sábado, 12 de novembro de 2011

Agora eu fiquei assustada: Metade dos brasileiros não sabe o que é autoritarismo

Vi no Maria da Penha Neles!
Fiquei realmente assustada. Tinha que compartilhar.


charge de Ziraldo
POVO ESTÚPIDO
Metade dos brasileiros não sabe o que é autoritarismo

Por Nemércio Nogueira (consultor de empresas e diretor do Instituto Vladimir Herzog)

É alarmante o resultado da pesquisa da chilena Latinobarometro que a Folha de S.Paulo publicou no dia 29 de Outubro. Ela mostra que no último ano o apoio da população brasileira à democracia caiu de 54% para 45%. Caiu mais que a média de apoio na América Latina. Ou seja, menos de metade da nossa população prefere a democracia a qualquer outra forma de governo. A maioria acha que um governo autoritário pode ser preferível a um democrático, ou que dá na mesma a democracia ou o autoritarismo.

Vivo hoje, à vista desse fato, Nelson Rodrigues diria que, além da unanimidade ser burra, a maioria é estúpida. Parece incrível que, numa nação que foi vítima da opressão de uma ditadura, mais de metade da população pense que um governo totalitário pode ser melhor que a democracia, ou que tanto faz.

É por isso que tem tanta importância o trabalho que vem sendo feito pelo Instituto Vladimir Herzog, com seu projeto “Resistir é preciso...”, resgatando os jornais e jornalistas que, nas bancas, na clandestinidade ou no exílio, combateram a ditadura. Em vídeos, livros, documentários e outras iniciativas, o Instituto insere na História do Brasil e procura mostrar a todos, principalmente aos mais jovens, qual era a realidade que vivíamos nos anos de chumbo. Para que não permitamos que isso aconteça de novo.

Os estúpidos que dispensaram a democracia nessa pesquisa do Latinobarometro não sabem que, sem democracia:

1. A imprensa amordaçada não poderia denunciar corrupção nos governos, nem opinar livremente sobre todos os assuntos;

2. Um presidente da República rejeitado pela população não teria sido castigado pelo impeachment;

3. Um presidente que terminou oito anos de mandato com apoio de 86% da população, também segundo o Latinobarometro, não poderia sequer ter sido eleito;

4. O fim do sigilo eterno de documentos do governo e a criação da Comissão da Verdade, já aprovados pela Câmara e pelo Senado, nem projetos teriam sido;

5. O Brasil não viveria o atual desenvolvimento social e econômico, nem gozaria do respeito que hoje lhe dedicam os outros países;

6. Nenhuma crítica ao governo seria permitida – por jornalistas, por sindicalistas, por estudantes, por políticos, ou por quem quer que fosse;

7. A corrupção, a incompetência e o desmando de governantes e funcionários públicos estariam permanentemente acobertados pela intransparência do poder totalitário;

8. Estaríamos todos continuamente sob a ameaça arbitrária de prisão, tortura e morte;

9. Teríamos de tomar cuidado com o que disséssemos perto de colegas de escola e de trabalho, vizinhos, conhecidos, até parentes, pois qualquer um poderia nos delatar, em troca de alguma vantagem junto aos donos do poder;

10. Ainda existiria um DOPS, com o inacreditável nome de Departamento de Ordem Política e Social, onde se prendiam pessoas pelo crime de pensamento e opinião;

11. Não poderíamos votar porque os mandantes nos seriam impostos, nem a opinião pública poderia se manifestar.

Com a provável exceção dos estúpidos 55% da população brasileira que acham que democracia não é indispensável, todos conhecem a frase de Sir Winston Churchill: ”A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos." E a de Ulysses Guimarães, que disse que "A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes."

Só na democracia é possível criticar até mesmo a própria democracia – e, de Saramago e Bernard Shaw até ao Marquês de Maricá, há comentários derrogatórios a ela em suficiente quantidade. Mas eu fico com Goethe: "A democracia não corre, mas chega segura ao objetivo."

No Conjur

O rancor contra a USP e a curiosa associação: “Além de maconheiro, você deve ser viado.”

Reitor da USP dá boas vindas à polícia militar - charge de Carlos Latuff
Charge de Carlos Latuff

Insisto no assunto porque o "debate" continua em baixíssimo nível nas redes sociais, e este ótimo texto toca em mais um ponto fundamental.
Como esperar segurança, se a USP não for respeitada pela população?

Fechar o campus cada vez mais não é um bom caminho para conseguir respeito.

Os acontecimentos recentes na USP deveriam levar a um debate sério sobre a interação da universidade com a população, assim como sobre o papel da PM - no campus e em todo o Brasil.
(Segundo relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo, de cada 5 assassinatos registrados na capital, 1 é de autoria da PM)

mídia contra os manifestantes da USP - charge de Carlos Latuff
Charge de Carlos Latuff

Podemos discordar de alguns argumentos e dos métodos usados pelos estudantes (eu sou contra a invasão da Reitoria - mas ainda sou mais contra a ação da tropa de choque -, e ao longo de meus vários anos como aluna da USP tanto participei de greves quanto de manifestações contra greves), mas é preciso entender suas reinvindicações.
Nem todo aluno da USP é "filhinho de papai" com carro importado e camiseta GAP.
E se você acha que as manifestações são pelo "direito a fumar maconha", você não entendeu nada.

É muito curioso que boa parte da imprensa retrate os manifestantes dessa forma. Parece até uma conspiração para acabar com a reputação das universidades públicas...
O Ensino Fundamental e o Ensino Médio públicos já foram sucateados há muito tempo. Querem fazer o mesmo com o Ensino Superior?

Eu também aceito com muito orgulho que parte dos meus impostos vá para as universidades públicas!


O rancor contra a USP
Por Marcelo Rubens Paiva

“Além de maconheiro, você deve ser viado.”

Curiosa associação.

Esta é uma das muitas reações de carinho que recebi ao falar do conflito entre alunos da USP e a PM.

Dos mais de 400 comentários abaixo, o índice de reprovação dos acontecimentos é altíssimo.

E, claro, as agressões pessoais foram a tônica dos leitores: sou maconheiro, esquerdóide, analfabeto, autor de um livro só, cujo acidente me deixou paraplégico e burro, e a quantidade de drogas que tomei queimaram meus neurônios.

Uma fofura…

Ou não se entendeu o que queriam afinal os alunos da USP, ou um rancor contra eles domina parte da sociedade.

Percebi como tem gente que acha um desperdício o investimento do orçamento estadual em uma universidade pública.

Uma, não. Três [USP, Unicamp, Unesp].

Frequentadas por “vagabundos, maconheiros, depredadores dominados por correntes da esquerda radical”.

Um desperdício de dinheiro público.

Imaginei que fosse uma unanimidade a proposta de que o Estado deva investir pesadamente em educação, se quisermos dar um passo, sim, de gigante.

Além de vendermos pedras com ferro, soja e alimentar o mundo, poderíamos nos transformar numa força industrial e tecnológica.

Imaginei que a essência de uma Universidade fosse desenvolver o livre pensar.

As mensagens que os estudantes me passaram foram:

1. Esta PM não nos serve.

2. A política de repressão à posse de entorpecentes faliu.

3. A reitoria abriu mão de resolver os seus problemas, como a violência no campus, desistiu e chamou o Estado.

Leitores reclamaram que estudantes da USP não devem ter privilégios, que esta PM é a que temos. E que eles não querem a PM lá para poderem fumar seus baseadinhos livremente.

O governador do Estado reclamou que deveriam ter aulas de democracia.

Mas continuo concordando com os estudantes.

Não é a PM que deveria voltar à escola e aprender a combater o crime?

Esta PM é falida.

Não consegue lidar com os índices alarmantes de violência urbana. A corrupção corrói da base à cúpula. O traficante NEM acaba de declarar que metade dos seus rendimentos ia para a polícia.

Em todas as cidades existe a sua cracolândia, sinal de que, como disse a revista THE ECONOMIST, perdemos a batalha para o tráfico. Como sanar tal doença?

O DCE da USP entregou à reitoria meses atrás a sua proposta para conter a violência: iluminar o campus, descatracalizá-lo, tornar a Universidade aberta e criar uma guarda universitária focada nos direitos humanos.

E reitoria desprezou. Preferiu chamar a força de repressão que fez de São Paulo uma das cidades mais violentas do mundo.

A cobertura de parte da mídia só alimentou o preconceito. Não se debateram ideias, mas a atitude de vândalos.

Prefiro uma Universidade que continue nos propondo novas ideias. Sim, gratuita. Aceito com orgulho que parte dos meus impostos vá para as universidades públicas.

Já estudei em duas e sei muito bem que elas não servem apenas à elite. Que há convênios com países africanos e latino-americanos. Que se estuda as raízes dos problemas e conflitos sociais. Que há núcleos de combate à violência. E que a força dos movimentos sociais é a alma da democracia e da justiça social.

E que numa Universidade livre, governador, repensa-se o papel do Estado.

Nem na época da DITADURA as ações dos estudantes eram unanimes.

Havia uma maioria silenciosa não engajada que não participava.

Isto não quer dizer que ela estava correta.

Muitos diziam que estudantes estavam lá para apenas estudar.

A História prova que dos estudantes vêm as ideias de transformação.

É mais vantajoso escutá-los do que trancá-los ou reprimir com “borrachadas”.

No meio estudantil, longe das forças do mercado, nascem as grandes ideias.

Nasce o futuro.

sábado, 5 de novembro de 2011

Novembro

RobertJude Law, Watson











RobertRobert Downey Jr., Sherlock Holmes











Do tumblr (como se pronuncia isso??) Lost in Translation

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mais sobre a PM na USP e a ocupação da FFLCH

Assembléia de alunos na FFLCH ocupada, sábado, 29 de outubro

Desculpem insistir no assunto, mas o "time fora PM" e o "time via a PM" continuam fazendo campanha, e eu gostaria de divulgar um texto da bióloga (e amiga minha) Flávia Ferrari.
Ontem, ela publicou em seu perfil no Facebook uma frase do estudante de Ciências Sociais da FFLCH, Rafael Pacheco Marinho:

"Se você acha que a resistência à permanência da Polícia Militar do campus de uma universidade é só para que "maconheiros possam se drogar em paz" então você não entendeu nada."
Questionada sobre "para que é, então?", ela respondeu:
Bom. Primeiro precisa ver se os caras estavam fumando mesmo. Hoje conversei com um pessoal que estava por lá e parece que a PM já tinha feito uma batida antes, enquadrando barbudos que estavam estudando embaixo de uma árvore (claramente uma atitude suspeita) e não acharam nada. Voltaram duas horas depois e numa nova batida, acharam maconha. Agora peralá. Acho que o Morrinho na entrada da FFLCH não é exatamente um centro de violencia que justifique DUAS batidas no período de duas horas.
(observação: eu também tenho ouvido muitos casos de estudantes da FFLCH que eram abordados e revistados sem motivo)
A polícia já era liberada de entrar no Campus desde 2007. Inclusive a reunião do conselho gestor do campus criou um fórum para discutir diversos pontos, entre eles segurança e já tinham liberado o acesso... bastava ver a qualquer hora em qualquer restaurante da USP.

A questão é: Eles não impediram os 4 sequestros esse ano... Eles não impediram o assassinato do Felipe de Paiva (que diga-se de passagem, reagiu ao assalto. Condição que sempre é usado em justificativas da PM como algo perigoso e que pode induzir o "marginal" (sic) a cometer o crime).

Além disso é engraçado o pensamento que rola tanto na esquerda quanto na direita da "USP-Bolha". Ou acham que é um consulado com leis próprias ou acham que tem mais é que encher de polícia atrás de cada árvore para se sentir seguro no "mundinho". A violência é um problema urbano e generalizado.

O estudante foi assassinado e então começou a comoção como a PM ostensiva como grande solucionadora para trazer de novo a paz à bolha chamada USP (pois muitos a vem assim... tudo bem ser assaltado fora, o problema é bulirem com meu mundinho). Bom... os índices de criminalidade não baixaram, crimes continuaram sendo cometidos dentro e fora (e próximo) da USP.

Então alegar que a polícia "estava fazendo seu papel" coibindo algo ilegal é só corroborar sua ineficiência. Ela apenas se prestou a coibir crimes menores... talvez com mais visibilidade, mas eficiência nula.

Eu acredito piamente que só se respeita o que se conhece e se cria vínculos. E sobre isso tem pesquisas e pesquisas. Diversas escolas que se abriram para o bairro aos finais de semana tiveram quedas no vandalismo e furtos. Enquanto a USP se fechar cada vez mais, mais "visada" ela será, pois a não ser para sua comunidade, ela não faz sentido pra mais ninguem.

Murar... encher de polícia com rota ostensiva... nada disso adianta e os números estão aí pra isso.

Eu acho que boa iluminação, bom sistema de inteligência e principalmente, deixar a USP cada vez mais inserida no cotidiano da cidade (e não apenas como passagem) melhores soluções do que simplesmente a "rota na rua". Ela já se mostrou ineficaz.

Acho que a grande questão nessa discussão toda é: O policiamento ostentivo é solução para o problema de violência? Outras medidas preventivas estão sendo tomadas?

Cabe lembrar que o porte e uso de drogas não é considerado crime pela legislação brasileira. A lei 11.343 o art. 48, parágrafo 2°, determina que o usuário seja prioritariamente levado ao juiz (e não ao delegado), dando clara demonstração de que não se trata de "criminoso", a exemplo do que já ocorre com os autores de atos infracionais, além de deixar claro que o porte de drogas não pode resultar em “prisão em flagrante”. A polícia porém resolveu colocar os três estudantes num camburão e levá-los à delegacia, o que revoltou muitos estudantes presentes.

Os policiais então, em outra atitude ilegal, retiraram suas identificações, mostrando que o uso da violência já estava premeditado, como inúmeros vídeos disponíveis na internet mostram.

Infelizmente, a PM, que tinha como papel “coibir os crimes contra estudantes” passou ela mesma a cometer infrações e a focar suas energias em contravenções não violentas mas mais fáceis de se atacar. Será que agora usará da mesma energia para qualquer ato ilícito no campus como por exemplo a cópia de um livro? É essa a sua função? Isso garantirá a segurança?

Medidas simplistas como a dicotomia “fora PM” X “sim a PM” não resolvem absolutamente nada. Porém, a USP prefere resolver seus problemas se isolando cada vez mais. Agora, 17 viaturas para levar 3 estudantes para assinar termos substanciados e duas batidas num local sem histórico de crimes violentos nos faz pensar se a PM realmente estava lá para "proteger a comunidade."

Os jornais e a televisão mostram os estudantes da FFLCH como um bando de rebeldes sem causa desocupados, e colocam a opinião pública contra eles.
Olha, eu não apóio essas ocupações, e desde o meu segundo ano de graduação passei a ser contra a maioria das greves, que ocorrem praticamente todo ano. Mas a manifestação na FFLCH tem um propósito maior. Eles não estão apenas querendo "o direito de fumar maconha", nem são "um bando de bucha de canhão de traficantes", e quem está "sujando a imagem da USP" é a cobertura de imprensa.

A FFLCH tem a tradição de ser a faculdade da USP que mais inicia e participa de manifestações e greves. Mas isto faz de seus alunos uns "desocupados", uns "drogados"?
Segundo ranking internacional feito pela TopUniversities, nove cursos da Universidade de São Paulo aparecem entre os 200 melhores do mundo. Dentre esses, seis são da FFLCH.

Este episódio poderia e deveria levar a discussões sérias sobre qual é o papel da PM dentro do campus e que medidas devem ser tomadas para reduzir a violência, mas infelizmente o debate ficou nessa superficialidade de dois lados defendendo duas posições extremistas ("fora PM, blábláblá ditadura" e "viva a PM, abaixo os drogados vagabundos")... dá um misto de preguiça e descrença na humanidade...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Qual é o papel da PM no campus?

Bom, você provavelmente já soube que, ontem à noite, a PM tentou prender três estudantes da USP por fumar um baseado, ou por ter maconha na mochila - as versões diferem. Outros estudantes enfrentaram os policiais e tentaram defender os alunos, vários se juntaram, vieram mais policiais tentar levar os infratores para a delegacia, e os estudantes começaram uma manifestação, que foi reprimida com violência.
Os estudantes ocuparam um prédio da FFLCH em protesto contra a presença da PM no campus.
"Seguiremos ocupados até que o convênio USP–PM seja revogado pela reitoria, proibindo a entrada da PM no campus em qualquer circunstância"
~ nota dos alunos acampados na FFLCH, divulgada esta manhã

Eu não estava lá (estava em outro canto da USP e só soube do "babado" hoje de manhã), nem estudo na FFLCH nem fumo maconha, mas tomo a liberdade de comentar, porque o nível dos comentários em sites de notícias e em redes sociais está cada vez mais baixo e as posições, mais extremistas.
Sério, a maioria dos meus amigos no Facebook se divide em "Issoaê PM! Acaba com esses maconheiros/drogados, escória da sociedade!" e "Fora PM do campus! Abaixo a ditadura! Estou indo me juntar à ocupação da FFLCH!"

Estou horrorizada!

Lado? Nenhum, discordo de todos.
A discussão deveria ser outra.

Qual é o papel da PM no campus?
Garantir a segurança ou reprimir os alunos?
E em que circunstâncias é legítimo reprimir uma manifestação de estudantes com bombas de gás, cassetetes e balas de borracha?
(tem gente falando que foi "legítima defesa"! Só dando risada, né?)

Sim, infelizmente o uso/porte de maconha ainda é crime.
Mas quem se beneficia com a prisão de alunos dentro do campus por uso ou porte de maconha?

Tem muita gente que não quer a PM dentro do campus, não quer nem ouvir falar do assunto, pelo seu histórico de repressora.
E não estou falando de drogados, traficantes e bandidos.

Infelizmente, a USP precisa de policiamento. Há assaltos, seqüestros, estupros.

Episódios como este só servem para aumentar o repúdio à PM no campus.

A PM não pode ser inimiga dos estudantes!
Essa situação não é sustentável, gente!

Sinceramente, a PM tem um papel muito mais importante a cumprir do que prender maconheiros.
E os policiais precisam de treinamento para lidar com os estudantes de outra forma.

Essa PM no campus, eu não quero!


E se você acha que o mundo se divide entre "drogados" e "gente de bem", tenho pena de você.
Conheço muitos que fumam e são pessoas maravilhosas, assim como muita gente careta sem um pingo de ética.

E se vier fazer discurso contra as drogas, no mínimo não seja contraditório e defenda também a criminalização do álcool e do cigarro.