Curta-metragem que mostra como até (pessoas?) pacíficas e boazinhas como o Pateta se transformam dentro de um carro.
O vídeo tem uns 60 anos, mas bem que poderia ter sido feito hoje.
Você é um pateta no trânsito?
Esse mundo só de patetas me lembra Quero Ser John Malkovich!
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Caos no transporte II - soluções #fail
Esta postagem baseia-se na reportagem Retrocesso em Vias Rápidas, de Rodrigo Martins, publicada na edição 632 da revista Carta Capital.

A reportagem refere-se ao projeto da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para reduzir os congestionamentos na cidade de São Paulo (que batem recordes quase que diariamente): alargamento de avenidas e criação de vias expressas e anéis (como o Rodoanel).
Essas medidas terão um alto custo (ainda não definido) e, o mais importante, o efeito de melhora no trânsito não vai durar mais que alguns meses!
Lembram do ano passado, quando foi inaugurada a ampliação da Marginal Tietê?
A CET comemorou uma redução de 44% nos pontos de lentidão. Mas o mesmo estudo já indicava um aumento de 30 mil carros na via por dia!
Hoje, a marginal já está parada de novo.
Além disso, as margens do rio Tietê ficam cada vez mais impermeabilizadas, e as enchentes aumentam.
(e temos que ouvir Aldo Rebelo dizer, como argumento a favor da mudança no Código Florestal, que se é para proteger os rios não deveria existir a Marginal. Não deveria, mesmo! É só olhar para o que acontece com a Marginal e termos um ótimo argumento a favor do Código Florestal atual – e de um aumento na rigidez de sua aplicação!)
Enquanto isso, nada de investimento em meios de transporte alternativos, como a bicicleta e o transporte coletivo. E o preço do transporte público só aumenta (mas a qualidade, não).
Depois de receber críticas pelo aumento na passagem de ônibus (e agora já aumentaram também o metrô e a CPTM!), o prefeito Kassab (DEM) afirmou que retomaria a construção de corredores de ônibus (que foi iniciada na prefeitura da Marta Suplicy (PT) e, depois da mudança de governo, ficou praticamente paralisada). No entanto, as obras – se é que vão acontecer – só começariam em 2012 (promessa para as próximas eleições??).
A reportagem da Carta Capital lembra que, quatro anos atrás, o prefeito já havia prometido cinco pistas exclusivas para ônibus em grandes avenidas, e nenhuma saiu do papel. Além disso, a prefeitura prometeu investir R$ 1 bilhão até 2012, e só um quarto desse valor foi investido nos últimos dois anos.
O projeto da CET vai na contramão da tendência mundial.
Segundo o urbanista Nazareno Affonso, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), “enquanto as grandes cidades do mundo, mesmo nos EUA, que sempre cultuaram os carros, discutem soluções como corredores de ônibus de alto desempenho trens de superfície e ampliação do metrô, causa estranheza que São Paulo volte a investir num modelo baseado no transporte individual. Ao dar mais espaço aos carros, a prefeitura estimula o seu uso. Com o crescimento da frota de veículos, os benefícios gerados para o trânsito serão superados em pouco tempo. Essa é apenas uma via mais rápida para congestionar a cidade ainda mais. Estamos mexicanizando nosso trânsito. Em breve, a paralisia não ficará restrita às horas de pico. Haverá lentidão durante todo o dia, a qualquer hora, como acontece na Cidade do México.”
E essas grandes obras também contribuem para a degradação da cidade. Quando as ruas são feitas para os carros, elas não atraem pessoas; tudo vira apenas lugar de passagem. O urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis, comenta que “muitas dessas avenidas expressas cortam bairros ao meio, dificultam a circulação das pessoas que vivem na região, degradam todo o entorno.”
O exemplo mais óbvio é o “Minhocão” (Elevado Costa e Silva), na região central.
O cruzamento da Ipiranga com a Avenida São João de que fala a música de Caetano não é mais o mesmo. A obra e o grande tráfego causam poluição visual, sonora e do ar. O local foi ficando abandonado e foi ocupado por moradores de rua e usuários de drogas.
O prefeito anunciou, no ano passado, que a obra deve ser demolida. Mas isso não deve acontecer antes de 2025!
A cada dia, mais de 800 carros novos entram em circulação na capital.
Ter um carro é prioridade para muita gente. A pessoa pode ficar devendo o aluguel, pode morar mal, mas tem que comprar um carro. E isso acontece porque a questão da praticidade se mistura com uma questão de status (ônibus, essa coisa terrivelmente desconfortável e pouco prática – porque demora, atrasa... – é para quem não tem dinheiro para ter um carro).
Isso resulta em uma média de um carro para cada dois habitantes da cidade.
A maioria dos carros em circulação tem apenas um ocupante. Um ônibus ocupa espaço equivalente a três carros, mas pode levar mais de 60 pessoas.

O carro representa uma ilusão de liberdade e de praticidade. A publicidade de automóveis investe em duas imagens: ter um carro traz status (lembram da propaganda dos executivos se perguntando “onde você quer estar daqui a cinco anos”?) e liberdade (montanhas de propagandas com carros correndo em estradas, ou fora delas).
(Com os dois raciocínios, quanto maior e mais poderoso o carro, melhor – por uma triste coincidência, quanto maior e mais poderoso o carro, mais ele polui e mais espaço ele ocupa nas ruas também.)
Porém, o que vemos na prática é que ter um carro significa mais estresse por causa do trânsito e mais danos à saúde por causa da poluição (que, segundo dados de 2005, mata indiretamente 8 pessoas e provoca 1 aborto por dia na cidade de São Paulo!).
Este é o ar que a gente respira!
Na Europa, não se precisa de carro para se locomover na maioria das cidades (em Paris, por exemplo, não é necessário caminhar mas que uns poucos quarteirões para encontrar uma estação de metrô) nem entre as cidades (graças à ótima malha ferroviária). O uso de bicicletas também já faz parte da cultura em muitos lugares.
A população se preocupa em resolver seus problemas individuais, sem pensar coletivamente.
A prefeitura só se preocupa em mostrar aos motoristas que está fazendo alguma coisa por eles para receber votos nas próximas eleições, investindo em medidas que só funcionarão num curto prazo.
As perguntas têm que ser outras.
Por que se gasta tanto dinheiro para ampliar a circulação de carros, quando podemos investir em formas melhores de transporte?
Como é a cidade onde você gostaria de estar vivendo daqui a cinco anos?
E o que podemos fazer para chegar lá?

A reportagem refere-se ao projeto da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para reduzir os congestionamentos na cidade de São Paulo (que batem recordes quase que diariamente): alargamento de avenidas e criação de vias expressas e anéis (como o Rodoanel).
Essas medidas terão um alto custo (ainda não definido) e, o mais importante, o efeito de melhora no trânsito não vai durar mais que alguns meses!
Lembram do ano passado, quando foi inaugurada a ampliação da Marginal Tietê?
A CET comemorou uma redução de 44% nos pontos de lentidão. Mas o mesmo estudo já indicava um aumento de 30 mil carros na via por dia!
Hoje, a marginal já está parada de novo.
Além disso, as margens do rio Tietê ficam cada vez mais impermeabilizadas, e as enchentes aumentam.
(e temos que ouvir Aldo Rebelo dizer, como argumento a favor da mudança no Código Florestal, que se é para proteger os rios não deveria existir a Marginal. Não deveria, mesmo! É só olhar para o que acontece com a Marginal e termos um ótimo argumento a favor do Código Florestal atual – e de um aumento na rigidez de sua aplicação!)
Enquanto isso, nada de investimento em meios de transporte alternativos, como a bicicleta e o transporte coletivo. E o preço do transporte público só aumenta (mas a qualidade, não).
Depois de receber críticas pelo aumento na passagem de ônibus (e agora já aumentaram também o metrô e a CPTM!), o prefeito Kassab (DEM) afirmou que retomaria a construção de corredores de ônibus (que foi iniciada na prefeitura da Marta Suplicy (PT) e, depois da mudança de governo, ficou praticamente paralisada). No entanto, as obras – se é que vão acontecer – só começariam em 2012 (promessa para as próximas eleições??).
A reportagem da Carta Capital lembra que, quatro anos atrás, o prefeito já havia prometido cinco pistas exclusivas para ônibus em grandes avenidas, e nenhuma saiu do papel. Além disso, a prefeitura prometeu investir R$ 1 bilhão até 2012, e só um quarto desse valor foi investido nos últimos dois anos.
O projeto da CET vai na contramão da tendência mundial.
Segundo o urbanista Nazareno Affonso, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), “enquanto as grandes cidades do mundo, mesmo nos EUA, que sempre cultuaram os carros, discutem soluções como corredores de ônibus de alto desempenho trens de superfície e ampliação do metrô, causa estranheza que São Paulo volte a investir num modelo baseado no transporte individual. Ao dar mais espaço aos carros, a prefeitura estimula o seu uso. Com o crescimento da frota de veículos, os benefícios gerados para o trânsito serão superados em pouco tempo. Essa é apenas uma via mais rápida para congestionar a cidade ainda mais. Estamos mexicanizando nosso trânsito. Em breve, a paralisia não ficará restrita às horas de pico. Haverá lentidão durante todo o dia, a qualquer hora, como acontece na Cidade do México.”
E essas grandes obras também contribuem para a degradação da cidade. Quando as ruas são feitas para os carros, elas não atraem pessoas; tudo vira apenas lugar de passagem. O urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis, comenta que “muitas dessas avenidas expressas cortam bairros ao meio, dificultam a circulação das pessoas que vivem na região, degradam todo o entorno.”O exemplo mais óbvio é o “Minhocão” (Elevado Costa e Silva), na região central.
O cruzamento da Ipiranga com a Avenida São João de que fala a música de Caetano não é mais o mesmo. A obra e o grande tráfego causam poluição visual, sonora e do ar. O local foi ficando abandonado e foi ocupado por moradores de rua e usuários de drogas.
O prefeito anunciou, no ano passado, que a obra deve ser demolida. Mas isso não deve acontecer antes de 2025!
A cada dia, mais de 800 carros novos entram em circulação na capital.
Ter um carro é prioridade para muita gente. A pessoa pode ficar devendo o aluguel, pode morar mal, mas tem que comprar um carro. E isso acontece porque a questão da praticidade se mistura com uma questão de status (ônibus, essa coisa terrivelmente desconfortável e pouco prática – porque demora, atrasa... – é para quem não tem dinheiro para ter um carro).
Isso resulta em uma média de um carro para cada dois habitantes da cidade.
A maioria dos carros em circulação tem apenas um ocupante. Um ônibus ocupa espaço equivalente a três carros, mas pode levar mais de 60 pessoas.

O carro representa uma ilusão de liberdade e de praticidade. A publicidade de automóveis investe em duas imagens: ter um carro traz status (lembram da propaganda dos executivos se perguntando “onde você quer estar daqui a cinco anos”?) e liberdade (montanhas de propagandas com carros correndo em estradas, ou fora delas).(Com os dois raciocínios, quanto maior e mais poderoso o carro, melhor – por uma triste coincidência, quanto maior e mais poderoso o carro, mais ele polui e mais espaço ele ocupa nas ruas também.)
Porém, o que vemos na prática é que ter um carro significa mais estresse por causa do trânsito e mais danos à saúde por causa da poluição (que, segundo dados de 2005, mata indiretamente 8 pessoas e provoca 1 aborto por dia na cidade de São Paulo!).
Na Europa, não se precisa de carro para se locomover na maioria das cidades (em Paris, por exemplo, não é necessário caminhar mas que uns poucos quarteirões para encontrar uma estação de metrô) nem entre as cidades (graças à ótima malha ferroviária). O uso de bicicletas também já faz parte da cultura em muitos lugares.
A população se preocupa em resolver seus problemas individuais, sem pensar coletivamente.
A prefeitura só se preocupa em mostrar aos motoristas que está fazendo alguma coisa por eles para receber votos nas próximas eleições, investindo em medidas que só funcionarão num curto prazo.
As perguntas têm que ser outras.
Por que se gasta tanto dinheiro para ampliar a circulação de carros, quando podemos investir em formas melhores de transporte?
Como é a cidade onde você gostaria de estar vivendo daqui a cinco anos?
E o que podemos fazer para chegar lá?
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Caos no transporte I – que tal começar por uma solução?
Que o transporte é um problema no nosso país, acho que quase todo mundo sabe. Talvez com exceção de uns poucos que andam de helicóptero. Imagino que boa parte dos meus leitores estejam cansados de pegar trânsito, de ter problemas respiratórios por causa da poluição, de conviver com buzinas e motoristas nervosos que ultrapassam pela contramão, xingam, viram sem dar seta, e se batem no seu carro ou te atropelam acham que a culpa é sua.Acho que o trânsito é o maior fator de estresse nas cidades brasileiras. Em São Paulo, acredita-se que ele vá parar completamente a qualquer momento, simplesmente por causa do excesso de carros na rua. E não é para menos: já temos uma média de dois carros por habitante, e a cada dia mais de 800 carros novos entram em circulação.
E o trânsito também reduz nossa qualidade de vida de outra maneira: asma, rinite, sinusite, pneumonia, enfisema, câncer – são todos males que podem ser causados pela poluição. São Paulo é uma das cidades mais poluídas do mundo, e 70% dessa poluição vêm dos meios de transporte. Estima-se que, a cada dia, ocorrem em média oito mortes e um aborto em decorrência da poluição na cidade!
O que fazer?
Bem, a prefeitura de São Paulo parece achar que a solução está nas obras para melhorar o fluxo dos carros, como o alargamento de avenidas e a criação de vias expressas.
E por que ninguém faz nada pelos outros meios de transporte?
Cadê melhorias no transporte público? E as bicicletas, de que tanto se fala?
Ah, foi por isso que eu resolvi escrever esta postagem...
No final do ano passado, li a seguinte reportagem no Estado:Verba de ciclovia em SP é menor do que no discursoe fiquei indignada.
Segundo a reportagem, o investimento previsto pela prefeitura para a infraestrutura cicloviária da cidade, para o ano de 2011 (R$1 milhão e R$1 mil, dos R$ 34,6 bilhões previstos no orçamento) , é insuficiente até para realizar estudos e construir uma ciclovia de comprimento maior que 5 km, e a maior parte do valor (R$1 milhão – quase tudo, na verdade) está previsto para ser utilizado pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pela construção de ciclovias em parques e em áreas de lazer. Apenas o valor simbólico de R$1 mil está previsto para ser gasto com esses projetos na Secretaria de Transportes, responsável pelas obras em avenidas e ruas visando a melhorar a mobilidade urbana.
O valor reservado para as bicicletas é apenas 0,09% do total a ser gasto pela Secretaria de Transportes. Se um terço do dinheiro que a prefeitura gasta com melhorias para o transporte individual fosse usado para o transporte público e outros meios alternativos, viveríamos em outro mundo.
Mais recentemente, descobri que era para termos cerca de 367 km de ciclovias em São Paulo, sendo que 275 eram para serem entregues em 2006 e o resto em 2012. Nenhum quilômetro desse planejamento foi executado. Nenhum.
Infelizmente, e apesar de ser reconhecida como meio de transporte pelo Código de Trânsito Brasileiro, a bicicleta ainda é vista apenas como uma forma de lazer pelo poder público.
Usando a bicicleta, os ciclistas estão investindo em sua qualidade de vida, mas estão também prestando um serviço para toda a cidade: não contribuem com a poluição e representam um carro a menos nas ruas.
Está mais do que na hora de respeitá-los e tornar a cidade mais segura para eles!
Uma pesquisa do IBOPE, realizada no Dia Sem Carro de 2008, apontou que 94% dos habitantes de São Paulo são favoráveis à construção de ciclovias.São Paulo praticamente só tem ciclovias dentro de parques. Com algumas exceções, por exemplo um trecho que margeia o Rio Pinheiros e outro na Brigadeiro Faria Lima.
Aos domingos e em um horário limitado, temos também a chamada Ciclofaixa de Lazer (“de lazer”, reitero), interligando os parques Ibirapuera, Villa Lobos, do Povo e das Bicicletas.
Passei por ela (infelizmente, de carro, com a família) no último domingo. Alguns motoristas estavam reclamando porque levaram alguns minutos a mais para fazer seus trajetos (eita egoismo!), mas havia muitos ciclistas usando as pistas. Achei maravilhoso!
Agora, por que só aos domingos?
Por que não fazer uma faixa para bicicletas nos locais de maior movimento – e portanto mais perigosos para os ciclistas –, assim como fazem pistas para motos?
Em muitas cidades pelo mundo, a bicicleta é o meio de transporte oficial.
Na Europa, elas estão por toda parte. Cidades como Cambridge (Inglaterra), Amsterdam (Holanda), Barcelona (Espanha) e Copenhague (Dinamarca) parecem feitas para elas. Em Copenhague elas não apenas têm uma faixa própria, mas também, em muitas esquinas, seu próprio semáforo. Na Holanda, é possível pegar bicicletas emprestadas em uma estação de trem e devolver em qualquer outra estação, mesmo em outra cidade. Não dá pra ter a desculpa de que não dá pra andar de bicicleta na chuva; nessas cidades se anda de bicicleta com sol, com chuva e até com neve (veja esses vídeos!).
E essas cidades não nasceram assim! Copenhague estava se tornando uma cidade para carros quando, na década de 60, começou a se transformar em uma cidade para... pessoas.
(o artigo Nós não somos dinamarqueses fala sobre isso. É interessante, apesar de estar no site da Veja)

Clicando na imagem, você pode ver imagens ao vivo da praça, transmitidas 24hs por dia.
Dê uma olhada e veja como quase não passam carros, mas passam muitas bicicletas e um bonde de vez em quando.
Seria tão bom poder ir para a faculdade de bicicleta. Não ter que perder meia hora, no mínimo, esperando o ônibus, depois mais sabe-se lá quanto tempo (a depender do trânsito) em pé em um ônibus lotado e quente (e cada vez mais caro) para chegar ao destino.É uma pena, mas eu não me sinto segura para andar de bicicleta pela minha cidade.
Infelizmente, o carro particular ainda é o meio de transporte “ideal” para a maioria das pessoas em nosso país.
Ônibus (devido aos atrasos e ao desconforto, decorrentes de falta de investimento público e da transformação de um serviço público em um negócio, visando o lucro das empresas) é para quem não tem dinheiro para ter um carro.
(o metrô, por ser mais eficiente e confortável do que os ônibus, ainda é mais democrático. Porém, à medida que fica cada vez mais lotado e não dá mais conta da demanda – que é o que está acontecendo em São Paulo – vai sendo cada vez mais considerado uma opção para quem não tem opção – porque não pode comprar um carro)
Acaba havendo um círculo vicioso: o poder público investe em melhorias para o transporte particular e sucateia o transporte público. Por isso, as pessoas dão preferência ao transporte individual. O número de carros aumenta, o trânsito piora, e o poder público investe mais em paliativos para o trânsito de carros fluir...
Isso não é nada inteligente.
Enquanto a maioria dos carros circula pelas ruas com apenas uma pessoa dentro, um ônibus, que ocupa espaço equivalente a três carros, pode transportar mais de 60 pessoas.

Nossa mentalidade tem que mudar.
Por que você não deixa o carro em casa, pelo menos um dia na semana?
Vá a pé, de carona, de metrô, de ônibus, de bicicleta...
Qual a sua desculpa?
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Passagem de ônibus aumenta de novo
Já está virando tradição, em São Paulo, o ano-novo trazer com ele o aumento na passagem de ônibus.
O prefeito Kassab anunciou, ontem, que a tarifa (atualmente a R$2,70) será de R$3,00 a partir do dia 5 de janeiro. Os usuários têm até o dia 4 para carregar o Bilhete Único com a tarifa antiga.
Para alguém que vai e volta de ônibus do trabalho, 5 dias por semana, o novo valor representa um gasto mensal de aproximadamente R$120,00.
O prefeito é gente como a gente! Ele anda de ônibus!
(uma vez por ano, no Dia Mundial Sem Carro)
Fotos de Ricardo Fonseca/Secom
Kassab justifica o aumento dizendo que a prefeitura vai gastar menos com subsídios aos empresários. De uma forma ou de outra, é a população quem está pagando, para os empresários terem lucro.
Comentaram no blog Ecologia Urbana, e eu concordo: o transporte público tem que ser um serviço público, e não uma atividade empresarial visando o lucro! A qualidade do seviço é péssima, os motoristas e cobradores ganham mal, e os donos das empresas deslocam-se pela cidade de helicóptero!
Alguma coisa está errada!
A tarifa do ônibus em São Paulo já é a mais cara do Brasil.
Alguém (que anda de ônibus) acha que isso se justifica?
A população é obrigada a perder às vezes horas esperando um ônibus, apenas para ter de viajar em pé em um veículo lotado, desconfortável e em condições precárias, e ainda perder mais horas no trânsito, em pé, com calor, desconfortável... E o prefeito deve achar que está fazendo um favor a essas pessoas!
Os ônibus são grandes poluidores e em parte isso se deve a uma manutenção inadequada. Veículo algum deveria soltar fumaça preta!
(Como na foto à direita, de José Patricio/AE)
Também por manutenção inadequada, os ônibus de São Paulo estão sempre sob risco de quebrar no meio da rua. Já aconteceu comigo mais de uma vez, ter de descer no meio da rua, junto com dezenas de pessoas, e esperar o próximo ônibus, que certamente também já teria dezenas de pessoas dentro.
Talvez seja por isso que muitos motoristas deixem o motor ligado, mesmo quando o ônibus vai ficar vários minutos parado no ponto final, agravando o problema da poluição - se desligar, ele pode não ligar de novo.
As companhias, visando apenas o lucro, não estão interessadas em transportar seus passageiros de modo eficiente, mas sim em transportar o maior número possível de pessoas no menor número possível de veículos.
O trânsito de São Paulo já é caótico e bate recordes a cada semana. Os paulistanos já aguardam o dia em que a cidade inteira vai parar pelo excesso de veículos.
E mesmo assim a prefeitura e o governo estadual não investem em alternativas ao uso do carro particular!
O aumento na tarifa do ônibus é apenas mais um incentivo à não utilização do transporte público.
Brilhante por parte do prefeito fazer anúncios desse tipo quando boa parte da população está viajando, na praia ou com a família, se preocupando com presentes e ceias e pouco mobilizada.
Alguém sabe de algum movimento ou abaixo-assinado?
O prefeito Kassab anunciou, ontem, que a tarifa (atualmente a R$2,70) será de R$3,00 a partir do dia 5 de janeiro. Os usuários têm até o dia 4 para carregar o Bilhete Único com a tarifa antiga.
Para alguém que vai e volta de ônibus do trabalho, 5 dias por semana, o novo valor representa um gasto mensal de aproximadamente R$120,00.
O prefeito é gente como a gente! Ele anda de ônibus!(uma vez por ano, no Dia Mundial Sem Carro)
Fotos de Ricardo Fonseca/Secom
Kassab justifica o aumento dizendo que a prefeitura vai gastar menos com subsídios aos empresários. De uma forma ou de outra, é a população quem está pagando, para os empresários terem lucro.
Comentaram no blog Ecologia Urbana, e eu concordo: o transporte público tem que ser um serviço público, e não uma atividade empresarial visando o lucro! A qualidade do seviço é péssima, os motoristas e cobradores ganham mal, e os donos das empresas deslocam-se pela cidade de helicóptero!
Alguma coisa está errada!
A tarifa do ônibus em São Paulo já é a mais cara do Brasil.Alguém (que anda de ônibus) acha que isso se justifica?
A população é obrigada a perder às vezes horas esperando um ônibus, apenas para ter de viajar em pé em um veículo lotado, desconfortável e em condições precárias, e ainda perder mais horas no trânsito, em pé, com calor, desconfortável... E o prefeito deve achar que está fazendo um favor a essas pessoas!
Os ônibus são grandes poluidores e em parte isso se deve a uma manutenção inadequada. Veículo algum deveria soltar fumaça preta!
(Como na foto à direita, de José Patricio/AE)Também por manutenção inadequada, os ônibus de São Paulo estão sempre sob risco de quebrar no meio da rua. Já aconteceu comigo mais de uma vez, ter de descer no meio da rua, junto com dezenas de pessoas, e esperar o próximo ônibus, que certamente também já teria dezenas de pessoas dentro.
Talvez seja por isso que muitos motoristas deixem o motor ligado, mesmo quando o ônibus vai ficar vários minutos parado no ponto final, agravando o problema da poluição - se desligar, ele pode não ligar de novo.
As companhias, visando apenas o lucro, não estão interessadas em transportar seus passageiros de modo eficiente, mas sim em transportar o maior número possível de pessoas no menor número possível de veículos.
O trânsito de São Paulo já é caótico e bate recordes a cada semana. Os paulistanos já aguardam o dia em que a cidade inteira vai parar pelo excesso de veículos.E mesmo assim a prefeitura e o governo estadual não investem em alternativas ao uso do carro particular!
O aumento na tarifa do ônibus é apenas mais um incentivo à não utilização do transporte público.
Brilhante por parte do prefeito fazer anúncios desse tipo quando boa parte da população está viajando, na praia ou com a família, se preocupando com presentes e ceias e pouco mobilizada.
Alguém sabe de algum movimento ou abaixo-assinado?
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