22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro.
Aproveite para experimentar uma relação diferente com a sua cidade!
Os posters de divulgação abaixo são da página Fast, Free & Fun.
Que bicicleta linda! Eu quero!!!
Leia também:
O que o carro faz com as pessoas
10 bons motivos para NÃO ter um carro
Você também pode salvar o mundo!
Nós não somos dinamarqueses
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sábado, 22 de setembro de 2012
Dia Mundial Sem Carro 2012
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terça-feira, 11 de outubro de 2011
Cidades amigas das bicicletas
"A construção de cidades para pedestres e ciclistas não é um luxo. É o compromisso de uma sociedade democrática. É uma demonstração de respeito pela dignidade humana."
Mais Bogotá, em homenagem às minha maninhas queridas que me mostraram o vídeo:
Mais Bogotá, em homenagem às minha maninhas queridas que me mostraram o vídeo:
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sábado, 7 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Não sabe o que fazer neste sábado, dia 7 de maio?
Se você está em São Paulo, tem duas coisas legais acontecendo:
O grupo de ciclistas urbanas Pedalinas está comemorando seu segundo aniversário e, além do passeio ciclístico mensal pela cidade, elas vão comemorar com uma oficina, para ensinar outras mulheres que não sabem andar de bicicleta a pedalar.
Veja mais detalhes da programação no blog das Pedalinas
Enquanto isso, no Auditório Nobre do SENAC (Rua Dr. Vila Nova, 228, Centro, São Paulo), o dia será de seminário sobre o Código Florestal, organizado por diversos movimentos sociais e que talvez conte com a participação da Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira (a confirmar).
Esta dica vale para quem não está em São Paulo, também!
O Seminário será transmitido através do canal: http://www.ustream.tv/channel/seminariocodigoflorestal
Inscrições / Informações através do e-mail viacampesinabrasil@gmail.com ou telefone (11) 3392.2660

Veja detalhes da programação no blog do Centro de Estudos Ambientais.
O grupo de ciclistas urbanas Pedalinas está comemorando seu segundo aniversário e, além do passeio ciclístico mensal pela cidade, elas vão comemorar com uma oficina, para ensinar outras mulheres que não sabem andar de bicicleta a pedalar.
Enquanto isso, no Auditório Nobre do SENAC (Rua Dr. Vila Nova, 228, Centro, São Paulo), o dia será de seminário sobre o Código Florestal, organizado por diversos movimentos sociais e que talvez conte com a participação da Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira (a confirmar).
Esta dica vale para quem não está em São Paulo, também!
O Seminário será transmitido através do canal: http://www.ustream.tv/channel/seminariocodigoflorestal
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Paulistanos que encontraram um jeitinho pra escapar do trânsito
Reportagem do Jornal da Record:
Por ano, são vendidas 5,5 milhões e meio de bicicletas no país.
Uma pesquisa feita pelo metrô de São Paulo revelou que 70% das viagens de bicicleta na cidade são a trabalho. Se contarmos outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. O uso da bicicleta para o lazer, como pedalar em parques, representa apenas 4% das viagens.
Por ano, são vendidas 5,5 milhões e meio de bicicletas no país.
Uma pesquisa feita pelo metrô de São Paulo revelou que 70% das viagens de bicicleta na cidade são a trabalho. Se contarmos outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. O uso da bicicleta para o lazer, como pedalar em parques, representa apenas 4% das viagens.
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terça-feira, 29 de março de 2011
Lições para nossas cidades
É possível transformar uma cidade sem estrutura para bicicletas em um local em que o ciclismo seja uma opção popular de transporte?
SIM!
Aprendamos com Sevilha (Espanha), que conseguiu elevar a porcentagem do uso da bicicleta como transporte, de pífios 0,4% para significativos 7%, em apenas 5 anos.
Como? "Infraestrutura, estúpido!"

Do site Sevilla Cyclochic

Bicicletas públicas ("Sevici") em Sevilha
Apenas entre 2007 e 2009, foram criados 160 quilômetros de infraestrutura cicloviária.
Leia mais no blog Vá de Bike!
O vídeo abaixo, muito simpático, mostra, além das vantagens da bicicleta, um pouco da (apaixonante) cidade de Sevilha:
Música: La cumbia de la Bicicleta (algo como "a canção da bicicleta"), de David Aguilar
Animação de Luz de Mente
*~*~*~*~*~*
E só porque... tem a ver com o tema:
O ator escocês Ewan McGregor (e seu cachorrinho) de bicicleta:
(momento *_*)
SIM!
Aprendamos com Sevilha (Espanha), que conseguiu elevar a porcentagem do uso da bicicleta como transporte, de pífios 0,4% para significativos 7%, em apenas 5 anos.
Como? "Infraestrutura, estúpido!"


Apenas entre 2007 e 2009, foram criados 160 quilômetros de infraestrutura cicloviária.
Leia mais no blog Vá de Bike!
O vídeo abaixo, muito simpático, mostra, além das vantagens da bicicleta, um pouco da (apaixonante) cidade de Sevilha:
Música: La cumbia de la Bicicleta (algo como "a canção da bicicleta"), de David Aguilar
Animação de Luz de Mente
*~*~*~*~*~*
E só porque... tem a ver com o tema:
O ator escocês Ewan McGregor (e seu cachorrinho) de bicicleta:
(momento *_*)
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Parece impossível: o que acontece quando se valoriza a bicicleta
Cenas filmadas na cidade de Utrecht, na Holanda.
"Hora do rush" (interessante não só pelo número de bikes, mas também por mostrar como resolver questões que parecem problemáticas, como carregar crianças pequenas):
Outro vídeo da "hora do rush", em outro local (não sei porque, mas achei muito engraçado):
Apenas imaginem como estaria o trânsito, se todas essas pessoas estivessem andando de carro! (como aqui...)
Bicicletas estacionadas (impressionante!):
Mas, e no inverno??
Não parece fazer muita diferença:
Dá pra pedalar na neve, como no vídeo acima, e também num dia de frio e chuva:
Afinal, como diz a descrição do vídeo, não somos feitos de açúcar!
"Hora do rush" (interessante não só pelo número de bikes, mas também por mostrar como resolver questões que parecem problemáticas, como carregar crianças pequenas):
Outro vídeo da "hora do rush", em outro local (não sei porque, mas achei muito engraçado):
Apenas imaginem como estaria o trânsito, se todas essas pessoas estivessem andando de carro! (como aqui...)
Bicicletas estacionadas (impressionante!):
Mas, e no inverno??
Não parece fazer muita diferença:
Dá pra pedalar na neve, como no vídeo acima, e também num dia de frio e chuva:
Afinal, como diz a descrição do vídeo, não somos feitos de açúcar!
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Mudando a direção
Encontrei o vídeo abaixo no Vá de Bike.
É um contraponto ao comercial da Renault, aquele que começa dizendo que as pessoas foram "enfeitiçadas" pelo carro, num "culto à maquina". Dá a impressão que estão fazendo uma crítica a isso, e ainda mais quando dizem "mas nós escolhemos outra direção". E então reforçam tudo o que acabaram de criticar!
"Quando criamos um carro, não procuramos o brilho do metal, mas o brilho dos olhos de quem vai andar nele". Aham. O brilho nos olhos de quem vai abrir a carteira pra comprá-lo.
"Porque as pessoas gostam de se sentir bem, se sentir grandes, se sentir protegidas". Alguma diferença de qualquer outra propaganda de carro?
E de quem foi a idéia de usar a imagem da Janis Joplin? Logo ela, que zombava do "sonho americano" de ter uma TV colorida e uma Mercedes Benz...
Vamos mudar a direção de verdade?
PS: ainda não sou ciclista urbana, mas estou tomando coragem! Agora só falta a grana pra comprar uma bicicleta...
É um contraponto ao comercial da Renault, aquele que começa dizendo que as pessoas foram "enfeitiçadas" pelo carro, num "culto à maquina". Dá a impressão que estão fazendo uma crítica a isso, e ainda mais quando dizem "mas nós escolhemos outra direção". E então reforçam tudo o que acabaram de criticar!
"Quando criamos um carro, não procuramos o brilho do metal, mas o brilho dos olhos de quem vai andar nele". Aham. O brilho nos olhos de quem vai abrir a carteira pra comprá-lo.
"Porque as pessoas gostam de se sentir bem, se sentir grandes, se sentir protegidas". Alguma diferença de qualquer outra propaganda de carro?
E de quem foi a idéia de usar a imagem da Janis Joplin? Logo ela, que zombava do "sonho americano" de ter uma TV colorida e uma Mercedes Benz...
Vamos mudar a direção de verdade?
PS: ainda não sou ciclista urbana, mas estou tomando coragem! Agora só falta a grana pra comprar uma bicicleta...
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
10 bons motivos para NÃO ter um carro
Antes que venham me questionar: não, eu não tenho carro. Nem tenho vontade de ter.(tudo bem, de vez em quando – muito de vez em quando – um carro faz uma certa falta, mas ela é facilmente suprida por caronas ou táxis. Se você fizer as contas de quanto se gasta com um carro, táxi não é tão caro quanto parece...)
Há algum tempo, li um texto que listava 23 motivos para não ter (ou vender o seu) carro e achei ótimo.
Inspirada nessa lista e para encerrar a série de postagens sobre transporte, faço aqui a minha própria lista com 10 bons motivos para NÃO ter um carro
(ou, no mínimo, usá-lo menos. Que tal, para começar?)
1. Carros poluem. A queima de combustíveis polui. A fabricação do carro polui. A extração dos combustíveis pode poluir em proporções absurdas, como aconteceu ano passado no Golfo do México (e acontece direto em muitos outros lugares).
Carro a etanol polui também, não pense que por ter um flex você tem um motivo a menos.
70% da poluição das grandes cidades é causada pelos meios de transporte.

A poluição dos veículos não apenas contribui para o aumento na temperatura das cidades e do planeta (aproximadamente 40% da emissão de gases de efeito estufa vem dos automóveis), mas causa ou agrava diversos problemas de saúde – por exemplo, alergias, asma, pneumonia, enfisema e câncer. Estima-se que, a cada dia, oito pessoas morrem e uma mulher sofre aborto em decorrência da poluição, na cidade de São Paulo.

2. Carros são perigosos.Motoristas embriagados, “rachas”, sentimento de superioridade e impunidade e mesmo pequenas distrações podem acabar com uma vida.
E acabam. Só no Brasil, morrem 42.000 pessoas por ano vítimas de “acidentes” de trânsito.
Em média, ocorrem 723 acidentes nas rodovias asfaltadas brasileiras a cada dia.

Animais mortos por atropelamento, domésticos ou selvagens, devem estar na casa das centenas de milhares por ano.
Você quer essa responsabilidade?

3. Carros custam muito dinheiro.Sem o carro, você vai economizar: o dinheiro que custaria o carro; o dinheiro do seguro do carro; o dinheiro do IPVA, o dinheiro da gasolina; o dinheiro da manutenção do carro; o dinheiro do estacionamento...
Pense em tudo o que você poderia fazer com essa grana!
4. Carros fazem você perder tempo.Tempo no trânsito é tempo perdido.
No ônibus, trem ou metrô você pode aproveitar para ler, estudar, ouvir música, apreciar a paisagem ou conhecer e conversar com outras pessoas.
De bicicleta ou a pé, você vai estar se exercitando e conhecendo melhor a sua cidade.
Parece inacreditável, mas andar de bicicleta pode ser um meio mais rápido para se locomover na cidade do que andar de carro. Duvida?
Em 2008, um grupo de ativistas realizou, em diversas capitais brasileiras, o Desafio Intermodal. Nele, o mesmo trajeto foi percorrido de diversas maneiras (carro, ônibus, metrô, trem, moto, bicicleta e a pé) e no mesmo horário.
Qual meio de transporte você acha que terminou em menos tempo?
Veja abaixo o resultado do percurso na cidade de São Paulo:
- 36min - bike vias tranquilas (homem)Bicicleta foi o meio de transporte mais rápido, vencendo o carro por 1h15min!
- 42min - bike vias rápidas (homem e mulher)
- 49min - bike vias tranquilas (mulher)
- 59min - bike + ônibus
- 1h04min - moto
- 1h41min - trem + metrô
- 1h51min - ônibus
- 1h51min - carro
- 2h13min - pedestre
- 2h21min - bike + metrô
- 2h40min - ônibus + metrô
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*Atualização (23/09/2011): no Desafio Intermodal de 2011, realizado dia 20 de Setembro, a bicicleta foi mais uma vez a vencedora em São Paulo, levando 22 minutos e 50 segundos para completar o trajeto que, de carro, levou 1 hora e 14 minutos.
A bicicleta também havia ganho o Desafio em 2009 (quando foi mais rápida até que um helicóptero - modo de transporte que não participou das outras edições). Em 2010, a moto venceu a bicicleta por alguns minutos (ainda assim, o carro levou três vezes mais tempo).
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
5. Carros causam estresse e comprometem a qualidade de vida nas cidades.Andando de carro você se estressa com engarrafamentos, com o atraso, com o comportamento de outros motoristas que acham que têm mais direito de andar do que você... e isso pode estragar todo o seu dia.
Além disso, tem o estresse com a segurança do carro – se o carro está estacionado em lugar seguro, se vão roubar o seu carro – e com a sua própria segurança no carro (roubos de carro costumam ser mais violentos que assaltos a pedestres, e podem se transformar em seqüestro).
Também tem a poluição sonora do trânsito, que pode pode causar insônia, estresse, depressão, perda de audição, agressividade, dores de cabeça etc.

Pedalar e caminhar são atividades agradáveis que, além de ótimos exercícios, estimulam a liberação de endorfinas, que causam sensação de bem-estar. Desestressam e ajudam a colocar as coisas em perspectiva e a pensar melhor. Muitos cientistas, artistas e criadores defendem que a prática dessas atividades estimula a mente e a capacidade criativa. E você vai ganhar mais pique para as atividades diárias.
Caminhar ou andar de bicicleta no caminho para o trabalho / voltando do trabalho vai ajudar você a relaxar, coisa que ficar sentado no trânsito nunca faria.

6. Carros contribuem para uma vida sedentária.Caminhando ou andando de bicicleta, fica muito mais fácil manter o peso e ter uma boa saúde.
Sem carro, você vai caminhar mais, perder peso, ser mais saudável e reduzir o risco de hipertensão (a caminhada reduz níveis de pressão arterial por até 24 horas), doenças do coração, obesidade e diabetes, entre outras doenças.
Andar de bicicleta trabalha as musculaturas das pernas, costas e abdômen, queima calorias, melhora a circulação e o funcionamento cardiovascular.
As duas atividades são de baixo impacto (menor risco de lesões), e estimulam a produção de endorfinas. Também ajudam você a dormir melhor.
E, de quebra, você economiza tempo e dinheiro com academia!

O da direita move-se a dinheiro e faz você ficar gordo.
7.Carros representam um gasto enorme de recursos naturais.Imagine a quantidade de matéria-prima necessária para suprir a indústria automobilística! A extração dessa matéria-prima gera degradação ambiental. E você sabia que há vários minérios em extinção?
Isso para não falar dos combustíveis: os derivados do petróleo são altamente poluentes, e a disputa sobre eles e sua extração causam grandes impactos sociais e guerras.
Fotografia de Ed Kashi (National Geographic)
Fotografia de Ed Kashi (National Geographic)
A queima de biocombustíveis também gera poluição e gases-estufa, e as plantações para gerar biocombustíveis substituem a vegetação nativa ou ocupam áreas que poderiam ser usadas para cultivar alimentos.

8. Carros deixam as pessoas agressivas.O fenômeno já deve ter sido estudado por algum psicólogo.
As pessoas tendem a se irritar mais e a expressar mais sua raiva no trânsito, de modo que incidentes pequenos podem levar a brigas e agressão física.
Dentro do carro, estamos isolados do mundo exterior. Aumenta a sensação de força e de impunidade, e as outras pessoas são concorrentes ou estão atrapalhando nosso caminho.
A situação agrava-se com a frustração com o trânsito lento e a irritação com outros motoristas que nos desrespeitam, forçam a passagem, “costuram”, cometem infrações ou contribuem de alguma maneira para tornar o deslocamento ainda mais lento. Nervosas, as pessoas começam elas próprias a desrespeitar os outros, forçar a passagem etc etc. Vira um verdadeiro cada-um-por-si.
Um curta-metragem da Disney de mais de 50 anos atrás já mostrava isso muito bem.
9. Carros contribuem para a degradação do espaço público.Cidades com muitos carros são mais desagradáveis: têm mais poluição sonora, mais poluição do ar, o asfalto as torna mais cinza, mais mortas, mais quentes, e o trânsito somado a tudo isso deixa as pessoas mais mal-humoradas.
Para que os carros tenham por onde passar, as cidades vão ficando cada vez mais impermeabilizadas, e o asfalto vai substituindo a vegetação, os cursos d'água, as calçadas... E os motoristas se apropriam ainda mais do espaço público, estacionando nas vias e desrespeitando leis de trânsito como não parar na faixa de pedestres.
Ruas de grande movimento de carros ficam abandonadas pelas pessoas e tornam-se apenas locais de passagem, sem crianças brincando, pessoas passeando e conversando, cafés, comércio de bairro e outras coisas que tornam as ruas mais humanas e agradáveis. Largadas, vão ficando ainda mais descuidadas, sujas, muitas vezes com pichações e acúmulo de lixo...
A pé ou de bicicleta, você aprecia o seu entorno. Pode conhecer mais pessoas. Pode descobrir lojas ou cafés ou outros locais interessantes, contribuir para a sobrevivência do pequeno comércio, e ajudar a manter as ruas mais interessantes e agradáveis para as pessoas que passam por elas.

10. Carros não tornam as pessoas mais livres ou mais felizes.Depois de tudo, eu não deveria nem precisar mais dizer isso.
Infelizmente, a associação entre o carro (quanto maior, melhor!) e a ascensão social está arraigada na nossa cultura.
Também, pudera; há décadas os fabricantes de carro investem bilhões para nos convencer de que não podemos viver sem um carro, e que ter um carro vai nos trazer liberdade, status, respeito, amor... quando, na realidade, o que ele faz é estragar nosso planeta, nossa cidade e nossa vida!
Você não precisa de um carro.
Tudo isso é propaganda enganosa para convencer você a comprar um.
Eu fico revoltada com propagandas como essas aí abaixo. Você não?

LIBERTE-SE!
ATENÇÃO: saiba quais são os efeitos colaterais de pedalar uma bicicleta
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Caos no transporte I – que tal começar por uma solução?
Que o transporte é um problema no nosso país, acho que quase todo mundo sabe. Talvez com exceção de uns poucos que andam de helicóptero. Imagino que boa parte dos meus leitores estejam cansados de pegar trânsito, de ter problemas respiratórios por causa da poluição, de conviver com buzinas e motoristas nervosos que ultrapassam pela contramão, xingam, viram sem dar seta, e se batem no seu carro ou te atropelam acham que a culpa é sua.Acho que o trânsito é o maior fator de estresse nas cidades brasileiras. Em São Paulo, acredita-se que ele vá parar completamente a qualquer momento, simplesmente por causa do excesso de carros na rua. E não é para menos: já temos uma média de dois carros por habitante, e a cada dia mais de 800 carros novos entram em circulação.
E o trânsito também reduz nossa qualidade de vida de outra maneira: asma, rinite, sinusite, pneumonia, enfisema, câncer – são todos males que podem ser causados pela poluição. São Paulo é uma das cidades mais poluídas do mundo, e 70% dessa poluição vêm dos meios de transporte. Estima-se que, a cada dia, ocorrem em média oito mortes e um aborto em decorrência da poluição na cidade!
O que fazer?
Bem, a prefeitura de São Paulo parece achar que a solução está nas obras para melhorar o fluxo dos carros, como o alargamento de avenidas e a criação de vias expressas.
E por que ninguém faz nada pelos outros meios de transporte?
Cadê melhorias no transporte público? E as bicicletas, de que tanto se fala?
Ah, foi por isso que eu resolvi escrever esta postagem...
No final do ano passado, li a seguinte reportagem no Estado:Verba de ciclovia em SP é menor do que no discursoe fiquei indignada.
Segundo a reportagem, o investimento previsto pela prefeitura para a infraestrutura cicloviária da cidade, para o ano de 2011 (R$1 milhão e R$1 mil, dos R$ 34,6 bilhões previstos no orçamento) , é insuficiente até para realizar estudos e construir uma ciclovia de comprimento maior que 5 km, e a maior parte do valor (R$1 milhão – quase tudo, na verdade) está previsto para ser utilizado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pela construção de ciclovias em parques e em áreas de lazer. Apenas o valor simbólico de R$1 mil está previsto para ser gasto com esses projetos na Secretaria de Transportes, responsável pelas obras em avenidas e ruas visando a melhorar a mobilidade urbana.
O valor reservado para as bicicletas é apenas 0,09% do total a ser gasto pela Secretaria de Transportes. Se um terço do dinheiro que a prefeitura gasta com melhorias para o transporte individual fosse usado para o transporte público e outros meios alternativos, viveríamos em outro mundo.
Mais recentemente, descobri que era para termos cerca de 367 km de ciclovias em São Paulo, sendo que 275 eram para serem entregues em 2006 e o resto em 2012. Nenhum quilômetro desse planejamento foi executado. Nenhum.
Infelizmente, e apesar de ser reconhecida como meio de transporte pelo Código de Trânsito Brasileiro, a bicicleta ainda é vista apenas como uma forma de lazer pelo poder público.
Usando a bicicleta, os ciclistas estão investindo em sua qualidade de vida, mas estão também prestando um serviço para toda a cidade: não contribuem com a poluição e representam um carro a menos nas ruas.
Está mais do que na hora de respeitá-los e tornar a cidade mais segura para eles!
Uma pesquisa do IBOPE, realizada no Dia Sem Carro de 2008, apontou que 94% dos habitantes de São Paulo são favoráveis à construção de ciclovias.São Paulo praticamente só tem ciclovias dentro de parques. Com algumas exceções, por exemplo um trecho que margeia o Rio Pinheiros e outro na Brigadeiro Faria Lima.
Aos domingos e em um horário limitado, temos também a chamada Ciclofaixa de Lazer (“de lazer”, reitero), interligando os parques Ibirapuera, Villa Lobos, do Povo e das Bicicletas.
Passei por ela (infelizmente, de carro, com a família) no último domingo. Alguns motoristas estavam reclamando porque levaram alguns minutos a mais para fazer seus trajetos (eita egoismo!), mas havia muitos ciclistas usando as pistas. Achei maravilhoso!
Agora, por que só aos domingos?
Por que não fazer uma faixa para bicicletas nos locais de maior movimento – e portanto mais perigosos para os ciclistas –, assim como fazem pistas para motos?
Em muitas cidades pelo mundo, a bicicleta é o meio de transporte oficial.
Na Europa, elas estão por toda parte. Cidades como Cambridge (Inglaterra), Amsterdam (Holanda), Barcelona (Espanha) e Copenhague (Dinamarca) parecem feitas para elas. Em Copenhague elas não apenas têm uma faixa própria, mas também, em muitas esquinas, seu próprio semáforo. Na Holanda, é possível pegar bicicletas emprestadas em uma estação de trem e devolver em qualquer outra estação, mesmo em outra cidade. Não dá pra ter a desculpa de que não dá pra andar de bicicleta na chuva; nessas cidades se anda de bicicleta com sol, com chuva e até com neve (veja esses vídeos!).
E essas cidades não nasceram assim! Copenhague estava se tornando uma cidade para carros quando, na década de 60, começou a se transformar em uma cidade para... pessoas.
(o artigo Nós não somos dinamarqueses fala sobre isso. É interessante, apesar de estar no site da Veja)

Clicando na imagem, você pode ver imagens ao vivo da praça, transmitidas 24hs por dia.
Dê uma olhada e veja como quase não passam carros, mas passam muitas bicicletas e um bonde de vez em quando.
Seria tão bom poder ir para a faculdade de bicicleta. Não ter que perder meia hora, no mínimo, esperando o ônibus, depois mais sabe-se lá quanto tempo (a depender do trânsito) em pé em um ônibus lotado e quente (e cada vez mais caro) para chegar ao destino.É uma pena, mas eu não me sinto segura para andar de bicicleta pela minha cidade.
Infelizmente, o carro particular ainda é o meio de transporte “ideal” para a maioria das pessoas em nosso país.
Ônibus (devido aos atrasos e ao desconforto, decorrentes de falta de investimento público e da transformação de um serviço público em um negócio, visando o lucro das empresas) é para quem não tem dinheiro para ter um carro.
(o metrô, por ser mais eficiente e confortável do que os ônibus, ainda é mais democrático. Porém, à medida que fica cada vez mais lotado e não dá mais conta da demanda – que é o que está acontecendo em São Paulo – vai sendo cada vez mais considerado uma opção para quem não tem opção – porque não pode comprar um carro)
Acaba havendo um círculo vicioso: o poder público investe em melhorias para o transporte particular e sucateia o transporte público. Por isso, as pessoas dão preferência ao transporte individual. O número de carros aumenta, o trânsito piora, e o poder público investe mais em paliativos para o trânsito de carros fluir...
Isso não é nada inteligente.
Enquanto a maioria dos carros circula pelas ruas com apenas uma pessoa dentro, um ônibus, que ocupa espaço equivalente a três carros, pode transportar mais de 60 pessoas.

Nossa mentalidade tem que mudar.
Por que você não deixa o carro em casa, pelo menos um dia na semana?
Vá a pé, de carona, de metrô, de ônibus, de bicicleta...
Qual a sua desculpa?
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