a polícia barrou e prendeu dúzias de manifestantes do Ocupar Wall Street"
Às 19h19, a mesma notícia, agora assinada por Colin Moynihan e Al Baker, dizia que "em um tenso confronto, a polícia prendeu centenas de manifestantes do Ocupar Wall Street após eles marcharem sobre a pista em direção ao Brooklyn"
Apesar da repressão, os protestos estão crescendo.
Manifestações menores estão se espalhando por outras cidades, como a ação "Ocupar Los Angeles", que reuniu centenas de pessoas no sábado. Em Boston, 24 pessoas foram presas em um protesto no Bank of America na sexta-feira.
Os manifestantes em Nova York contam com o apoio de algumas celebridades, como a atriz Susan Sarandon, o diretor Michael Moore e o lingüista Noam Chomsky, e de muitos fuzileiros navais. No sábado, os sindicatos dos trabalhadores do setor siderúrgico, dos professores, do setor de serviços e do setor de transportes declararam apoio ao movimento. Uma grande manifestação conjunta está sendo anunciada para a próxima quarta-feira.
Leia a seguir o primeiro comunicado oficial do Ocupar Wall Street (tradução de Idelber Avelar, da revista Fórum; original no site occupywallst.org):
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Assim como outros tantos protestos descentralizados realizados atualmente, o Ocupar Wall Street parece pecar pela falta de objetivos comuns (segundo alguns manifestantes, "não importa contra o quê você proteste, venha protestar!") e pela falta de profundidade dos questionamentos. Os pontos de objeção são certamente pertinentes, mas poucos parecem procurar as causas por trás deles.
As grandes corporações e os multimilionários ("o 1% da população que detém 50% da riqueza") controlam a política, e isto dificilmente vai mudar. Mas quero ser otimista e desejar sucesso aos manifestantes; pelo menos o fim da isenção de impostos dos mais ricos já seria uma grande conquista para os estadunidenses.
No entanto, seria ingenuidade esperar mudanças na essência do sistema capitalista americano.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Para entender a revolta:
Assista o documentário vencedor do Oscar Trabalho Interno ("Inside Job"), sobre o poder e os podres de Wall Street. Veja o trailer:
O movimento descentralizado, denominado Ocupar Wall Street, protesta contra a corrupção e os privilégios do setor financeiro, representado pelos corretores e executivos de Wall Street, e os auxílios financeiros do governo aos bancos e corporações durante a crise.
"Somos os 99% da população que não toleram mais a ganância e a corrupção do 1% restante", diz o site do movimento, occupywallst.org
No último sábado (01/10), cerca de 1500 manifestantes ocuparam a ponte do Brooklyn, bloqueando o tráfego. A polícia repreendeu a manifestação e prendeu mais de 700 pessoas, com respaldo da prefeitura de Nova York.
Segundo alguns manifestantes, a polícia teria preparado uma armadilha, permitindo que eles ocupassem a pista para, depois de percorrido um terço da ponte, cercá-los e prendê-los. A polícia nega e afirma que deu ordens explícitas para que os manifestantes não ocupassem a pista, e que aqueles que permaneceram na área para pedestres não foram detidos. No entanto, o New York Times diz que, horas antes, já haviam sido despachados 10 caminhões para a área, para transporte de presos, sugerindo que as prisões foram um movimento planejado.

dos acontecimentos do dia 1 de outubro no site do New York Times:
Às 18h59, a notícia assinada por Colin Moynihan afirmava que "depois de permitir que ocupassem a ponte,
a polícia barrou e prendeu dúzias de manifestantes do Ocupar Wall Street"
Às 19h19, a mesma notícia, agora assinada por Colin Moynihan e Al Baker, dizia que "em um tenso confronto, a polícia prendeu centenas de manifestantes do Ocupar Wall Street após eles marcharem sobre a pista em direção ao Brooklyn"
Apesar da repressão, os protestos estão crescendo.
Manifestações menores estão se espalhando por outras cidades, como a ação "Ocupar Los Angeles", que reuniu centenas de pessoas no sábado. Em Boston, 24 pessoas foram presas em um protesto no Bank of America na sexta-feira.
Os manifestantes em Nova York contam com o apoio de algumas celebridades, como a atriz Susan Sarandon, o diretor Michael Moore e o lingüista Noam Chomsky, e de muitos fuzileiros navais. No sábado, os sindicatos dos trabalhadores do setor siderúrgico, dos professores, do setor de serviços e do setor de transportes declararam apoio ao movimento. Uma grande manifestação conjunta está sendo anunciada para a próxima quarta-feira.
Leia a seguir o primeiro comunicado oficial do Ocupar Wall Street (tradução de Idelber Avelar, da revista Fórum; original no site occupywallst.org):
Este comunicado foi votado unanimemente pelos membros do Ocupar Wall Street, por volta das 20:00 do dia 29 de setembro. É nosso primeiro documento oficial. Temos outros três em preparação, que provavelmente serão lançados nos próximos dias: 1) uma declaração de demandas do movimento; 2) princípios de solidariedade; 3) documentação sobre como formar o seu próprio Grupo de Ocupação de Democracia Direta.
Este é um documento vivo. Você pode receber uma cópia oficial da última versão pelo e-mail c2anycga@gmail.com.
Ao nos reunirmos em solidariedade para expressar um sentimento de injustiça massiva, não devemos perder de vista aquilo que nos reuniu. Escrevemos para que todas as pessoas que se sentem atingidas pelas forças corporativas do mundo saibam que somos suas aliadas.
Unidos como povo, reconhecemos a realidade: que o futuro da raça humana exige a cooperação de seus membros; que nosso sistema deve proteger nossos direitos e que, ante a corrupção desse sistema, resta aos indivíduos a proteção de seus próprios direitos e daqueles de seus vizinhos; que um governo democrático deriva seu justo poder do povo, mas as corporações não pedem permissão para extrair riqueza do povo e da Terra; e que nenhuma democracia real é atingível quando o processo é determinado pelo poder econômico. Nós nos aproximamos de vocês num momento em que as corporações, que colocam o lucro antes das pessoas, o interesse próprio antes da justiça, e a opressão antes da igualdade, controlam nosso governo. Nós nos reunimos aqui, pacificamente, em asssembleia, como é de direito nosso, para tornar esses fatos públicos.
Elas tomaram nossas casas através de um processo de liquidação ilegal, apesar de que não eram donos da hipoteca original.
Elas receberam impunemente socorro financeiro tirado dos contribuintes, e continuam dando bônus exorbitantes a seus executivos.
Elas perpetuaram a desigualdade e a discriminação no local de trabalho, baseados em idade, cor da pele, sexo, identidade de gênero e orientação sexual.
Elas envenenaram a oferta de comida pela negligência e destruíram a agricultura familiar através do monopólio.
Elas lucraram com a tortura, o confinamento e o tratamento cruel de incontáveis animais não-humanos, e deliberadamente escondem essas práticas.
Elas continuamente arrancaram dos empregados o direito de negociar melhores salários e condições de trabalho mais seguras.
Elas mantiveram os estudantes reféns com dezenas de milhares de dólares em dívidas pela educação, que é, em si mesma, um direito humano.
Elas consistentemente terceirizaram o trabalho e usaram essa terceirização como alavanca para cortar salários e assistência médica dos trabalhadores.
Elas influenciaram os tribunais para que tivessem os mesmos direitos que os seres humanos, sem qualquer das culpabilidades ou responsabilidades.
Elas gastaram milhões de dólares com equipes de advogados para encontrar formas de escapar de seus contratos de seguros de saúde.
Elas venderam nossa privacidade como se fosse mercadoria.
Elas usaram o exército e a polícia para impedir a liberdade de imprensa.
Elas deliberadamente se recusaram a recolher produtos danificados que ameaçavam as vidas das pessoas, tudo em nome do lucro.
Elas determinaram a política econômica, apesar dos fracassos catastróficos que essas políticas produziram e continuam a produzir.
Elas doaram enormes quantidades de dinheiro a políticos cuja obrigação era regulá-las.
Elas continuam a bloquear formas alternativas de energia para nos manter dependentes do petróleo.
Elas continuam a bloquear formas genéricas de remédios que poderiam salvar vidas das pessoas para proteger investimentos que já deram lucros substanciais.
Elas deliberadamente esconderam vazamentos de petróleo, acidentes, arquivos falsificados e ingredientes inativos, tudo na busca do lucro.
Elas deliberadamente mantiveram as pessoas malinformadas e medrosas através de seu controle da mídia.
Elas aceitaram contratos privados para assassinar prisioneiros mesmo quando confrontadas com dúvidas sérias acerca de sua culpa.
Elas perpetuaram o colonialismo dentro e fora do país.
Elas participaram da tortura e do assassinato de civis inocentes em outros países.
Elas continuam a criar armas de destruição em massa para receber contratos do governo.
Para os povos do mundo,
Nós, a Assembleia Geral de Nova York que ocupa Wall Street na Praça Liberdade, os convocamos a que façam valer o seu poder.
Exercitem o seu direito a assembleias pacíficas; ocupem os espaços públicos; criem um processo que lide com os problemas que enfrentamos; e gerem soluções acessíveis a todos.
A todas as comunidades que formem grupos e ajam no espírito da democracia direta, nós oferecemos apoio, documentação e todos os recursos que temos.
Juntem-se a nós e façam com que suas vozes sejam ouvidas!
*Estas demandas não são exaustivas.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Assim como outros tantos protestos descentralizados realizados atualmente, o Ocupar Wall Street parece pecar pela falta de objetivos comuns (segundo alguns manifestantes, "não importa contra o quê você proteste, venha protestar!") e pela falta de profundidade dos questionamentos. Os pontos de objeção são certamente pertinentes, mas poucos parecem procurar as causas por trás deles.
As grandes corporações e os multimilionários ("o 1% da população que detém 50% da riqueza") controlam a política, e isto dificilmente vai mudar. Mas quero ser otimista e desejar sucesso aos manifestantes; pelo menos o fim da isenção de impostos dos mais ricos já seria uma grande conquista para os estadunidenses.
No entanto, seria ingenuidade esperar mudanças na essência do sistema capitalista americano.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Para entender a revolta:
Assista o documentário vencedor do Oscar Trabalho Interno ("Inside Job"), sobre o poder e os podres de Wall Street. Veja o trailer:
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Qual é o problema com a propaganda da Hope com a Gisele Bündchen?
A Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a suspensão do campanha publicitária "Hope ensina" (veja na Carta Capital - que até apelidou a Gisele de "Amélia Bündchen"!).
O caso está entre os dez assuntos mais comentados de hoje no twitter e, pelos comentários da maioria dos usuários, deu pra ver que quase ninguém entendeu qual é o problema.

A campanha consiste em três comerciais "educativos", que "ensinam" o jeito "certo" (de lingerie, salto agulha e em uma pose sedutora) e o jeito "errado" (vestida) de dar uma má notícia para o "maridão".
Em um desses comerciais, intitulado "Estourei o Cartão", a má notícia é que ela estourou o limite do cartão de crédito (dele).
A propagando está reforçando dois estereótipos: o homem como "o provedor" e a mulher como "a viciada em compras descontrolada".
Em outro, "Bati o Carro", ela precisa contar que bateu o carro dele (e de novo, com o "de novo" em destaque).
Mais uma vez, reforça a idéia de que o homem é o provedor (por que ela não tem um carro dela?), e também reforça o mito de que mulheres dirigem mal (quando, de fato, mulheres dirigem muito melhor que os homens, tanto que seguro de carro é mais barato para mulheres).
Além disso tudo, a campanha reforça o estereótipo de femme fatale, que usa o sexo para controlar os homens.
E os comerciais ainda terminam com o narrador dizendo "você é brasileira, use seu charme", reforçando o estereótipo de puta mulher sensual que a mulher brasileira tem (não, isso não é bom!).
Ninguém tem nada contra a Gisele Bündchen nem acha ruim o fato dela aparecer de calcinha e sutiã na televisão, viu, povo burro do Twitter?
Mas na mesma época em que temos nossa primeira presidentA, e uma mulher faz o discurso inaugural na Assembléia Geral da ONU pela primeira vez na História, as mulheres ainda são vítima de violência doméstica (faltou a propaganda contar o que acontece com a mulher que der a notícia "do jeito errado"... Será que ela apanha?), ainda sofrem assédio e abuso sexual de estranhos e de conhecidos, ainda ganham menos que os homens... e muita gente no exterior associa brasileiras a prostitutas, ou turismo no Brasil a turismo sexual.
(e a gente continua reforçando isso... quantas vezes você já viu uma entrevista em que o repórter NÃO pergunta a um artista que veio pra cá o que achou das mulheres brasileiras? Argh!)
Não precisamos de comerciais que reforcem tudo isso!
Parabéns à Secretaria de Políticas para Mulheres!
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
A Hope divulgou a seguinte nota em resposta à Secretaria:
(e estou longe de ser a única - leiam a perspectiva publicitária da Marjorie Rodrigues, que é ótima!)
O caso está entre os dez assuntos mais comentados de hoje no twitter e, pelos comentários da maioria dos usuários, deu pra ver que quase ninguém entendeu qual é o problema.

A campanha consiste em três comerciais "educativos", que "ensinam" o jeito "certo" (de lingerie, salto agulha e em uma pose sedutora) e o jeito "errado" (vestida) de dar uma má notícia para o "maridão".Em um desses comerciais, intitulado "Estourei o Cartão", a má notícia é que ela estourou o limite do cartão de crédito (dele).
A propagando está reforçando dois estereótipos: o homem como "o provedor" e a mulher como "a viciada em compras descontrolada".
Em outro, "Bati o Carro", ela precisa contar que bateu o carro dele (e de novo, com o "de novo" em destaque).
Mais uma vez, reforça a idéia de que o homem é o provedor (por que ela não tem um carro dela?), e também reforça o mito de que mulheres dirigem mal (quando, de fato, mulheres dirigem muito melhor que os homens, tanto que seguro de carro é mais barato para mulheres).
Além disso tudo, a campanha reforça o estereótipo de femme fatale, que usa o sexo para controlar os homens.
E os comerciais ainda terminam com o narrador dizendo "você é brasileira, use seu charme", reforçando o estereótipo de
Ninguém tem nada contra a Gisele Bündchen nem acha ruim o fato dela aparecer de calcinha e sutiã na televisão, viu, povo burro do Twitter?
Mas na mesma época em que temos nossa primeira presidentA, e uma mulher faz o discurso inaugural na Assembléia Geral da ONU pela primeira vez na História, as mulheres ainda são vítima de violência doméstica (faltou a propaganda contar o que acontece com a mulher que der a notícia "do jeito errado"... Será que ela apanha?), ainda sofrem assédio e abuso sexual de estranhos e de conhecidos, ainda ganham menos que os homens... e muita gente no exterior associa brasileiras a prostitutas, ou turismo no Brasil a turismo sexual.
(e a gente continua reforçando isso... quantas vezes você já viu uma entrevista em que o repórter NÃO pergunta a um artista que veio pra cá o que achou das mulheres brasileiras? Argh!)
Não precisamos de comerciais que reforcem tudo isso!
Parabéns à Secretaria de Políticas para Mulheres!
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A Hope divulgou a seguinte nota em resposta à Secretaria:
"Em relação às denúncias recebidas por essa Secretaria por conta da campanha publicitária “HOPE ensina”, a HOPE, empresa com 45 anos de história e que sempre primou pela excelente relação com as suas consumidoras, esclarece que a propaganda teve o objetivo claro e bem definido de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia. E que utilizando uma lingerie HOPE seu poder de convencimento será ainda maior.Sinceramente, eu acho que a resposta saiu tão ruim quanto os comerciais!
Os exemplos nunca tiveram a intenção de parecer sexistas, mas sim, cotidianos de um casal. Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher.
Foi exatamente para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher que utilizamos a modelo Gisele Bundchen, uma das brasileiras mais bem sucedidas internacionalmente. Gisele está ali para evidenciar que todas as situações apresentadas na campanha são brincadeiras, piadas do dia-a-dia, e em hipótese alguma devem ser tomadas como depreciativas da figura feminina. Seria absurdo se nós, que vivemos da preferência das mulheres, tomássemos qualquer atitude que desvalorizasse nosso público consumidor."
(e estou longe de ser a única - leiam a perspectiva publicitária da Marjorie Rodrigues, que é ótima!)
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Código Florestal aprovado na CCJ sem resolver problemas de constitucionalidade
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na última quarta-feira (Dia da Árvore, coincidência infeliz), a reforma no Código Florestal.Senadores de vários partidos (PT, PSDB, PDT, PRB, PSOL, PSB e até DEM) questionaram vários pontos do projeto, e levantaram dúvidas quanto à constitucionalidade de diversos aspectos.
Ainda assim, e apesar de terem sido apresentadas 96 emendas, a maioria deu um “voto de confiança” ao Relator Luiz Henrique (PMDB/SC; o mesmo que, quando governador de Santa Catarina, sancionou uma lei ambiental inconstitucional - leia sobre essa lei aqui, aqui e aqui), e concordou que todas as questões, inclusive de caráter jurídico, serão discutidas e votadas nas outras comissões.
(Para quê, então, os projetos passam pela CCJ??)
O projeto anda deve passar por mais três comissões (Agricultura, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente) antes de ir a plenário.
A bancada ruralista quer que a reforma seja aprovada no Senado até outubro.
Senadores dessa bancada são maioria nas três comissões.
Recomendo a leitura do artigo "Código Florestal é aprovado sem resolver principais problemas de constitucionalidade", de Julio Cezar Garcia, publicado dia 22/09/2011 no site do Instituto Socioambiental.
Ajude a divulgar a campanha #florestafazadiferenca e assine o abaixo-assinado!
Não custa nada!
Você também pode imprimir o abaixo-assinado e coletar assinaturas de seus amigos, parentes, vizinhos, colegas...




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terça-feira, 20 de setembro de 2011
Um brinde à Paz Mundial!
21 de setembro é o Dia Internacional da Paz.O Dia da Paz foi declarado pela ONU em 1981 na terceira terça-feira do mês de setembro, para coincidir com a abertura da Assembléia Geral (na qual nossa Presidenta fará o discurso de abertura), portanto está comemorando 30 anos.
Em 2001, a Assembléia Geral declarou a data 21 de Setembro como oficial e permanente, e uma resolução foi aprovada com unanimidade fixando a data e declarando-a um dia de cessar-fogo global.
Desde então, o Dia da Paz vem ganhando destaque e é marcado por eventos em todo o planeta, como manifestações e shows.
Mas vai muito além disso.
É um dia de ações concretas pela paz.
Em muitas zonas de conflito, as pessoas reconhecem e respeitam o cessar-fogo de 24 horas no dia 21 de setembro.
A Organização Mundial da Saúde e a UNICEF aproveitam a data para levar tratamento de saúde e campanhas de imunização a regiões usualmente inacessíveis.
Graças ao cessar-fogo, 1.5 milhão de crianças em áreas vulneráveis do Afeganistão foram imunizadas contra doenças como pólio, meningite, tuberculose, sarampo, difteria e tétano.
Veja algumas imagens do Dia da Paz de 2009, da página International Day of Peace no Facebook:

(Bee Photo, Hicks)

(Foto de Ismael Farncisco/AFP/Getty Images)


(AP Photo/Heng Sinith)

Nós construímos a violência, cada vez que brigamos com um colega, xingamos alguém no trânsito ou fechamos os olhos para as necessidades dos outros.
Do mesmo modo, podemos construir a paz.
Vamos criar um mundo sem violência?
"Imagine se existisse um dia
no qual as lutas cessassem;
no qual a paz e a não-violência dominassem a Terra;
no qual feridas fossem curadas;
no qual o mundo aprendesse a se unir
ao invés de matar.
Existe!
Dia da Paz
21 de Setembro
O que você fará pela paz no dia 21 de setembro?"
(da organização Peace Onde Day)
E um clipe simpático do cantor e ex-criança-soldado Emmanuel Jal, do Sudão do Sul, com a participação de Alicia Keys, Peter Gabriel, George Clooney, Kofi Annan, Jimmy Carter, Richard Branson e Fernando Henrique Cardoso (WTF?!?):
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21 de setembro também é o Dia da Árvore (que tal comemorar o Dia da Paz plantando uma árvore?) e o Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes.
Estou vendo na internet que várias prefeituras e secretarias prepararam eventos especiais para homenagear os portadores de deficiências, como a inauguração da primeira praça paradesportiva do Estado de São Paulo, exibição de filmes com autodescrição e desfile de moda inclusiva (veja a programação para São Paulo).
Tudo muito lindo, mas que tal lembrar que eles existem durante os outros 364 dias do ano também?
Por que ninguém toma uma atitude para, por exemplo, tornar as calçadas mais transitáveis?
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Poses
Achei o link para o documentário "Poses", de Yolanda Domínguez, no Escreva, Lola, Escreva, e achei hilário.
Este curta-metragem coloca mulheres comuns imitando poses de modelos em meio a cenas cotidianas, para "criticar o absurdo e artificial do mundo do glamour e da moda que nos vendem as revistas, em concreto a imagem distorcida que difundem da mulher através de modelos que não representam as mulheres reais" (descrição no youtube).
Curto, simples e ótimo.
Este curta-metragem coloca mulheres comuns imitando poses de modelos em meio a cenas cotidianas, para "criticar o absurdo e artificial do mundo do glamour e da moda que nos vendem as revistas, em concreto a imagem distorcida que difundem da mulher através de modelos que não representam as mulheres reais" (descrição no youtube).
Curto, simples e ótimo.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
11 de setembro: 38 anos
Pouco depois dos atentados terroristas em Nova York, 11 cineastas de vários países foram convidados para realizar curtas sobre o acontecimento, que integram o filme 11 de Setembro.
Esta foi a contribuição do britânico Ken Loach:
Neste 11 de Setembro, o mundo lembra os Estados Unidos.
Os Estados Unidos se lembram do resto do mundo?
Esta foi a contribuição do britânico Ken Loach:
Neste 11 de Setembro, o mundo lembra os Estados Unidos.
Os Estados Unidos se lembram do resto do mundo?
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sábado, 20 de agosto de 2011
Nossa mãe, nossa casa
Encontrei hoje este vídeo belíssimo.
Infelizmente sem legendas, mas quase não tem texto:
É dedicado a heróis que deram a vida pela Vida, entre eles a primatóloga Dian Fossey, o nosso Chico Mendes e o nigeriano Ken Saro-Wiwa, de quem já falei nesta postagem.
Infelizmente sem legendas, mas quase não tem texto:
É dedicado a heróis que deram a vida pela Vida, entre eles a primatóloga Dian Fossey, o nosso Chico Mendes e o nigeriano Ken Saro-Wiwa, de quem já falei nesta postagem.
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