sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Você tem algum distúrbio de personalidade?

Faça o teste.
(mas não leve muito a sério; é só mais um teste de internet)

Eu descobri o que eu já sabia: I'm a loner.

resultado do teste de distúrbios de personalidade
O resultado do meu teste para distúrbios de personalidade

Gostaria de ter conhecido isso antes...
Todas as vezes que me perguntaram por que eu falo pouco ou não tenho namorado ou não quis ir à festa, eu podia ter respondido que tenho transtorno de personalidade esquizóide.
Talvez reduzisse a pressão.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Guitarras Gibson com madeira ilegal?

modelos famosos de guitarra da marca Gibson: Les Paul, SG e Flying V
Sonho de consumo de muita gente (eu, inclusive!), guitarras famosas como a Les Paul e a SG podem ser fabricadas com madeira de origem ilegal.

A empresa nega (claro!), e muitos fãs falam em conspiração política (o presidente da Gibson apóia políticos do Partido Republicano) ou "dicas anônimas" falsas da concorrente Fender, mas na semana passada agentes federais apreenderam guitarras, pedaços de madeira e arquivos digitais em fábricas da Gibson nas cidades de Memphis e Nashville.
A empresa está sob suspeita de importar ilegalmente ébano indiano.


O mandado de busca alegava que 1250 peças de ébano indiano, que entraram nos EUA pelo aeroporto de Dallas no dia 22 de junho, foram importados ilegalmente, pois a Índia não permite a exportação da madeira (informações do jornal The Australian).

Em nota oficial à imprensa, a Gibson afirma que as acusações são baseadas numa interpretação errada da lei indiana - a mesma madeira seria legal se utilizada por trabalhadores indianos, mas ilegal se utilizada por americanos, segundo a interpretação.
A nota afirma, também, que a madeira apreendida é certificada pelo Forest Stewardship Council.

Segundo o blog Contraversão, o presidente da Gibson, Henry Juszkiewicz, disse em uma coletiva que a empresa é objeto de investigações injustas, que não houve acusações formais e que as autoridades não revelaram o que procuravam nas buscas realizadas no dia 24 de agosto.
Juszkiewicz disse, ainda, que a empresa toma precauções para assegurar a importação legal da madeira.


As guitarras Gibson são feitas com madeiras nobres de espécies em risco de extinção, como o mogno e o jacarandá.

Em 2009, já haviam sido feitas apreensões, com a alegação de que a empresa havia comprado jacarandá ilegalmente de Madagascar. Também não foram feitas acusações formais, até hoje.
Segundo a empresa, a madeira foi adquirida legalmente.

Consta que o mogno usado nas guitarras é todo de madeira de reflorestamento, oriundo de países da América Central.
Será que dá pra confiar?

"Pacote de bondades" pré-eleitoral de Kassab

Julia Duailibi para o Estadão, 31 de agosto de 2011
Kassab cria agenda positiva rumo a 2012

Desgastado pelas articulações para criar o PSD, prefeito vai abrir o cofre municipal e lançar medidas de impacto, como fez na campanha de 2008

o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab fazendo o sinal da vitória
Orientado por pesquisas de opinião pública, o prefeito paulistano Gilberto Kassab criou uma agenda positiva de governo, principal aposta para recuperar a popularidade na capital paulista, desgastada pela tentativa de viabilizar o seu novo partido, o PSD.

No último mês, Kassab lançou iniciativas de repercussão, algumas com impacto direto no bolso do eleitor. Com R$ 7,1 bilhões em caixa, pretende promover tradicionais investimentos de ano eleitoral, como recapeamento e plantio de flores. Para a oposição e entidade de acompanhamento das gestões municipais, trata-se de maquiagem eleitoral.

Kassab confirmou ontem que quer diminuir a taxa de inspeção veicular, de R$ 61,98 para R$ 49,30, conforme antecipou o Estado. Disse ser "justo" o valor de R$ 49,30. Em janeiro, no entanto, o valor foi reajustado de R$ 56,44 para os R$ 61,98. O prefeito quer viabilizar neste ano projeto do PT que cria bolsa de R$ 272 a 147 mil famílias sem vaga em creche da rede pública.

Nesta semana, ainda na esteira das ações positivas, acatou recomendação de aliados e vetou a criação do Dia do Orgulho Hétero e surfou na ação da Corregedoria Municipal que descobriu fraudes de R$ 50 milhões promovidas por construtoras.

Para emplacar seu candidato em 2012 - a aposta hoje é o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge -, Kassab tem de melhorar a avaliação do governo. Pesquisas internas apontam um terço de bom e ótimo e um quarto de ruim e péssimo. E o eleitor que o elegeu - paulistano do centro expandido da cidade e, no geral, antipetista - mostra má vontade. Avalia que o prefeito trocou a capital pela política.

As ações de "ordenamento" buscam esse eleitorado. O projeto de maior interesse do governo na Câmara Municipal é o do mobiliário urbano, que concede a empresas a exploração publicitária em pontos de ônibus e relógios em troca de reformas.

O prefeito reedita a estratégia vitoriosa de 2008. Desconhecido do eleitor, mas com dinheiro em caixa, apostou em ações de impacto e reverteu a popularidade derrubada pelas enchentes.

"Kassab não cumpriu suas promessas e, agora, vai tentar maquiar a cidade e enganar o eleitor paulistano", diz o presidente municipal do PT, Antonio Donato.

Levantamento do Movimento Nossa São Paulo com base em dados oficiais mostra que, das 223 metas propostas para a cidade até 2012, só 35 foram cumpridas. "Há uma corrida para acelerar projetos e anunciar medidas que não são prioridade", avalia o coordenador executivo da ONG, Maurício Broinizi.

Para o vereador tucano Floriano Pesaro, "o tempo joga contra eventual uso eleitoral dos projetos". "Não dá tempo para isso."

PACOTE DE BONDADES PRÉ-ELEITORAL

Proteção ao Pedestre
Em busca de marca no segundo mandato, Kassab lançou campanha de defesa dos transeuntes

Bolsa Creche
Kassab encampou o projeto do PT que prevê bolsa de R$ 272 a mães cujos filhos não têm vaga em creches da rede pública

Inspeção Veicular
Passa de R$ 61,98 para R$ 49,30

Projeto Florir
Investimento de R$ 16 milhões para revitalizar 594 praças

Corrupção
Ação contra construtoras que causaram desvios de R$ 50 mi

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ignorar aviso de “não alimente os animais” faz mal a saúde

Do Eco4Planet, a partir de uma notícia do G1:

pássaro kookaburra obeso devido a alimentação inadequada, na Austrália - Tim Wimborne/Reuters
pássaro da espécie kookaburra, obeso devido a alimentação inadequada
Foto de Tim Wimborne/Reuters
Sabe quando parques e zoológicos colocam aquela placa “não alimente os animais”? Há um bom motivo para isso – tentar ser "bonzinho" e alimentá-los torna você mau. Os bichos já possuem uma rigorosa dieta administrada pelas entidades que tomam conta para tudo ficar o mais próximo do seu habitat natural.

Quando isso não acontece, como o caso dessa kookaburra de Sydney, Austrália, o animal pode perder suas características mais importantes. Essa ave, por exemplo, nem voar consegue mais.

O kookaburra, que era de um parque da Austrália, foi constantemente alimentada pelos visitantes com salsichas (vina, se você estiver no Paraná). Dessa forma o animal chegou ao peso de 565 gramas, cerca de 40% acima do peso normal dessa espécie.

Agora o pássaro-gordinho está se recuperando com uma dieta especial e fazendo exercícios diários para recuperar a forma. Assim que isso acontecer ele será devolvido ao seu habitat natural para seguir a vida com a saúde em dia.

Então lembrem-se: Não alimente os animais.

*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Essa mensagem é muito importante!
Estagiei no Zoológico de São Paulo, e já houve MORTES de animais por alimentos inadequados que os visitantes jogam.

Também trabalhei no Parque Ecológico do Tietê, e ocorria o mesmo problema. Até cerveja eu já vi darem, para um filhote de macaco! Só para rir às custas dele!
Só que, no Parque, os animais ficam soltos, de modo que o risco se estende à saúde das pessoas também! Um macaco ou um quati que aprendeu que pessoas têm comida pode ir atrás delas quando estiver com fome e até morder. Já houve casos de crianças que levaram mordidas por causa disso. E depois a culpa é dos animais...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estupro no exército

Por Luiz Cláudio Cunha em 22/08/2011 no Observatório da Imprensa
O estupro que Amorim herdou de Jobim

Na noite de 19 de maio passado, um soldado de 19 anos fazia a faxina no banheiro do alojamento de um quartel do Exército na cidade gaúcha de Santa Maria, terra natal do então ministro da Defesa, Nelson Jobim. De repente, sem nenhuma razão, foi atacado por outros quatro soldados, que o jogaram na cama e o violentaram várias vezes, em rodízio. Machucado, o jovem foi transferido em sigilo para um hospital militar, onde ficou internado durante oito dias. Só no quinto dia é que a família foi informada da internação, assim mesmo com uma falsa explicação: “Ele sofreu um mal súbito numa atividade interna do quartel”, fantasiou um militar aos pais do recruta.

A investigação interna do Exército corre sob sigilo militar, após a denúncia de um sargento sobre a violência sexual. Ninguém foi preso, já que não houve flagrante, e o inquérito já foi prorrogado, ampliando para três meses o mistério sobre o caso. O general Sérgio Westphalen Etchegoyen, responsável pela investigação, diz que a vítima foi isolada e mantida sob guarda pelo temor de que tentasse o suicídio. A mãe do jovem foi ameaçada de prisão, dentro do hospital, sob suposta “insubordinação contra autoridade militares”. Ainda na cama do hospital, o violentado ouviu o aviso de um soldado que fazia a guarda no seu quarto: “Tu vai se ferrar”.

O inquérito militar, segundo a família, deve concluir que tudo não passou de uma “luta corporal de brincadeira entre os rapazes”, complementando a divertida versão preliminar do Exército de “sexo consensual” do jovem, embora manietado por outros quatro soldados.

“Novas diligências”

Esta história escabrosa foi revelada com exclusividade, no final de maio, pelo Sul21, um site de Porto Alegre que escalou um repórter persistente, Igor Natusch, para acompanhar com destemor o caso. Estranhamente, ninguém mais da imprensa se interessou por este fato de inusitada violência cometida dentro de um quartel do Exército, em pleno regime democrático. O então ministro Nelson Jobim, procurado com insistência, não deu um pio, reforçando sua confissão de que vê os jornalistas como “idiotas sem modéstia”.

A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, ficou chocada ao ser informada pelo repórter, no final de maio: “Isso é um crime comum, que deve ser tratado pela Justiça comum. O Código Penal Brasileiro já não concebe mais a ideia de ‘atentado violento ao pudor’. Todo crime sexual é conformado como estupro. A existência da figura do ‘atentado violento ao pudor’ no Código Militar demonstra um imenso equívoco no ordenamento jurídico brasileiro. Vou conversar com o Comando do Exército”.

Se Maria do Rosário conversou, ninguém sabe, ninguém viu.

Em Brasília, o crime foi empurrado para debaixo do edredom.

Em Porto Alegre, a Assembléia Legislativa gaúcha foi mais corajosa. “O Exército precisa responder à sociedade sobre o que aconteceu”, disse o deputado estadual Miki Breier (PSB), presidente da Comissão de Direitos Humanos. “Não é um caso de mau comportamento. É um fato gravíssimo, que pode manchar a imagem de uma instituição muito importante. Não pode ficar restrito ao foro interno do Exército”. O deputado Jeferson Fernandes (PT), enviado a Santa Maria pela comissão, conseguiu vencer o bloqueio em torno do jovem e conversar com ele. Voltou de lá ainda mais preocupado, ao ouvir sua resposta para a alegada tentação ao suicídio: “É o que eu mais penso, todos os dias”, confessou o recruta ao parlamentar, segundo relato do Sul21.

Apesar da solitária insistência do repórter Igor Natusch, a investigação militar patina, apostando na falta de reação popular e na indulgente memória coletiva. No final de julho, o Ministério Público Militar devolveu o inquérito sobre o estupro de Santa Maria à Justiça Militar, a pretexto de novas diligências, desta vez num celular apreendido que traria cenas de vídeo da violação. Não se sabe, até agora, quais os novos prazos para apresentar a conclusão das investigações.

Crime covarde

A baixa repercussão e a restrição de informações sobre o crime praticado no sul, dentro de um quartel, é um grave sintoma deste Brasil covarde: um país que não tem coragem de confrontar os crimes militares do presente não terá, jamais, força moral para resgatar os crimes militares do passado, como as torturas e violências (muitas sexuais) praticadas na longa ditadura de 21 anos instalada em 1964. O caso sigiloso, inconcluso e vergonhoso de Santa Maria é uma herança maldita que Nelson Jobim legou, sem dó nem consciência, ao seu sucessor Celso Amorim.

É um constrangimento – mais um – para a presidente Dilma Rousseff justamente quando o Ministério da Justiça abre em Brasília, a partir de segunda-feira (22), a ‘Semana da Anistia’, embalada por um lema inspirador: “Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”.

O bravo site do sul e seu corajoso repórter estão fazendo a sua parte para que não se esqueça o covarde crime do quartel de Santa Maria.

Já os governantes civis e comandantes militares não mostraram, até agora, o que fazem para que ele nunca mais aconteça.