segunda-feira, 29 de abril de 2013

Homens feministas protestam no curdistão

Há cerca de duas semanas, a corte local da cidade de Marivane, no Irã, decidiu punir criminosos obrigando-os a sair nas ruas vestindo trajes tradicionais das mulheres curdas.

Um grupo de mulheres de Marivane protestou contra a pena duplamente preconceituosa - contra mulheres e contra a cultura curda -, e foi confrontado violentamente pela polícia.

Ativista curdo Masoud Fathi vestindo trajes femininos
Para expressar seu apoio às ativistas, o jornalista curdo Masoud Fathi postou uma foto sua no Facebook usando um vestido verde tradicional, com a frase "Ser mulher não é uma forma de humilhar ou de punir ninguém".

Alguns amigos começaram a seguir o seu exemplo, e assim foi criada a página Kurd Men For Equality ("Homens Curdos Pela Igualdade"), que já tem mais de 12.000 "curtidas" e fotos de centenas de pessoas.

Sasan Amjadi, um dos curdos que participaram do projeto, afirma: "eu não senti nenhum estranhamento ao vestir um traje feminino. Eu só queria demonstrar quem nós somos: é assim que nós somos, esta é a nossa cultura e eles não podem insultar nossa cultura, nossas mães e irmãs. Não podemos aceitar isso. Não pode haver sociedade livre sem mulheres livres."

Homens de outros países também se identificaram com o projeto e contribuíram usando roupas femininas para desafiar o preconceito de gênero e a cultura machista que geram problemas como violência doméstica, estupro e homofobia. A frase de Masoud tornou-se o slogan de uma campanha internacional.

página feminista Kurd Men For Equaity no Facebook

Descobri este projeto hoje e fiquei feliz. Ver pessoas reconhecendo suas posições privilegiadas e se colocando no lugar dos outros é uma coisa linda. Ajuda a restaurar um pouco a fé na humanidade, sabem? Acho uma atitude fantástica.

Você pode apoiar esta campanha curtindo a página no Facebook ou enviando sua própria foto.

feminista curdo usando um vestido             feminista curdo usando um vestido
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feminista curdo usando um vestido feminista curdo usando um vestido
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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ajude a salvar macacos-prego no Peru

A Neotropical Primate Conservation está pedindo doações para construir um refúgio para macacos-prego e caiararas resgatados no Peru.

macaco-prego resgatado no Peru - foto da Neotropical Primate Conservation

Segundo a entidade, nenhum local no Peru aceita receber esses animais, o que significa que as autoridades ou fazem vista grossa para os indivíduos que foram retirados da natureza e são mantidos por anos em condições precárias - como o macaco-prego da foto acima -, ou confiscam o animal e matam-no imediatamente.

Você pode ajudar a salvá-los através do link http://www.neoprimate.org/

campanha da Neotropical Primate Conservation para arrecadar fundos para salvar macacos-prego no Peru

sábado, 6 de abril de 2013

Pela saída do ruralista Blairo Maggi da Presidência da Comissão de Meio Ambiente do Senado

As raposas estão dominando os galinheiros!
Não podemos permitir!


Parece piada de mau gosto...
Além do racista e homofóbico deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da câmara, também temos o ruralista Blairo Maggi (PR-MT), ganhador do prêmio Motosserra de Ouro do Greenpeace, na presidência da Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado.

ruralista Blairo Maggi é o novo presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado

Maggi, grande produtor de soja, foi governador do Mato Grosso durante sete anos, até deixar o cargo em 2010 para se candidatar ao Senado, e seu mandato foi repleto de escândalos (mais informações na reportagem O fim da era Maggi, de Andreia Fanzeres).

Um abaixo-assinado está sendo divulgado, pedindo a renúncia de Maggi da presidência da CMA.
Clique aqui e ajude a demonstrar que os brasileiros não querem desmatadores tomando conta do nosso meio ambiente!

Mais informações:
Comissões de Direitos Humanos e de Meio Ambiente do Congresso são tomadas por seus inimigos
O silêncio da sociedade sobre Blairo Maggi na Comissão de Meio Ambiente do Senado
O fim da era Maggi

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O dia que durou 21 anos

Ditadura Nunca Mais! Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!
Nunca mais!

Conheça a sua história!
Veja na íntegra um ótimo documentário sobre o regime militar:

O Dia que Durou 21 anos Parte 1


O Dia que Durou 21 anos Parte 2


O Dia que Durou 21 anos Parte 3 Final

sexta-feira, 8 de março de 2013

"Feliz dia da mulher"

Enquanto as empresas dão florzinhas para suas funcionárias...
Governo recua da ideia de sanção de projeto que iguala salários de homens e mulheres
Empresários de todo o País reagiram contra a proposta alertando que, na contramão da ideia, poderia resultar na redução de vagas

Rosa Costa para o Estado, 08 de março de 2012

BRASÍLIA - O governo recuou da ideia de sancionar o projeto de lei que pune as empresas que pagarem salário menor para as mulheres contratadas para a mesma atividade realizada por empregados homens. Na quarta-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) anunciaram a decisão de aprovar a proposta no plenário nesta quinta-feira, deixando tudo pronto para a presidente Dilma Rousseff sancioná-la na próxima terça-feira, no Senado, numa solenidade alusiva ao Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, dia 8 de março.

O clima era outro nesta quinta-feira e, em vez de incluir a proposta na pauta de votações, Jucá assinou um requerimento encaminhando o projeto para Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A informação que se tem é que empresários de todo o País reagiram contra a proposta alertando que, na contramão da ideia, poderia resultar na redução de vagas para mulheres no mercado de trabalho.

O projeto de iniciativa do deputado Marçal Filho (PMDB-MS), que acrescenta um parágrafo no artigo 401 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), prevê que o empregador que remunerar de maneira discriminatória o trabalho da mulher a menos do que o do homem, estará sujeito ao pagamento de multa em favor da empregada correspondente a cinco vezes a diferença verificada em todo o período da contratação.

O texto não faz referência a valores decorrentes da experiência do empregado e do tempo de serviço. Deixa ainda desprotegido o trabalhador homem que for contratado nas mesmas condições previstas para as mulheres por um salário menor. O texto foi aprovado em decisão terminativa na Comissão de Direitos Humanos (CDH) na última terça-feira e ainda está em fase de recebimento de recursos - de cinco dias - para ser considerada aprovada, sem ser votado no plenário.

E hoje eu ainda tive que ler amigas no Facebook dizendo que gostariam de matar "a primeira mulher que queimou um sutiã", que a culpa de a mulher tem jornada tripla e ainda ganha menos que os homens é toda do feminismo, e que "antigamente" (no tempo das "aulas de ponto de cruz") "é que era bom".
Desculpem, mas é muita burrice.

Esta é minha homenagem a esta data tão importante.
Não digo "feliz dia da mulher".
Eu sinto-me grata a todas as mulheres que lutaram para que eu hoje possa estudar, trabalhar, votar e escolher com quem me casar.
E sigamos lutando que a batalha é longa!


Leiam!: "Ninguém me perguntou por que é que essas feministas chatas não gostam de ganhar parabéns no dia da mulher"