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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Homens feministas protestam no curdistão

Há cerca de duas semanas, a corte local da cidade de Marivane, no Irã, decidiu punir criminosos obrigando-os a sair nas ruas vestindo trajes tradicionais das mulheres curdas.

Um grupo de mulheres de Marivane protestou contra a pena duplamente preconceituosa - contra mulheres e contra a cultura curda -, e foi confrontado violentamente pela polícia.

Ativista curdo Masoud Fathi vestindo trajes femininos
Para expressar seu apoio às ativistas, o jornalista curdo Masoud Fathi postou uma foto sua no Facebook usando um vestido verde tradicional, com a frase "Ser mulher não é uma forma de humilhar ou de punir ninguém".

Alguns amigos começaram a seguir o seu exemplo, e assim foi criada a página Kurd Men For Equality ("Homens Curdos Pela Igualdade"), que já tem mais de 12.000 "curtidas" e fotos de centenas de pessoas.

Sasan Amjadi, um dos curdos que participaram do projeto, afirma: "eu não senti nenhum estranhamento ao vestir um traje feminino. Eu só queria demonstrar quem nós somos: é assim que nós somos, esta é a nossa cultura e eles não podem insultar nossa cultura, nossas mães e irmãs. Não podemos aceitar isso. Não pode haver sociedade livre sem mulheres livres."

Homens de outros países também se identificaram com o projeto e contribuíram usando roupas femininas para desafiar o preconceito de gênero e a cultura machista que geram problemas como violência doméstica, estupro e homofobia. A frase de Masoud tornou-se o slogan de uma campanha internacional.

página feminista Kurd Men For Equaity no Facebook

Descobri este projeto hoje e fiquei feliz. Ver pessoas reconhecendo suas posições privilegiadas e se colocando no lugar dos outros é uma coisa linda. Ajuda a restaurar um pouco a fé na humanidade, sabem? Acho uma atitude fantástica.

Você pode apoiar esta campanha curtindo a página no Facebook ou enviando sua própria foto.

feminista curdo usando um vestido             feminista curdo usando um vestido
   feminista curdo usando um vestido          feminista curdo usando um vestido

feminista curdo usando um vestido feminista curdo usando um vestido
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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ajude a salvar macacos-prego no Peru

A Neotropical Primate Conservation está pedindo doações para construir um refúgio para macacos-prego e caiararas resgatados no Peru.

macaco-prego resgatado no Peru - foto da Neotropical Primate Conservation

Segundo a entidade, nenhum local no Peru aceita receber esses animais, o que significa que as autoridades ou fazem vista grossa para os indivíduos que foram retirados da natureza e são mantidos por anos em condições precárias - como o macaco-prego da foto acima -, ou confiscam o animal e matam-no imediatamente.

Você pode ajudar a salvá-los através do link http://www.neoprimate.org/

campanha da Neotropical Primate Conservation para arrecadar fundos para salvar macacos-prego no Peru

sábado, 6 de abril de 2013

Pela saída do ruralista Blairo Maggi da Presidência da Comissão de Meio Ambiente do Senado

As raposas estão dominando os galinheiros!
Não podemos permitir!


Parece piada de mau gosto...
Além do racista e homofóbico deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da câmara, também temos o ruralista Blairo Maggi (PR-MT), ganhador do prêmio Motosserra de Ouro do Greenpeace, na presidência da Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado.

ruralista Blairo Maggi é o novo presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado

Maggi, grande produtor de soja, foi governador do Mato Grosso durante sete anos, até deixar o cargo em 2010 para se candidatar ao Senado, e seu mandato foi repleto de escândalos (mais informações na reportagem O fim da era Maggi, de Andreia Fanzeres).

Um abaixo-assinado está sendo divulgado, pedindo a renúncia de Maggi da presidência da CMA.
Clique aqui e ajude a demonstrar que os brasileiros não querem desmatadores tomando conta do nosso meio ambiente!

Mais informações:
Comissões de Direitos Humanos e de Meio Ambiente do Congresso são tomadas por seus inimigos
O silêncio da sociedade sobre Blairo Maggi na Comissão de Meio Ambiente do Senado
O fim da era Maggi

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Relatos de violência obstetrícia

Infelizmente, a violência obstetrícia é muito comum no Brasil. E não apenas entre mulheres com baixo poder aquisitivo.
Uma em cada quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto.

Temos que lutar! A próxima pode ser você!


Vídeo realizado por Bianca Zorzam, Ligia Moreiras Sena, Ana Carolina Arruda Franzon, Kalu Brum e Armando Rapchan.

Leia mais:
- Parto no Brasil
- Mamíferas
- Parto Humanizado
- Parto do Princípio

- Cientista que virou mãe

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A Parada do Espinafre

Não sei por quê tanta comoção por causa da coluna de José Roberto Guzzo na última edição da Óia Veja...

Confesso que nem chego perto não leio essa revista e que a princípio, quando li a tal coluna, até concordei com algumas críticas.
Mas depois, pensando bem, vi que ele está com a razão.
Ora, eu não gosto de espinafre, e não aceito que ninguém venha me tirar o direito de dizer que não gosto de espinafre!
Não tenho nada contra gente que gosta de espinafre, desde que não queira exibir seu estilo de vida na frente de todo mundo. Mas eles querem comer espinafre em público! Querem direitos especiais! Vê se pode!

Caros leitores, existe um verdadeiro complô dos comedores de espinafre para dominar o mundo.
E o nosso governo participa disso! Você sabe o que o governo faz com os nossos impostos?
Imaginem vocês que muitas escolas públicas servem espinafre na merenda de crianças inocentes!
Incentivando o espinafrismo, como se fosse a coisa mais natural do mundo!

contra o kit espinafre nas escolas

COMO o Malafaia ainda não falou sobre essa ameaça gravíssima à sacrossantidade da família?!?

Guzzo, eu te entendo!

Popeye comendo espinafre. Que pouca-vergonha!
Que pouca vergonha!
Incentivando o espinafrismo em nossas crianças!

união estável com uma cabra
Depois de ler a coluna do Guzzo eu entendi que querer casar com a pessoa que se ama é a mesma coisa que querer casar com uma cabra! Que bobagem, não? Como se não desse para ser feliz só com um relacionamento estável com uma cabra!

Tem até um site de relacionamentos para ajudar VOCÊ a encontrar sua cabra-metade! É só clicar aqui!
Será que o Guzzo já encontrou a dele?
Espero que cabras e antas sejam compatíveis...

(peço desculpas por ofender as antas e as cabras, mas espero que elas não sejam como as feminazis e entendam que foi só uma piada. Nossa, tô empatizando até com o Rafinha Bosta Bastos!)


Falando sério agora, tem ato em repúdio à Veja e à homofobia na sexta-feira dia 23/11 em frente à Editora Abril (Av. das Nações Unidas, 7221). Aqui a página do evento no Facebook. Divulgue!

Você já cancelou sua assinatura da Veja hoje?

sábado, 22 de setembro de 2012

Dia Mundial Sem Carro 2012

22 de setembro é o Dia Mundial Sem Carro.
Aproveite para experimentar uma relação diferente com a sua cidade!

Os posters de divulgação abaixo são da página Fast, Free & Fun.

22 de setembro Dia Mundial Sem Carro - pés

22 de setembro Dia Mundial Sem Carro - bicicleta
Que bicicleta linda! Eu quero!!!

Leia também:
O que o carro faz com as pessoas
10 bons motivos para NÃO ter um carro
Você também pode salvar o mundo!
Nós não somos dinamarqueses

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Absurdo! Imoral! Ilegal! CREMERJ proibe doulas e parteiras e cerceia parto domiciliar

manchete sobre a resolução 266/12 do CREMERJ na primeira página do jornal O Dia
Manchete sobre a resolução 266/12 do CREMERJ na primeira página do jornal O Dia de 23/07/2012

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) deu um grande golpe no direito de escolha das parturientes.

Depois de atacar o médico-obstetra e professor da UNIFESP Jorge Kuhn por manifestar apoio ao parto domiciliar em gestações de baixo risco em um programa de televisão - ato que incentivou a Marcha pelo Parto em Casa em várias cidades do Brasil no dia 17 de junho, em defesa da liberdade de escolha e da humanização do parto -, o Cremerj publicou duas resoluções que cerceiam direitos das mulheres e ameaçam o bem-estar e a segurança do parto.

A Resolução 265/12, publicada no último dia 19, proíbe a presença de médicos em partos domiciliares e os impede de fazer parte de equipes de suporte, caso haja necessidade de remoção da mulher para ambiente hospitalar. Médicos cariocas que participarem de partos em casa serão punidos pelo Conselho.
"Art. 1º É vedada a participação do médico nas chamadas ações domiciliares relacionadas ao parto e assistência perinatal.

Art. 2º É vedado ao médico participar de equipes de suporte e sobreaviso, previamente acordadas, a partos domiciliares.

Art. 3º Ficam excetuadas as situações de urgência/emergência obstétrica, devendo ser feita a notificação compulsória ao CREMERJ, circunstanciando o evento.

Art. 4º É compulsória a notificação ao CREMERJ, pelos Diretores Técnicos e plantonistas de unidades hospitalares, do atendimento a complicações em pacientes submetidas a partos domiciliares e seus conceptos ou oriundas das chamadas “Casas de Parto”.

Art. 5º O descumprimento desta Resolução é considerado infração ética passível de competente processo disciplinar."
Daí para criminalizar o parto domiciliar é um passo!

A Resolução 266/12, publicada no mesmo dia, proíbe a participação de "doulas, obstetrizes, parteiras, etc." "durante e após a realização do parto, em ambiente hospitalar", privando a mulher do direito de escolher a equipe de profissionais que acompanhará seu parto.
"Art. 1º É vedada a participação de pessoas não habilitadas e/ou de profissões não reconhecidas na área da saúde durante e após a realização do parto, em ambiente hospitalar, ressalvados os acompanhantes legais.

Parágrafo único. Estão incluídas nesta proibição as chamadas “doulas”, “obstetrizes”, “parteiras”, etc.

Art. 2º Esta Resolução não se aplica às enfermeiras obstetrizes legalmente reconhecidas conforme disposto nos incisos II e III do artigo 6º da Lei nº 7.498/86.

Art. 3º O descumprimento desta Resolução é considerado infração ética passível de competente processo disciplinar."

Estas medidas estão em desacordo com evidências científicas que demonstram que o parto domiciliar não representa aumento nos riscos para parturientes e recém-nascidos em gestações de baixo risco (ver, por exemplo, de Jonge et al., 2009. Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529 688 low-risk planned home and hospital births) e que o acompanhamento de profissionais qualificados, como obstetrizes e doulas, está relacionado a uma melhoria da qualidade da experiência do parto e redução de intervenções desnecessárias (ver, por exemplo, Hodnett et al., 2011. Continuous support for women during childbirth).

Além disso, as resoluções do Cremerj contrariam as recomendações da Organização Mundial da Saúde
- Respeitar a escolha da mãe sobre o local do parto, após ter recebido informações.
- Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for viável e seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante.
- Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.
- Respeitar a escolha da mulher quanto ao acompanhante durante o trabalho de parto e parto.
...a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetricia (FIGO)
"uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura"
...o Ministério da Saúde
"É direito da mulher definir durante o pré-natal o local onde ocorrerá o parto"
"O parto natural pode ser realizado em maternidades, Centros de Parto Normal e em casa, mas é preciso contar com o acompanhamento de uma equipe especializada, liderada por enfermeiros-obstetras ou obstetrizes. Nesse tipo de parto, a presença de uma doula também é bastante apropriada, visto que ela oferece suporte físico e emocional à parturiente, transmitindo confiança, segurança e suporte afetivo, físico e emocional."
"Parto domiciliar: Este tipo de parto é realizado na casa da parturiente. É recomendado apenas para gestações de baixo risco e deve ser conduzido por um médico ou enfermeiro-obstetra. Durante o trabalho de parto, é preciso garantir que a gestante possa ser transferida para um hospital se for registrado qualquer problema ou complicação."
"No Brasil, nas regiões do campo e da floresta, muitas crianças nascem pelas mãos de parteiras tradicionais, mulheres que, de forma voluntária, seguem o ofício de ajudar outras mulheres a parir. Cada vez mais o governo brasileiro reconhece o valor e o trabalho das parteiras tradicionais, que também atuam nos centros urbanos."
...e o próprio Código de Ética Médica!
Capítulo I, inciso XXI:
"No processo de tomada de decisões profissionais, de acordo com seus ditames de consciência e as previsões legais, o médico aceitará as escolhas de seus pacientes, relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos por eles expressos, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas."

O Cremerj não está agindo em prol do bem-estar das mulheres e de seus bebês.
Ele está, isso sim, agindo em benefício próprio, fazendo reserva de mercado e aumentando o poder dos médicos sobre nossos corpos e nossos direitos.

Assine a petição contra as resoluções 265 e 266/12 do Cremerj: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=265266RJ

No Rio de Janeiro haverá uma manifestação contra a atitude do Cremerj no domingo, 5 de agosto na praia de Ipanema, a partir das 14hs.
Página do evento no Facebook: Marcha pela Humanização do Parto - RJ

Leia mais:
- Notas de repúdio às resoluções do Cremerj: Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (COREN-RJ), Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (GAMA), Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (ABENFO)
- Conselho entra com ação civil contra veto a parteiras em hospital no RJ
- Mulheres X Cremerj
- Mulheres do RJ - sentem no cantinho e obedeçam o Cremerj
- Parto só no hospital. E sem a sua doula.
- Resolução 267/12 do Cremerj: Proibida a utilização vaginal


AS RESOLUÇÕES DO CREMERJ REDUZEM O BEM-ESTAR E A SEGURANÇA DAS MULHERES E DOS RECÉM-NASCIDOS!
ESCOLHER ONDE E COMO PARIR É UM DIREITO DA MULHER!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Reunião aberta sobre o projeto Nova Luz dia 18/07

Para quem quer saber mais sobre o projeto da Nova Luz e/ou acha que pode contribuir para a elaboração da argumentação da nossa representante na votação do EIA/RIMA desse projeto: vá à Casa da Cidade nesta quarta-feira!

Mensagem de divulgação do evento:
A Casa da Cidade, dando continuidade ao debate das intervenções urbanas em curso na cidade, promoverá, em conjunto com a geógrafa Ros Mari Zenha, representante da sociedade civil (Macro Região Centro Oeste 1 - Lapa, Pinheiros e Butantã) no CADES - Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável,da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e outras entidades da região, uma reunião aberta sobre o Projeto Nova Luz, em especial so bre o EIA/RIMA elaborado pela Prefeitura de São Paulo.

Esse evento visa preparar, de maneira democrática, a manifestação técnica da nossa conselheira na próxima reunião do CADES.

Em 26 de junho, a representação da sociedade civil votou contra o Parecer Técnico, favorável ao EIA/RIMA do Projeto Nova Luz, na Câmara Técnica III, sendo voto vencido. Em 05 de julho, na 30a. Reunião Plenária do Cades/SVMA, o único ítem de pauta foi a "Discussão e votação do Parecer Técnico 23/Cades/2012", elaborado pela Câmara Técnica III.

Como o Regimento Interno do Cades dá aos conselheiros a prerrogativa de pedir "vistas ao processo" quando se sentirem sem convicção para proferir seu voto, nossa representante utilizou esse expediente, dada as inúmeras lacunas e encaminhamentos discutíveis identificados ao longo de todo esse processo.

A reunião foi suspensa e a sociedade civil conta com 20 dias para análise do processo.
Diante desse quadro, nossa representante, em conjunto com várias entidades da região, considerou fundamental a realização de um encontro para aprofundar o debate do tema, de modo a dar subsídios à posição a ser encaminhada na próxima reunião do Cades.

Vamos fazer com que as as nossas vozes sejam ouvidas!!!

Reunião Aberta para definição da posição da sociedade civil sobre o EIA/Rima do Projeto Nova Luz.

Presenças confirmadas:

Ros Mari Zenha - Representante da Macro Região Centro Oeste 1 (Lapa, Pinheiros e Butantã) no CADES
Paula Ribas - Associaçao dos Moradores da Santa Ifigênia
Tony Santana - Presidente da AMSI - Associação dos Moradores da Santa Ifigênia
Nabil Bonduki - Urbanista, Professor de Planejamento da FAU-USP
Raquel Rolnik - Relatora dos Direitos de Habitação da ONU, Professora da FAU-USP

Quando: Dia 18 de julho (quarta-feira), às 19h00
Onde: Associação Casa da Cidade, Rua Rodésia 398, Vila Madalena (Tel. 38143372)

terça-feira, 19 de junho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Primeira exibição de Belo Monte, anúncio de uma guerra

No dia 17 de junho, às 19hs, estréia o documentário "Belo Monte, anúncio de uma guerra", de André D’Elia, que mostra conflitos relacionados à construção da hidrelétrica Belo Monte, em Altamira, Pará.

O projeto é independente e foi financiado através de crowdfunding ("financiamento coletivo"), e bateu recorde com mais de 3429 apoiadores.

cartaz da estréia do filme Belo Monte, anúncio de uma guerra, com exibição gratuita 17 de junho

O filme será lançado na internet e exibido, simultaneamente, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. A entrada é gratuita e os ingressos já podem ser retirados.
Mais informações: (11) 3629-1075 ou info@auditorioibirapuera.com.br

sábado, 2 de junho de 2012

O que é imoral?

Vi no Facebook:

Pode mostrar mulher pelada? Depende...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mudanças climáticas são uma questão de gênero?

As ONGs Population Action International (P. A. I.) e #ChangeMob propõem uma discussão muito interessante com o projeto "Sobrevivendo à Mudança", através de exibições do curta-metragem Weathering Change (disponível aqui, sem legendas) acompanhadas de debates.

O filme e o debate são uma preparação para a conferência Rio+20.

cartaz do evento preparatório para a Rio+20, Sobrevivendo à Mudança, com exibição do filme Weathering Change

Até o momento, há três sessões programadas: em São Paulo (para mídia independente e mídia de masas), Brasília (para políticos e assessores) e Rio de Janeiro (para militantes e ativistas). Cada uma delas tem lugar para pelos menos 50 pessoas (para participar, inscreva-se pelo site).
Exibição do filme Weathering Change em Brasília:
Data: 22/05/2012
Horário: 17h30
Local: Plenário 3, Anexo II da Câmara dos Deputados.

Exibição do filme Weathering Change em São Paulo:
Data: 31/05/2012
Horário: 19h30
Local: Auditório Editora Abril, R. Sumidouro, 747, Pinheiros.

Exibição do filme Weathering Change no Rio de Janeiro:
Data: 14/06/2012
Horário: a confirmar
Local: Auditório da Federação Nacional dos Urbanitários - Rua Visconde de Inhauma, 134, 7º andar, Centro.
Caso tenha interesse em promover uma seção na sua cidade, empresa, grupo, entre em contato com a organização do evento (contato@generoemudancasclimaticas.org).
Mais informações e inscrições pelo site www.generoemudancasclimaticas.org

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dia da Terra: Protestos contra novo Código Florestal por todo o Brasil

protesto contra o novo Código Florestal no Dia da Terra
Apesar dos protestos de cientistas, juristas, organizações da sociedade civil e movimentos sociais, a votação do "novo Código Florestal" na Câmara dos Deputados está prevista para a próxima terça-feira, dia 24 de abril.

Dia 22 é o Dia da Terra e, aproveitando a data, nos próximos dias ocorrerão várias manifestações contra o novo Código Florestal, em todo o Brasil.

A lista de eventos abaixo foi compilada pelo Blog do SOS Mata Atlântica:

programação de protestos contra o novo Código Florestal no Dia da Terra

sexta-feira, 2 de março de 2012

Líder rural ameaçada de morte: "Eu sei que eles vão me matar"

Depoimento de Nilcelene Miguel de Lima, líder rural ameaçada de morte por grileiros e madeireiros do sul do Lábrea (Amazonas):



Trechos do artigo Mesmo com proteção, ativista diz que será assassinada, no Blog do Sakamoto:
"Eles começaram a receber ameaças quando Nilce assumiu a presidência de associação criada pelos pequenos produtores para defender o grupo contra invasões de terra e roubo de árvores. Ao denunciar os madeireiros e grileiros, Nilce foi espancada e teve sua casa queimada em um incêndio anunciado. Em maio de 2011, teve que fugir enrolada em um lençol para despistar o pistoleiro de campana no portão. Depois de seis meses e muitos apelos da Comissão Pastoral da Terra, Nilce entrou no programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Em outubro, uma equipe da Força Nacional foi deslocada para que ela pudesse voltar para casa.

(...) Representantes do governo revelaram que eles também sofrem ameaças do crime local. Houve até um caso de agressão física contra funcionária do Incra. Mas, quando confrontado pela truculência do crime organizado, ao invés de voltar com mais força para enfrenta-la, o governo recua. Movimento que fortalece os criminosos.

Foi assim com o programa de regularização fundiária Terra Legal. Lábrea foi o primeiro município da Amazônia a receber o programa pois está no “Arco Verde” – ocupação que cerca a floresta nativa, onde avança a grilagem e extração de madeira. Mas o processo foi adiado. Devido a ameaças, a empresa contratada para o georeferenciamento não cumpriu o contrato e o governo abriu nova licitação.

Até hoje, nenhum título foi entregue. Pior: o conflito se agravou. Depois de iniciado o processo, a corrida pela terra se intensificou."
Mais informações: leia a reportagem de Ana Aranha em apublica.org.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Carta dos Povos do Cerrado denuncia a grave situação desse bioma

(Encontrei no site do Instituto Humanitas Unisinos)

Carta dos Extrativistas e Agroextrativistas do Cerrado diante da grave situação desse bioma e seus povos
À Sociedade Brasileira

Nós – extrativistas, agroextrativistas, agricultores familiares, assentados, mulheres quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, ribeirinhos, geraizeiros, retireiros e pescadores dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí, reunidos na cidade de Goiânia nos dias 1 e 2 de fevereiro de 2012, após avaliação e análise criteriosa do que vem ocorrendo nos cerrados brasileiros, vimos a público informar e exigir providências imediatas diante da grave situação que se encontra esse bioma e seus povos.

Para isso destacamos:

Até hoje, tanto o Executivo como o Legislativo sequer se dignaram a votar o pleito antigo dos Povos dos Cerrado de considerar nosso bioma como Patrimônio Nacional como são reconhecidos a Amazônia, o Pantanal e a Mata Atlântica. Por quê? Por quê?

Ignora-se que esse bioma detém mais de um terço da diversidade biológica do país?

Ignora-se que é no Cerrado que se formam os rios que conformam as grandes bacias hidrográficas brasileiras como a do São Francisco, a do Doce, a do Jequitinhonha, a do Jaguaribe, a do Parnaíba, a do Araguaia/Tocantins, do Xingu, do Tapajós e Madeira (da bacia amazônica), além dos formadores da bacia do Paraguai e do Paraná/bacia do Prata?

Ignora-se que estão relacionadas ao Cerrado as duas maiores áreas alagadas continentais do planeta, ou seja, o Pantanal e o Araguaia?

Ignora-se, como disse Guimarães Rosa, que o Cerrado é uma caixa d’água?

O que mais se precisa para reconhecer esse rico bioma como patrimônio nacional? Por que não? Por que não?

Ignora-se que esse bioma é o único bioma que tem vizinhança com todos os outros biomas brasileiros (com a Amazônia, com a Caatinga, com a Mata Atlântica, com a Mata de Araucária)?

Ignora-se que somente essas áreas de contato correspondem a 14% do território brasileiro que somados aos 22% do bioma Cerrado correspondem a 36% do nosso território?

Ignora-se que esses 14% do território de contato com o bioma Cerrado a outros biomas são áreas de enorme complexidade e ainda maior diversidade biológica?

Ignora-se que nessas áreas, particularmente, o conhecimento em detalhe, o conhecimento local, é de enorme valia e que o Brasil detém um acervo enorme desse conhecimento com suas populações camponesas, indígenas e quilombolas que, assim, se mostram importantes para a sociedade brasileira, para a humanidade e para o planeta?

Não se pode ignorar tudo isso que clama por reconhecimento. Exigimos tanto do Executivo quanto do Legislativo que reconheçam o Cerrado, enfim como Patrimônio Nacional. Mesmo assim cabe a sociedade brasileira e a humanidade indagar porque o Cerrado continua sendo esquecido.

De nossa parte, como populações extrativistas e agroextrativistas do Cerrado temos envidados nossos melhores esforços para que tenhamos uma política socioambiental, justa, democrática e responsável.

Aprendemos com nossos irmãos amazônicos, sobretudo com os seringueiros e seu líder Chico Mendes que não há defesa de nenhum bioma sem seus povos. É de Chico Mendes a máxima, “não há defesa da floresta, sem os povos da floresta”. Daí dizermos em alto e bom tom: Não há defesa do Cerrado sem os povos do Cerrado.

O conhecimento de nossos povos e etnias desenvolvido com o Cerrado é essencial para sua preservação. Com todo o respeito que nutrimos pelo saber científico sabemos que o conhecimento e a sabedoria desenvolvidos há milênios e séculos pelos camponeses e indígenas é um acervo fundamental que colocamos a disposição para um diálogo com qualquer outro saber.

Daí a convicção que temos da importância de nosso conhecimento, reconhecido por vários cientistas e pesquisadores do Brasil e do exterior, surgiu a idéia de lutarmos por Reservas Extrativistas no Cerrado. Desde o início dos anos 1990 que vimos nessa luta, sabemos que a política socioambiental não pode se restringir à punição e à fiscalização. Ela tem que ser propositiva e ser positiva. Para isso propomos as Reservas Extrativistas onde nosso conhecimento tradicionalmente desenvolvido pode contribuir para a preservação e conservação do Cerrado garantindo uma vida digna para seus povos. Todavia como andamos?

No balanço que fizemos nesses dois dias de trabalho intenso constatamos que nas 30 Resex’s, tanto nas já decretadas como nas que estão em processo de reconhecimento e regularização, a situação das comunidades foi sensivelmente deteriorada pelo completo descaso das autoridades, sobretudo em resolver o problema fundiário, esse nó estrutural que impede até hoje que a sociedade brasileira seja mais justa e feliz.

O fato dessas áreas terem sido decretadas ou estarem em processo de decretação sem que o problema fundiário tenha sido resolvido, tem feito com que os fazendeiros que deveriam ser indenizados pelo poder público, passem a impedir que a população local tenha acesso para a coletar o baru, o pequi, a fava d’anta, o babaçu e mais de uma centenas de outros produtos com que temos sobrevivido e oferecido à sociedade alimentos, remédios e bebidas.

Desde que o ICMBIO foi criado em 2007 nenhuma Resex foi criada no Cerrado. Olhado da perspectiva dos Povos do Cerrado o ICMBIO não faz jus ao nome de um dos nossos companheiros que morreu por sua justa luta, para afirmar um paradigma, onde a defesa da natureza não se faça contra os povos mas, ao contrário, se faça através deles. Em função dessa omissão das autoridades cuja responsabilidade pública as obriga a zelar pelo patrimônio natural, uma das entidades de nossa articulação entrou com uma ação pública civil junto ao Ministério Público. Todavia, passado 1 ano sequer nossa ação mereceu qualquer resposta por parte do Ministério Público, apesar de ser uma denúncia de prevaricação de um órgão público. A julgar pelos dados oficiais que nos informa que no último ano foram desmatados somente no Cerrado 646 mil hectares, o que perfaz um total de 1.772,33 hectares por dia, podemos dizer que a cada dia que o Ministério Público deixa de se pronunciar e, assim, de julgar o crime de prevaricação, deixa de evitar que mais de mil e setecentos hectares sejam desmatados diariamente. A palavra está com o Ministério Público enquanto a nossa realidade espera com devastação e insegurança. Tudo isso alimenta um lamentável clima de impunidade.

Ignora-se que muitos remédios que curam o glaucoma, a hipertensão arterial depende de frutos colhidos por nós, como é o caso faveira/fava d’anta de onde se extrai mais de 90% da rutina, substância química para esses remédios. Ignora-se, e por ignorância alimenta-se o preconceito, que essas populações podem viver dignamente dessas atividades, como provamos que numa área com 4 arvores adultas de baru se obtém mais renda do que em um hectare plantado com soja.

Enfim, precisamos ter uma política que dialogue com nossa cultura, com nossos povos para que se tenha um viver bem com justiça social e responsabilidade ecológica. Mas para isso é preciso que as autoridades viabilizem as Resex’s no Cerrado. Toda nossa mobilização encontra a desculpa pouco crível da falta de recursos. Bem sabemos que se há falta recurso é preciso estabelecer prioridades. Isso é fundamental na política. Desse modo, a falta de recursos acaba sendo a confissão pública de que as Resex’s no Cerrado não são prioridade. Mas sabemos que o argumento da falta de recurso é um argumento em si mesmo falso. Afinal, o governo tem anunciado publicamente sua eficiência no recolhimento dos impostos que a cada ano engorda mais a receita federal. O nosso governo tem anunciado ainda os sucessivos saldos, nas contas externas, como prova de seu êxito. Se tanto êxito há na entrada de divisas no país e no recolhimento de impostos da receita federal como se sustenta o argumento de que não há recursos?

Mais grave ainda, é o fato de que aqueles que como nós, vimos lutando por essas reservas extrativistas estamos expostos à truculência não só dos fazendeiros que nos impedem o acesso das áreas onde tradicionalmente colhemos, como também da expansão do latifúndio da monocultura de exportação de soja, da monocultura de algodão, da monocultura de eucalipto, da monocultura de pinus, da monocultura de girassol, da invasão de madeireiros, da expansão de carvoarias para fazer carvão para ferro gusa e exportar minério puro para mineradoras que vem crescendo sobre nossas áreas da pressão para a construção de barragens que, via de regra, servem de base para a exploração mineral para exportação. Todos esses setores foram nominalmente citados na avaliação criteriosa das ameaças de cada uma das Resex’s criadas e em processo de criação nos cerrados.

A truculência dos que ameaçam se concretiza na ameaça de morte aos nossos companheiros e companheiras que se vêem obrigados, tal e como na época da ditadura, a viverem escondidos longe de suas famílias. Exigimos das autoridades todas as providências para a garantia das vidas de Osmar Alves de Souza do município de São Domingos/GO; de Francisca Lustosa do município de Tanque/PI, Maria Lucia de Oliveira Agostinho, município de Rio Pardo de Minas/MG; Neurivan Pereira de Farias, município de Formoso/MG, Wedson Batista Campos, município de Aruanã/GO; Adalberto Gomes dos Santos do município de Lassance/MG; Welington Lins dos Santos, município de Buritizeiro/MG; Elaine Santos Silva, município Davinópolis/MA; José da Silva, município de Montezuma/MG.

Responsabilizamos antecipadamente as autoridades pelo que vier acontecer com a vida desses companheiros e dessas companheiras, cujo único crime tem sido o de lutar pela dignidade de suas famílias através da Resex’s. Não queremos que o nome desses companheiros e companheiras venha a se somar ao de Chico Mendes, ao de Dorothy Stang e aos quase 2000 assassinados no campo brasileiro desde 1985, conforme vem acompanhando a Comissão Pastoral da Terra. Temos todas as condições com as Resex’s de oferecer condições de vida digna, com justiça e equidade social com a defesa do Cerrado. Não queremos que nossas famílias venham engordar os dados estatísticos dos que dependem da bolsa família, ou outras bolsas para viver. Respeitamos essa política, até porque a temos como uma conquista do povo brasileiro, mas não vemos como bons olhos o aumento do número dos que vivem dela. A Resex é uma maneira mais sustentável de garantir a sobrevivência digna, como é a reforma agrária. Chico Mendes, dizia que a “Resex era reforma agrária dos seringueiros”. E nós afirmamos que a Resex é a forma de ampliar o significado da reforma agrária ao lhe dar sentido ecológico e cultural.

Este ano o Brasil estará recebendo não só governantes de todo o mundo como diversas populações de todo o planeta na Rio+20. Assim como nós, vários grupos sociais da África, da Ásia e na América Latina que vem sofrendo com avanço sobre suas terras de um agronegócio devastador e uma mineração voraz de minérios e água estarão também aqui presentes.

Esperamos que as autoridades brasileiras estejam a altura de suas responsabilidades de estarem à frente do maior país tropical do mundo e onde se encontram as maiores reservas de água do planeta. Que honre esse fato de ser a tropicalidade caracterizada pela enorme diversidade biológica e que ainda honre por zelar pelo enorme acervo de conhecimentos que está entre as quebradeiras de coco de babaçu, os vazanteiros, os retireiros, os caatingueiros, os pescadores, os geraizeiros para ficarmos com alguns grupos sociais dessa enorme sociodiversidade do Cerrado.

A diversidade biológica e a sociodiversidade, para nós indissociáveis, não podem continuar sendo retórica nos documentos oficiais, sem que haja o rebatimento no orçamento para garantia de solução da questão fundiária. De nada adianta falar de rica biodiversidade se não se garante no orçamento dinheiro para compra de terras.

Sabemos que nossas caras não são as caras que freqüentam as páginas nobres das principais revistas e jornais do país – somos em nossa maior parte mestiços, mulatos, cafuzos, negros, índios, brancos pobres muitas vezes com a cara suja de carvão. Sabemos que o Cerrado tem sido oferecido aos grandes latifúndios do agronegócio, que não só produzem muitas toneladas de grãos, de pasta de celulose, de carnes para exportação como também produzem muita poluição e muito desperdício das águas, produzem muita erosão, produzem monocultura onde há muita diversidade de plantas e animais e ainda produzem muito/as trabalhadore/as rurais sem terras com a concentração de terras e concentram poder econômico e político e, assim, contribuem para por em risco a democracia. Basta ver o poder que tem as empresas de mineração e dos agronegociantes para fazerem propaganda, financiarem noticiários nas rádios, jornais e TV’s onde, via de regra, somos criminalizados e vistos como aqueles que querem impedir o progresso, como se só houvesse uma maneira de progredir, e como se fôssemos o lado errado.

No entanto, estamos aqui cônscios de que temos muito a dar ao Brasil, à humanidade e ao planeta. Nossa luta não será em vão e, por isso, dizemos com o poeta:

Nem tudo que é torto é errado,
veja as pernas do Garrincha
e as árvores do Cerrado”.
Nicolas Behr

Viva o Cerrado!
Viva os Povos do Cerrado!
O Cerrado não vive por si só!
Que a Rio+20 seja a confluência dos diversos rios de resistência pela cultura e pela natureza!

Assinam:

- Rede de Comercialização Solidária de Agricultores Familiares e Extrativistas do Cerrado
- Resex Mata Grande, Davinopólis/MA
- Resex Lago do Cedro, Aruanã/GO
- Resex Recanto das Araras de Terra Ronca, São Domingos/GO
- Resex Chapada Limpa, Chapadinha/MA
- Resex Chapada Grande, Tanque/PI
- Resex Galiota e Córrego das Pedras, Damianopólis/GO
- Resex Contagem dos Buritis, São Domingos/GO
- Resex Rio da Prata, Posse/GO
- Resex Tamanduá/Poções, Riacho dos Machados/MG
- Resex Sempre Viva, Lassance/MG
- Resex Serra do Múquem, Corinto/MG
- Resex Barra do Pacuí, Ibiaí/MG
- Resex Três Riachos, Santa Fé de Minas/MG
- Resex Brejos da Barra, Barra/BA
- Resex Serra do Alemão, Buritizeiro/MG
- Resex Curumataí, Buenopólis/MG
- Resex Retireiros do Médio Araguaia, Luciara/MT
- Resex Areião e Vale do Guará, Rio Pardo de Minas/MG
- Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros e Guias Turísticos do Cerrado – COOPCERRADO
- Cooperativa Grande Sertão
- Cooperativa de Agricultores Familiares Agroextrativistas de Água Boa II
- Associação dos Moradores agricultores familiares de Córrego Verde
- Associação dos Retireiros do Médio Araguaia
- Associação dos trabalhadores da reserva extrativista Mata Grande/MA
- Movimento das Quebradeiras de Coco Babaçu
- Associação dos agricultores familiares trabalhando junto
- Colônia de Pescadores de Aruanã/GO
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Riacho dos Machados/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Lassance/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Buritizeiro/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Jequitaí/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Santa Fé de Minas/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Ibiaí/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Montezuma/MG
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Davinopólis/MA
- Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Tanque/PI
- Coordenação do Pólo Sindical do Pólo de Oeiras/PI
- Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado-CEDAC
- Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas Gerais – CAA
- Projeto Chico Fulô
- Universidade Federal Fluminense
- Federação dos Trabalhadores Rurais de Minas Gerais- FETAEMG

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mobilização em Santos contra o Novo Código Florestal - 12/02

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ATENÇÃO: devido ao mau tempo, a mobilização foi adiada para o dia 26/2, também um domingo
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De volta à Câmara após revisão do Senado, o projeto de reforma do Código Florestal (PL 1876/99) já tem datas previstas para votação – dias 6 e 7 de março.

O movimento Mangue Faz a Diferença, composto por organizações de todos os estados brasileiros que possuem litoral com Mata Atlântica, têm realizado eventos em várias cidades a fim de alertar e mobilizar as pessoas, que culminarão em uma manifestação em Brasília no início de março.
Leia o manifesto da campanha aqui.
Acompanhe notícias da campanha no Facebook: #manguefazadiferenca


No próximo domingo, dia 12 de fevereiro, haverá um ato público na cidade de Santos (SP).
Pretendendo chamar a atenção da comunidade do surf para os impactos que essas regiões sofrem, será realizada uma grande remada em defesa do litoral. A concentração e largada será em frente ao Aquário Municipal, e o percurso vai seguir a orla da cidade pelo mar.
Não-remadores deverão acompanhar o percurso por terra, conversando com os freqüentadores da praia sobre os objetivos da campanha.

Após o ato, haverá uma confraternização em frente ao Aquário, com música ao vivo e sorteios.

Programação:
09h -
Concentração - em frente ao Aquário Municipal
09:30h - Retirada do kit #manguefazadiferenca
10:30h - Saída - Percurso do Aquário ao Gonzaga
11:30h - Manifestação Praça da Bandeira
13:30h - Confraternização - em frente ao Aquário

Veja mais informações no blog da Ecosurfi.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O surfista verde

Matéria inspiradora que li na última edição da revista Brasileiros.

O surfista verde

João Malavolta ensina a pegar onda e, de quebra, organiza mutirões de limpeza de praias, rios e mangues. Promove, também, oficinas e projetos de conservação ambiental. Tudo isso lá em Itanhaém.


texto e fotos Liana John

o surfista João Malavolta, fundador da Ecosurfi, retirando lixo da praia. Foto de Liana John
João Malavolta, fundador da Ecosurfi, retirando lixo da praia

Jornalista por formação, surfista por teimosia, João Malavolta nasceu há 32 anos, em Itanhaém, no litoral sul de São Paulo. Ou Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, como prefere. Ali se criou e aprendeu a surfar. Conhece aquele mar, identifica cada pedra, sabe de onde sopra o vento e reconhece de longe qualquer mudança na correnteza. E não manifesta a mínima intenção de deixar sua praia de origem para ganhar a vida na cidade grande.

A opção de João foi juntar alguns amigos surfistas e fundar um misto de organização não governamental e escola: a Ecosurfi. Desde 2000, eles promovem mutirões de limpeza de praias, rios e mangues, oficinas e projetos de conservação ambiental e aulas de surfe, além de articular movimentos socioambientais para influir nas políticas públicas de juventude, criança e adolescência, meio ambiente, educação ambiental, recursos hídricos, gerenciamento costeiro, resíduos sólidos e saneamento básico.

Quem está ligado à Ecosurfi acredita que: "Sendo homens do mar, os surfistas devem compactuar na busca incessante pela preservação das praias e oceanos ao redor do nosso planeta". Tal crença se esmiúça em dicas e atividades todas as terças e quintas-feiras, nas aulas ministradas a crianças e adolescentes das escolas de Itanhaém, alguns em clara situação de risco. As aulas são de surfe, claro. Atualmente, são 15 alunos de manhã e 21 à tarde, chova ou faça sol.

As aulas são gratuitas e a condição é estar matriculado na rede pública de ensino. O curso é uma iniciação ao surfe, mesclado com discussão de temas ambientais e participação em projetos realizados com apoio de ONGs sociais e ambientais, como Instituto Akatu, Sea Shepherd, Greenpeace e Fundação SOS Mata Atlântica, entre outras. Algumas atividades são beneficiadas com recursos governamentais, como os do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO). Outras contaram, anteriormente, com recursos da prefeitura.

"A maneira de fazer política no Brasil muitas vezes atrapalha os resultados: os políticos querem fazer acordos para liberar verbas e nós queremos praia limpa, rio despoluído. Queremos, acima de tudo, transparência", diz Malavolta. A transparência no ser, no sentir, no falar e no fazer está, inclusive, definida como princípio da Ecosurfi, cuja visão é "Ser uma organização eficiente, inovadora, dinâmica e eficaz no emprego da educação socioambiental no Brasil".

O compromisso ali é com a "justiça socioambiental, a melhoria da qualidade de vida, a defesa do meio ambiente e o fortalecimento da cultura de paz". O engajamento de Malavolta com os princípios e a missão da Ecosurfi é tão definitivo que o nome da ONG-escola está tatuado em seu antebraço.

O ecosurfista prefere apostar na participação dos jovens voluntários a navegar nos meandros da política. "Procuramos mostrar a relação do surfe com as condições das praias", ensina. "As ondas dependem dos bancos de areia no fundo do mar. A erosão e a falta de conservação podem comprometer a qualidade das ondas."

João Malavolta com uma turma de alunos de surfe, em Itanhaém. Foto de Liana John
Com uma turma de alunos

Malavolta já viajou para muitos lugares atrás de ondas de qualidade. Viu paisagens fantásticas. Isso só será possível com movimentos de preservação. "A gente só preserva o que conhece. O surfe é um esporte que te leva a viajar, a conhecer. É um esporte que depende do oceano limpo, de praia boa. Existe um espírito e uma cultura associados ao esporte, muito além do consumismo de se vestir como surfista. É isso que procuro passar."

Um dos projetos da ONG-escola é estudar a regeneração do junduzal, a vegetação rasteira responsável pela fixação das dunas de areia e controle natural da erosão. "Vamos primeiro levantar as áreas em regeneração e aquelas em estado mais crítico. Estamos preparando mudas em um viveiro e depois vamos promover o replantio do junduzal onde for necessário."

Toda a atividade é fotografada e filmada para abastecer a mídia local e as redes sociais. "Quero que os jovens se apropriem da comunicação para conseguir entender o que foi realizado, as causas e as consequências de todo o processo", afirma ele. "As condições ambientais dependem dos cuidados que partem da base e nós somos essa base, nós fazemos nossas ondas de sustentabilidade."

Inicialmente, poucas pessoas apareciam nos mutirões de limpeza de praia. Agora já são mais de 300. "É nítido que essas pessoas têm o mesmo sentimento, a vontade de doar seu tempo por acreditar que podem fazer a diferença", diz Malavolta. "Vem gente de todas as idades, o apelo ambiental é grande, é uma oportunidade para cada um de se sentir bem."

Cada mutirão chega a reunir até uma tonelada e meia de resíduos. A maioria é de plásticos, que flutuam durante anos, mesmo quando se quebram ou se deterioram. Os resíduos são carregados pelas marés e representam riscos reais para a fauna marinha. Há riscos mecânicos, por exemplo: peixes, tartarugas e aves podem engolir os plásticos, que não são digeridos e permanecem no estômago a ponto de impedir a alimentação e matar os animais de inanição. Peixes e tartarugas também podem se enroscar em plásticos, tornando-se vulneráveis a predadores ou ao afogamento.

Existem ainda os riscos químicos: como são produzidos a partir do petróleo, os plásticos têm afinidade química com poluentes orgânicos persistentes (chamados de POPs) e coletam tais poluentes enquanto flutuam no mar. Ao ingerirem fragmentos de plástico rodados, os animais também se contaminam com os químicos.

Por isso, cada sacolinha, cada frasco retirado do mar conta. Assim como conta - e muito - a atitude de não jogar lixo na praia, no mar, no rio, no mangue. Somam-se a essas contas opções como trocar o carro por bicicleta, por exemplo, sobretudo em uma cidade plana como Itanhaém, razão mais que suficiente para engajar Malavolta em uma campanha por mais ciclovias na cidade.

Em outro projeto - chamado Rio do Nosso Bairro - a Ecosurfi conseguiu envolver quatro escolas de cada um dos nove municípios da Baixada Santista, em um total de 36 escolas. Durante 2010, os alunos participantes levantaram a situação dos rios e córregos de suas regiões, fazendo um diagnóstico e colocando os resultados no mapa, conforme a metodologia internacional Green Maps. Em seguida, foram realizados seminários e uma conferência infanto-juvenil, ao final da qual as escolas assumiram a responsabilidade no cuidado com os cursos d'água. Em vários casos, os projetos foram para frente, com professores e estudantes trabalhando em defesa dos recursos hídricos.

Quando era moleque e ganhou sua primeira prancha do pai, aos 11 anos, Malavolta ia para o mar quase todos os dias. "Tinha o compromisso de ir à escola, mas fora do horário escolar a última alternativa era ficar em casa. Tinha coisa demais para fazer na praia", lembra-se.

Agora, apesar de ter menos tempo livre para a busca incessante da onda perfeita, ele continua surfando. "É o que me reconecta com tudo que acredito. Como todo surfista, acho que sempre vou encontrar uma onda melhor logo adiante." A diferença é que Malavolta não fica apenas esperando a próxima onda quebrar para conferir, mas ajuda na construção permanente desse ideal.

Barraca da Ecosurfi em Itanhaém
Site da Ecosurfi
Página no Facebook

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ato em defesa das florestas, 29/11 em Brasília

logo da campanha #florestafazadiferenca em defesa do Código Florestal
A Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou esta semana as alterações no Código Florestal.
Apesar de algumas pequenas melhorias, como a criação do Cadastro Rural Ambiental (CRA), os problemas apontados pelos cientistas continuam, inclusive a anistia aos desmatadores e os problemas constitucionais.
(leia análise do projeto aprovado, feita pelo Dr. Jean Paul Metzger, pesquisador da USP, aqui)

Além do projeto, foram aprovadas a toque de caixa várias emendas que beneficiam os agricultores que desrespeitaram a lei.
Emendas que poderiam tornar a coisa menos pior, como a proibição de novos desmatamentos por dez anos, foram rejeitadas.

Foi aprovado "regime de urgência", e a proposta pode ir a votação no plenário a qualquer momento.
(fique de olho para saber como vota o seu senador!!!)

Apesar do desânimo, não podemos baixar a guarda.
O que for aprovado pelo Congresso ainda vai passar pela presidente Dilma, que poderá vetar (conforme prometido) os retrocessos mais graves, como os artigos que premiam que desmatou ilegalmente até 2008 com cancelamento de multas e impunidade.

No próximo dia 29, terça-feira, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável vai promover o "Ato em defesa das florestas" em Brasília, para a entrega dos abaixo assinados para a Presidente Dilma e para a Presidência do Senado.

(Ainda não assinou? Está esperando o quê??? Assine e divulgue!)

Precisamos do seu apoio!
Mesmo que não possa estar lá pessoalmente, ajude a divulgar o ato.

As assinaturas coletadas devem ser enviadas com urgência para Caixa Postal 6137, CEP 70740-971, Brasília - DF.

Vai ter ônibus (grátis!) saindo de São Paulo:
Saída dia 28 de novembro às 16hs
Volta São Paulo dia 29/11 - 18hs
Confirmar enviando e-mail para voluntariado.apoio@sosma.org.br até dia 25 (sexta-feira) às 12hs.

Esta região poderia ser mais segura se tivesse florestas nas encostas dos morros - #florestafazadiferencao ator Wagner Moura apóia a campanha #florestafazadiferenca em defesa do Código Florestal

o músico e poeta Arnaldo Antunes apóia a campanha #florestafazadiferenca em defesa do Código Florestalo ator Victor Fasano apóia a campanha #florestafazadiferenca em defesa do Código Florestal
Manifestantes contra as mudanças no Código Florestal protestam no Senado. Foto de Jose Cruz/ABr
Manifestantes contra as mudanças no Código Florestal protestam durante sessão da Comissão de Meio Ambiente do Senado. Os manifestantes foram retirados do plenário.
Foto de Jose Cruz/ABr

domingo, 16 de outubro de 2011

Dia Mundial da Alimentação

16 de outubro é o Dia Mundial da Alimentação.
Algo que 1 em cada 7 habitantes do planeta não têm.

Segundo o ActionAid, até o fim deste ano o número de famintos no mundo chegará a 1 bilhão de pessoas. É muita gente!

criança severamente desnutrida na Somália - foto da Euronews
A crise no Chifre da África afeta, principalmente, crianças.
Foto da Euronews.

Aproveito para divulgar a petição Hungry No More, da ong One (aquela do Bono), relativa à crise na Somália.
Cerca de 300.000 pessoas já assinaram!

A próxima reunião de cúpula do G20 acontecerá nos dias 3 e 4 de novembro de 2011, em Cannes. A petição é direcionada aos "líderes mundiais" que participarão da reunião:
"A fome na Somália pode matar 750.000 nos próximos meses, e dezenas de milhares já morreram. Quando vocês se reunirem na Reunião do Grupo dos 20 (G20) em novembro, vocês terão a oportunidade de romper o ciclo da miséria e garantir que as pessoas não mais tenham fome. Vidas estão em suas mãos. Por favor, mantenham as promessas que fizeram aos 2 milhões de pessoas pobres que dependem do cultivo para sua sobrevivência."
Em 2009, foi prometido um auxílio de 22 bilhões de dólares para ajudar a agricultura na região e acabar com a fome. O objetivo da petição é que esta deixe de ser mais uma promessa vazia.

Pena que a maioria dos países esteja muito preocupada tentando resolver seus próprios problemas econômicos...


Veja o vídeo de divulgação da campanha: FOME é a verdadeira obscenidade!

"A fome é criada pelo Homem."

Mais sobre a Somália (e como ajudar) aqui.
Visite também a página sobre a fome do ActionAid.


A fome mundial não será resolvida com produção de transgênicos e monoculturas em larga escala.
Apenas apoiando soluções locais e de pequena escala, uma produção sustentável de alimentos será possível.
(E, quando digo "sustentável", não estou falando apenas de impacto ambiental. Estou falando de uma produção que se sustente a médio e longo prazo.)