sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos namorados

Kissez, um blog só com fotos de beijos.

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Feliz dia dos namorados!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Nova York

Faz um tempo que não escrevo, e ainda não abordei um dos temas que estão na descrição do blog: viagens!

Resolvi dar um tempo nas postagens sobre o meio ambiente (mas, se você ainda não assinou, o abaixo-assinado contra a proposta absurda de mudança no Código Florestal encontra-se aqui).
Hoje vou falar de uma viagem que ainda não fiz: em setembro, devo passar dois dias na cidade de Nova York, e talvez o meu planejamento e as minhas pesquisas sejam úteis para outras pessoas pensando em ir para lá também.

mapa de Manhattan - Nova York
Mapa de Manhattan

Nova York é composta por 5 áreas (boroughs), cada uma com vários bairros: Manhattan, Brooklyn, Bronx, Queens e Staten Island.
Como terei pouco tempo de passeio, vou concentrar a visita a Manhattan.

É muito difícil encontrar hospedagem barata em Nova York. Vários impostos e taxas aumentam o preço das diárias - quando for fazer uma reserva, preste atenção se o preço já inclui as taxas, para não ter uma surpresa!
Estou pensando em me hospedar no albergue da Hostelling International (HI). Ele fica localizado no norte do Upper West Side (a oeste do Central Park). Apesar de ser grande, é bastante elogiado por pessoas que já se hospedaram lá, tem passeios organizados, lanchonete, e fica próximo ao metrô e ao Central Park.
Alguns sites que eu gosto de consultar para ver as opiniões dos viajantes a respeito dos albergues e pousadas são o Hostelz, o HostelBookers e o HostelWorld. Os dois últimos têm versões em português.
Para quem nunca se hospedou em albergues, eu recomendo escolher um da associação HI, pois eles têm um padrão de qualidade a seguir. Eles costumam ser maiores e mais impessoais do que os albergues independentes (que podem ser muito mais marcantes e melhores para fazer amizades), mas a qualidade destes pode variar muito.


Voltando a Nova York...

Dá para transitar pelos cinco boroughs utilizando o metrô. Porém, enquanto várias linhas fazem o trajeto Norte-Sul, poucas cruzam a cidade em sentido Leste-Oeste.
Ônibus resolvem este problema. Em Manhattan, os ônibus começam com M. No Queens, começam com Q, e assim por diante.
Para passear bastante, compensa comprar o Metrocard, que é válido nos dois transportes.

Ah, há dois tipos de trens no metrô: locais (param em todas as estações) e expressos (mais rápidos, param em menos estações). Os mapas do metrô indicam as paradas distintas (é bom prestar atenção ao tipo da parada próxima a onde você está hospedado. O albergue da HI, por exemplo, fica perto de uma estação onde só param trens locais).


O itinerário que planejei é o seguinte:

Primeiro dia:
- Após deixar a mochila no albergue, pegar o metrô lá para a ponta Sul da ilha.
- Ferry p/ Staten Island pra ver a Estátua da Liberdade (é de graça e o trajeto ida e volta leva menos de uma hora. Se você quiser ir até a estátua e subir nela, vai ter que pagar e reservar metade do dia para enfrentar as filas)
- Wall Street (dá pra ir andando)
- South Street Seaport (parece que tem um ônibus gratuito entre Wall Street e esse porto, onde fica o Pier 17, que foi transformado em uma espécie de shopping center descolado com uma bela vista da cidade e da ponte do Brooklyn. Lá também tem um guichê da TKTS, onde dá para comprar ingressos para shows da Broadway no dia por preços mais em conta - mas nem sempre sobram ingressos para os shows mais famosos)
- Pegar o metrô até o Brooklyn e voltar caminhando pela ponte (dizem que é uma vista maravilhosa)
No Brooklyn, pertinho da ponte, tem uma pizzaria chamada Grimaldi's que algumas pessoas consideram a melhor pizza da cidade, talvez eu almoce lá. Nos finais de semana, entretanto, tem filas quilométricas e risco de uma hora de espera.
- Caminhar pelos arredores da Quinta Avenida (onde estão diversas atrações, como o Empire State, a Biblioteca Pública, a estação Grand Central, e muitas lojas caras)
- Talvez subir no Top of the Rock, no Rockfeller Center (custa por volta de 20 dólares, o mesmo preço do Empire State, mas a vista é mais bonita - dá para ver o Empire State e o Central Park - e tem menos filas e multidões)
- Times Square e, talvez, um show na Broadway

Ponte do Brooklyn (Flickr)

Segundo dia:
- Riverside Park (parque à beira do rio Hudson, perto do albergue, onde há uma marina)
- Museu de História Natural
- The Dakota (prédio em frente ao Central Park onde morou John Lennon, e onde ele foi assassinado. Yoko Ono ainda mora lá).
- Central Park (piquenique!)
- caminhar pelos bairros de Greenwich Village, TriBeCa e Soho
- (a depender do horário) Columbia University e Catedral St John the Divine (são próximas do albergue; esta catedral, ainda em construção, é a maior catedral gótica do mundo)
- (a depender do preço e se eu tiver companhia) Apollo Theater, no Harlem (é dia de Amateur Nights)

Compras
Como meu tempo e dinheiro são limitados, não pretendo comprar nada. Mas sei que muitas pessoas vão a Nova York para fazer compras, então aqui estão algumas lojas e sites que podem interessar:
- Imortalizada no filme Bonequinha de Luxo, a loja de jóias Tiffany's (Tiffany & Co.) fica na Quinta Avenida. Não é para o bolso de qualquer um!
- A Macy's (cenário do filme de natal Milagre na Rua 34) fica... surpresa! Na rua 34 (o Empire State fica na esquina da 34 com a Quinta Avenida). É a maior loja de departamentos do mundo.
- Para comprar bolsas genéricas (iguaizinhas às de grife), o local é Chinatown.
- Brinquedos: a FAO Schwartz (onde Tom Hanks toca um piano com os pés em Quero Ser Grande) e a American Girl Palace (bonecas e tudo para e relacionado a bonecas, para enlouquecer as meninas) ficam na Quinta Avenida, e a Toys R´Us (que tem até um tiranossauro dentro) fica na Broadway, perto da Times Square. As três lojas são imeeensas.
- Outlet: o mais famoso é o Woodbury, que fica a 50min. de Manhattan e vende de roupas a eletrônicos. Tem vários tours que levam gente para lá, alguns específicos para brasileiros.
- Jack’s World ([quase] tudo por 99 cents, até comida)
- Foto e vídeo: a BH é o lugar! Dá até para comprar pela internet, tem site em português e uma linha de telefone especial para atender brasileiros. A loja fecha aos sábados, segundo os costumes judaicos.
- Este site tem uma lista enorme de lojas.

"Comidas" típicas
comidas típicas de Nova York Já citei a pizzaria Grimaldi's, que dizem ser a melhor pizzaria da cidade.
Típico de Nova York é, também, o bagel, um pãozinho em forma de rosca, e um dos locais mais recomendados para experimentar chama-se H & H Bagels (fica na 80th Street com a Broadway, no Upper West Side). Dizem que na lanchonete do albergue também são muito bons.
Cachorro-quente é outra comida associada a Nova York. Lá eles são servidos simples, so pão e salsicha com mostarda e talvez um ou outro molho a mais. Além de serem vendidos em carrinhos espalhados por toda a cidade, alguns dos mais famosos são o do Nathan's e o do Gray's Papaya (com vários endereços).
Por fim, segundo pesquisei por sites e blogs, o cheesecake considerado o melhor parece ser o servido na padaria Two Little Red Hens ("duas galinhazinhas vermelhas"), no Upper East Side (dá para ir andando da região dos museus, perto do Central Park, até lá).

Outras informações úteis
- Em setembro, o fuso horário em Nova York é uma hora a menos em relação a Brasília, pois eles estão em horário de verão. Em outras épocas pode ser duas ou três horas a menos.
- O vôo entre São Paulo e Nova York dura umas 9 horas.
- O Consulado Brasileiro fica na Avenida das Américas (Sexta Avenida), número 1185, 21 andar, cep 10036-2601. Tel: 917 777 7777 | fax: 212 827 0225 | email: consulado@brazilny.org
- O horário comercial geralmente vai das 9 às 17hs, e a hora do rush (quando se deve procurar evitar o transporte público) vai das 8 às 10hs, das 11h30 às 13h30 e das 16h30 às 18h30.
- Devido à segurança reforçada, os aeroportos estão recomendando chegar com 3 horas de antecedência para vôos locais e de 4 horas para os internacionais.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Patch Adams fala

Em novembro de 2007, o médico americano Patch Adams deu uma entrevista no programa Roda Viva, na TV Cultura.
Patch se considera um ativista social e há 40 anos luta para mudar a medicina. Ele é fundador do Instituto Gesundheit, hospital onde o tratamento é gratuito. Suas ações inspiraram a ONG Doutores da Alegria, que auxilia a recuperação de crianças em hospitais por meio do bom humor.
Você provavelmente ouviu falar dele após o filme inspirado em sua vida, de 1998, protagonizado por Robin Williams.

Robin Williams (Patch Adams)
Patch Adams
Na entrevista, em 10 partes no YouTube (com legendas em português), Patch critica o filme, o governo americano, as indústrias de medicamentos e pessoas que não agem para melhorar o mundo.
O programa foi um comentário inteligente e mordaz após o outro.

Quer você tenha gostado do filme, quer não tenha gostado, quer nem tenha assistido, vale *muito* a pena ver esta entrevista.
Patch é uma pessoa maravilhosa e inspiradora.


Parte 1: Patch Adams fala sobre o filme


Parte 2: sobre os hospitais


Parte 3: sobre o depoimento do entrevistador


Parte 4: Patch Adams responde pergunta formulada por Wellington Nogueira dos Doutores da Alegria, e faz uma crítica ao próprio programa


Parte 5: sobre saúde mental


Parte 6: sobre ser americano


Parte 7: sobre cura, qualidade de vida e pensamento positivo


Parte 8: sobre indústria farmacêutica


Parte 9: sobre sua trajetória


Parte 10 (final): sobre seu modo de vestir

Vazamento de petróleo pode continuar por meses

O vídeo abaixo mostra imagens ao vivo do vazamento e das tentativas de contenção realizadas pela BP

Watch live streaming video from wkrg_oil_spill at livestream.com


Quinta-feira (27 de maio), as notícias eram otimistas.
Parecia que a operação “top kill” da BP, que consistiu em bombear fluidos pesados, lodo e cimento no tubo de onde o petróleo está vazando, estava sendo um sucesso.

Entretanto, no último sábado (29/05), a BP admitiu que a operação fracassou, assim como as anteriores.
O plano de instalação de uma cúpula também falhou, devido a cristais de gelo que impediram sua colocação, e a utilização de um tubo para capturar o petróleo que vaza do poço também não funcionou.
Neste sábado, a BP também começou a jogar uma mistura de bolas de golfe velhas, pedaços de pneus e cordas no poço de petróleo rompido, tentando entupi-lo.

O vazamento, a 1500m de profundidade, já dura mais de 40 dias e está despejando por volta de 20 mil galões de petróleo no mar diariamente.
O presidente Barack Obama prometeu na sexta-feira (29) triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de contenção do vazamento, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.

A nova operação da BP para conter o vazamento, já iniciada, é arriscada.
Ela envolve a remoção de um tubo de perfuração quebrado, a instalação de um sifão na válvula existente para conduzir o petróleo para a superfície, e a colocação de uma tampa no poço.

A retirada do tubo poderá provocar um fluxo mais violento de petróleo. Segundo Carol Browner, consultora de energia e mudanças climáticas da Casa Branca, o fluxo de petróleo poderá aumentar em 20% antes que a nova tampa seja colocada sobre o poço.

Os funcionários da BP afirmaram que o procedimento poderia demorar até uma semana para ser realizado, e que não podem garantir que o método, nunca utilizado em profundidades tão grandes, terá sucesso.

Apesar dessa nova tentativa, cresce a impressão de que a maré negra continuará até o mês de agosto, data em que deverão ficar prontas duas tubulações de drenagem que a BP está escavando próximo ao local do vazamento. Browner reconhece que é muito possível que o petróleo "continue saindo do poço até agosto e (até) a construção de poços secundários".


As conseqüências do derramamento de petróleo ainda podem apenas ser imaginadas, mas alguns efeitos já se tornam evidentes.

22 golfinhos e quase 40 tartarugas já foram encontrados mortos na zona de derramamento. Ainda não foi confirmado que a causa das mortes foi o petróleo, mas o próprio Departamento de Pesca dos Estados Unidos lançou um guia sobre os efeitos que o derramamento pode ter sobre mamíferos aquáticos.

Cientistas afirmam ter encontrado pelo menos duas enormes manchas submarinas do que parece ser petróleo, a centenas de metros de profundidade e estendendo-se por quilômetros.
A BP nega que haja evidências de manchas submarinas, afirmando que o petróleo sempre tende a flutuar, mas segundo pesquisadores o petróleo dissolveu-se na água, possivelmente como resultado dos dispersantes químicos usados no combate ao derramamento.

Estima-se que mais de 3 milhões de litros de dispersantes já tenham sido despejados nas águas do Golfo do México, e seus efeitos para a vida marinha são desconhecidos.
A agência ambiental americana, EPA, exige que a BP mude os produtos químicos que vinham sendo usados.


"Parece que as futuras gerações conhecerão o Golfo como o “Mar Negro”. Marco da incompetência de uma empresa pretensiosa, do descaso com as questões ambientais, e de uma sociedade sedenta pelo lucro e pela exploração criminosa dos recursos naturais", afirma Mikael Freitas, da Campanha de Oceanos do Greenpeace no Brasil.

derramamento de petróleo
Como os ecossistemas reagem a desastres com o o do Golfo do México (Revista Época)

Fontes:
Estadão
BBC Brasil
Google Notícias
Greenpeace

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Código Florestal

[entenda mais aqui, uma postagem mais recente e mais informativa]

Amanhã (01/06) será apresentada uma proposta de mudança no Código Florestal brasileiro que reduz a proteção das nossas florestas e dos nossos rios.
Proteste: assine os abaixo-assinados na AVAAZ e no Greenpeace!

A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta.
Ela abriga metade das espécies terrestres do planeta (pelo menos 5 mil espécies de árvores, mais de trezentas espécies de mamíferos, mais de 1.300 espécies de pássaros e milhões de insetos) e a maior bacia hidrográfica do mundo.
Além de garantir a sobrevivência da flora, fauna e seres humanos que a habitam (incluindo aqui centenas de povos indígenas), a Amazônia tem uma relevância que vai além de suas fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Além disso, sua cobertura vegetal estoca cerca de 100 bilhões de toneladas de carbono.

O ritmo de destruição, infelizmente, também é imenso.
Da chegada dos portugueses ao Brasil até 1970, o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá (apenas 40 anos), o número saltou para 17% – uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo!
Boa parte desse desmatamento decorre da extração de madeira e da agropecuária.

desmatamento da Amazônia
Desmatamento na Amazônia entre 2000 e 2005.
(retirado do site do governo do Pará)

Segundo um relatório chamado "Assessment of the Risk of Amazon Dieback", conduzido pelo Banco Mundial, a ação conjunta do desmatamento, mudanças climáticas e queimadas pode levar à perda de cerca de 75% da floresta até 2025, e em 2075, só restariam 5% de florestas no leste da Amazônia. ("Desmatamento pode acabar com 95% da Amazônia até 2075")
Assustador.

Mas a legislação brasileira conta com uma arma que, se devidamente implementada, pode mudar este quadro. É o Código Florestal Brasileiro, considerado uma das mais avançadas legislações ambientais do mundo. E é de 1965!

Porém, o Código Florestal core perigo.
Várias propostas de revogar a lei de 1965, e substitui-la por uma lei mais branda, flexível e adequada aos interesses do agronegócio, tramitam na Câmara.
Uma delas é a que será apresentada amanhã pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), apoiado por uma maioria de ruralistas. Algumas das mudanças incluem a redução da área de Reserva Legal e das APPs, anistia a crimes ambientais e transferência da lesgislação ambiental para controle estatal, removendo o controle federal.

Sérgio Leitão, diretor do Greenpeace, "comenta": "É uma questão muito simples: bioma respeita limite geográfico?".

Retirado da notícia do Greenpeace:
"Por que os ruralistas têm se mostrado tão diligentes em seus ataques recentes ao Código Florestal se durante mais de meio século eles simplesmente ignoraram sua existência?
A explicação é simples.
Para início de conversa, a capacidade de monitorar o cumprimento da legislação no campo, por imagens de satélite, aumentou sensivelmente na última década e revelou o que de certo modo todo mundo, governo inclusive, já sabia: é raro achar, no Brasil, um fazendeiro que siga à risca o que manda o Código Florestal em termos de preservação de matas nativa e ciliar em suas propriedades.
Além da capacidade de monitorar, o governo federal também adotou, de alguns anos para cá, medidas que reforçaram sua capacidade de fazer cumprir o que manda o código.
Duas delas merecem atenção especial. Uma é o decreto 3545, aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em julho de 2008, determinando que fazendeiros que não tivessem seu passivo ambiental regularizado ficariam impedidos de obter financiamento bancário. A outra é uma Medida Provisória que deveria ter entrado em vigor em dezembro passado (mas foi adiada por dois anos) que obrigava fazendas a declarar oficialmente seu passivo ambiental e registrar como pretendiam resolvê-lo."


Jean Paul Metzger, professor da USP, comenta a proposta em entrevista: "A mudança do Código Florestal será a pior coisa que pode acontecer ao Brasil."

No dia 03/05, O Greenpeace, o WWF Brasil e a SOS Mata Atlântica promoveram o seminário "O Código Florestal: preservado: condição para o desenvolvimento brasileiro".

Na apresentação de Carlos Alberto Scaramuzza, superintendente de conservação do WWF Brasil, ele comentou que um dos mitos em relação ao Código Florestal é de que sua aplicação inviabilizaria a agricultura.
Os resultados da “Análise do impacto da aplicação do Código Florestal em municípios de alta produção agrícola” demonstram exatamente o contrário. A pesquisa da WWF focou cinco cidades cuja economia é baseada na agricultura e mostrou que a preservação das áreas de proteção permanente (APP) não impediram a produção agrícola eficiente nesses locais.
A conclusão a que se chegou é que a implementação do Código Florestal atual teria um impacto irrisório (cerca de 1,5%) na produção agrícola.

O cientista Gerd Sparovek, da Esalq, mostrou um levantamento inédito sobre terras agricultáveis no Brasil, segundo o qual o desmatamento zero é viável, pois a produção agropecuária não depende de desmatamento para aumentar a produção.
Há também possibilidade de expansão da agricultura sobre 60 milhões de hectares de pastagens extensivas, que tem baixa produtividade. Há terra fértil suficiente somente nas áreas de pasto para dobrar a atual produção de grãos no Brasil.
A pesquisa também demonstra que existe um déficit de APPs e reserva legal em várias regiões, mas que os terrenos já modificados são mais que suficientes para garantir o crescimento do agronegócio nacional.

Também fizeram apresentações no seminário , entre outros:
- O analista da Procuradoria Geral da República Anthony Brandão, professor da UnB, que afirmou que o Código Florestal em si não é um problema, mas que o governo falha em implementá-lo e fiscalizar sua aplicação.
- Gilvan Sampaio, cientista do Inpe, que mostrou os impactos negativos do desmatamento da floresta amazônica em âmbito regional e nacional.
- Luiz Zarref, dirigente da Via Campesina e do MST, e Luiz Carlos Estraviz Rodrigues, professor da Esalq, que destruiram, com exemplos práticos, um dos argumentos normalmente usados pelo deputado Aldo Rebelo para justificar sua intenção de mudar o Código Florestal: que o Código impede o trabalho dos pequenos produtores e a agricultura familiar.
A legislação ambiental não impede a utilização das áreas preservadas para obtenção de renda. Em 2008, o setor florestal, com extrativismo correto, gerou R$ 3,9 bilhões. Os produtores familiares podem, na realidade, se beneficiar do manejo correto de reservas legais e APPs.

Os vídeos do seminário estão disponíveis no site do Greenpeace


O Greenpeace e uma iniciativa independente no site AVAAZ estão coletando assinaturas contra a proposta de mudança do Código Florestal.
Assine!
AVAAZ
Greenpeace


Imagens da destruição:

desmatamento da Amazôniadesmatamento da Amazônia
Feliz Natal, Mato Grosso, perto da BR-163
(site Ache Tudo e Região)


desmatamento da Amazôniadesmatamento da Amazônia
Município de Querência, na região norte do Mato Grosso
(site Ache Tudo e Região)


Daniel Beltra - criação de gadoDaniel Beltra - desmatamento da Amazônia
Esquerda: Mato Grosso, agosto de 2008. Direita: Santarém (PA), março de 2006.
Fotos de Daniel Beltra-Greenpeace/Divulgação


Veja o site do Greenpeace para mais informações, e para possíveis soluções a esse problema.

Observação: a reforma no Código Florestal não terá impacto apenas na Amazônia, mas em todos os biomas brasileiros, e é uma ameaça à água que você bebe, à sua alimentação e à sua energia elétrica. Entenda o porquê.