sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Semana da Mobilidade

22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro, e a semana do dia 16 ao 24 é a Semana da Mobilidade.

Semana da Mobilidade 2011 - descubra uma cidade melhor
Segue a programação da semana (de acordo com compilações do IDEC e do Vá de Bike) para a cidade de São Paulo, que precisa urgentemente acordar para o problema da mobilidade urbana.
É tudo gratuito!
(Não está em São Paulo? É só entrar no Google e procurar eventos mais perto de você! Eles estão rolando no mundo inteiro!)
16/9 - Sexta:
Seminário "A mobilidade urbana e os modais não motorizados - pedestres/ciclistas"
(Rede Nossa São Paulo)
Das 9h30 às 12h30 no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo – Viaduto Jacareí, 100, 8º andar, Bela Vista.
Mais informações

16/09 - Sexta:
Vaga Viva noturna no Baixo da Augusta
(Matilha Cultural)
A partir das 22hs na Rua Augusta, altura 584, 591 e 822, Centro.
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16/09 - Sexta:
Contagem de Ciclistas na Av. Paulista
(Ciclocidade)
Das 6hs às 20hs - Ação para estimar o uso da bicicleta como meio de transporte no ambiente urbano.
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17/09 – Sábado:
Oficinas de Bicicleta Casa do Zezinho
(Casa do Zezinho)
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17/09 e 18/09 – Sábado e Domingo:
Virada Esportiva

Saída do Parque das Bicicletas às 20hs e término às 4hs da manhã.
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18/09 - Domingo:
Flash Mob no Metrô: Pijamas day
(Youth for Public Transport)
O evento ocorrerá em Brasília, São Paulo, Salvador e mais 18 cidades no mundo, simultaneamente, às 14hs.
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18/09 - Domingo:
Passeio Ciclístico nos Parques

Saída do Parque do Nabuco às 9hs.
Mais informações

18/09 – Domingo:
Mão na Roda Itinerante no BiciMobi
(Movimento Boa Praça)
A ciclo oficina comunitária Mão na Roda armará sua bancada itinerante na Praça Amadeu Decome, Lapa, das 10hs às 15hs.
Mais informações

20/09 – Terça:
Desafio Intermodal de São Paulo
(Instituto Ciclo BR)
Saída às 18hs da Praça General Gentil Falcão (Av. L.C.Berrini) e chegada no prédio da Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá.
Mais informações: faragonez@gmail.com

21/09 - Quarta:
Audiência pública sobre a Lei das Ciclovias (PL 655/2009)

às 10h30 na Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100, 1º andar, Sala Prestes Maia (Plenarinho)
Mais informações

21/09 - Quarta:
Oficina de Arte para a Passeata "A Cidade é Nossa!"
(Idec)
Das 17hs às 19hs - oficina de andomóveis e materiais para adornar a Passeata de sábado.
Mais informações

21/09 - Quarta:
Lançamento da Pesquisa Nossa São Paulo / Ibope sobre Mobilidade Urbana
(Rede Nossa São Paulo)
Das 10hs às 12h30, Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo.
Inscrições pelo e-mail andrea@isps.org.br
Mais informações

22/09 - Quinta:
Dia Mundial Sem Carro

O dia todo! Deixe o carro em casa e incentive seus amigos e familiares a fazerem o mesmo!

transporte sustentável - Dia Mundial Sem Carro
22/09 - Quinta:
Café da manhã
(Ciclocidade)
Para quem passar de bicicleta na Praça do Ciclista, a partir das 7h30.

22/09 - Quinta:
Vaga Viva na Rua Padre João Manoel
(Rede Nossa São Paulo)
Das 7hs às 19hs, Rua Padre João Manoel, esquina com a Av. Paulista, ao lado do Conjunto Nacional.
Mais informações

22/09 - Quinta:
1º evento de consumo colaborativo e transporte compartilhado do Brasil
(Caronetas)
Das 9hs às 18hs, no auditório do Cenesp - Centro Empresarial de São Paulo.
Mais informações e programação

22/09 - Quinta:
Bicicletada especial

A partir das 18hs na Praça d@ Ciclista

22/09 - Quinta:
Cinema de Bicicleta Casa do Zezinho
(Casa do Zezinho)
Cine-debate especial “O Caminho das Nuvens”, filme com Wagner Moura e Cláudia Abreu, a partir das 19hs.
Mais informações

23/09 – Sexta:
Ciclocine
(Ciclocidade)
A partir das 19hs. Exibição de curtas e um longa metragem no Museu da Imagem e do Som (MIS).
Mais informações

24/09 – Sábado:
Passeata pelo Plano de Mobilidade de São Paulo

Concentração às 15hs no vão do MASP, com saída prevista para as 16hs.
Mais informações
Evento no Facebook

poster - passeata pelo Plano de Mobilidade Sustentável de São Paulo
24/09 - Sábado:
Oficina de Bicicleta da Casa do Zezinho + Bicicletada de encerramento
(Casa do Zezinho)
Local de concentração: Campo do Astro – Rua Manuel Bordalo Pinheiro – Pq Sto. Antonio
*Depois da bicicletada, a Casa do Zezinho vai doar um bicicletário comunitário com bikes doadas e restauradas pelos próprios “Zezinhos” (integrantes do projeto)
Mais informações

24/09 – Sábado:
Ciclocine 2
(Ciclocidade)
A partir das 19hs, exibição de curtas e um longa metragem no Museu da Imagem e do Som (MIS).
Mais informações

Semana da Mobilidade 2011 - São Paulo pode
Semana da Mobilidade 2011 - São Paulo pode
Semana da Mobilidade 2011 - São Paulo pode

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Poses

Achei o link para o documentário "Poses", de Yolanda Domínguez, no Escreva, Lola, Escreva, e achei hilário.

Este curta-metragem coloca mulheres comuns imitando poses de modelos em meio a cenas cotidianas, para "criticar o absurdo e artificial do mundo do glamour e da moda que nos vendem as revistas, em concreto a imagem distorcida que difundem da mulher através de modelos que não representam as mulheres reais" (descrição no youtube).

Curto, simples e ótimo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

11 de setembro: 38 anos

Pouco depois dos atentados terroristas em Nova York, 11 cineastas de vários países foram convidados para realizar curtas sobre o acontecimento, que integram o filme 11 de Setembro.

Esta foi a contribuição do britânico Ken Loach:



Neste 11 de Setembro, o mundo lembra os Estados Unidos.
Os Estados Unidos se lembram do resto do mundo?

Palestina: hora de ser ou não ser

Da redação Carta Capital, 9 de setembro de 2011:
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, deve ir à ONU pedir o reconhecimento e a admissão do Estado Palestino pela Assembleia Geral, a ser aberta em 19 de setembro. Hillary Clinton quis dissuadi-lo por telefone, sem sucesso. A Palestina já é reconhecida por 125 países, precisa de 129 votos e espera conseguir apoio de 140 dos 193 integrantes da ONU. Israel diz ter certeza de apenas cinco votos contrários, além do seu: EUA, Alemanha, Itália, Holanda e República Tcheca.

Em represália, a presidenta republicana da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Ileana Ros-Lehtinen, apresentou projeto de lei que corta pelo menos metade dos recursos dos EUA para a ONU, que chama de “organização antissemita”. Sob pressão do lobby sionista e de Israel, a subsecretária de Estado de Obama, Wendy Sherman, anunciou que os EUA vetarão a admissão da Palestina na ONU. Isso custará caro às relações de Washington com o mundo árabe e não impede o reconhecimento formal e suas consequências legais e políticas.

Como Estado não membro, mas reconhecido pela ONU (como é o caso do Vaticano), a Palestina poderá assinar tratados internacionais patrocinados pela organização, inclusive o Tratado de Roma, que criou a Corte Penal Internacional. E então processar Israel em Haia por crimes de guerra, inclusive a transferência forçada de populações e a criação de assentamentos judeus em suas terras desde o início da ocupação.

mapa: países que reconhecem o Estado da Palestina
Países que já reconhecem o Estado Palestino

Uma visão realista sobre a crise na Somália

Artigo do Dr. Unni Karunakara, presidente internacional dos Médicos Sem Fronteiras
Doutor Unni Karunakara, presidente internacional de Médicos Sem Fronteiras,<br />visita o hospital de MSF em Galcayo, cidade da Somália
Doutor Unni Karunakara, presidente internacional de Médicos Sem Fronteiras,
visita o hospital de MSF em Galcayo, cidade da Somália.
Foto de Sven Torfinn

5 de setembro de 2011 - A emergência atual na Somália e nos países vizinhos está sendo descrita por muitas organizações de ajuda humanitária e pela mídia em termos simplistas, como "fome no Chifre da África" ou "pior seca dos últimos 60 anos". Mas culpar apenas causas naturais é ignorar a complexa realidade geopolítica que contribui para essa situação e sugerir que a solução para tais problemas se resume apenas a arrecadar fundos e enviar alimentos para o Chifre da África. Infelizmente, esconder as causas humanas para a fome na região e as dificuldades na resposta à crise não vai ajudar a resolver os problemas.

Acabo de retornar do Quênia e da Somália e o que eu e meus colegas de Médicos Sem Fronteiras (MSF) vimos naqueles países foi uma situação profundamente perturbadora. Em Mogadíscio, conheci uma jovem da região de Lower Shebelle, no sul do país, que agora vive em um dos acampamentos improvisados que se multiplicam pela cidade. Ela deixou sua casa com o marido e seus sete filhos após uma colheita muito ruim, e porque não tinha dinheiro para comprar água e alimentos. Durante sua jornada, ela teve que deixar seu marido e três de seus filhos para trás, pois eles estavam muito fracos para completar a viagem de cinco dias até a capital. É triste perceber que a história dela reflete a de outras milhares de famílias nas regiões central e sul da Somália, que foram devastadas por anos de conflito e que chegaram ao seu limite com a seca.

A desnutrição é crônica em muitas áreas do Chifre da África, e é preciso que haja um esforço internacional de longo prazo para garantir que alimentos cheguem às pessoas que mais precisam deles. Hoje, no entanto, as necessidades mais urgentes estão concentradas nas regiões central e sul da Somália. E mesmo não conhecendo o panorama em todo o país, nós sabemos que a situação é crítica devido à enorme quantidade de somalis que chegam, fracos e exaustos, na capital, Mogadíscio, e em acampamentos no Quênia e na Somália.

As colheitas fracas exacerbaram uma situação que já era catastrófica. A Somália é o palco de uma guerra brutal entre o Governo de Transição, que recebe o apoio das nações ocidentais e é guardado pelas tropas da União Africana, e grupos armados de oposição, com destaque para o Al-Shabaab. Em um cenário político fracassado, essa guerra, combinada com as mortíferas rivalidades de diversos clãs no país, impediu que a ajuda humanitária internacional independente chegasse a várias comunidades. A população somali está encurralada, no meio de múltiplas forças que, seja por motivos políticos ou para enfraquecer seus oponentes, privam as pessoas de receber assistência. O acesso a cuidados de saúde é praticamente inexistente em grande parte do país.

Em meio a esse cenário, onde muitos interesses estão em jogo, é difícil para uma organização de ajuda médico-humanitária como MSF expandir a oferta de cuidados de saúde e realizar ações de impacto. MSF está trabalhando na Somália há duas décadas e tem projetos em nove locais, que estão sob domínio de diferentes lados do conflito – Governo de Transição e Al-Shabaab. Nós estamos fazendo o máximo possível para aumentar nossa presença no país e responder às crescentes necessidades. Já existem mais de 8 mil crianças com desnutrição aguda em nossos programas nutricionais no país, e muitas delas não estão sofrendo apenas de desnutrição. As quatro crianças que saíram de Lower Shebelle que conheci também estão com sarampo, além de desnutridas. Elas vivem com a mãe e com milhares de deslocados em acampamentos superlotados, sem condições sanitárias. Outras pessoas nesses campos reclamam de infecções nos olhos e na pele, e há ainda aquelas que estão fracas demais até para procurar alimentos ou cuidados médicos.

Em campos de refugiados no Quênia e na Etiópia, nós conseguimos oferecer ajuda médica e nutricional para dezenas de milhares de pessoas. Mas expandir as nossas atividades na Somália é um processo lento e difícil. MSF é constantemente forçada a fazer duras escolhas na hora de implementar ou aumentar suas atividades no país. E se não pudermos fazer avaliações independentes e oferecer assistência em áreas que acreditamos que estão mais afetadas, não seremos capazes de prevenir as piores conseqüências desta emergência.

A ajuda humanitária é vista no país, por todas as partes em conflito, como uma oportunidade ou uma ameaça. Em áreas consideradas como o centro desta crise, o Al-Shabaab, que já suspeita de interesses ocidentais no país, decretou a proibição da entrada de equipes internacionais, do envio aéreo de materiais e suprimentos médicos e da realização de campanhas de vacinação. Nem mesmo a suspensão temporária das restrições aos Estados Unidos na oferta de ajuda em certas áreas controladas pelo Al-Shabaab deve melhorar o acesso a cuidados de saúde. Em outros locais, a necessidade de conduzir intermináveis negociações para realizar procedimentos simples, como contratar uma enfermeira ou alugar um carro, toma grande parte de um tempo precioso, que poderia estar sendo empregado na resposta rápida que o país precisa.

A realidade da oferta de ajuda humanitária na Somália é a pior possível. Nossas equipes correm constantemente o risco de levarem tiros ou serem raptados enquanto tentam dar assistência médica fundamental para a população no país. Apesar de nossas constantes negociações com todas as partes do conflito para ganhar acesso a novas regiões, nós talvez tenhamos que nos conformar com a triste realidade de que não conseguiremos chegar até as comunidades que mais precisam de ajuda. Ou que teremos que comprometer parcialmente nossa independência quando finalmente conseguirmos chegar a elas.

É em meio a esse clima hostil que slogans como "Fome no Chifre da África" estão sendo utilizados com o objetivo de arrecadar grandes somas em dinheiro para enviar alimentos e outros suprimentos à região. Mas eu estou preocupado com o passo seguinte: levar assistência e suprimentos dos portos de Mogadishu às pessoas que necessitam deles urgentemente. A menos que todas as partes envolvidas no conflito removam as barreiras que separam organizações que podem salvar vidas das pessoas que dependem delas para sua sobrevivência, milhares de mortes que poderiam ser evitadas continuarão ocorrendo.

Fome na Somália: ajude agora - Médicos sem Fronteiras
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